8 artistas que já trouxeram elementos residenciais incríveis para seus palcos

Muito além de simples cenários, as estruturas que ocupam os palcos musicais hoje funcionam como extensão da mente de quem canta. De castelos lúdicos a casas minimalistas, elementos residenciais escolhidos por cantores como Lady Gaga, Sabrina Carpenter e Bad Bunny não estão ali apenas para decorar, mas para contar uma história.
Cada peça de mobiliário, objeto de cena e “cômodo” montado revelam facetas da personalidade desses artistas.
A seguir, confira celebridades que já exploraram a arquitetura em seus shows, em diálogo direto com o que há de mais íntimo em seus trabalhos.
1. Lana Del Rey
Show de Lana Del Rey ilustra como a cenografia pode ser um aparato poderoso na construção de um espetáculo
STUFISH/Divulgação
Com o design de palco assinado pela STUFISH — equipe de arquitetos de entretenimento conhecida por projetos cenográficos —, a turnê de Lana Del Rey, que passou pelo Reino Unido e Irlanda em 2025, transformou os estádios em um quadro vivo da estética gótico-sulista dos Estados Unidos.
Na cenografia, ganhou destaque uma casa estilo shotgun da Louisiana, em escala real e marcada pelo desgaste do clima, a qual ancorava a cena e era emoldurada por copas de salgueiros em cascata.
2. Chappel Roan
Cenografia de show da cantora Chappel Roan lembra um castelo de papel dobrado, o qual ganha profundidade com a iluminação roxa e parece ter saído de um livro de ficção
STUFISH/Divulgação
Para a turnê Visions of Damsels & Other Dangerous Things (2025), Chappel também contou com a cenografia criada pela STUFISH, a qual parece ter saído das páginas de um livro infantil antigo.
No site oficial, o escritório descreve o projeto como “um castelo fantástico, desdobrando-se pelo palco como um livro de histórias pego no meio da curva”. Sua construção imitava a complexidade da arte em papel dobrado, criando uma atmosfera de profundidade visual.
3. Bad Bunny
Idealizada com base em uma casa real de Porto Rico, a La Casita aposta na nostalgia caribenha
X/Bad Bunny Brasil/Reprodução
Criado para a residência artística do cantor porto-riquenho Bad Bunny, No me quero ir de Aquí, em San Juan, o cenário trouxe a La Casita, estrutura rosa que reproduz uma casa típica de Porto Rico. Desenvolvido pelo designer Julio Himede, fundador do Yellow Studio, o elemento é exemplo da arquitetura vernacular. A ideia do artista foi celebrar suas origens.
A mesma estrutura ganhou destaque no show do intervalo do Super Bowl 2026 e na tour Debí Tirar Más Fotos, reafirmando a importância das raízes do cantor diante de grandes plateias.
4. Sabrina Carpenter
Além da estrutura que simboliza uma casa, o cenário do show de Sabrina Carpenter explorava a estética dos programas de TV dos Estados Unidos dos anos 1960. Repare que as duas câmeras dos cantos têm aparência vintage
STUFISH/Divulgação
A cenografia assinada pela STUFISH para a turnê Short’n Sweet (2025) de Sabrina Carpenter é uma verdadeira aula de aproveitamento de espaço e narrativa visual. O cenário, descrito pelo próprio estúdio, consiste em uma cobertura de dois andares com quatro salas distintas, onde Sabrina, seus dançarinos e banda apresentam diferentes vinhetas teatrais ao longo do show.
5. Taylor Swift
A cabana revestida de musgo materializa o refúgio bucólico do álbum Folklore no palco da The Eras Tour
Mikxth/Wikimedia Commons
Peça central de um dos blocos mais lúdicos da The Eras Tour (2023-2024), a cabana simboliza o universo de Folklore, oitavo álbum de estúdio de Taylor Swift. Coberta de musgo, a estrutura foi projetada para evocar a atmosfera indie-folk e o tom bucólico do disco. Cercado por uma névoa constante, o cenário ganhou ainda mais força com projeções digitais que transformaram as apresentações em uma floresta imersiva.
6. Lady Gaga
Castelo gótico de turnê da cantora Lady Gaga tinha portas mecânicas iluminação LED, o que ajudava a transformar o cenário em organismo vivo durante o espetáculo
STUFISH/Divulgação
O castelo gótico da turnê Born This Way Ball (2012) foi uma estrutura cenográfica complexa. No site oficial, a STUFISH detalha a engenharia por trás do design: “Todo o castelo foi integrado com portas de rolo mecânicas e coberturas de janela que podiam abrir e fechar conforme necessário. A iluminação LED foi incorporada aos detalhes arquitetônicos, permitindo que a estrutura se iluminasse”.
Com cinco andares, o castelo simbolizava o interior de uma mente que celebra liberdade e a rebeldia. As janelas e portas revelam diferentes “cômodos” da narrativa, transformando o humor da arquitetura conforme a música — do sombrio ao tecnológico em segundos, graças ao uso dos LEDs integrados.
7. The 1975
Cenário realista criado por Thobias Rylander para a banda The 1975 reproduz um sobrado com mobiliário funcional. O design de interiores ajuda a trazer reflexões sobre isolamento e rotina na era digital, temas presentes nas canções do grupo inglês
Jordan Curtis-Hughes/Divulgação
A cenografia assinada pelo designer sueco Tobias Rylander para a turnê Still At Their Very Best Tour (2023-2024) apresenta uma estrutura completa de casa. O espetáculo era permeado por elementos residenciais — paredes, portas, janelas, escadarias e até diversos televisores antigos — que evocavam uma sensação nostálgica, remetendo a tempos passados. Essa arquitetura de cena colocou o vocalista Matty Healy em um ambiente doméstico no centro de uma arena, criando um contraste poderoso entre intimidade e grandiosidade.
8. Jão
A concepção da cenografia para o Especial de Natal de 2024 foi idealizada pelo cantor Jão e sua equipe, a fim de representar uma casa coberta de neve
Facebook/Vibra São Paulo/Divulgação
No Especial de Natal de 2024, realizado no Rio de Janeiro, o cantor paulista apresentou uma cenografia que evocava o imaginário de casas em vizinhanças tranquilas após a neve — cena típica dos filmes natalinos dos anos 2000. A estrutura principal trazia a fachada de uma residência com telhados inclinados e janelas clássicas, criando no palco uma espécie de vila particular completa.

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