Obras pictóricas do arquiteto, paisagista e artista visual brasileiro, Roberto Burle Marx, feitas ao longo de 50 anos de carreira, entre 1940 e 1993, são tema de mostra gratuita e inédita sediada em Nova York, nos Estados Unidos. A exposição é organizada pela Andrew Kreps Gallery, em colaboração com a galeria brasileira Almeida & Dale, e ficará em cartaz até o dia 28 de fevereiro.
A exposição é inédita ao reunir pela primeira vez na cidade estadunidense em uma mostra solo as obras artísticas de Burle Marx
Kunning Huang/Cortesia de Andrew Kreps Gallery, New York.
A mostra traz obras feitas a partir de técnicas diversas, como tinta óleo sobre tela, acrílico sobre tela, tapeçarias, nanquim e guache sobre papel.
Para Burle Marx, a pintura e o paisagismo eram linguagens inter-relacionadas e, na década de 1950, ele afastou-se dos modos tradicionais de representação em direção à abstração. Formas sinuosas e elementos geométricos são alguns dos aspectos que marcam as obras do modernista brasileiro enquanto artista plástico.
A preocupação com a identidade nacional permanece em certa perspectiva no trabalho artístico do paisagista. Caatinga (1966), de Roberto Burle Marx. Obra de tapeçaria feita em tear de lã natural e linho
Julia Thompson/Divulgação
A proposta de construir paisagens vivas em si mesmas e ativação dos espaços públicos, com a incorporação de espécies destinadas a florescer em diferentes estações e sua preocupação com a preservação ambiental, traduz-se em suas obras pictóricas pelo dinamismo. Mesmo que estáticas, elas trazem profundidade nas imagens com os seus campos variáveis de cor.
Uma das materialidades que Burle Marx trabalhava era o tecido. A tapeçaria Sem título, de 1966, foi feita em tear de linho e lã natural
Julia Thompson/Divulgação
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Embora houvesse uma aproximação entre suas diferentes áreas de atuação, Burle Marx fazia questão de destacar a distinção entre elas. De um lado, a idealização e execução de jardins e projetos arquitetônicos; de outro, suas obras pictóricas. Para o artista multifacetado, cada campo possuía particularidades próprias que precisavam ser respeitadas em seu processo criativo singular.
As pinturas de Burle Marx buscam conectar os diferentes planos, além de ter uma grande preocupação cromática. Obra Sem título, de 1993
Sergio Guerini/Divulgação
Nascido em São Paulo, em 1909, Burle Marx passou sua juventude no Rio de Janeiro e recebeu sua primeira formação artística formal após mudar-se para Berlim, na Alemanha, no final da década de 1920. Lá, estudou na Escola Degner Klemm, onde teve seu contato com a vanguarda europeia, sobretudo, as obras de Picasso, Van Gogh e o Expressionismo Alemão; e com as espécies vegetais brasileiras nos Jardins Botânicos de Dahlem.
Após retornar o Brasil, deu continuidade à sua formação na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e, com orientações do pintor Leo Putz e de Lúcio Costa, Burle Marx transferiu seus estudos da arquitetura para arte, desenvolvendo a sua abordagem unificada entre o paisagismo e a prática artística.
Sem título, de 1986, é uma obra de Burle Marx que combina as formas geométricas e curvas sinuosas
Sergio Guerini/Divulgação
A década de 1930 marca um período de amadurecimento, e, em meio ao regime de Getúlio Vargas, ele buscou projetar no exterior uma nova imagem da modernidade brasileira. Foi nesse momento que Burle Marx aprofundou o seu interesse em construir uma identidade nacional, vinculada a flora nativa.
O paisagista faleceu em 1994 e deixou um legado para diferentes áreas do conhecimento, tendo projetado mais de dois mil jardins no Brasil e no exterior, identificado mais de 50 espécies de plantas e desenvolvido projetos públicos e privados, expostos no país e internacionalmente.
Jardim de Burle Marx no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, RJ, uma das encomendas públicas de grande relevância do paisagista
Flickr/Pedro Kirilos – Riotur/CreativeCommons
A sua obra integra coleções permanentes de importantes museus ao redor do mundo. Dentre eles, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), em São Paulo, o The Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, e o Art Institute of Chicago, em Chicago.
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Exposição Roberto Burle Marx – Works: 1940-1993
Data: de 9 de janeiro a 28 de fevereiro de 2026
Horário: de terça-feira a sábado, das 10h às 18h
Endereço: 22 Cortlandt Alley – Nova Iorque, NY, Estados Unidos
Ingresso: entrada gratuita
Mais informações: www.andrewkreps.com
A exposição é inédita ao reunir pela primeira vez na cidade estadunidense em uma mostra solo as obras artísticas de Burle Marx
Kunning Huang/Cortesia de Andrew Kreps Gallery, New York.
A mostra traz obras feitas a partir de técnicas diversas, como tinta óleo sobre tela, acrílico sobre tela, tapeçarias, nanquim e guache sobre papel.
Para Burle Marx, a pintura e o paisagismo eram linguagens inter-relacionadas e, na década de 1950, ele afastou-se dos modos tradicionais de representação em direção à abstração. Formas sinuosas e elementos geométricos são alguns dos aspectos que marcam as obras do modernista brasileiro enquanto artista plástico.
A preocupação com a identidade nacional permanece em certa perspectiva no trabalho artístico do paisagista. Caatinga (1966), de Roberto Burle Marx. Obra de tapeçaria feita em tear de lã natural e linho
Julia Thompson/Divulgação
A proposta de construir paisagens vivas em si mesmas e ativação dos espaços públicos, com a incorporação de espécies destinadas a florescer em diferentes estações e sua preocupação com a preservação ambiental, traduz-se em suas obras pictóricas pelo dinamismo. Mesmo que estáticas, elas trazem profundidade nas imagens com os seus campos variáveis de cor.
Uma das materialidades que Burle Marx trabalhava era o tecido. A tapeçaria Sem título, de 1966, foi feita em tear de linho e lã natural
Julia Thompson/Divulgação
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Embora houvesse uma aproximação entre suas diferentes áreas de atuação, Burle Marx fazia questão de destacar a distinção entre elas. De um lado, a idealização e execução de jardins e projetos arquitetônicos; de outro, suas obras pictóricas. Para o artista multifacetado, cada campo possuía particularidades próprias que precisavam ser respeitadas em seu processo criativo singular.
As pinturas de Burle Marx buscam conectar os diferentes planos, além de ter uma grande preocupação cromática. Obra Sem título, de 1993
Sergio Guerini/Divulgação
Nascido em São Paulo, em 1909, Burle Marx passou sua juventude no Rio de Janeiro e recebeu sua primeira formação artística formal após mudar-se para Berlim, na Alemanha, no final da década de 1920. Lá, estudou na Escola Degner Klemm, onde teve seu contato com a vanguarda europeia, sobretudo, as obras de Picasso, Van Gogh e o Expressionismo Alemão; e com as espécies vegetais brasileiras nos Jardins Botânicos de Dahlem.
Após retornar o Brasil, deu continuidade à sua formação na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e, com orientações do pintor Leo Putz e de Lúcio Costa, Burle Marx transferiu seus estudos da arquitetura para arte, desenvolvendo a sua abordagem unificada entre o paisagismo e a prática artística.
Sem título, de 1986, é uma obra de Burle Marx que combina as formas geométricas e curvas sinuosas
Sergio Guerini/Divulgação
A década de 1930 marca um período de amadurecimento, e, em meio ao regime de Getúlio Vargas, ele buscou projetar no exterior uma nova imagem da modernidade brasileira. Foi nesse momento que Burle Marx aprofundou o seu interesse em construir uma identidade nacional, vinculada a flora nativa.
O paisagista faleceu em 1994 e deixou um legado para diferentes áreas do conhecimento, tendo projetado mais de dois mil jardins no Brasil e no exterior, identificado mais de 50 espécies de plantas e desenvolvido projetos públicos e privados, expostos no país e internacionalmente.
Jardim de Burle Marx no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, RJ, uma das encomendas públicas de grande relevância do paisagista
Flickr/Pedro Kirilos – Riotur/CreativeCommons
A sua obra integra coleções permanentes de importantes museus ao redor do mundo. Dentre eles, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), em São Paulo, o The Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, e o Art Institute of Chicago, em Chicago.
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Exposição Roberto Burle Marx – Works: 1940-1993
Data: de 9 de janeiro a 28 de fevereiro de 2026
Horário: de terça-feira a sábado, das 10h às 18h
Endereço: 22 Cortlandt Alley – Nova Iorque, NY, Estados Unidos
Ingresso: entrada gratuita
Mais informações: www.andrewkreps.com



