5 plantas recomendadas para casas com pets

Ter plantas em casa é uma maneira simples de tornar os ambientes mais acolhedores e até melhorar a qualidade do ar. Elas cumprem um papel estético importante, trazendo frescor e equilíbrio aos espaços internos. Contudo, para quem divide o lar com cães e gatos, a escolha das espécies exige atenção redobrada.
“Em casas com pets, é fundamental planejar o ambiente de forma integrada, considerando o comportamento dos animais. No caso dos gatos, que costumam explorar e subir em móveis e prateleiras, a escolha de espécies seguras é essencial. Já com cães, é possível delimitar melhor os espaços, utilizando vasos mais altos ou até barreiras naturais”, orienta a arquiteta Sandra Nita.
A seguir, reunimos cinco espécies não tóxicas que se adaptam bem a ambientes internos e não oferecem riscos aos animais.
1. Bromélia
A família das Bromeliáceas conta com mais de 3 mil espécies, são muitas opções para escolher e decorar a casa
Pexels/Mike Bird/Creative Commons
Colorida e resistente, a bromélia é uma planta tropical que adiciona vitalidade sem oferecer riscos a cães e gatos. Prefere locais bem iluminados, mas sem sol direto, e deve ser regada de duas a três vezes por semana, mantendo o solo úmido sem encharcar.
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2. Orquídea
As flores das orquídeas apresentam cores, formas e tamanhos variados
Pexels/Miguel Á. Padriñán/Creative Commons
Elegante e delicada, a orquídea adapta-se bem a apartamentos com boa luz indireta. Segura para os pets, pede regas leves a cada cinco a sete dias, e aprecia ambientes ventilados.
3. Calathea
As folhas da calathea podem ter diferentes formas, tamanhos e padrões, como nervuras, listras, manchas ou combinações de cores
Unsplash/Magali Merzougui/Creative Commons
Com folhas estampadas e tons variados de verde e roxo, a calathea prospera em locais com pouca luz natural, sendo ideal para interiores. Gosta de solo levemente úmido e regas espaçadas, cerca de duas vezes por semana.
4. Peperômia
A Peperomia argyreia ganhou o nome popular de peperômia melancia pela estampa de suas folhas, que lembra a fruta
Flickr/Rodd Halstead/Creative Commons
Compacta e de fácil cuidado, a peperômia é perfeita para prateleiras e mesas. Requer pouca água, apenas quando o substrato estiver seco e se desenvolve bem em locais com luz indireta.
5. Palmeira-ráfis
Conhecida por suas folhas verdes vibrantes e plissadas, a palmeira-ráfis é recomendada para ambientes internos
Flickr/Forest and Kim Starr/Creative Commons
De porte médio e aparência elegante, a palmeira-ráfis é uma das preferidas de quem busca uma planta segura para pets. Tolera pouca luz, aprecia ambientes internos e precisa de rega moderada uma ou duas vezes por semana.
Dicas para escolher plantas em casas com pets
Antes de adquirir uma planta, é importante pesquisar o nome da espécie e verificar se ela é segura para pets em fontes confiáveis, com veterinários, em sites especializados ou listas oficiais de plantas tóxicas.
“O primeiro e mais importante cuidado é pesquisar sobre a espécie antes de levá-la para casa, pois muitas vezes a escolha é feita apenas pela aparência, sem considerar se a planta é segura para os pets”, explica Sandra.
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Além da toxicidade em si, considere o comportamento do pet e a disposição do ambiente: se o pet é filhote ou muito curioso, mesmo plantas seguras podem sofrer com escavações, o que pode ser evitado apenas com vasos suspensos ou prateleiras altas. Já as plantas com folhas pendentes ou que balançam ao vento, como samambaias, atraem os gatos. Portanto, certifique-se de que a planta suporta essa interação.
Outro ponto de atenção é a adubação das plantas. Fertilizantes químicos pesados ou defensivos tóxicos podem ser prejudiciais à saúde dos animais.
Os pets curiosos podem mexer com as plantas, por isso, é importante escolher espécies resistentes
Freepik/Creative Commons
“Opte sempre por adubação orgânica. Mas também tenha cuidado com alguns adubos orgânicos, como a farinha de ossos com torta de mamona. A farinha de ossos atrai o pet pelo cheiro, mas o perigo está na torta de mamona, que possui cristais substâncias capazes de intoxicar seu animal”, alerta o paisagista Eduardo Hortensiano.
Como saber se uma planta é tóxica
Não existe uma regra visual única para saber se uma planta é tóxica ou não para animais. A melhor maneira de se informar é a identificação botânica.
“Consulte bancos de dados, como o site da ASPCA, American Society for the Prevention of Cruelty to Animals, referência mundial com uma lista detalhada de plantas tóxicas e atóxicas”, recomenda Eduardo.
Além disso, preste atenção aos nomes populares muito comuns — alguns lírios podem ser fatais para gatos, enquanto outros são inofensivos. Na dúvida, sempre verifique o nome científico das espécies.
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“Os tutores precisam ficar sempre atentos. Muitas vezes, por curiosidade, em especial filhotes, ou por tédio, os pets acabam mordiscando e comendo partes de um arranjo”, afirma Thais Matos, médica veterinária.
Se, ao ingerir uma planta, o pet apresentar vômitos, salivação excessiva ou cansaço extremo, mesmo que a espécie seja considerada segura, procure um veterinário imediatamente.

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