Como o próprio nome sugere, a Avenida dos Baobás é uma via em Madagascar ladeada por imponentes exemplares da espécie conhecida popularmente como “árvore da vida”. Essas plantas são remanescentes de uma floresta tropical que, um dia, se estendeu por toda a ilha. Atualmente, o conjunto é considerado monumento natural pelo governo do país na África oriental.
Uma estrada de terra entre Morondava e Belo Tsiribihina, cidades próximas à costa oeste de Madagascar, forma a famosa Avenida dos Baobás, um dos cenários naturais mais conhecidos do país africano
NP023/Wikimedia Commons
A Avenida dos Baobás é uma estrada de terra entre Morondava e Belo Tsiribihina, duas cidades próximas à costa oeste de Madagascar. Cerca de 20 a 25 baobás de Grandidier (Adansonia grandidieri) ladeiam um pequeno trecho da estrada, enquanto outros 25 exemplares crescem dispersos nos campos próximos, e centenas de outros na paisagem circundante.
De nome científico Adansonia grandidieri, a espécie está ameaçada de extinção e é uma das seis endêmicas de baobás em Madagascar. Seu tronco costuma atingir 24 metros de altura e 3 metros de largura, mas o maior exemplar já registrado possuia 30 metros de altura e 11 metros de diâmetro. Os troncos são tão grandes porque armazenam água em suas células para produzir novas folhas e manter sua estrutura.
Os baobás de Grandidier (‘Adansonia grandidieri’) se destacam na paisagem da costa oeste de Madagascar, com troncos largos que armazenam água
Frank Vassen/Wikimedia Commons
Um estudo de 2024 descobriu que os baobás evoluíram em Madagascar entre 41 e 21 milhões de anos atrás. A maioria das espécies existentes se restringem ao país, mas duas outras — A. digitata e A. gregorii — são encontradas na África continental e na Austrália, respectivamente. Não se sabe ao certo como chegaram lá, mas pesquisadores sugerem que os frutos podem ter atravessado os oceanos pelas correntes marítimas ou sido transportados por humanos.
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Em Madagascar, os baobás são chamados de “renala” ou “reniala”, que significa “mãe da floresta”. Eles também são conhecidos internacionalmente como “árvores da vida” por sua longevidade e pelo armazenamento de água.
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Milhares de anos atrás, eles existiam em uma densa floresta tropical e só recentemente se tornaram árvores isoladas. Hoje, enfrentam ameaças de extinção devido à exploração ilegal da madeira, incêndios e mudanças climáticas. No entanto, essas árvores desempenham um papel central na cultura local, figurando em lendas como a dos “Baobás Amorosos” — duas árvores entrelaçadas que representariam um casal de jovens amantes predestinados ao infortúnio, forçados a se casar com outras pessoas.
“Baobá Amorosos”, uma formação emblemática da Avenida dos Baobás, em Madagascar, está associada a uma lenda local de dois amantes
Hiroki Ogawa/Wikimedia Commons
Uma estrada de terra entre Morondava e Belo Tsiribihina, cidades próximas à costa oeste de Madagascar, forma a famosa Avenida dos Baobás, um dos cenários naturais mais conhecidos do país africano
NP023/Wikimedia Commons
A Avenida dos Baobás é uma estrada de terra entre Morondava e Belo Tsiribihina, duas cidades próximas à costa oeste de Madagascar. Cerca de 20 a 25 baobás de Grandidier (Adansonia grandidieri) ladeiam um pequeno trecho da estrada, enquanto outros 25 exemplares crescem dispersos nos campos próximos, e centenas de outros na paisagem circundante.
De nome científico Adansonia grandidieri, a espécie está ameaçada de extinção e é uma das seis endêmicas de baobás em Madagascar. Seu tronco costuma atingir 24 metros de altura e 3 metros de largura, mas o maior exemplar já registrado possuia 30 metros de altura e 11 metros de diâmetro. Os troncos são tão grandes porque armazenam água em suas células para produzir novas folhas e manter sua estrutura.
Os baobás de Grandidier (‘Adansonia grandidieri’) se destacam na paisagem da costa oeste de Madagascar, com troncos largos que armazenam água
Frank Vassen/Wikimedia Commons
Um estudo de 2024 descobriu que os baobás evoluíram em Madagascar entre 41 e 21 milhões de anos atrás. A maioria das espécies existentes se restringem ao país, mas duas outras — A. digitata e A. gregorii — são encontradas na África continental e na Austrália, respectivamente. Não se sabe ao certo como chegaram lá, mas pesquisadores sugerem que os frutos podem ter atravessado os oceanos pelas correntes marítimas ou sido transportados por humanos.
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Em Madagascar, os baobás são chamados de “renala” ou “reniala”, que significa “mãe da floresta”. Eles também são conhecidos internacionalmente como “árvores da vida” por sua longevidade e pelo armazenamento de água.
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“Baobá Amorosos”, uma formação emblemática da Avenida dos Baobás, em Madagascar, está associada a uma lenda local de dois amantes
Hiroki Ogawa/Wikimedia Commons



