Travertino romano: a pedra clássica de monumentos que pode transformar sua casa

O travertino romano é uma rocha sedimentar extraída há milênios na bacia de Tivoli e Guidonia, nos arredores de Roma, na Itália. “É um material historicamente muito importante, usado desde a Antiguidade em grandes obras romanas, como edifícios públicos, anfiteatros, termas e monumentos históricos”, conta a arquiteta Isabella Nalon.
O piso de travertino romano bruto, executado pela NPK, sobe pelas paredes e forma um rodapé
Evelyn Muller/Divulgação | Projeto do arquiteto Rogério Shinagawa
Composto essencialmente de calcita e aragonita, é classificado como uma pedra calcária de água doce. “Sua estrutura é marcada por vacúolos (poros), que são o resultado da liberação de gases e da decomposição de matéria orgânica durante o processo de sedimentação, daí os tradicionais furinhos que todos conhecem”, explica o especialista em pedras Felipe de Borba Pinto, do canal Marmorizar.
Como o travertino é formado em camadas horizontais, ele permite dois tipos de corte: o vein cut (a favor do veio, evidenciando as linhas) e o cross cut (contra o veio, resultando em um aspecto mais nublado, ainda pouco usado no Brasil).
Bancada e frontão de mármore travertino bruto executados pela Carrara Marmoraria conbinam com a parede pintada com o tom Favo de Baunilha, da Suvinil
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório Dois Arquitetura
As variações do travertino italiano se dão pela variação de tons e pela pureza do material:
Romano clássico: apresenta equilíbrio entre o bege claro e médio;
Romano silver: traz tons contemporâneos de cinza e prata;
Romano noce: possui tonalidades mais escuras, puxando para o nogueira;
Navona: é uma pedra mais clara e nobre, com fundo creme marfim;
Tívoli: apresenta veios mais marcados.
Na bancada, a escolha pela pedra natural travertino romano, da Revest Pedras, faz par com o porcelanato Travertino Navona, da Biancogres, que reveste piso e paredes
Carolina Mossin/Divulgação | Projeto do arquiteto Pedro Olavo
Segundo os profissionais, as principais vantagens do travertino romano são a versatilidade e a durabilidade. “É um material elegante, nobre e atemporal, que funciona bem em diferentes estilos arquitetônicos. Com manutenção adequada, tem grande longevidade e mantém sua beleza por muitos anos”, afirma Isabella.
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“Ele aceita diversos acabamentos: bruto (natural), levigado (fosco), polido com resina (brilhante) e o estucado, que mantém o seu aspecto rústico, porém com o preenchimento dos furos com resina”, esclarece Felipe.
Enquanto o travertino romano brick reveste toda a fachada, a escada de acesso de pedestre mistura granito São Gabriel escovado e travertino romano escovado
Edgard Cesar/Divulgação | Projeto do Gustavo Barone Arquitetos Associados
Por que o travertino não é um mármore?
Apesar de ser chamado de mármore, o travertino romano não tem a mesma formação geológica deste tipo de rocha. “Embora o mercado muitas vezes utilize o termo ‘mármore travertino’ de forma genérica, tecnicamente isso é um erro grave”, fala Felipe.
“O mármore é uma rocha metamórfica, surgida do calcário que sofreu altas pressões e temperaturas até recristalizar. O travertino é uma rocha sedimentar, formada pela deposição de minerais na superfície”, ele acrescenta.
O papel de parede Selva Verde, da Branco.casa, é o destaque do ambiente junto à bancada existente de mármore travertino romano bruto
Rafael Renzo/Divulgação | Projeto da arquiteta Beatriz Quinelato
O especialista aponta, ainda, que há diferença na estrutura: o mármore é denso e cristalino, enquanto o travertino é poroso e estratificado.
“Essa confusão acontece porque ambos são compostos por carbonato de cálcio e possuem dureza similar, mas confundi-los leva a erros de especificação e manutenção, já que o comportamento físico-químico de uma rocha sedimentar é distinto de uma metamórfica”, analisa Felipe.
Integrada à varanda externa, a área traz mesa com cadeiras e churrasqueira. O verde do jardim quase entra dentro do espaço, que tem piso de mármore travertino romano bruto
Evelyn Müller/Divulgação | Projeto do escritório Wenk & Gama
Outros tipos de travertino
Conforme explica Felipe, nem todo travertino de aparência “romana” vem da Itália. “O termo ‘travertino’ refere-se a uma tipologia de rocha encontrada em diversas partes do mundo”, ele diz.
Hoje, a Turquia é o maior exportador mundial da pedra. “O travertino turco costuma apresentar uma variação cromática mais acentuada, com tons que caminham para o marrom e o creme intenso. É uma opção de excelente custo-benefício, mas com densidade geralmente inferior ao italiano”, revela Felipe.
Um conjunto de porta e painéis de madeira freijó possibilita a abertura total do hall do elevador. Piso de mármore travertino romano bruto, da NPK
Evelyn Muller/Divulgação | Projeto do escritório Shinagawa Arquitetura
Já o travertino do México é conhecido pelos tons mais quentes e avermelhados, como o travertino Veracruz, que possui estrutura sedimentar muito marcada. “Esteticamente costuma ter mais diferenças entre as tonalidades das linhas horizontais que caracterizam esse tipo de rocha”, conta o especialista.
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O Irã detém algumas das variações mais exóticas e coloridas, como o travertino vermelho e o travetino amarelo, além de opções de bege muito homogêneas.
Na sala de reunião, a mesa desenhada pelo profissional foi executada em travertino romano silver pela Pedras Kraisch
Fábio Jr Severo/Divulgação | Projeto do designer Waldir Junior
No Brasil, o bege Bahia é conhecido como o “travertino brasileiro”. “Tecnicamente, é um calcário (limestone) de alta compactação. Não possui os grandes vacúolos (buracos) naturais do romano, mas sua estética de fundo bege com veios sutis é extremamente similar”, comenta Felipe.
“A grande vantagem é o preço altamente atrativo e a resistência superior para pisos de alto tráfego, sendo o ‘queridinho’ dos projetos nacionais que buscam a estética do travertino com orçamento otimizado”, completa ele.
A entrada da casa é por corredor externo ao lado do volume da garagem, com empena que não toca o chão e se prolonga até o volume do living, destacado por ripado de alumínio, da JR Alumínio. Piso de mármore travertino romano levigado, da Gruta Marmoraria
Edgard César/Divulgação | Projeto do arquiteto Leo Romano
Custos e cuidados com o mármore travertino
O travertino romano autêntico tem um custo superior aos travertinos de outras origens. Em relação a mármores nacionais comuns, pode custar de três a cinco vezes mais, sendo um material de médio a alto padrão.
O cuidado principal com a rocha é a sua devida impermeabilização, em especial quando usada em pisos e paredes de áreas úmidas. “A proteção com hidrofugante (produto químico que repele a água) é essencial para minimizar as manchas superficiais. Mas aqui vai um alerta: saber usar o produto adequado é fundamental para que a pedra não sofra uma alteração notável na sua tonalidade natural”, frisa Felipe.
Os painéis de lâmina de madeira freijó natural e o piso de travertino romano bruto, executado pela Revolucione, dão as boas-vindas com elegância a quem chega
Andrew França/Divulgação | Projeto do escritório FAAS Arquitetura
“O preço varia de acordo com a qualidade da chapa (classificações como A, B ou C), tonalidade e uniformidade do desenho. Quanto mais ‘limpo’ e valorizado visualmente o material, maior tende a ser o custo”, detalha Isabella.
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Já a manutenção deve ser feita com detergentes neutros, visto que se trata de um material sensível, que pode manchar. “Evite produtos de limpeza abrasivos ou muito ácidos. A manutenção periódica é importante, especialmente em áreas externas ou de grande circulação”, indica a arquiteta.
No espaço cujo o forro do teto é feito de ripas de madeira original do apartamento, estão a mesa Kolonn, de Fabricio Roncca, na Novo Ambiente, e as cadeiras Clave, de Luciana Martins e Gerson de Oliveira, na Arquivo Contemporâneo. No piso, mármore travertino romano estucado, da Marmoraria Royal
André Nazareth/Divulgação | Projeto da arquiteta Paula Neder
Quando usar o travertino romano
De acordo com Isabella, embora associado à arquitetura clássica, o travertino romano funciona em projetos contemporâneos, dependendo da forma como é aplicado.
“Ele agrega valor histórico e uma estética de solidez, tirando o projeto do campo das tendências passageiras e o colocando no campo do design eterno. Sua textura traz uma ‘alma’ que materiais frios não conseguem entregar”, pontua Felipe.
O banheiro tem bancada e piso de mármore travertino romano da Di Mármore. Marcenaria da Terra Conttemporânea
Fran Parente/Divulgação | Projeto do escritório FGMF
O material nobre e marcante ainda traz a sensação de permanência e qualidade. “Com os cuidados adequados, permanece bonito por décadas, contribuindo intensamente para a identidade dos ambientes”, aponta Isabella.
No acabamento bruto, funciona bem em áreas externas e bordas de piscina por ser atérmico e antiderrapante. No acabamento levigado ou polido, é ideal para pisos internos e banheiros. Em mobiliário, pode compor tampos de mesas, aparadores e bancadas, e também costuma ser usado em revestimento de lareiras e painéis.
O nicho de mármore travertino navona embutido na marcenaria, com acabamento em freijó natural e executada pela Madform, abriga as bebidas sobre a bandeja da Ekko Home
Luiza Schreier/Divulgação | Projeto do escritório A+G Arquitetura
“Em áreas externas ou jardins, é importante atenção à porosidade: se os poros ficarem abertos, é necessário manutenção mais frequente. Muitas vezes, recomenda-se preenchê-los para evitar acúmulo de sujeira”, destaca Isabella.
Felipe lembra que o travertino romano é uma das rochas mais resilientes da história: foi o material-base para a construção do Coliseu, em Roma. “Ensaios técnicos mostram que, embora seja uma rocha de resistência moderada, sua durabilidade em fachadas é insuperável quando bem especificado”, conta.
Confira a seguir mais ideias de como incorporar o mármore travertino romano em seu projeto:
Bancadas de cozinhas e banheiros
O mármore travertino romano domina a sala de banho, aplicado na bancada com cuba dupla e meia parede
Jomar Bragança/Divulgação | Projeto do escritório Joana Hardy Estúdio com o arquiteto Antônio Valladares
O cômodo minimalista tem cuba de piso executada de mármore travertino romano bruto, com acabamento arranhado rústico, pela Casa Nova Marmoraria
Estúdio NY18/Divulgação | Projeto da arquiteta Mariane Rios
O pequeno ambiente do lavabo segue os materiais usados no restante apartamento, como o mármore travertino romano da Bossa Marmoraria
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Aldi Flosi/Divulgação | Projeto do escritório PKB Arquitetura
A marcenaria com portas de palhinha apoia a bancada de mármore travertino romano com cubas esculpidas
Joana França/Divulgação | Projeto do arquiteto Leo Romano
Protagonista na casa em Goiânia, a sala de banho emprega freijó e mármore travertino, e traz banheira da Doka
Joana França/Divulgação | Projeto do arquiteto Leo Romano
A composição do banheiro de visitas traz bancada em mármore travertino romano e papel de parede da loja ACB nas paredes
Felipe Cuine/Divulgação | Projeto do escritório Manarelli Guimarães
A marcenaria com portas de palhinha apoia a bancada de mármore travertino romano com cubas esculpidas
Joana França/Divulgação | Projeto do arquiteto Leo Romano
O ambiente mantém a materialidade do restante do apartamento, com painéis Brera da Florense nas paredes e teto, além do mármore travertino romano, da marmoraria Brich, na cuba esculpida e bancada
Daniela Magario/Divulgação | Projeto do arquiteto Sergio Coelho
Balcão da cozinha foi envolto por um painel de ripas de travertino romano, coladas uma a uma
Fábio Jr. Severo/Divulgação | Projeto do arquiteto Guilherme Garcia
Pisos e revestimentos
Os degraus de mármore travertino romano bruto, da Sigramar, ganharam a companhia da parede revestida de painel de lâmina natural de carvalho pela marcenaria Esmage
Estúdio NY18/Divulgação | Projeto da arquiteta Mariane Rios
O mármore travertino romano bruto, da Sigramar, sobe do piso para a estrutura da ilha, que ganhou tampo de Corian Neutral Concrete, da Produto A Superfícies
Estúdio NY18/Divulgação | Projeto da arquiteta Mariane Rios
Ao entrar pela porta feita de chapa de aço com pintura eletrostática por Matheus Furlan, o espaço, semelhante a uma galeria de arte, é repleto de obras de arte e apresenta piso de mármore travertino romano bruto, da Sigramar
Estúdio NY18/Divulgação | Projeto da arquiteta Mariane Rios
A banheira modelo freestanding, da Ekko Revestimentos, fica reservada no espaço revestido de mármore travertino romano, da Tanto Revestimentos
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do arquiteto João Panaggio
A sala de estar traz, ao fundo, a escada existente revestida de mármore travertino romano
Evelyn Müller/Divulgação | Projeto do escritório CK Arquitetura, com paisagismo assinado por Bia Abreu
A ampla e iluminada sala de banho recebeu parede revestida de pedra travertino Coliseu Orgânico, da Multipedras
Marcus Camargo/Divulgação | Projeto do escritório Rogoski Arquitetura
A base neutra, com piso de mármore travertino romano, da Laluce Marmoraria, ao lado de painéis e buffet executados com freijó clareado pela Marcenaria São Francisco, recebeu a cor das cadeiras Beg, de Sergio Rodrigues, na Dpot
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da arquiteta Solange Calio
Em harmonia com os brises de alumínio amadeirado, o ripado de freijó compõe o forro, da Jacafer, e o mármore travertino romano cobre o piso e algumas paredes
Joana França/Divulgação | Projeto do arquiteto Leo Romano
O espelho d’água traz revestimento de pedra da Petra Brasil e travessia de travertino romano da Directa Piedras. Paisagismo de Letícia Ravaiani, com execução da Primor e Arte Jardins
Marcos Santiago/Divulgação | Projeto do arquiteto Leonardo Rotsen
Solto no canto, o volume de concreto abriga caixa com a esquadria que apoia a pérgola, responsável por sombrear a passarela de mármore travertino romano escovado, da Gruta Mármores, ao lado da piscina, revestida da mesma pedra
Joana França/Divulgação | Projeto do arquiteto Leo Romano
Na vista aérea, é possível visualizar árvores cultivadas no terreno, como ipês variados, mulungus e pitangueiras, além da piscina com borda e pisadas de travertino romano bruto
JP Images/Divulgação | Projeto da arquiteta Cassiana Miranda
O piso de travertino romano da SRN Stones dá a ideia de continuidade entre o interior e o exterior
André Scarpa/Divulgação | Projeto do escritório Reinach Mendonça Arquitetos
A escada revestida de mármore travertino romano leva até a pérgola do orquidário e ao terraço
Edgard César/Editora Globo | Projeto do arquiteto Leo Romano
Remodelada, a escada ganhou mármore travertino romano bruto em sua estrutura, executada pela empresa Basalto Santo Antônio
Joana França/Divulgação | Produção: Mariana Alessi/Divulgação | Projeto do escritório 0E1 Arquitetos
A escada traz guarda-corpo de chapa metálica, feita pela Icc Escadas, e o piso de mármore travertino romano bruto, executado pela NPK
Evelyn Muller/Divulgação | Projeto do arquiteto Rogério Shinagawa
A escada em chapa metálica funciona como um elemento escultório no centro do apartamento e traz piso de mármore travertino romano bruto, executado pela NPK
Evelyn Muller/Divulgação | Projeto do arquiteto Rogério Shinagawa
O tapete da Tapetes São José fica sobre o elegante piso de travertino romano da Directa Piedras, com beneficiamento da Prime Pedras
Marcos Santiago/Divulgação | Projeto do arquiteto Leonardo Rotsen
Na piscina e em toda extensão gourmet foi usado o travertino romano escovado. O paisagismo apostou em espécies como costela-de-adão, maranta charuto e xanadus
Edgard Cesar/Divulgação | Projeto do escritório Gustavo Barone Arquitetos Associados
Móveis e detalhes decorativos
O portão e o puxador feitos com exclusividade pelo escritório foram executados com travertino romano bruto pela MCunha Mármores & Granitos
Júlia Tótoli/Divulgação | Projeto do escritório Morada 31.12 Arquitetura e Interiores | Paisagismo de Ana Paula Roseo
Na área gourmet, península de pedra NPK, com ripado abaixo da bancada de mármore travertino romano. Paisagismo da Kairós Paisagismo em parceria com o escritório
Fran Parente/Divulgação | Projeto do escritório Interni Arquitetura
A mesa produzida pela Piatra Rochas traz filetes de mármores brasileiros, enquanto o banco sob a janela e nicho na área do bar são de travertino romano, executados pela Piatra Rochas
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da arquiteta Rebeca de França
O ambiente tem TV fixada na coluna revestida de anticato travertino romano da Marmoraria Di Ponta, onde também foi instalada a lareira
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório Studio LAK
Na sala de estar se destaca o painel da TV de amadeirado Roveretto, produzido pela Evviva, com parte inferior em acabamento de travertino romano bruto, executado pela DiMarmo
Fabio Jr. Severo/Divulgação | Projeto da designer de interiores Camila Amin
No espaço integrado, o backsplash e a bancada foram executados em travertino romano bruto, pela DiMarmo
Fabio Jr. Severo/Divulgação | Projeto da designer de interiores Camila Amin
A mesa desenhada pelo arquiteto, com base de freijó, foi executada pelo marceneiro Fabiano e recebeu tampo de mármore travertino romano, estucado pelo marmorista Itamar
Luiza Schreier/Divulgação | Projeto do arquiteto David Silva, do Studio Pipa Arquitetura
De fora a fora, uma peça horizontal de travertino romano atravessa o ambiente e serve de assento e bar
MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do Estúdio OLO
A mesa de cabeceira desenhada pelo escritório, executada pela Enio Móveis Sob Medida em laca acetinada cinza, ganhou tampo em travertino romano bruto, com execução da empresa Pedra Design Marmoraria
Ver.so Duo/Divulgação | Projeto da arquiteta Jakelline Munero
Nesta apartamento clean, a parte da lareira da sala de estar recebeu acabamento de travertino romano
Rafael Ribeiro/Divulgação | Projeto do escritório Lisbôa Demarche Arquitetura Design

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