Como arrumar sua cama com mantas e almofadas para ter um quarto digno de hotel

Mais do que simples complementos decorativos, a roupa de cama e as almofadas exercem papel essencial no conforto e na atmosfera dos quartos. Quando bem escolhidos, esses acessórios contribuem para criar aconchego, funcionalidade e identidade.
Entre a serenidade da cabeceira azul, a leveza da roupa de cama neutra e o calor da manta laranja, nasce um refúgio que inspira equilíbrio
Matheus Bonafé/Divulgação | Projeto do escritório FIGO Interiores
“Esses elementos têm um impacto visual enorme, pois ajudam a aquecer o espaço, conectar cores e trazer a sensação real de acolhimento, tirando aquela aparência impessoal de ‘casa pronta'”, diz a arquiteta e designer de interiores Ana Rossetti, do escritório Espaço Mude.
Como montar um enxoval completo para o seu quarto
Antes das sobreposições e dos elementos decorativos, é essencial que a base da cama esteja bem resolvida. Lençóis, fronhas e uma peça de cobertura adequada são fundamentais para garantir conforto e funcionalidade.
A cabeceira preta cria a base neutra para destacar o contraste do branco no enxoval; o travesseiro verde e a almofada vermelha entram como pontos de cor estratégicos
Manuel Sá/Divulgação | Projeto do escritório Piúna Arquitetura, da arquiteta Gabriela Dal Secco
“Depois, a roupa de cama pode ser complementada com mantas, peseiras e almofadas decorativas, sempre em diálogo com o projeto do quarto”, indica Thaisa Pereira, designer de interiores do escritório TT Interiores.
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Investir nos itens básicos evita excessos e assegura conforto no dia a dia. “Em vez de acumular vários edredons, vale apostar em um bom recheio para duvet, que pode ser usado com capas diferentes, facilitando a manutenção e as trocas ao longo do tempo”, afirma Ana.
A meia parede verde claro cria frescor e leveza, enquanto a colcha branca garante neutralidade; já a manta, as almofadas e os travesseiros em azul-marinho funcionam como pontos de contraste
Maura Mello/Divulgação | Projeto assinado pelo escritório Estúdio Minke
Vale explicar: o duvet é uma capa removível e lavável que envolve um enchimento macio. Além de proteger o edredom contra sujeira e facilitar a limpeza, oferece flexibilidade pela possibilidade de substituição, seja por necessidade, seja pela renovação do estilo do cômodo.
Outro elemento importante para o conforto, muitas vezes negligenciado, é o pillow top: uma camada extra de estofamento que proporciona ao colchão a mesma sensação de maciez do topo do travesseiro.
Estética e funcionalidade precisam estar em equilíbrio na roupa de cama
A parede e a colcha brancas funcionam como base neutra, enquanto manta e almofadas avermelhadas entram como pontos de destaque, mostrando que investir em contrastes simples é uma forma prática de trazer personalidade ao quarto
Paola y Renato/Divulgação | Projeto da arquiteta Gabriella Machado
Com a base bem definida, entram os acessórios que acrescentam textura, volume e personalidade. Nesse processo, considerar a rotina da casa é indispensável. Proporção, iluminação e escala do mobiliário orientam a escolha da quantidade e do tipo de peças.
“As almofadas, por exemplo, precisam ser confortáveis e adequadas ao tamanho da cama para não comprometer o uso do espaço”, coloca Tássia Pereira, designer de interiores do escritório TT Interiores
A cabeceira listrada em branco e laranja, combinada ao enxoval neutro, ganha vida com almofadas em azul-marinho e um toque de cor na peça amarelada; já a manta bege de herança familiar reforça que estilo e memória podem andar juntos
Julia Novoa/Divulgação | Projeto da arquiteta Ana Rossetti, do escritório Espaço Mude
Do ponto de vista estético, o equilíbrio entre uma base neutra e pontos de destaque — como cores vibrantes, texturas e estampas — é fundamental. Em decorações clássicas, tons suaves, tecidos nobres e padronagens discretas garantem sofisticação.
Já nos ambientes modernos, linhas limpas e contrastes pontuais imprimem personalidade. Em propostas boho ou contemporâneas, a mistura de texturas, estampas e tons terrosos cria aconchego.
A cabeceira de madeira cria a base acolhedora, enquanto lençol e travesseiros cinzas mantêm a neutralidade; já as almofadas em tom caramelo e a manta de tricô off white acrescentam textura e contraste, mostrando que a disposição das peças é tão importante quanto a escolha delas
Rafael Renzo/Divulgação | Produção: Guilherme Garcia/Divulgação | Projeto do arquiteto Renato Mendonça
A composição do enxoval precisa dialogar com o restante do quarto. “O erro mais comum é tentar copiar uma referência sem considerar o contexto. O jogo de cama e as almofadas devem se harmonizar com os materiais fixos do espaço, como marcenaria, piso e iluminação, e não existir como elementos isolados”, destaca Ana.
A cabeceira cria a base acolhedora, o edredom off-white garante neutralidade, enquanto almofadas e mantas em terracota dialogam com os vasinhos de barro na mesa de cabeceira — prova de que repetir cores e materiais em diferentes elementos é uma estratégia simples e eficaz para conquistar harmonia no quarto
Luiza Schreier/Divulgação | Projeto da arquiteta Amanda Miranda
Materiais indicados para a roupa de cama e almofadas do quarto
Tecidos naturais, como algodão e linho, são os mais indicados por serem respiráveis, confortáveis e agradáveis ao toque. Para pessoas alérgicas, tramas mais fechadas, tecidos antialérgicos e peças que permitam lavagens frequentes ajudam a reduzir o acúmulo de poeira e ácaros.
Já em casas com pets, capas removíveis e tecidos resistentes são aliados do dia a dia. “Com uma trama mais fechada, esse tipo de tecido é fácil de lavar. Priorize também cores ou estampas que disfarcem os pelos”, sugere Thaisa.
No estilo maximalista, o papel de parede rosa floral cria a atmosfera vibrante; a roupa de cama com babados, os travesseiros verdes e o edredom listrado reforçam a riqueza de texturas, enquanto a almofada de coração vermelho no centro da cama mostra como um detalhe marcante pode se tornar o ponto focal da decoração
André Nazareth/Editora Globo | Projeto do escritório Ouriço Arquitetura e Design
O que considerar na roupa de cama em cada tipo de quarto
O uso do ambiente influencia diretamente a escolha das peças. Quartos de uso frequente pedem conforto e personalidade alinhada ao estilo de quem os utiliza, enquanto dormitórios de hóspedes podem adotar uma decoração mais neutra e versátil.
Para quem tem uma rotina corrida, apostar em peças sem estampas e de tons semelhantes é a forma mais prática de compor a roupa de cama: lençol bege, travesseiros brancos e almofadas caramelo criam um visual harmonioso e funcional, sem depender do excesso
André Mortatti/Divulgação | Projeto do escritório Vanessa Féres Arquitetos Associados
Roupa de cama para o quarto principal
Conforto absoluto e materiais de boa qualidade devem estar presentes no dormitório principal. “Priorize tecidos nobres e uma estética atemporal, que dialogue com a personalidade do morador”, diz Tássia.
A cabeceira estofada em verde musgo ganha destaque diante da parede de tijolinhos, enquanto a roupa de cama bege e a manta de crochê equilibram a composição — prova de que unir texturas naturais e tons neutros é uma estratégia certeira para criar aconchego
Fran Parente/Divulgação | Projeto do escritório Rua 141 Arquitetura
A parede azul e a cabeceira de palinha criam a base natural e elegante, enquanto almofadas verdes, vermelha e amarela adicionam pontos de cor vibrantes sobre o enxoval branco
Ana Medina/Divulgação | Produção: José Leonardo Afonso/Divulgação | Projeto do estúdio Studio Due
A base neutra dos quatro travesseiros e o lençol brancos ganha personalidade com as almofadas felpudas em verde musgo; já a almofada e a manta em tom de ‘verde amarelado’ mostram como variações sutis de cor podem trazer sofisticação sem pesar na composição
Studio Tertulia/Divulgação | Projeto do escritório Estúdio Zargos
A cabeceira de madeira e o papel de parede cinza claro criam uma base neutra. O edredom e os travesseiros em verde claro trazem suavidade, enquanto as almofadas e a manta de tricô em verde escuro adicionam profundidade. No centro, a almofada branca retangular funciona como ponto de equilíbrio
Gisele Rampazzo/Divulgação | Projeto do escritório TT Interiores
Na decoração, a cabeceira de madeira que remete ao muxarabi e as paredes neutras criam a base versátil; já a roupa de cama laranja da Trama Casa, acompanhada de travesseiros no mesmo tom, ganha equilíbrio com a almofada e a manta bege, enquanto as almofadas verde-escuro em diferentes tamanhos mostram como variar cores e proporções é uma estratégia prática para trazer dinamismo
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Daniel Andrade/Divulgação | Projeto do escritório MRG Arquitetura
Roupa de cama para o quarto infantil
Quartos infantis trazem demandas específicas: exigem resistência e praticidade na lavagem. Estampas lúdicas e estímulos visuais podem ser incorporados, sempre em sintonia com a idade das crianças.
Em quartos infantis, praticidade e aconchego caminham juntos: a colcha verde clara cria a base suave, enquanto almofadas em diferentes tamanhos e cores — do cinza ao rosa queimado, passando pelo branco, pelo quadrilucado e até pela pelúcia — mostram que variar texturas e tonalidades é uma forma simples de trazer charme
Monica Assan/Divulgação | Projeto do escritório Compondo Arquitetura
Em quartos infantis, apostar em marcenaria criativa — como o beliche em formato de carrinho — é uma forma de unir funcionalidade e diversão; já a roupa de cama neutra em bege acinzentado e a meia parede verde garantem equilíbrio visual
Fran Parente/Divulgação | Produção: Paulo Carvalho/Divulgação | Projeto do escritório SAAG Arquitetura
O edredom branco cria a base neutra, enquanto a manta azul acinzentado e a pelúcia azul adicionam pontos de cor suaves; já as almofadas quadradas em branco e cinza mostram que variar tons próximos é uma estratégia prática para compor um quarto elegante
Evelyn Müller/Divulgação | Produção: Manuela Figueiredo/Divulgação | Projeto do escritório Arkitekt Associados
Roupa de cama para o quarto de hóspedes
O quarto de hóspedes permite maior liberdade criativa, mas essa escolha não deve comprometer o conforto e o bem-estar de quem o utiliza. “Opte por peças versáteis, capazes de agradar diferentes perfis e garantir a funcionalidade, independentemente de quem esteja visitando a residência”, recomenda Thaisa.
No quarto de hóspedes, apostar em uma base totalmente branca — das paredes à roupa de cama — é uma forma segura de agradar diferentes estilos; o segredo está nas texturas variadas e nos toques sutis de bege, que garantem aconchego sem perder a neutralidade
Rafael Ribeiro/Divulgação | Projeto do escritório Lisbôa Demarche Arquitetura Design
A cabeceira de couro caramelo adiciona sofisticação e calor ao ambiente, enquanto o enxoval de linho verde militar da Casa Trópico e as peças de tricô artesanal da Srta Galante reforçam a ideia de que misturar materiais naturais e texturas distintas é uma estratégia certeira para criar um quarto acolhedor
Fran Parente/Divulgação | Projeto do escritório Rua 141 Arquitetura
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O que evitar ao escolher a roupa de cama e almofadas para o quarto
O maior erro está no excesso: muitas estampas, cores em demasia ou almofadas em quantidade exagerada comprometem tanto a funcionalidade quanto o equilíbrio visual dos dormitórios.
Tecidos de difícil manutenção ou incompatíveis com o clima da região também tendem a se tornar problemáticos com o uso contínuo. “Roupa de cama e almofadas precisam ser usadas, lavadas, amassadas e vividas. Quando são escolhidas apenas pela estética, acabam se tornando incômodos — e conforto nunca deveria ser um problema dentro de casa”, pontua Ana.

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