Jardim inspirado no universo da moda traz movimento e fluidez à casa em MG

Inspirados no universo criativo da moradora, que trabalha com moda, os projetos de arquitetura do escritório Tetro Arquitetura (@tetro.architecture) e de paisagismo de Flávia D’Urso (@flaviadurso_paisagismo) rementem aos tecidos, ao movimento e aos processos manuais.
No jardim, o conceito se traduz em linhas orgânicas, maciços contínuos, capins em movimento e volumes vegetais que acompanham a topografia, integrando o terreno à edificação.
A casa em Nova Lima, MG, foi projetada para receber, conviver e contemplar. O paisagismo acompanha esse estilo de vida, oferecendo espaços de permanência – áreas contemplativas que podem ser apreciadas tanto durante o percurso, quanto a partir dos ambientes internos.
ENTRADA | Na fachada, espada-de-são-jorge, palmeira-de-leque-da-europa, guaimbê e filodendro ondulado compõem a base vegetal. À dir., capim-do-texas verde
Mariana Araújo/Divulgação
Partindo da ideia de fluidez, o jardim organiza-se pela topografia, considerando a integração da casa e o usos dos espaços. Alinhado ao estilo contemporâneo, valoriza volumes, texturas e massas vegetais em vez de espécies isoladas. A predominância de tons verdes cria unidade visual, enquanto formas e escalas variadas de folhagens conferem ritmo e profundidade.
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“Algumas plantas possuem valor afetivo para os moradores, como a jabuticabeira. Os clientes também solicitaram a presença marcante de palmeiras e grandes folhagens tropicais, que reforçam a identidade e a expressividade do jardim”, revela a paisagista Flávia.
FACHADA | Criando volumes verticais para preservar a privacidade da casa, o paisagismo é composto por mini pitosporo, palmeira carpentária e grama-amendoim
Mariana Araújo/Divulgação
Na entrada, a vegetação é estrutural, com palmeiras, arbustos e maciços contínuos que guiam o percurso e o olhar, garantido uma chegada acolhedora. As espécies foram escolhidas para gerar impacto visual, dialogar com a volumetria da casa e suavizar a transição entre espaço público e privado.
SAUNA | No ambiente interno, o lírio-da-paz gigante marca presença com folhagem exuberante e flores brancas que suavizam o concreto aparente
Mariana Araújo/Divulgação
Nas áreas inclinadas do terreno, os taludes foram tratados como planos verdes contínuos, com forrações e maciços densos que integram a casa à paisagem natural. Além do efeito estético, eles ajudam na estabilidade visual do terreno e promovem uma transição entre arquitetura e relevo.
PISCINA | Na área molhada, o paisagismo funciona como um quadro vivo a ser contemplado com volumes vegetais definidos, explorando contrastes de texturas, alturas e densidades
Mariana Araújo/Divulgação
No projeto foram cerca de 30 espécies, distribuídas estrategicamente para formar as camadas do jardim: árvores, palmeiras, arbustos, grandes folhagens tropicais, forrações e maciços contínuos. A diversidade busca repetir padrões e criar ritmo, unidade visual e identidade ao longo do terreno.
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“A distribuição das espécies foi planejada para que cada área da casa mantivesse relação direta com o jardim, seja pela contemplação, pela circulação ou pelo uso direto, criando uma paisagem integrada, funcional e sensorial”, explica Flávia.

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