A casa atual se tornou um território de cuidado. Em meio ao excesso de notícias, tarefas e estímulos, o morar se volta a experiências que regulam emoções, desaceleram e acolhem. É nesse contexto que o termo biossensorial se consolida como uma abordagem contemporânea que trata o espaço doméstico como um aliado de bem-estar. Luz, cores, texturas e materialidades deixam de ser apenas escolhas estéticas e passam a atuar como ferramentas sensíveis, capazes de promover calma, foco e aconchego. Mais do que uma tendência, trata-se de uma mudança de olhar, que você confere em uma reportagem sobre os movimentos que ganham destaque em 2026.
Esse entendimento atravessa o projeto de capa, assinado pelo arquiteto Renato Mendonça (@renatomendonca). Em um edifício modernista de 1967, na Consolação, em São Paulo, ele transformou o apartamento de 180 m² em um refúgio afetivo, onde o design brasileiro, as memórias familiares e uma paleta sensorialmente equilibrada se combinam. O piso de tauari em espinha de peixe, as superfícies texturizadas e a presença de peças icônicas, como as poltronas de Percival Lafer e de Sergio Rodrigues, ajudam a compor um espaço que convida à permanência, mesmo em meio ao ritmo intenso da metrópole.
O arquiteto Renato Mendonça em seu apartamento em São Paulo
Daniela Magario/Divulgação
A intenção de desacelerar também orienta o projeto localizado em Algodões, na Península de Maraú, na Bahia. Desenvolvida em conjunto pelos arquitetos João Gabriel Rosa, do Estúdio 41 (@estudio41), e Marinna Alves de Paula, do escritório Luiz Volpato Arquitetura (@luizvolpatoarq), a casa de 240 m² funciona como moradia, residência artística e espaço de acolhimento temporário. A integração com a paisagem, o uso de materiais naturais e a valorização da mão de obra local dão forma a uma arquitetura leve, onde o concreto, a madeira e as fibras regionais constroem uma atmosfera de equilíbrio e pertencimento.
Em Arquitetura, o conforto também se manifesta como estratégia de longevidade na casa de 640 m² projetada por Pedro Laterza, do Studio Memo (@studio.memo.arq), em Ribeirão Preto. Com rampas no lugar de escadas, fachadas com segunda pele metálica e soluções que favorecem a circulação, a luz e o desempenho térmico, o projeto concilia técnica, fluidez e acolhimento. Os interiores, assinados por Jader Almeida (@jaderalmeida), reforçam esse conceito por meio de um cromatismo silencioso, materiais nobres e uma relação contínua entre interior e exterior.
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Encerrando a edição, o paisagismo assume papel essencial na casa projetada pelo escritório Laurent Troost Architectures, em Manaus, com projeto de Hana Eto Gall (@arq.hanaetogall). Em um terreno de 402 m², a vegetação amazônica estrutura os espaços, filtra a luz, regula o clima e cria uma vivência sensorial profundamente conectada ao entorno.
Desejo que aproveite a leitura e desfrute de sua casa com o mesmo entusiasmo dos moradores e projetos que inspiram essa edição. Até março!
Thaís Lauton (diretora de redação): tescanhoela@edglobo.com.br e @thaislauton.
Thaís Lauton em Milão 2023
Aline Melo/Casa e Jardim
As edições de Casa e Jardim estão disponíveis para tablets (iPad e Android). Se você já é assinante da revista, pode baixar a versão digital sem custo extra.
Esse entendimento atravessa o projeto de capa, assinado pelo arquiteto Renato Mendonça (@renatomendonca). Em um edifício modernista de 1967, na Consolação, em São Paulo, ele transformou o apartamento de 180 m² em um refúgio afetivo, onde o design brasileiro, as memórias familiares e uma paleta sensorialmente equilibrada se combinam. O piso de tauari em espinha de peixe, as superfícies texturizadas e a presença de peças icônicas, como as poltronas de Percival Lafer e de Sergio Rodrigues, ajudam a compor um espaço que convida à permanência, mesmo em meio ao ritmo intenso da metrópole.
O arquiteto Renato Mendonça em seu apartamento em São Paulo
Daniela Magario/Divulgação
A intenção de desacelerar também orienta o projeto localizado em Algodões, na Península de Maraú, na Bahia. Desenvolvida em conjunto pelos arquitetos João Gabriel Rosa, do Estúdio 41 (@estudio41), e Marinna Alves de Paula, do escritório Luiz Volpato Arquitetura (@luizvolpatoarq), a casa de 240 m² funciona como moradia, residência artística e espaço de acolhimento temporário. A integração com a paisagem, o uso de materiais naturais e a valorização da mão de obra local dão forma a uma arquitetura leve, onde o concreto, a madeira e as fibras regionais constroem uma atmosfera de equilíbrio e pertencimento.
Em Arquitetura, o conforto também se manifesta como estratégia de longevidade na casa de 640 m² projetada por Pedro Laterza, do Studio Memo (@studio.memo.arq), em Ribeirão Preto. Com rampas no lugar de escadas, fachadas com segunda pele metálica e soluções que favorecem a circulação, a luz e o desempenho térmico, o projeto concilia técnica, fluidez e acolhimento. Os interiores, assinados por Jader Almeida (@jaderalmeida), reforçam esse conceito por meio de um cromatismo silencioso, materiais nobres e uma relação contínua entre interior e exterior.
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Encerrando a edição, o paisagismo assume papel essencial na casa projetada pelo escritório Laurent Troost Architectures, em Manaus, com projeto de Hana Eto Gall (@arq.hanaetogall). Em um terreno de 402 m², a vegetação amazônica estrutura os espaços, filtra a luz, regula o clima e cria uma vivência sensorial profundamente conectada ao entorno.
Desejo que aproveite a leitura e desfrute de sua casa com o mesmo entusiasmo dos moradores e projetos que inspiram essa edição. Até março!
Thaís Lauton (diretora de redação): tescanhoela@edglobo.com.br e @thaislauton.
Thaís Lauton em Milão 2023
Aline Melo/Casa e Jardim
As edições de Casa e Jardim estão disponíveis para tablets (iPad e Android). Se você já é assinante da revista, pode baixar a versão digital sem custo extra.



