Ganhar um bichinho é o sonho de muitas crianças, mas antes de presenteá-las com um animal, a decisão deve ser cuidadosamente planejada pela família. Especialistas ressaltam que criar um vínculo duradouro com o pet e atribuir tarefas simples de cuidado pode contribuir para o desenvolvimento infantil. No entanto, cães, gatos e outros bichos não devem ser vistos como uma “posse”.
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Segundo a psicóloga Juliana Sato, especialista em luto pet e comportamento humano, oferecer um bichano como “presente” pode gerar consequências sérias quando a decisão não é previamente planejada, principalmente na mente infantil. “O animal é um ser vivo com necessidades próprias, não algo que entretém. O risco é que ele seja manipulado sem limites, tenha seu bem-estar prejudicado e, pior, que a criança aprenda a relacionar afeto com posse”, ela explica.
A partir dos 6 ou 7 anos, as crianças começam a desenvolver maior compreensão sobre cuidados e responsabilidades com os animais. Nessa fase, já podem participar de tarefas simples, como ajudar a alimentar, escovar ou organizar os brinquedos do pet
Freepik/Creative Commons
A chegada de um animal exige organização: rotina, tempo, custos e o envolvimento dos adultos. Quando o presente é dado por impulso, a família pode acabar despreparada para assumir cuidados que são diários e de longo prazo.
O planejamento para ter um pet deve incluir uma conversa sobre tarefas e responsabilidades de todos, além da organização financeira e da adaptação da rotina da casa — passeios e banhos do cachorro, por exemplo.
Os pais devem assumir os cuidados com os pets e conversar sobre constância e compromisso com as crianças, sem culpa ou punição. É importante que a criança entenda que cuidar de um animal envolve rotina e responsabilidade, mas de forma positiva e educativa
Freepik/Creative Commons
“Para decidir se é o momento certo, é preciso avaliar as condições financeiras e emocionais, garantir a concordância de todos os moradores da casa e ter consciência de que o animal é um ser vivo, com seu próprio tempo de vida. Também é necessário estar disposto a renunciar a algumas atividades pessoais em prol do coletivo”, orienta Perla Poltronieri, fundadora e presidente da Organização da Sociedade Civil Catland, dedicada à adoção de gatos.
Como incluir as crianças nos cuidados diários com os pets
As crianças podem assumir responsabilidades simples, como encher o pote de água, ajudar na escovação, guardar brinquedos e avisar quando algo precisa ser limpo — sempre com supervisão.
Quando os adultos conduzem a adoção de um pet com diálogo e exemplo, fortalecem valores como empatia, respeito e comprometimento, criando um ambiente saudável tanto para o desenvolvimento infantil quanto para o bem-estar animal
Freepik/Creative Commons
“Quando os pais demonstram respeito pelos limites do animal, explicam seu comportamento e envolvem a criança nos pequenos cuidados, criam um ambiente de aprendizado emocional”, destaca a psicóloga Juliana.
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Além disso, recomenda-se que o pet seja visto como parte da família, e não como responsabilidade exclusiva da criança. O bem-estar do animal deve estar sob os cuidados dos adultos, o que garante sua proteção e evita que a criança se sinta culpada caso não consiga manter o interesse ou a rotina.
Sinais de que a família está pronta para adotar um animal
Responsabilidades bem distribuídas;
Rotina organizada para alimentação, higiene e exercícios;
Planejamento financeiro;
Consciência de que a convivência pode durar mais de uma década.
“Ao pensar na adoção de um animal, é fundamental que todos os moradores da casa estejam de acordo e definam atividades para garantir o melhor cuidado possível. O pet precisa ser acompanhado e supervisionado, para evitar que vá para a rua ou se machuque, por exemplo”, ressalta Perla.
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Segundo a psicóloga Juliana Sato, especialista em luto pet e comportamento humano, oferecer um bichano como “presente” pode gerar consequências sérias quando a decisão não é previamente planejada, principalmente na mente infantil. “O animal é um ser vivo com necessidades próprias, não algo que entretém. O risco é que ele seja manipulado sem limites, tenha seu bem-estar prejudicado e, pior, que a criança aprenda a relacionar afeto com posse”, ela explica.
A partir dos 6 ou 7 anos, as crianças começam a desenvolver maior compreensão sobre cuidados e responsabilidades com os animais. Nessa fase, já podem participar de tarefas simples, como ajudar a alimentar, escovar ou organizar os brinquedos do pet
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A chegada de um animal exige organização: rotina, tempo, custos e o envolvimento dos adultos. Quando o presente é dado por impulso, a família pode acabar despreparada para assumir cuidados que são diários e de longo prazo.
O planejamento para ter um pet deve incluir uma conversa sobre tarefas e responsabilidades de todos, além da organização financeira e da adaptação da rotina da casa — passeios e banhos do cachorro, por exemplo.
Os pais devem assumir os cuidados com os pets e conversar sobre constância e compromisso com as crianças, sem culpa ou punição. É importante que a criança entenda que cuidar de um animal envolve rotina e responsabilidade, mas de forma positiva e educativa
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“Para decidir se é o momento certo, é preciso avaliar as condições financeiras e emocionais, garantir a concordância de todos os moradores da casa e ter consciência de que o animal é um ser vivo, com seu próprio tempo de vida. Também é necessário estar disposto a renunciar a algumas atividades pessoais em prol do coletivo”, orienta Perla Poltronieri, fundadora e presidente da Organização da Sociedade Civil Catland, dedicada à adoção de gatos.
Como incluir as crianças nos cuidados diários com os pets
As crianças podem assumir responsabilidades simples, como encher o pote de água, ajudar na escovação, guardar brinquedos e avisar quando algo precisa ser limpo — sempre com supervisão.
Quando os adultos conduzem a adoção de um pet com diálogo e exemplo, fortalecem valores como empatia, respeito e comprometimento, criando um ambiente saudável tanto para o desenvolvimento infantil quanto para o bem-estar animal
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“Quando os pais demonstram respeito pelos limites do animal, explicam seu comportamento e envolvem a criança nos pequenos cuidados, criam um ambiente de aprendizado emocional”, destaca a psicóloga Juliana.
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Além disso, recomenda-se que o pet seja visto como parte da família, e não como responsabilidade exclusiva da criança. O bem-estar do animal deve estar sob os cuidados dos adultos, o que garante sua proteção e evita que a criança se sinta culpada caso não consiga manter o interesse ou a rotina.
Sinais de que a família está pronta para adotar um animal
Responsabilidades bem distribuídas;
Rotina organizada para alimentação, higiene e exercícios;
Planejamento financeiro;
Consciência de que a convivência pode durar mais de uma década.
“Ao pensar na adoção de um animal, é fundamental que todos os moradores da casa estejam de acordo e definam atividades para garantir o melhor cuidado possível. O pet precisa ser acompanhado e supervisionado, para evitar que vá para a rua ou se machuque, por exemplo”, ressalta Perla.



