O que fazer ao ter um terreno bem localizado e uma vista espetacular das montanhas de Minas Gerais? Um projeto de arquitetura à altura, que valorize o entorno. Foi o que fez o arquiteto Frederico Bicalho (@fredericobicalhoarquitetura) com esta residência no interior de Minas Gerais.
QUINTAL | A área da churrasqueira é abraçada pelo gramado. Fachada de concreto aparente moldado in loco e caixilharia de alumínio preto da Esquadrias Home. Móveis de área externa da Tessaro
Jomar Bragança/Divulgação
“Esta casa representa liberdade espacial, visual e emocional. É um lugar onde o cotidiano desacelera, o vento circula e a luz percorre cada ambiente. A vista é parte da experiência. É uma casa que abraça, apesar da estética brutalista. É refúgio, mas também é convívio, arte, paisagem e silêncio”, reflete o profissional.
Assim, implantado em um terreno de topografia acentuada, o imóvel foi concebido para valorizar a vista das montanhas e garantir a privacidade frente às futuras construções vizinhas.
FACHADA | A casa — revestida de pedra em cantaria e concreto aparente — foi concebida como volumes flutuantes e sobrepostos, que se deslocam entre si e criam vazios, balanços e variações de pé-direito, em três grandes níveis
Jomar Bragança/Divulgação
O processo de construção na totalidade, do início da fundação até a entrega da marcenaria, durou pouco mais de dois anos. O projeto de engenharia estrutural foi feito pela BVA Engenharia e a execução da obra ficou a cargo de Conrado Mansur e Gustavo Tomaz.
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“O processo criativo partiu da intenção de criar uma arquitetura que se apoiasse na força do concreto aparente, mas que, ao mesmo tempo, fosse totalmente permeável à paisagem. A implantação do lote, com vista aberta para as montanhas, determinou praticamente todos os gestos iniciais do projeto”, recorda o arquiteto.
LIVING | O espaço que reúne área de estar, sala de jantar e cozinha está localizado no centro da casa. A cozinha tem bancada de granito São Gabriel escovado e marcenaria de MDF preto fosco com puxadores embutidos. Sofá modular da Líder Interiores. Mesa de centro e poltrona da Movelaria Olga, assim como a mesa de jantar e as cadeiras. A passarela logo acima faz a ligação entre os quartos. Piso de porcelanato que imita cimento queimado da Portobello
Jomar Bragança/Divulgação
A morada tem volumes flutuantes e sobrepostos, que se deslocam entre si e criam vazios, balanços e variações de pé-direito. Os grandes planos de vidro e a abertura social que se integra ao terraço foram pensados para dissolver a fronteira entre o aconchego interno e a imensidão do exterior.
SUÍTE | O uso da madeira no teto, em contraste com o concreto bruto na parede da cabeceira, foi escolhido para trazer aconchego ao quarto e valorizar a bela vista. Cama da Voktum Móveis com enxoval da mmartan. Poltrona e tapete da Movelaria Olga. Caixilharia de alumínio preto da Esquadrias Home
Jomar Bragança/Divulgação
O concreto aparente moldado in loco reveste toda a fachada e paredes interiores. O resultado são ambientes amplos e conectados visualmente à bela natureza de Minas Gerais.
“O uso da madeira no teto, em contraste com o concreto bruto, foi escolhido para aquecer os espaços e criar equilíbrio sensorial entre solidez e acolhimento”, explica Frederico. Esta solução foi utilizada em praticamente todos os cômodos, até nos externos, como o jardim de inverno e o caminho que une a porta de entrada ao living.
BANHEIRO | Os brises na fachada e a banheira posicionada dentro do boxe dão um toque de aconchego ao banheiro com visual minimalista. A bancada é de granito São Gabriel escovado e os metais são da Deca
Jomar Bragança/Divulgação
Segundo o profissional, o principal desafio foi a execução dos grandes balanços estruturais. “A etapa de fôrmas e escoramentos exigiu mais tempo que o previsto e solicitou reforços adicionais. Por outro lado, houve uma surpresa extremamente positiva: a vista. Quando os primeiros níveis foram formatados, a amplitude real da paisagem superou a expectativa dos moradores”, conta Frederico.
FACHADA | A fachada discreta não transparece a dimensão da casa. Muro executado com pedras em cantaria
Jomar Bragança/Divulgação
O acesso principal se dá por um percurso sobre o espelho d’água, conduzindo até as áreas sociais dispostas ao fundo do lote. O conjunto se fecha para o terreno mais alto, protegendo-se do sol poente e de eventuais interferências visuais, e se abre para o vale, aproveitando a melhor orientação e ventilação natural.
CIRCULAÇÃO | O caminho que leva da porta de entrada ao living é todo de concreto aparente moldado in loco e piso de porcelanato cimentício da Portobello. O espelho d’água é abraçado por um volume de paisagismo
Jomar Bragança/Divulgação
Localizada no nível intermediário, a área social se abre para a varanda e a piscina por meio de amplos planos de vidro, criando integração plena entre os ambientes internos e o exterior.
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No pavimento superior estão os dormitórios, todos voltados para o horizonte. Eles se distribuem em dois blocos, conectados por uma passarela que atravessa o living.
ÁREA EXTERNA | O jardim de inverno também tem o teto revestido de madeira e é envolto pelo paisagismo. Poltronas da Tessaro
Jomar Bragança/Divulgação
No nível inferior concentram-se as dependências técnicas e de apoio, liberando os espaços principais para convivência. “A composição volumétrica em três níveis confere escala e leveza, alternando momentos de imponência e integração com o terreno, reafirmando o vínculo entre arquitetura e natureza”, finaliza o arquiteto.
QUINTAL | A área da churrasqueira é abraçada pelo gramado. Fachada de concreto aparente moldado in loco e caixilharia de alumínio preto da Esquadrias Home. Móveis de área externa da Tessaro
Jomar Bragança/Divulgação
“Esta casa representa liberdade espacial, visual e emocional. É um lugar onde o cotidiano desacelera, o vento circula e a luz percorre cada ambiente. A vista é parte da experiência. É uma casa que abraça, apesar da estética brutalista. É refúgio, mas também é convívio, arte, paisagem e silêncio”, reflete o profissional.
Assim, implantado em um terreno de topografia acentuada, o imóvel foi concebido para valorizar a vista das montanhas e garantir a privacidade frente às futuras construções vizinhas.
FACHADA | A casa — revestida de pedra em cantaria e concreto aparente — foi concebida como volumes flutuantes e sobrepostos, que se deslocam entre si e criam vazios, balanços e variações de pé-direito, em três grandes níveis
Jomar Bragança/Divulgação
O processo de construção na totalidade, do início da fundação até a entrega da marcenaria, durou pouco mais de dois anos. O projeto de engenharia estrutural foi feito pela BVA Engenharia e a execução da obra ficou a cargo de Conrado Mansur e Gustavo Tomaz.
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“O processo criativo partiu da intenção de criar uma arquitetura que se apoiasse na força do concreto aparente, mas que, ao mesmo tempo, fosse totalmente permeável à paisagem. A implantação do lote, com vista aberta para as montanhas, determinou praticamente todos os gestos iniciais do projeto”, recorda o arquiteto.
LIVING | O espaço que reúne área de estar, sala de jantar e cozinha está localizado no centro da casa. A cozinha tem bancada de granito São Gabriel escovado e marcenaria de MDF preto fosco com puxadores embutidos. Sofá modular da Líder Interiores. Mesa de centro e poltrona da Movelaria Olga, assim como a mesa de jantar e as cadeiras. A passarela logo acima faz a ligação entre os quartos. Piso de porcelanato que imita cimento queimado da Portobello
Jomar Bragança/Divulgação
A morada tem volumes flutuantes e sobrepostos, que se deslocam entre si e criam vazios, balanços e variações de pé-direito. Os grandes planos de vidro e a abertura social que se integra ao terraço foram pensados para dissolver a fronteira entre o aconchego interno e a imensidão do exterior.
SUÍTE | O uso da madeira no teto, em contraste com o concreto bruto na parede da cabeceira, foi escolhido para trazer aconchego ao quarto e valorizar a bela vista. Cama da Voktum Móveis com enxoval da mmartan. Poltrona e tapete da Movelaria Olga. Caixilharia de alumínio preto da Esquadrias Home
Jomar Bragança/Divulgação
O concreto aparente moldado in loco reveste toda a fachada e paredes interiores. O resultado são ambientes amplos e conectados visualmente à bela natureza de Minas Gerais.
“O uso da madeira no teto, em contraste com o concreto bruto, foi escolhido para aquecer os espaços e criar equilíbrio sensorial entre solidez e acolhimento”, explica Frederico. Esta solução foi utilizada em praticamente todos os cômodos, até nos externos, como o jardim de inverno e o caminho que une a porta de entrada ao living.
BANHEIRO | Os brises na fachada e a banheira posicionada dentro do boxe dão um toque de aconchego ao banheiro com visual minimalista. A bancada é de granito São Gabriel escovado e os metais são da Deca
Jomar Bragança/Divulgação
Segundo o profissional, o principal desafio foi a execução dos grandes balanços estruturais. “A etapa de fôrmas e escoramentos exigiu mais tempo que o previsto e solicitou reforços adicionais. Por outro lado, houve uma surpresa extremamente positiva: a vista. Quando os primeiros níveis foram formatados, a amplitude real da paisagem superou a expectativa dos moradores”, conta Frederico.
FACHADA | A fachada discreta não transparece a dimensão da casa. Muro executado com pedras em cantaria
Jomar Bragança/Divulgação
O acesso principal se dá por um percurso sobre o espelho d’água, conduzindo até as áreas sociais dispostas ao fundo do lote. O conjunto se fecha para o terreno mais alto, protegendo-se do sol poente e de eventuais interferências visuais, e se abre para o vale, aproveitando a melhor orientação e ventilação natural.
CIRCULAÇÃO | O caminho que leva da porta de entrada ao living é todo de concreto aparente moldado in loco e piso de porcelanato cimentício da Portobello. O espelho d’água é abraçado por um volume de paisagismo
Jomar Bragança/Divulgação
Localizada no nível intermediário, a área social se abre para a varanda e a piscina por meio de amplos planos de vidro, criando integração plena entre os ambientes internos e o exterior.
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No pavimento superior estão os dormitórios, todos voltados para o horizonte. Eles se distribuem em dois blocos, conectados por uma passarela que atravessa o living.
ÁREA EXTERNA | O jardim de inverno também tem o teto revestido de madeira e é envolto pelo paisagismo. Poltronas da Tessaro
Jomar Bragança/Divulgação
No nível inferior concentram-se as dependências técnicas e de apoio, liberando os espaços principais para convivência. “A composição volumétrica em três níveis confere escala e leveza, alternando momentos de imponência e integração com o terreno, reafirmando o vínculo entre arquitetura e natureza”, finaliza o arquiteto.



