7 jardins com caminhos de pedras, seixos e pisos drenantes

Presentes na maioria dos projetos de paisagismo, os caminhos de jardim cumprem um papel funcional — preservar a grama e organizar a circulação — enquanto adicionam ritmo e textura aos espaços externos. Nesta seleção, sete propostas mostram como diferentes materiais e geometrias transformam áreas verdes em cenários acolhedores e cheios de personalidade.
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CLARO DESTINO
Da esquerda para a direita, bastão do imperador vermelho, filodendro angolano, liríope, unha-de-gato, palmeira-ráfis, samambaia-jamaica e mini lambari. Espreguiçadeiras do Atelier Carlos Motta
Fran Parente/Divulgação
Construída há 20 anos, a casa de 1.400 m² no Jardim América, em São Paulo, foi revitalizada pelo escritório WF Arquitetos (@wfarquitetos) e pelo engenheiro agrônomo e paisagista Rodrigo Oliveira (@rodrigooliveira_paisagismo). Sobre a grama-esmeralda, pisadas de granito itaúnas atendem a área gourmet e a piscina. “As pisadas, no mesmo material do piso interno, foram desenhadas com atenção aos fluxos, criando uma transição natural entre os espaços”, conta Rodrigo.
MOSAICO FUNCIONAL
O corredor lateral foi revestido de rachão de quartzito com juntas de pedriscos cinza e ganhou canteiro com marantas charuto
Evelyn Müller/Divulgação
A reforma desta casa de 380 m² em São Paulo, comandada pelo arquiteto Guelo Nunes (@guelonunes_arquitetura) e executada pela Cateo Engenharia, previu uma série de novas aberturas, que permitem visualizar o jardim tropical da paisagista Catê Poli (@cate_poli_paisagismo) de qualquer cômodo. O corredor lateral, antes esquecido e árido, foi revestido de rachão de quartzito com juntas de pedriscos cinza e ganhou canteiro com marantas charuto. “Temos um traçado curto e objetivo, que leva da entrada à área de lazer, sem passar por dentro da casa. Substituímos o antigo contrapiso para aumentar a permeabilidade, e inserimos as plantas que criam o cenário para quem está na sala”, conta Catê.
ENTRE TONS
Os espaços de convivência ficam concentrados nas extremidades, com um gramado central que confere amplitude ao terreno e caminho de pisos drenantes em dois tons de cinza, da Drenaltec. Maciços de filodendro-ondulado, guaimbê, taioba e capim-do-texas envolvem as árvores preservadas
Marco Antonio/Divulgação
No terreno de 1.600 m² no bairro Jardim Europa, em São Paulo, o projeto arquitetônico de Marilia Pellegrini (@mariliapellegrini) foi integrado à natureza pelo Studio Clariça Lima (@studioclaricalima). A fluidez é garantida pelos caminhos sinuosos, paginados com pisos drenantes em dois tons de cinza, da Drenaltec. “A setorização da área externa foi pensada para a circulação e a conexão com a casa existente. Os espaços de convivência ficam concentrados nas extremidades, com um gramado central que confere amplitude ao terreno”, explica Clariça.
TRAÇADO POÉTICO
Maciços de capim-do-texas verde, pleomele variegata, bela-emília, agapanto, pleomele reflexa e ixora rei envolvem os elementos estruturais, como o caminho de pedra miracema
Anita Soares/Divulgação
No terreno de 3 mil m² em Petrópolis, no Rio de Janeiro, a casa projetada pelo arquiteto Duda Porto (@dudaportoarquitetura) debruça-se sobre a paisagem. Desde a entrada, maciços de capim-do-texas verde, pleomele variegata, bela-emília, agapanto, pleomele reflexa e ixora rei envolvem os elementos estruturais, como o caminho de pedra miracema – também aplicada na fachada. “O caminho vai além da estética, ele proporciona uma interação sensorial com o ambiente, permitindo que os visitantes se conectem com a natureza ao longo do trajeto”, diz o paisagista Júlio Sousa (@juliosousa_paisagista), que assina o jardim.
PASSAGEM VERDE
Os flamboiãs preexistentes se misturam a orelha-de-elefante, jiboia, helicônia, hera-da-algéria e lírio da paz gigante, cultivados em toda a área sombreada, com caminho de arenito bruto
Renata Freitas/Editora Globo
A incorporação da vegetação nativa é marcante no terreno de 14 mil m² em Porto Feliz, SP. No projeto arquitetônico do escritório FGMF (@fgmf), o bloco principal da casa se desdobra em pavilhões menores distribuídos pelo terreno, com sala de leitura, ateliê de cerâmica e sauna. As pisadas de arenito bruto, sugeridas pelo escritório RPAA Paisagismo (@rpaa.paisagismo), responsável pelo jardim, garantem a conexão entre os espaços. “Chamamos esse recurso de coreografia do caminhar, onde as curvas direcionam o olhar e a passagem”, explica o paisagista Raul Pereira.
ROTA LINEAR
Sob a marquise vazada, foram cultivadas costela-de-adão, cica e palmeira-fênix. Em primeiro plano, capim-azul. Entre eles, pisadas de granito branco desirée
Roger Panhan/Divulgação
A casa de 531 m² projetada pelo escritório Triptyque (@triptyquearchitecture) no condomínio Fazenda Boa Vista, em Porto Feliz, SP, foi revisitada pela arquiteta Laura Rocha (@laurarocha) e pelo paisagista Roberto Riscala (@robertoriscala_paisagismo), a fim de diferenciá-la de suas vizinhas idênticas. Para a entrada e as laterais, o paisagista sugeriu as pisadas de granito branco desirée, entremeadas de grama-esmeralda. “Neste projeto os caminhos assumem traçado linear e preciso, em pisadas quadradas e retangulares que refletem a linguagem contemporânea da residência”, diz Roberto.
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ONDA TROPICAL
À esquerda do caminho de pedra são tomé, há uma escada de acesso ao subsolo camuflada por maranta charuto, liríope verde, guaimbê e pleomele verde. À direita, justicia vermelha e xanadu
Renato Navarro/Divulgação
Na casa de 600 m² em São Paulo, reformada pela arquiteta Carolina Ferreira (@carolferreira_arquitetura), a arquiteta-paisagista Bia Abreu (@biaabreu_paisagismo) teve como prioridades conferir mais privacidade à área de lazer e camuflar os muros. Para acompanhar os canteiros curvos, a pedra são tomé foi paginada com espaçamentos e cortes variados. “Em um caminho mais sinuoso você não consegue ver o fim imediatamente, o jardim se revela aos poucos”, afirma Bia.

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