Apartamento da década de 60 mescla peças de design contemporâneo e vintage

“Olha lá ao fundo a Serra da Cantareira”, aponta o designer Daniel Pegoraro (@danielpegoraro). Esse limite verde da capital paulista pode ser avistado através dos janelões no apartamento de 340 m² localizado no 19º andar de um edifício modernista projetado por Alfred Düntuch, em 1963, no bairro da Consolação. Ali, ele vive com o simpático cão Tom. O imóvel fica bem perto da Avenida Paulista, mas o barulho do trânsito da fervilhante via não chega à morada, com vibe de casa.
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Antes, Daniel habitava um apartamento cerca de 100 m² menor na Alameda Casa Branca, nos Jardins. O designer parece muito feliz coma troca, vivendo em meio ao agito da megalópole. “Aqui é urbanidade na veia”, diz.
SALA | Outro ângulo revela a poltrona Mundo, de Victor Vasconcelos para a Breton. Ao fundo, ao lado da porta do lavabo, está o Playmobil gigante, da galeria Kovak & Vieira. Na parede, acima do boneco, fica a obra de Marco Franco; a maior é de Antonio Claudio Carvalho
Wesley Diego/Divulgação
Sou grato a São Paulo, e a cidade se abre para mim neste apartamento, tendo o visual da Serra da Cantareira ao fundo.”
Ele nasceu em Joaçaba, SC, filho de uma família italiana de costumes tradicionais. Os pais queriam que fosse médico. Daniel trilhou outros caminhos. Trabalhou com moda, sempre na área de vendas, e deu os primeiros passos no universo do mobiliário. Há 11 anos, é diretor criativo da Breton, onde tem inovado o portfólio de móveis da empresa ao longo do tempo.
SALA DE JANTAR | Conta com cadeiras Maxx, de Fernanda Marques, em torno da mesa Ino, tudo da Breton, além de pendente da Breton Casa. Na parede, ao fundo, a obra de Alan Oju é ladeada por trabalhos de Abidiel Vicente que retratam Marilyn Monroe. A zebra assinada por Leno de Alagoas representa a arte popular
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Houve pouco quebra-quebra para a mudança, pois o apê já estava reformado. Para determinar algumas modificações e o layout do mobiliário, Daniel contou coma ajuda de três arquitetos de sua equipe.
LAVABO | Revestido de tecido estampado de Gabriel Azevedo e o espelho reflete foto de Luiza Brunet clicada por Bob Wolfenson
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Com o piso de madeira original, o grande living e a sala de jantar estão conectados com a cozinha aberta, em tons de cinza. O espaço generoso é o pretexto certo para o morador organizar almoços e jantares com amigos. Ele e o namorado gostam de receber. “Transito por diferentes tribos”, diz.
INTEGRAÇÃO | A instigante obra de André Barion, na galeria Nonada, fica ao lado da passagem para a cozinha integrada. Nela, há um balcão para refeições ligeiras e cadeiras Cesca, de Marcel Breuer; ao fundo, próximo ao refrigerador, revela-se o trabalho de Alessandra Chehebar. Na sala de jantar, à direita, destaque para a cadeira Versos, de Luisa Moysés para a Breton
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Todo fim de semana tenho amigos em casa. Gosto de receber e transito por diferentes tribos.”
COZINHA | Com acabamentos acinzentados e pretos, além de toques de madeira, a cozinha exibe na parede, acima, coleção de pratos Fornasetti. Sobre o balcão, vasos de Murano da Breton Casa. Os arranjos foram feitos por Gabriela Nora, da Galeria Botânica
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Várias peças editadas pela empresa onde trabalha juntam-se à presença do vintage, com assentos assinados por grandes mestres do mobiliário nacional. Estão lá exemplares de Sergio Rodrigues, Jorge Zalszupin e Jean Gillon.
SALA | Destacam-se as cadeiras vintage Ouro Preto, de Jorge Zalszupin, e Oscar, de Sergio Rodrigues. As mesas centrais Makeda são da Breton, ladeadas pelos pufes Migo, de Roberta Banqueri
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São móveis que o acompanham há anos – mesmo caso do armário, junto à entrada, comprado em uma visita à China há cerca de duas décadas. Além disso, a presença da arte é fundamental. “Em geral compro obras de autores com algum engajamento”, conta Daniel.
ENTRADA | O armário vintage chinês chama a atenção. Sobre ele, coruja de Abraham Palatnik e cabeça da artista pernambucana Neguinha. Ao lado, banco de Jorge Zalszupin
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DETALHES | O carro-bar Sérgio, de Paulo Sartori para a Breton, fica junto à obra de Leoa, na galeria Nonada
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SALA | Há a poltrona Jangada, de Jean Gillon, e obra de Antonio Claudio Carvalho ao fundo
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A área íntima reúne o quarto de hóspedes e a confortável suíte principal, que se abrem para uma varanda.
SUÍTE PRINCIPAL | Marcado pela presença de palhinha, o espelho Gávea e o banco Leme, ambos de Giácomo Tomazzi para a Breton, formam um conjunto interessante na suíte principal
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SUÍTE PRINCIPAL | O material repete-se na cama e na mesa de cabeceira Joá, do mesmo designer. Na parede, obra de Antonio Claudio Carvalho. Os arquitetos Carine Martanetto, Gustavo Fonseca e Pedro Lopes auxiliaram Daniel no layout de todo o projeto
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Ali, duas poltronas com desenho orgânico permitem se refestelar para observar a paisagem da cidade.
VARANDA DOS QUARTOS | O design orgânico marca a poltrona Folha, do Lattoog Design para a Breton; o aparador-floreira Círculos é assinado por Murilo Weitz
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Antes eu morava nos Jardins, mas estou muito feliz de ter mudado de endereço, porque aqui é urbanidade na veia.”
ESCRITÓRIO | Com escrivaninha Momento, de Luisa Moysés para a Breton, mesmo fornecedor das cadeiras Tetis, do Studio Roca
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