Encontrar o equilíbrio térmico ideal em casa ou no escritório pode parecer um desafio tão grande quanto escolher a paleta de cores perfeita para um projeto de interiores, afinal o tema costuma ser o mote de desentimentos no local de trabalho. Mas um estudo recente reacende o debate ao apontar que a temperatura do ambiente tem impacto direto não apenas no conforto, como também no humor, na concentração e na produtividade — fatores cada vez mais valorizados na arquitetura e no design contemporâneos.
Uma pesquisa conduzida com 2 mil adultos no Reino Unido identificou que o bem-estar tende a atingir seu ponto máximo quando os ambientes internos são mantidos em torno de 21 °C. Essa faixa, considerada pelos pesquisadores como um “estado térmico ideal”, favorece sensações de calma, foco e eficiência, criando condições mais equilibradas para o dia a dia, especialmente em espaços de trabalho e estudo.
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Uma pesquisa realizada no Reino Unido com 2 mil adultos identificou que o bem-estar tende a atingir seu ponto máximo quando os ambientes internos são mantidos em torno de 21 °C
Freepik /CreativeCommons
Os dados mostram que o corpo e a mente respondem de forma sensível a variações relativamente pequenas de temperatura. Ambientes mais frios, abaixo de aproximadamente 17 °C, começam a afetar negativamente o estado de alerta, enquanto temperaturas ainda mais baixas estão associadas à queda de desempenho cognitivo e à piora da qualidade do sono. Isso ocorre porque o organismo passa a priorizar a conservação de calor, ativando respostas fisiológicas ligadas ao estresse, como o aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca.
Por outro lado, o excesso de calor também cobra seu preço. Quando a temperatura interna ultrapassa a marca de 21,5 °C, os níveis de atenção e bom humor começam a cair novamente. Em torno de 22 °C, muitas pessoas relatam maior irritabilidade, sensação de cansaço e menor tolerância às interações sociais. Ambientes ainda mais quentes podem provocar lentidão mental e reduzir a capacidade de reação, efeito já observado em estudos que analisaram o impacto do calor sobre o desempenho cognitivo.
Embora a temperatura ideal para trabalhar fique em torno de 21°C, a pesquisa apontou que há uma questão pessoal, com alguma variação em ambos os lados, ou seja, pessoas que gostam de temperaturas 1,2°C acima da média e outras que preferem 1°C mais baixa
Pixabay/u_ssfofehsaj/Creative Commons
Embora a maioria das pessoas trabalhe melhor em temperaturas em torno de 21°C, os pesquisadores também constataram que há alguma variação em ambos os lados. Por exemplo, a pesquisa apontou que as pessoas em Brighton e Glasgow normalmente se sentem melhor em temperaturas até 1,2°C acima da média nacional, enquanto as pessoas em Plymouth preferem um ambiente mais frio, com a temperatura ajustada a 1°C mais baixa que a média.
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Para o universo da decoração e da arquitetura de interiores, essas conclusões reforçam a importância de projetos que vão além da estética. Sistemas eficientes de climatização, bom isolamento térmico, ventilação cruzada e o uso estratégico de materiais naturais passam a ser aliados fundamentais na criação de espaços mais saudáveis e funcionais. Afinal, o conforto térmico não é apenas uma questão de sensação física, mas um componente essencial do bem-estar emocional e da qualidade de vida dentro de casa ou no ambiente profissional.
Uma pesquisa conduzida com 2 mil adultos no Reino Unido identificou que o bem-estar tende a atingir seu ponto máximo quando os ambientes internos são mantidos em torno de 21 °C. Essa faixa, considerada pelos pesquisadores como um “estado térmico ideal”, favorece sensações de calma, foco e eficiência, criando condições mais equilibradas para o dia a dia, especialmente em espaços de trabalho e estudo.
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Uma pesquisa realizada no Reino Unido com 2 mil adultos identificou que o bem-estar tende a atingir seu ponto máximo quando os ambientes internos são mantidos em torno de 21 °C
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Os dados mostram que o corpo e a mente respondem de forma sensível a variações relativamente pequenas de temperatura. Ambientes mais frios, abaixo de aproximadamente 17 °C, começam a afetar negativamente o estado de alerta, enquanto temperaturas ainda mais baixas estão associadas à queda de desempenho cognitivo e à piora da qualidade do sono. Isso ocorre porque o organismo passa a priorizar a conservação de calor, ativando respostas fisiológicas ligadas ao estresse, como o aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca.
Por outro lado, o excesso de calor também cobra seu preço. Quando a temperatura interna ultrapassa a marca de 21,5 °C, os níveis de atenção e bom humor começam a cair novamente. Em torno de 22 °C, muitas pessoas relatam maior irritabilidade, sensação de cansaço e menor tolerância às interações sociais. Ambientes ainda mais quentes podem provocar lentidão mental e reduzir a capacidade de reação, efeito já observado em estudos que analisaram o impacto do calor sobre o desempenho cognitivo.
Embora a temperatura ideal para trabalhar fique em torno de 21°C, a pesquisa apontou que há uma questão pessoal, com alguma variação em ambos os lados, ou seja, pessoas que gostam de temperaturas 1,2°C acima da média e outras que preferem 1°C mais baixa
Pixabay/u_ssfofehsaj/Creative Commons
Embora a maioria das pessoas trabalhe melhor em temperaturas em torno de 21°C, os pesquisadores também constataram que há alguma variação em ambos os lados. Por exemplo, a pesquisa apontou que as pessoas em Brighton e Glasgow normalmente se sentem melhor em temperaturas até 1,2°C acima da média nacional, enquanto as pessoas em Plymouth preferem um ambiente mais frio, com a temperatura ajustada a 1°C mais baixa que a média.
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Para o universo da decoração e da arquitetura de interiores, essas conclusões reforçam a importância de projetos que vão além da estética. Sistemas eficientes de climatização, bom isolamento térmico, ventilação cruzada e o uso estratégico de materiais naturais passam a ser aliados fundamentais na criação de espaços mais saudáveis e funcionais. Afinal, o conforto térmico não é apenas uma questão de sensação física, mas um componente essencial do bem-estar emocional e da qualidade de vida dentro de casa ou no ambiente profissional.



