“Eu adoro receber pessoas em casa”, festeja Roxana Picado, moradora de um apartamento de 380 m² no coração dos Jardins, em São Paulo. Ela, que é designer de interiores e curadora de espaços, também tem formação como chef de cozinha. “O Thanksgiving – Dia de Ação de Graças – é a nossa data comemorativa favorita. Gostamos de cozinhar e reunir os amigos em torno da mesa. Somos metade americanos e mantemos esse feriado como tradição justamente pelo seu sentido. Convidamos os amigos mais próximos para compartilhar receitas tradicionais e, acima de tudo, agradecer. É um ritual que traduz muito do que acreditamos”, resume ela, que divide o lar com os três filhos, além do cachorro, Hygge.
LEIA MAIS
Vai construir ou reformar? Seleção Archa + Casa Vogue ajuda você a encontrar o melhor arquiteto para o seu projeto
Roxana lê sobre mesa Coração, design Lia Siqueira para a Etel, na sala de jantar, com cadeiras Cantu, de Sergio Rodrigues, da Dpot, e tela de Leka Mendes, na Marli Matsumoto Arte Contemporânea, na parede pintada na cor Rosa Minas, de Paola Croso
Filippo Bamberghi
A família vivia em outro apartamento no mesmo edifício havia quase uma década e, há pouco mais de um ano, começou a buscar por um novo imóvel na capital paulista. “Mas quando surgiu a oportunidade deste térreo com terraço, optamos por ficar. Foi uma escolha natural permanecer onde já temos raízes e tantas memórias afetivas”, diz a designer de interiores. “Meus filhos cresceram cercados por vizinhos que hoje são quase como família. É um condomínio muito acolhedor, com uma atmosfera única.” Apesar da planta, localização e vizinhança já bem conhecidas, o novo lar trouxe uma deliciosa surpresa: o generoso espaço externo existente apenas nesta unidade térrea. “No ano passado, comemorei ali meus 45 anos, em uma festa com comida tailandesa.”
+ Casa Vogue celebra 50 anos com grandes nomes da arquitetura
A copa leva banco estofado com tecido náutico italiano, na Donatelli, cadeiras Saarinen 72, de Eero Saarinen, com tecido Performance, da Quaker, mesa Tulipa, de Eero Saarinen, e sopeira herdada
Filippo Bamberghi
O lavabo tem pintura de Paola Croso na cor Goiaba, torneira marroquina e pedras da coleção da moradora
Filippo Bamberghi
Os interiores são fruto de colaboração entre Roxana e o Studio Grapa. “Vejo o projeto como uma extensão da minha história. Morei em muitos lugares ao longo da vida e trago comigo referências diversas. Sou curiosa e gosto de explorar temas variados, e isso também se traduz na casa”, explica a proprietária. A artista plástica e especialista em cores Paola Croso foi convidada para dar vida aos tetos e às paredes. “Ela já tinha pintado uma antiga cozinha minha e criado uma luminária que adoro. Mantivemos esse diálogo criativo e, quando pensei em trazer mais cor para este apartamento, sabia que ela era a pessoa certa. A partir do Rosa Minas, tão característico da Paola, chegamos à cor Roxana, que hoje veste o escritório e a sala de estar”, conta.
+ Como arquitetos e designers escolhem obras de arte para os projetos? O papel da emoção e da razão na curadoria
O hall de entrada recebeu parede na cor Pistacchio, de Paola Croso, com arte floral em alto-relevo assinada por Clemilson Saints, aparador de Giuseppe Scapinelli, no Herrero Antiquário, cestarias indígenas, no Depósito Kariri, e peças pré-colombianas
Filippo Bamberghi
O quarto de um dos filhos exibe a cor Azul Mineral, de Paola Croso, portas com tecido xadrez da Donatelli, cadeira Wassily, de Marcel Breuer, cortina com tecido da Pierre Frey, peseira de cama da Zara Home, tapete da Phenicia Concept, e, ao fundo, quadro de Enzo Mari
Filippo Bamberghi
No décor, peças brasileiras e outras trazidas de fora convivem com itens atemporais e obras de arte. “Tenho carinho especial por móveis garimpados de design brasileiro do passado, mas também admiro profundamente o trabalho dos designers contemporâneos, que trazem frescor e inovação ao cenário nacional. Gosto de como essas peças dialogam entre si e com achados de viagens”, resume.
+ Ode à memória: reforma de apartamento antigo ensina como preservar essência brutalista
Roxana posa no terraço com os filhos e o cachorro da família – a daybed antiga, na Mônica Cullen, recebeu estofado com tecidos da Quaker e almofadas indianas, na Balaio Home
Filippo Bamberghi
Outra visão da área externa mostra paisagismo assinado por Flávia Tiraboschi, sofá desenhado pela moradora, poltronas garimpadas no Herrero Antiquário, mesa de centro adquirida em leilão e mesa lateral Adobe 2, da Wentz
Filippo Bamberghi
E seria possível destacar um ambiente predileto em meio a tanta beleza? A resposta não poderia ser outra: “É difícil escolher, porque curto cada canto. Adoro cozinhar e receber, então o living integrado ao terraço é um espaço muito especial e gostoso. Meu local de trabalho também é um ponto central: meus filhos fazem a lição de casa, brincamos com jogos de tabuleiro e passamos horas juntos. As manhãs ali são particularmente inspiradoras. Gosto de começar o dia nesse cantinho que se abre para o verde ouvindo os passarinhos logo cedo”.
+ Silvia Braz abre apartamento carioca à beira-mar; assista ao tour
O living tem paredes e teto pintados por Paola Croso, carrinho de chá JZ, de Jorge Zalszupin, mesa de centro Pétala, do mesmo autor, no Espaço Guarani, poltronas amarelas Leve, de Joaquim Tenreiro, com almofadas de Esther Giobbi, sofá vintage, no Herrero Antiquário, poltronas brancas Mp-97, de Percival Lafer, mesas laterais antigas, na Balaio Home, e récamier azul, da Paschoal Ambrosio, tudo sob pendente de Ana Penso
Filippo Bamberghi
Ela ressalta que o apartamento vai muito além da estética: é seu território de memórias e de afeto, onde os detalhes traduzem a vida real que a família constrói a cada dia. “Acredito que cada lar deve falar profundamente sobre quem o habita. É isso que o torna verdadeiramente único. No meu trabalho e na minha casa, busco sempre traduzir essa identidade em espaços que unem vivência, cultura e afeto.” Em clima de contagem regressiva para seu aguardado Thanksgiving, Roxana anuncia que o convite, pintado em aquarela por uma amiga artista, já ficou pronto. Cheers!
*Matéria originalmente publicada na edição de novembro/2025 da Casa Vogue (CV 478), disponível em versão impressa, na nossa loja virtual e para assinantes no app Globo Mais.
🏡 Casa Vogue agora está no WhatsApp! Clique aqui e siga nosso canal
LEIA MAIS
Vai construir ou reformar? Seleção Archa + Casa Vogue ajuda você a encontrar o melhor arquiteto para o seu projeto
Roxana lê sobre mesa Coração, design Lia Siqueira para a Etel, na sala de jantar, com cadeiras Cantu, de Sergio Rodrigues, da Dpot, e tela de Leka Mendes, na Marli Matsumoto Arte Contemporânea, na parede pintada na cor Rosa Minas, de Paola Croso
Filippo Bamberghi
A família vivia em outro apartamento no mesmo edifício havia quase uma década e, há pouco mais de um ano, começou a buscar por um novo imóvel na capital paulista. “Mas quando surgiu a oportunidade deste térreo com terraço, optamos por ficar. Foi uma escolha natural permanecer onde já temos raízes e tantas memórias afetivas”, diz a designer de interiores. “Meus filhos cresceram cercados por vizinhos que hoje são quase como família. É um condomínio muito acolhedor, com uma atmosfera única.” Apesar da planta, localização e vizinhança já bem conhecidas, o novo lar trouxe uma deliciosa surpresa: o generoso espaço externo existente apenas nesta unidade térrea. “No ano passado, comemorei ali meus 45 anos, em uma festa com comida tailandesa.”
+ Casa Vogue celebra 50 anos com grandes nomes da arquitetura
A copa leva banco estofado com tecido náutico italiano, na Donatelli, cadeiras Saarinen 72, de Eero Saarinen, com tecido Performance, da Quaker, mesa Tulipa, de Eero Saarinen, e sopeira herdada
Filippo Bamberghi
O lavabo tem pintura de Paola Croso na cor Goiaba, torneira marroquina e pedras da coleção da moradora
Filippo Bamberghi
Os interiores são fruto de colaboração entre Roxana e o Studio Grapa. “Vejo o projeto como uma extensão da minha história. Morei em muitos lugares ao longo da vida e trago comigo referências diversas. Sou curiosa e gosto de explorar temas variados, e isso também se traduz na casa”, explica a proprietária. A artista plástica e especialista em cores Paola Croso foi convidada para dar vida aos tetos e às paredes. “Ela já tinha pintado uma antiga cozinha minha e criado uma luminária que adoro. Mantivemos esse diálogo criativo e, quando pensei em trazer mais cor para este apartamento, sabia que ela era a pessoa certa. A partir do Rosa Minas, tão característico da Paola, chegamos à cor Roxana, que hoje veste o escritório e a sala de estar”, conta.
+ Como arquitetos e designers escolhem obras de arte para os projetos? O papel da emoção e da razão na curadoria
O hall de entrada recebeu parede na cor Pistacchio, de Paola Croso, com arte floral em alto-relevo assinada por Clemilson Saints, aparador de Giuseppe Scapinelli, no Herrero Antiquário, cestarias indígenas, no Depósito Kariri, e peças pré-colombianas
Filippo Bamberghi
O quarto de um dos filhos exibe a cor Azul Mineral, de Paola Croso, portas com tecido xadrez da Donatelli, cadeira Wassily, de Marcel Breuer, cortina com tecido da Pierre Frey, peseira de cama da Zara Home, tapete da Phenicia Concept, e, ao fundo, quadro de Enzo Mari
Filippo Bamberghi
No décor, peças brasileiras e outras trazidas de fora convivem com itens atemporais e obras de arte. “Tenho carinho especial por móveis garimpados de design brasileiro do passado, mas também admiro profundamente o trabalho dos designers contemporâneos, que trazem frescor e inovação ao cenário nacional. Gosto de como essas peças dialogam entre si e com achados de viagens”, resume.
+ Ode à memória: reforma de apartamento antigo ensina como preservar essência brutalista
Roxana posa no terraço com os filhos e o cachorro da família – a daybed antiga, na Mônica Cullen, recebeu estofado com tecidos da Quaker e almofadas indianas, na Balaio Home
Filippo Bamberghi
Outra visão da área externa mostra paisagismo assinado por Flávia Tiraboschi, sofá desenhado pela moradora, poltronas garimpadas no Herrero Antiquário, mesa de centro adquirida em leilão e mesa lateral Adobe 2, da Wentz
Filippo Bamberghi
E seria possível destacar um ambiente predileto em meio a tanta beleza? A resposta não poderia ser outra: “É difícil escolher, porque curto cada canto. Adoro cozinhar e receber, então o living integrado ao terraço é um espaço muito especial e gostoso. Meu local de trabalho também é um ponto central: meus filhos fazem a lição de casa, brincamos com jogos de tabuleiro e passamos horas juntos. As manhãs ali são particularmente inspiradoras. Gosto de começar o dia nesse cantinho que se abre para o verde ouvindo os passarinhos logo cedo”.
+ Silvia Braz abre apartamento carioca à beira-mar; assista ao tour
O living tem paredes e teto pintados por Paola Croso, carrinho de chá JZ, de Jorge Zalszupin, mesa de centro Pétala, do mesmo autor, no Espaço Guarani, poltronas amarelas Leve, de Joaquim Tenreiro, com almofadas de Esther Giobbi, sofá vintage, no Herrero Antiquário, poltronas brancas Mp-97, de Percival Lafer, mesas laterais antigas, na Balaio Home, e récamier azul, da Paschoal Ambrosio, tudo sob pendente de Ana Penso
Filippo Bamberghi
Ela ressalta que o apartamento vai muito além da estética: é seu território de memórias e de afeto, onde os detalhes traduzem a vida real que a família constrói a cada dia. “Acredito que cada lar deve falar profundamente sobre quem o habita. É isso que o torna verdadeiramente único. No meu trabalho e na minha casa, busco sempre traduzir essa identidade em espaços que unem vivência, cultura e afeto.” Em clima de contagem regressiva para seu aguardado Thanksgiving, Roxana anuncia que o convite, pintado em aquarela por uma amiga artista, já ficou pronto. Cheers!
*Matéria originalmente publicada na edição de novembro/2025 da Casa Vogue (CV 478), disponível em versão impressa, na nossa loja virtual e para assinantes no app Globo Mais.
🏡 Casa Vogue agora está no WhatsApp! Clique aqui e siga nosso canal



