15 áreas de convivência integradas ao jardim

Cada vez mais, a área de convivência deixa de ser apenas um espaço fechado para se tornar uma extensão do jardim. A integração entre interior e exterior transforma a rotina, amplia a sensação de conforto e cria ambientes mais vivos, onde a natureza participa ativamente do dia a dia, como parte da experiência do morar e do receber.
Segundo a arquiteta Amanda Miranda, essa conexão acontece quando os limites visuais praticamente desaparecem. “Uma boa integração se dá quando não há barreiras visuais entre a área de convivência e o jardim, com o uso de grandes aberturas ou esquadrias. Quando o jardim toca ou adentra os espaços, essa conexão fica ainda mais evidente”, explica.
Sala de estar aberta para o verde
As amplas esquadrias eliminam a sensação de limite entre a sala de jantar e o jardim, reforçando a integração
Tuca Reinés/Divulgação | Projeto do escritório Sandra Sayeg Arquitetura, com curadoria de móveis assinada pelo escritório Bossa Arquitetura
Uma das soluções mais eficientes para eliminar a sensação de limites rígidos entre a área externa e interna é o uso de esquadrias amplas e móveis, que permitem abertura total para o exterior. “Um desnível pequeno entre o piso interno e o externo também ajuda muito, porque o olhar e o corpo atravessam esse limite de forma natural”, aponta Amanda.
As pisadas entremadas com grama valorizam a sensação de integração da sauna com o jardim
Edu Castello/Divulgação | Projeto da arquiteta Vanessa Féres
Coberturas translúcidas ou com vidro permitem a entrada de luz natural e tornam o espaço agradável ao longo do dia. Para suavizar a transição, materiais como madeira, pedra, palha e barro funcionam como uma ponte sensorial entre a área construída e o jardim.

Na varanda gourmet, o forro de palhinha reforça a integração com o jardim
Luiza Schreier/Divulgação | Projeto da arquiteta Amanda Miranda
Varanda integrada ao jardim
A fachada em tons sóbrios e janelas do tipo veneziana tem como destaque o verde da trepadeira sete-léguas
Wesley Teixeira/Divulgação | Produção: Gabi Almeida/Divulgação | Projeto da arquiteta Géssica Nunes, com curadoria de mobiliário assinada pelo Studio Emme
Quando a área de convivência acontece em uma varanda integrada ao jardim, é necessário considerações técnicas. “É fundamental pensar na drenagem do jardim e na captação correta das águas da chuva, além do uso de forros sob coberturas de vidro”, alerta Amanda. Sem esses cuidados, o espaço pode sofrer com infiltrações ou se transformar em uma “varanda estufa”, quente e desconfortável.
Em ambientes integrados materiais como madeira e pedra natural funcionam como uma ponte sensorial entre a construção e a natureza
Estúdio NY18/Divulgação | Projeto da arquiteta Mariane Rios, com paisagismo de Mônica Costa
O equilíbrio entre abertura, proteção e ventilação garante um ambiente que funciona bem em diferentes épocas do ano.
Na área externa, o deque da piscina promove a integração entre área gourmet e sauna
Joao Paulo Soares de Oliveira/Divulgação | Projeto do Pitta Arquitetura
Jardim vertical na área social
O projeto paisagístico desenvolvido pela Semente Nativa, executado pela Farias Jardim, conta com jardim vertical da Ecobloco
Leonardo Giantomasi/Divulgação | Projeto do escritório Raiz Arquitetura
Para a paisagista Mônica Costa, uma área de convivência bem integrada é aquela em que o jardim assume papel central. “Os limites entre dentro e fora ficam sutis. O verde envolve, acolhe e convida ao uso. É um espaço pensado para ser vivido, não apenas admirado”, afirma.
A varanda gourmet com formato de L reforça a integração da área de convivência com o jardim e a piscina
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do DB Arquitetos
Circulações fluidas, sombreamento e materiais naturais que dialogam com a vegetação ajudam a criar um ambiente acolhedor e funcional, seja para encontros, descanso ou contemplação.

Próxima à piscina, a área gourmet é integrada ao jardim pelos grandes panos de vidro. A cadeira de balanço Rio, de Oscar Niemeyer para a Etel, convida à contemplação
Keniche Santos/Divulgação | Projeto do escritório Ge Carolo Arquitetura, com paisagismo de Mônica Costa
Integração sem obras
O fogo de chão próximo à piscina convida a desfrutar do jardim com palmeiras fênix, helicônias bihai, guaimbês e íris predominam na área externa
Julia Herman/Divulgação | Projeto da arquiteta Isabella Nalon, com paisagismo de Luciano Zanardo
Quem sonha com uma casa mais aberta ao verde não precisa, necessariamente, de uma grande reforma. “Ter a maior entrada de luz natural possível já faz diferença. A partir disso, é possível começar com vasos, jardins verticais — sempre pensando na drenagem — e ir, aos poucos, abrindo a casa de dentro para fora”, sugere Amanda.
A sala de jantar se integra à área gourmet por meio das amplas esquadrias de PVC preto ebanizado
Luiza Schreier/Divulgação | Projeto da arquiteta Amanda Miranda
Mônica reforça que o primeiro passo é observar a rotina: “Antes de pensar em plantas ou mobiliário, é preciso entender como as pessoas usam a casa. Um banco bem posicionado, uma árvore de sombra ou um ponto de estar simples já transformam o espaço.”
Próximo ao quarto, o fogo de chão é envolvido por pinanga-de-coroa, helicônia, pleomele, guaimbê e liríope. Ao fundo, a árvore ixora preservada
Rafael Renzo/Divulgação | Projeto do escritório Voa Arquitetura, com paisagismo de Bia Abreu
Integração no dia a dia
O canto para descanso ao ar livre conta com poltronas e fogo de chão. Há um grande chorão no local e vasos com buxinhos podados
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da arquiteta Paola Ribeiro
Avaliar o perfil dos moradores é essencial. Amanda lembra que o contato com o jardim traz também insetos e pequenos animais. “Se isso for um problema, a integração pode ser apenas visual, com grandes esquadrias de vidro”, alerta.
O espaço de refeições ao ar livre tem acesso direto à sala de jantar por meio das amplas esquadrias de PVC preto ebanizado, da Esquadrias Macaé
Luiza Schreier/Divulgação | Projeto da arquiteta Amanda Miranda
Clima, insolação, manutenção e vegetação existentes também entram na equação. “Um jardim bonito precisa ser viável no dia a dia”, diz Mônica. “Escolher espécies adequadas ao clima e à rotina da casa é o que garante equilíbrio entre estética e manutenção.”
No fim, a integração entre área de convivência e jardim vai além de tendência: é uma forma de viver melhor. “Pense no jardim como parte da sua vida, não como complemento”, resume a paisagista. Um convite para ficar, respirar e transformar a casa em refúgio.

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