O Concurso Parque Municipal do Bixiga está com inscrições abertas para selecionar o projeto de arquitetura, urbanismo e paisagismo que vai transformar uma área de 11,1 mil m² no bairro da Bela Vista, na capital paulista. A iniciativa é da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) da Prefeitura de São Paulo e conta com organização do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento São Paulo (IABsp).
O Parque Municipal do Bixiga será o primeiro do chamado Centro Expandido a ser projetado por meio de concurso público e também o primeiro a adotar a renaturalização de um córrego.
O processo será realizado em duas fases: na primeira, cinco propostas serão selecionadas e cada equipe receberá prêmio de R$ 18 mil. Esses grupos serão convidados a detalhar e aprimorar suas soluções para a segunda etapa da competição.
O Parque Municipal do Bixiga será o primeiro a adotar a renaturalização de um córrego na cidade
Estúdio Aberto/IABsp/Reprodução
Ao final da segunda etapa, as três melhores propostas serão premiadas: R$ 130 mil para o primeiro lugar, R$ 60 mil para o segundo e R$ 40 mil para o terceiro. O projeto vencedor será contratado para desenvolver as etapas subsequentes da implantação do Parque Municipal do Bixiga.
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O período de inscrição e envio de propostas para a primeira fase acontece entre 27 de janeiro e 22 de março de 2026. Já na segunda etapa, os projetos devem ser entregues entre 7 e 25 de abril de 2026.
Oficinas participativas são partes do concurso previsto e buscam tornar a seleção mais democrática, participativa e integrada às demandas da população local e do território do bairro
Estúdio Aberto/IABsp/Reprodução
A divulgação do resultado está prevista para 4 de maio de 2026. A comissão julgadora contará com nomes como Vinícius Hernandes de Andrade e Luciana Bongiovanni Martins Schenk, que avaliarão critérios de originalidade, sustentabilidade e integração ao contexto histórico local.
Todas as informações necessárias para inscrição e participação estão disponíveis no site oficial do concurso. Podem participar arquitetos e urbanistas do Brasil e do exterior, com registro ativo e válido junto ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU).
As oficinas e demais etapas participativas do concurso foram consideradas essenciais para dialogar com a própria história do bairro em que o parque está sediado e que articula diferentes setores da população e memórias
Estúdio Aberto/IABsp/Reprodução | Montagem: Casa e Jardim
Os princípios norteadores da seleção buscam concretizar a conciliação da viabilidade técnica da renaturalização do curso de água do Córrego Bixiga, com aspectos contemporâneos, como a adaptação climática, recuperação ambiental e valorização dos rios urbanos como infraestrutura essencial para o futuro das cidades.
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Desde o final do século 19, a região recebeu populações negras que se estabeleceram nas margens do córrego Saracura, além de escravizados recém-libertos e, posteriormente, imigrantes italianos. Pesquisas recentes têm destacado esse legado diverso do bairro, contrapondo-se ao apagamento simbólico e material da presença e da cultura negra no Bixiga, historicamente marginalizada nos discursos oficiais.
A área destinada ao parque também esteve no centro de um longo embate político iniciado nos anos 1980, envolvendo disputas entre interesses privados, a preservação da paisagem urbana da Bela Vista, a permanência do Teatro Oficina e a reivindicação por mais espaços públicos no coração da cidade.
O Parque Municipal do Bixiga será o primeiro do chamado Centro Expandido a ser projetado por meio de concurso público e também o primeiro a adotar a renaturalização de um córrego.
O processo será realizado em duas fases: na primeira, cinco propostas serão selecionadas e cada equipe receberá prêmio de R$ 18 mil. Esses grupos serão convidados a detalhar e aprimorar suas soluções para a segunda etapa da competição.
O Parque Municipal do Bixiga será o primeiro a adotar a renaturalização de um córrego na cidade
Estúdio Aberto/IABsp/Reprodução
Ao final da segunda etapa, as três melhores propostas serão premiadas: R$ 130 mil para o primeiro lugar, R$ 60 mil para o segundo e R$ 40 mil para o terceiro. O projeto vencedor será contratado para desenvolver as etapas subsequentes da implantação do Parque Municipal do Bixiga.
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O período de inscrição e envio de propostas para a primeira fase acontece entre 27 de janeiro e 22 de março de 2026. Já na segunda etapa, os projetos devem ser entregues entre 7 e 25 de abril de 2026.
Oficinas participativas são partes do concurso previsto e buscam tornar a seleção mais democrática, participativa e integrada às demandas da população local e do território do bairro
Estúdio Aberto/IABsp/Reprodução
A divulgação do resultado está prevista para 4 de maio de 2026. A comissão julgadora contará com nomes como Vinícius Hernandes de Andrade e Luciana Bongiovanni Martins Schenk, que avaliarão critérios de originalidade, sustentabilidade e integração ao contexto histórico local.
Todas as informações necessárias para inscrição e participação estão disponíveis no site oficial do concurso. Podem participar arquitetos e urbanistas do Brasil e do exterior, com registro ativo e válido junto ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU).
As oficinas e demais etapas participativas do concurso foram consideradas essenciais para dialogar com a própria história do bairro em que o parque está sediado e que articula diferentes setores da população e memórias
Estúdio Aberto/IABsp/Reprodução | Montagem: Casa e Jardim
Os princípios norteadores da seleção buscam concretizar a conciliação da viabilidade técnica da renaturalização do curso de água do Córrego Bixiga, com aspectos contemporâneos, como a adaptação climática, recuperação ambiental e valorização dos rios urbanos como infraestrutura essencial para o futuro das cidades.
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Desde o final do século 19, a região recebeu populações negras que se estabeleceram nas margens do córrego Saracura, além de escravizados recém-libertos e, posteriormente, imigrantes italianos. Pesquisas recentes têm destacado esse legado diverso do bairro, contrapondo-se ao apagamento simbólico e material da presença e da cultura negra no Bixiga, historicamente marginalizada nos discursos oficiais.
A área destinada ao parque também esteve no centro de um longo embate político iniciado nos anos 1980, envolvendo disputas entre interesses privados, a preservação da paisagem urbana da Bela Vista, a permanência do Teatro Oficina e a reivindicação por mais espaços públicos no coração da cidade.



