Nesta terça-feira (13/1), a cantora Luísa Sonza lança o álbum Bossa sempre nova. O projeto é assinado com artistas reconhecidos do gênero, como Roberto Menescal e Toquinho. Para reforçar a brasilidade do ritmo, a representação começa na identidade visual da capa do disco: ao fundo, um mar; em frente, a cantora aparece em uma cadeira de balanço Rio, assinada pelo arquiteto e urbanista brasileiro Oscar Niemeyer.
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Criado entre 1977 e 1978, o item se inspira nas paisagens da cidade do Rio de Janeiro – local que também originou a bossa nova.
A história da cadeira de balanço Rio, de Oscar Niemeyer
Segundo a Etel, responsável pela produção e comercialização da peça atualmente, a cadeira nasceu de uma frustração do arquiteto, que considerava os móveis da década de 1970 incompatíveis com a arquitetura. A cadeira foi inspirada nas cores, curvas e ousadia do período.
Rascunhos da cadeira de balanço Rio, que é produzida em madeira compensada e marcada por curvas ousadas
Etel/Divulgação
Do ponto de vista histórico, durante seu exílio em Paris, na França, o brasileiro passou a desenhar mobiliários ao lado da filha Anna Maria Niemeyer, arquiteta, designer e galerista. Nesse período, surgiram peças como a poltrona Alta, o sofá ON e o banco Marquesa, todas marcadas pela presença da madeira e pelas curvas — características também evidentes na cadeira Rio.
No projeto da arquiteta Marilia Pellegrini, a cadeira de balanço Rio, desenhada por Ocar Niemeyer, ganha protagonismo na área social
Renato Navarro/Divulgação
Antes de se dedicar ao mobiliário, Oscar Niemeyer foi responsável por obras que definiram o modernismo no Brasil, como a projeção de Brasília, o edifício Copan, em São Paulo, e o Conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte, MG.
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“Desejávamos encontrar um novo desenho de mobiliário que permitisse, com o uso da madeira prensada, imaginar coisas diferentes dos móveis tradicionais. E como essa ideia se aproximava da técnica arquitetural, procuramos reduzir apoios, integrando-os nas formas curvas adotadas. E desenhamos poltronas, mesas, marquesas, espreguiçadeiras de balanço, etc”, disse Oscar Niemeyer em 1992.
Neste projeto do escritório Migs Arquitetura, com paisagismo de de Anna Luiza Rothier, destaque para a chaise Rio, de Oscar Niemeyer
André Nazareth/Divulgação
Desde 2013, a Etel atua como reeditora oficial dos móveis do arquiteto. Atualmente, versões usadas da icônica cadeira de balanço Rio podem ser encontradas em antiquários online, com preços que variam entre R$ 18 mil e R$ 28,5 mil.
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Criado entre 1977 e 1978, o item se inspira nas paisagens da cidade do Rio de Janeiro – local que também originou a bossa nova.
A história da cadeira de balanço Rio, de Oscar Niemeyer
Segundo a Etel, responsável pela produção e comercialização da peça atualmente, a cadeira nasceu de uma frustração do arquiteto, que considerava os móveis da década de 1970 incompatíveis com a arquitetura. A cadeira foi inspirada nas cores, curvas e ousadia do período.
Rascunhos da cadeira de balanço Rio, que é produzida em madeira compensada e marcada por curvas ousadas
Etel/Divulgação
Do ponto de vista histórico, durante seu exílio em Paris, na França, o brasileiro passou a desenhar mobiliários ao lado da filha Anna Maria Niemeyer, arquiteta, designer e galerista. Nesse período, surgiram peças como a poltrona Alta, o sofá ON e o banco Marquesa, todas marcadas pela presença da madeira e pelas curvas — características também evidentes na cadeira Rio.
No projeto da arquiteta Marilia Pellegrini, a cadeira de balanço Rio, desenhada por Ocar Niemeyer, ganha protagonismo na área social
Renato Navarro/Divulgação
Antes de se dedicar ao mobiliário, Oscar Niemeyer foi responsável por obras que definiram o modernismo no Brasil, como a projeção de Brasília, o edifício Copan, em São Paulo, e o Conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte, MG.
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“Desejávamos encontrar um novo desenho de mobiliário que permitisse, com o uso da madeira prensada, imaginar coisas diferentes dos móveis tradicionais. E como essa ideia se aproximava da técnica arquitetural, procuramos reduzir apoios, integrando-os nas formas curvas adotadas. E desenhamos poltronas, mesas, marquesas, espreguiçadeiras de balanço, etc”, disse Oscar Niemeyer em 1992.
Neste projeto do escritório Migs Arquitetura, com paisagismo de de Anna Luiza Rothier, destaque para a chaise Rio, de Oscar Niemeyer
André Nazareth/Divulgação
Desde 2013, a Etel atua como reeditora oficial dos móveis do arquiteto. Atualmente, versões usadas da icônica cadeira de balanço Rio podem ser encontradas em antiquários online, com preços que variam entre R$ 18 mil e R$ 28,5 mil.



