Um apartamento com história e memórias afetivas define o lar de Gisela Milman, designer e artista plástica. O imóvel, que por anos pertenceu à irmã da moradora, já fazia parte de seu universo familiar.
A mudança aconteceu em um momento de transformação pessoal. Com o filho vivendo em São Paulo, Gisela buscava um espaço menor, prático e no mesmo bairro. “Tudo se encaixou de forma natural, como se o destino tivesse preparado esse reencontro”, conta.
RETRATO | A designer e artista plástica Gisela Milman na varanda interna do imóvel. Ao fundo, peças do acervo pessoal de Gisela, como as girafas adquiridas em diferentes viagens. Os vasos de cerâmica são da Casa Ocre. O piso Seixo Telado Areia é da Palimanan. A mesa de vidro é garimpada e a cadeira Girafa, de Juliana Vasconcellos, foi adquirida na Arquivo Contemporâneo. A cortina é da Fina Flor
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
A arquiteta Rafaela Lucena (@casa.arua.arquitetura) traduziu esse novo capítulo em um projeto que une lembranças e recomeço. “Ela queria trazer um pouco da casa da serra, projetada pelo pai e onde viveu grande parte da vida, para o novo lar”, explica.
QUARTO | Bancada de marcenaria da Essencial Móveis. A cortina é da Fina Flor. Espelho e cadeiras garimpados. A cama de madeira já era do acervo pessoal da moradora. As vigas do teto de madeira remetem à casa de Teresópolis onde Gisele morou grande parte da vida
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
O apartamento foi reorganizado para integrar os espaços e ampliar a suíte, que ganhou um banheiro com atmosfera de spa. Banheira, velas, luminária de conchas e escada de bambu criam um ambiente relaxante e acolhedor.
BANHEIRO | Nas paredes, revestimento Gouache Nuage, da Portobello. A banheira é da Sabbia Banheiras. O pendente é do acervo pessoal da moradora
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
As formas orgânicas e os arcos suavizam as transições entre os ambientes. Um exemplo é a parede curva de tijolo vazado que separa o quarto do banheiro e permite a entrada de luz natural.
DETALHES | Divisória de tijolo maciço feita sob medida
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
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Na área social, jantar e living se conectam a uma varanda interna. Sem varanda original no apartamento, Rafaela criou uma simbólica, com piso de seixos, plantas e uma rede idêntica à da antiga casa da serra. “A rede é o elo entre os dois mundos da moradora”, diz.
VARANDA INTERNA | Com piso de seixos, plantas e uma rede idêntica à da antiga casa da serra
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
Com tons claros, madeira e tecidos naturais, a paleta reforça a serenidade do projeto. “A ideia era trazer o calor da serra e a poesia do deserto, tema que tanto toca Gisela”, afirma Rafaela. A inspiração rendeu o nome do projeto: apartamento Duna.
CORREDOR | O espelho é da Casa Capioca e o vaso é da Casa Ocre
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
Reuni aqui fragmentos de todas as fases da minha vida: da infância na serra às viagens pelo deserto. É um espaço de reconciliação e pertencimento”
O lar reflete a trajetória de Gisela. Pelas paredes e estantes, espalham-se obras de Nelson Leirner, Beatriz Milhazes, Regina Silveira e Miguel Rio Branco, além de gravuras de J. Borges e fotos da Magnum Photos.
QUARTO | Cadeira de Hélio Pellegrino adquirida pela moradora. A mesa de cabeceira foi desenhada pela Casa Aruá Arquitetura e executada pela Essencial Móveis. A arandela é de Cris Bertolucci
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
No escritório, uma obra autoral simboliza o encontro entre memória e viagem, unindo uma foto antiga na casa da avó a uma paisagem de deserto.
ESCRITÓRIO | O pendente é da Zara Home. Os objetos dispostos nas prateleiras do armário são acervo pessoal da moradora. O paisagismo é da Vasto Paisagismo
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
Com mesa Saarinen, sofá generoso e cadeiras de palha, o mobiliário combina conforto, design e afeto. Entre as lembranças mais simbólicas estão uma cadeira garimpada em antiquário, peças de Jorge Zalszupin e uma coleção de girafas iniciada aos 18 anos.
Sempre gostei de viajar, e escolher o quarto de hotel é parte essencial dessa experiência. Queria trazer para dentro de casa o mesmo prazer que encontro quando viajo.”
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BANHEIRO | Vaso da Casa Ocre e espelho garimpado
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
“Reunindo obras, livros e objetos de viagem, percebo que o apartamento acabou se tornando um retrato dos meus 60 anos. Cada peça conta um pedaço da minha história. Por isso, ele tem alma, a minha”, reflete Gisela.
COZINHA | Nas paredes foi usado o porcelanato esmaltado branco MCFillet, da Portinari. A marcenaria é da Essencial Móveis
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
A cozinha era um pouco estreita e não tão grande. Optamos por trazer o vidro canelado para entrar mais luz natural e transformar o lar nesse espaço também para receber.”
DETALHES | Os objetos sobre a bancada são da Casa Ocre
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
A mudança aconteceu em um momento de transformação pessoal. Com o filho vivendo em São Paulo, Gisela buscava um espaço menor, prático e no mesmo bairro. “Tudo se encaixou de forma natural, como se o destino tivesse preparado esse reencontro”, conta.
RETRATO | A designer e artista plástica Gisela Milman na varanda interna do imóvel. Ao fundo, peças do acervo pessoal de Gisela, como as girafas adquiridas em diferentes viagens. Os vasos de cerâmica são da Casa Ocre. O piso Seixo Telado Areia é da Palimanan. A mesa de vidro é garimpada e a cadeira Girafa, de Juliana Vasconcellos, foi adquirida na Arquivo Contemporâneo. A cortina é da Fina Flor
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
A arquiteta Rafaela Lucena (@casa.arua.arquitetura) traduziu esse novo capítulo em um projeto que une lembranças e recomeço. “Ela queria trazer um pouco da casa da serra, projetada pelo pai e onde viveu grande parte da vida, para o novo lar”, explica.
QUARTO | Bancada de marcenaria da Essencial Móveis. A cortina é da Fina Flor. Espelho e cadeiras garimpados. A cama de madeira já era do acervo pessoal da moradora. As vigas do teto de madeira remetem à casa de Teresópolis onde Gisele morou grande parte da vida
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
O apartamento foi reorganizado para integrar os espaços e ampliar a suíte, que ganhou um banheiro com atmosfera de spa. Banheira, velas, luminária de conchas e escada de bambu criam um ambiente relaxante e acolhedor.
BANHEIRO | Nas paredes, revestimento Gouache Nuage, da Portobello. A banheira é da Sabbia Banheiras. O pendente é do acervo pessoal da moradora
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
As formas orgânicas e os arcos suavizam as transições entre os ambientes. Um exemplo é a parede curva de tijolo vazado que separa o quarto do banheiro e permite a entrada de luz natural.
DETALHES | Divisória de tijolo maciço feita sob medida
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
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Na área social, jantar e living se conectam a uma varanda interna. Sem varanda original no apartamento, Rafaela criou uma simbólica, com piso de seixos, plantas e uma rede idêntica à da antiga casa da serra. “A rede é o elo entre os dois mundos da moradora”, diz.
VARANDA INTERNA | Com piso de seixos, plantas e uma rede idêntica à da antiga casa da serra
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
Com tons claros, madeira e tecidos naturais, a paleta reforça a serenidade do projeto. “A ideia era trazer o calor da serra e a poesia do deserto, tema que tanto toca Gisela”, afirma Rafaela. A inspiração rendeu o nome do projeto: apartamento Duna.
CORREDOR | O espelho é da Casa Capioca e o vaso é da Casa Ocre
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
Reuni aqui fragmentos de todas as fases da minha vida: da infância na serra às viagens pelo deserto. É um espaço de reconciliação e pertencimento”
O lar reflete a trajetória de Gisela. Pelas paredes e estantes, espalham-se obras de Nelson Leirner, Beatriz Milhazes, Regina Silveira e Miguel Rio Branco, além de gravuras de J. Borges e fotos da Magnum Photos.
QUARTO | Cadeira de Hélio Pellegrino adquirida pela moradora. A mesa de cabeceira foi desenhada pela Casa Aruá Arquitetura e executada pela Essencial Móveis. A arandela é de Cris Bertolucci
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
No escritório, uma obra autoral simboliza o encontro entre memória e viagem, unindo uma foto antiga na casa da avó a uma paisagem de deserto.
ESCRITÓRIO | O pendente é da Zara Home. Os objetos dispostos nas prateleiras do armário são acervo pessoal da moradora. O paisagismo é da Vasto Paisagismo
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
Com mesa Saarinen, sofá generoso e cadeiras de palha, o mobiliário combina conforto, design e afeto. Entre as lembranças mais simbólicas estão uma cadeira garimpada em antiquário, peças de Jorge Zalszupin e uma coleção de girafas iniciada aos 18 anos.
Sempre gostei de viajar, e escolher o quarto de hotel é parte essencial dessa experiência. Queria trazer para dentro de casa o mesmo prazer que encontro quando viajo.”
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BANHEIRO | Vaso da Casa Ocre e espelho garimpado
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
“Reunindo obras, livros e objetos de viagem, percebo que o apartamento acabou se tornando um retrato dos meus 60 anos. Cada peça conta um pedaço da minha história. Por isso, ele tem alma, a minha”, reflete Gisela.
COZINHA | Nas paredes foi usado o porcelanato esmaltado branco MCFillet, da Portinari. A marcenaria é da Essencial Móveis
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação
A cozinha era um pouco estreita e não tão grande. Optamos por trazer o vidro canelado para entrar mais luz natural e transformar o lar nesse espaço também para receber.”
DETALHES | Os objetos sobre a bancada são da Casa Ocre
Paula Chaffin/Divulgação | Produção: Andrea Brito/Divulgação



