7 erros que deixam a casa com cheiro ruim e como resolvê-los

Mesmo com a limpeza em dia não é incomum que a casa apresente mau cheiro se alguns itens e locais não receberem a atenção adequada. Isso pode ocorrer, por exemplo, diante de fontes ocultas de umidade, acúmulo de resíduos orgânicos ou falta de ventilação adequada.
“Tapetes, tecidos, ralos pouco usados, lixeiras mal higienizadas e até o próprio clima podem favorecer a proliferação de bactérias e fungos que liberam odores desagradáveis. Além disso, produtos de limpeza mal enxaguados podem deixar resíduos que, com o tempo, oxidam e têm efeito contrário, dando cheiro ruim ao ambiente”, comenta a especialista em limpeza Letícia Moraes Silva, da Maria Brasileira, empresa focada em limpeza residencial e empresarial.
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A seguir, confira os itens que merecem um olhar cuidadoso para não deixar a casa com cheiro ruim.
1. Sofás, tapetes, almofadas e cortinas com limpeza ineficiente
Quando não higienizados regularmente, sofás, tapetes, almofadas, cortinas, mantas, enfim, tecidos em geral, acabam absorvendo cheiros e deixando o ambiente com odor desagradável. A situação piora em casas que possuem pets e quando os moradores têm o hábito de fazer as refeições no sofá. Para contornar o problema, é importante lavar capas de almofada com regularidade, aspirar estofados, cortinas e tapetes semanalmente e manter a circulação de ar.
2. Deixar roupas úmidas
As roupas úmidas costumam causar odores desagradáveis em dois cômodos distintos: na lavanderia e no quarto
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As roupas úmidas costumam causar odores desagradáveis em dois cômodos distintos: na lavanderia e no quarto. No primeiro ambiente, o problema tem relação com o pouco fluxo de ar e grande concentração de itens úmidos, o que favorece mofo e odor. “Roupas molhadas deixadas em cestos, panos de chão, tapetes úmidos acumulam cheiro rapidamente”, observa José Roberto Campanelli, diretor da rede de franquias de limpeza Mary Help. Para ele, a solução passa por manter uma rotina regular de lavagem e secagem de roupas, evitando deixar peças úmidas paradas; cuidado que ajuda não apenas a evitar mau cheiro, mas também a manter as roupas com odor agradável.
Já no quarto, o erro está em guardar roupas úmidas no guarda-roupa e em gavetas, hábito que, aliado a falta de ventilação destes móveis, pode gerar mofo e odor característico. Assim, vale verificar se as roupas estão devidamente secas antes de guardá-las e deixar as portas do guarda-roupa e as gavetas abertas por alguns minutos ao dia para dissipar a umidade interna.
3. Ralos sem manutenção
Manter a manutenção dos ralos em dia é essencial para que a casa fique sempre cheirosa, mesmo que o ralo não seja utilizado com frequência. “Se o ralo fica muito tempo sem uso, ele resseca e libera odores do encanamento; se tem acúmulo de cabelos e sabonete, fermenta. O ideal é fazer uma limpeza semanal dentro do ralo, usando uma escova de cabo longo, com detergente neutro para desengordurar o encanamento”, diz Letícia.
4. Lixeiras sem tampa ou mal fechadas
Para evitar mau cheiro, o ideal é descartar o lixo todos os dias e higienizar a lixeira diariamente
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Lixeiras sem tampa ou mal fechadas são grandes responsáveis pelo cheiro ruim de uma casa, mesmo que o lar esteja com a faxina em dia. Isso porque elas costumam ter resíduos orgânicos, como restos de alimentos, que se decompõem rapidamente. Para resolver, o ideal é descartar o lixo todos os dias e higienizar a lixeira diariamente, além de garantir que ela esteja sempre com a tampa bem fechada.
5. Geladeira com restos de alimentos
A geladeira é outro local que merece atenção redobrada para manter a casa com odor fresco e agradável, visto que é comum esquecer legumes e verduras estragados nos fundos das gavetas, ou mesmo restos de alimentos, que as pessoas acreditam que vão comer depois e acabam se deteriorando. Neste caso, a melhor estratégia é limpar o eletrodoméstico semanalmente, observando a aparência e a validade dos alimentos.
6. Máquina de lavar sem manutenção
A borracha da máquina de lavar, o cesto interno e o dispenser de sabão acumulam microrganismos e precisam de higienização regular, caso contrário, o eletrodoméstico irá espalhar mau odor e ainda deixar as roupas com cheiro ruim. Portanto, limpe a máquina regularmente e crie o hábito de deixá-la aberta por um período após a lavagem para que ela seque totalmente e evite cheiros desagradáveis.
7. Falta de cuidado com os pets e seus acessórios
A oleosidade natural dos animais pode impregnar tecidos e estofados, então a limpeza preventiva dos móveis e acessórios deve ser ainda mais constante
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Em casa com pets a rotina de limpeza e cuidados deve ser redobrada, isso inclui estar sempre de olho no animal e higienizar com frequência os acessórios do companheiro de quatro patas, como caminhas, mantas e brinquedos. Outra providência essencial é manter sempre limpo o local de necessidades do pet, trocando com frequência adequada a caixa de areia, ou os tapetes higiênicos.
“A oleosidade natural dos animais pode impregnar tecidos e estofados, então a limpeza preventiva dos móveis e acessórios deve ser ainda mais constante. Além disso, é importante verificar se o pet tem acesso a áreas úmidas, como banheiro ou lavanderia, porque o contato com superfícies molhadas intensifica os odores do pelo do animal”, ressalta Letícia.
Cuidados gerais
De modo geral, vale reforçar que o mau cheiro é quase sempre um indício de umidade ou acúmulo de matéria orgânica. Quando a limpeza tradicional não resolve, geralmente o problema está em áreas escondidas como ralos, tecidos, madeira, gavetas, estofados ou cantos pouco ventilados. Dessa forma, manter uma rotina preventiva é mais eficiente do que tentar mascarar odores depois que eles surgem.
“Hábitos simples fazem muita diferença, como abrir janelas pela manhã, manter superfícies sempre secas, evitar o acúmulo de louça e lixo, estender toalhas e panos em local ventilado, e aspirar áreas de maior circulação. Também é de grande ajuda guardar alimentos de forma adequada e não fechar armários e gavetas com objetos ainda úmidos. Essa combinação de ventilação, secagem e organização evita a proliferação de fungos e bactérias, mantendo os ambientes frescos por mais tempo”, finaliza Letícia.
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