A fluminense e profissional de marketing Luiza Cruz chamou a atenção nas redes sociais ao publicar, no Instagram, uma sequência de imagens que mostram a transformação da casa de sua família em ruínas em Atafona, distrito de São João da Barra, no norte do estado do Rio de Janeiro. As fotos registram diferentes momentos do imóvel entre 2022 e 2025, mostrando o avanço do mar sobre a construção.
Imagens mostram a casa da família em Atafona ainda preservada nos primeiros anos da erosão costeira no litoral do Rio de Janeiro
Instagram/@luiiizacruz/Reprodução
Segundo a autora da publicação, a casa vinha sofrendo os efeitos da erosão costeira havia cerca de cinco anos. Há sete meses, o mar alcançou diretamente a estrutura, comprometendo paredes, piso e parte da fachada. Nas imagens mais recentes, o imóvel já aparece parcialmente destruído, com escombros espalhados e trechos da construção expostos à água.
Na legenda do post, Luiza descreve o processo como uma perda gradual e contínua. Ela relata que a casa, antes usada como espaço de convivência familiar, hoje existe apenas na memória. O texto também destaca que a erosão em Atafona segue avançando e afetando não apenas construções, mas histórias e vínculos de moradores com o lugar.
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O caso retratado na publicação se insere em um cenário mais amplo documentado por reportagens e estudos técnicos. Levantamentos indicam que cerca de 500 edificações do distrito já foram destruídas ou engolidas pelo mar ao longo das últimas décadas, incluindo lares, ruas e estruturas públicas.
Atafona está situada no delta do rio Paraíba do Sul, uma área naturalmente dinâmica do ponto de vista geológico. Estudos conduzidos pela Universidade Federal Fluminense (UFF) indicam que a praia perde, em média, cerca de cinco metros de faixa de terra por ano para o mar há pelo menos sete décadas.
Fotos de 2023 e 2024 mostram os primeiros danos causados pela erosão costeira em Atafona, RJ
Instagram/@luiiizacruz/Reprodução
A erosão costeira na região é objeto de pesquisa há cerca de 20 anos pela geógrafa Thaís Baptista, que investiga a dinâmica do delta do rio Paraíba do Sul e aponta a combinação entre processos naturais e intervenções humanas como fatores que intensificam o recuo da linha de costa.
Entre eles estão a redução do volume de sedimentos trazidos pelo rio, devido à presença de centenas de barragens ao longo da bacia hidrográfica, e a elevação do nível do mar associada às mudanças climáticas.
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Dados internacionais reforçam a gravidade do quadro. Um relatório recente da Organização das Nações Unidas (ONU) incluiu Atafona entre as localidades mais ameaçadas do mundo pela elevação dos oceanos. Entre 1990 e 2020, o nível do mar na região subiu cerca de 13 cm, com projeções de novos avanços até meados deste século.
Enquanto estudos indicam a realocação de moradores como uma das alternativas discutidas, parte da população resiste à ideia de abandonar a área.
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As imagens compartilhadas por Luiza Cruz contribuíram para ampliar a visibilidade do tema nas redes sociais, ao transformar um drama coletivo em um relato visual direto sobre a erosão costeira no litoral fluminense.
Imagens mostram a casa da família em Atafona ainda preservada nos primeiros anos da erosão costeira no litoral do Rio de Janeiro
Instagram/@luiiizacruz/Reprodução
Segundo a autora da publicação, a casa vinha sofrendo os efeitos da erosão costeira havia cerca de cinco anos. Há sete meses, o mar alcançou diretamente a estrutura, comprometendo paredes, piso e parte da fachada. Nas imagens mais recentes, o imóvel já aparece parcialmente destruído, com escombros espalhados e trechos da construção expostos à água.
Na legenda do post, Luiza descreve o processo como uma perda gradual e contínua. Ela relata que a casa, antes usada como espaço de convivência familiar, hoje existe apenas na memória. O texto também destaca que a erosão em Atafona segue avançando e afetando não apenas construções, mas histórias e vínculos de moradores com o lugar.
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O caso retratado na publicação se insere em um cenário mais amplo documentado por reportagens e estudos técnicos. Levantamentos indicam que cerca de 500 edificações do distrito já foram destruídas ou engolidas pelo mar ao longo das últimas décadas, incluindo lares, ruas e estruturas públicas.
Atafona está situada no delta do rio Paraíba do Sul, uma área naturalmente dinâmica do ponto de vista geológico. Estudos conduzidos pela Universidade Federal Fluminense (UFF) indicam que a praia perde, em média, cerca de cinco metros de faixa de terra por ano para o mar há pelo menos sete décadas.
Fotos de 2023 e 2024 mostram os primeiros danos causados pela erosão costeira em Atafona, RJ
Instagram/@luiiizacruz/Reprodução
A erosão costeira na região é objeto de pesquisa há cerca de 20 anos pela geógrafa Thaís Baptista, que investiga a dinâmica do delta do rio Paraíba do Sul e aponta a combinação entre processos naturais e intervenções humanas como fatores que intensificam o recuo da linha de costa.
Entre eles estão a redução do volume de sedimentos trazidos pelo rio, devido à presença de centenas de barragens ao longo da bacia hidrográfica, e a elevação do nível do mar associada às mudanças climáticas.
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Dados internacionais reforçam a gravidade do quadro. Um relatório recente da Organização das Nações Unidas (ONU) incluiu Atafona entre as localidades mais ameaçadas do mundo pela elevação dos oceanos. Entre 1990 e 2020, o nível do mar na região subiu cerca de 13 cm, com projeções de novos avanços até meados deste século.
Enquanto estudos indicam a realocação de moradores como uma das alternativas discutidas, parte da população resiste à ideia de abandonar a área.
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As imagens compartilhadas por Luiza Cruz contribuíram para ampliar a visibilidade do tema nas redes sociais, ao transformar um drama coletivo em um relato visual direto sobre a erosão costeira no litoral fluminense.



