Mais do que uma rotina que favoreça o bem-estar, a arquitetura contribui com alegria e disposição nos seus dias. Pequenas mudanças criam lares que abraçam e regulam o estresse. “Cada escolha, da luz ao material, da organização ao cheiro do ambiente, influencia diretamente a forma como pensamos, sentimos e nos relacionamos”, diz Carolina Canello, pós-graduada em Neuroarquitetura.
Segundo a especialista, a energia da residência influencia o cotidiano: quanto mais acolhedora e organizada, mais fácil é iniciar a rotina com presença e motivação. “Nosso primeiro contato visual ao acordar comunica uma mensagem ao cérebro. Uma cama arrumada, por exemplo, sinaliza ordem e fechamento de ciclo, preparando a mente para o que vem a seguir”, exemplifica.
Com mudanças simples e sem grandes reformas, é possível otimizar a energia dos seus dias. Confira dicas!
1. Tenha espaços livres
Deixe apenas o essencial e o que te faz bem a mostra em mesas e escrivaninhas, pois isso contribui para pensamentos organizado
Pexels/PNW Production/Creative Commons
A organização visual é um dos primeiros elementos a ser analisado. “Ambientes muito carregados exigem esforço constante do cérebro para processar informações, o que gera cansaço mental”, diz Carolina.
Leia mais
“Um erro comum é ter objetos de decoração, adornos e quadros que já não trazem sensações positivas”, complementa Mirelle Burttet, arquiteta especialista em Feng Shui e neurociência. Assim, libere o acúmulo de itens e folhas de papel das superfícies e mude a posição de móveis que interceptam a passagem. Isso causa alívio imediato.
2. Invista em uma boa iluminação
Iluminação indireta e amarelada contribui para ambientes de relaxamento e descanso dentro de casa
Freepik/Creative Commons
A luz é conhecida por regular o ritmo circadiano: temperaturas mais frias estimulam atenção e produtividade, enquanto tons quentes favorecem descanso e conexão. “Substituir lâmpadas brancas por temperaturas mais quentes, usar luminárias de apoio e evitar luz direta e agressiva à noite ajuda o corpo a entrar em estado de relaxamento”, sugere Carolina.
A iluminação natural também é bem-vinda — suba as persianas ou deixe as janelas abertas. “A iluminação da manhã, em especial, favorece o bem-estar pessoal e a energia da casa”, pontua Mirelle.
3. Cultive memórias afetivas
A mesa vintage é presente da avó da moradora desta casa e adiciona memória afetiva e familiar ao ambiente
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do StudioDuas Arquitetura
Além de eliminar ou guardar peças acumuladas, é recomendado deixar a vista aquelas que trazem boas memórias. “Um objeto herdado, uma fotografia, o cheiro de um café coado ou de uma vela específica ativam áreas emocionais do cérebro e reforçam a sensação de pertencimento”, fala Carolina.
O segredo é o equilíbrio: nem minimalismo demais e nem acúmulo exagerado. “Um espaço que reflita quem mora ali”, ela reforça.
4. Tenha plantas
No living estão as plantas licuala (mais alta), pacová e costela-de-adão, da Horto Girassol
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório PN+, da arquiteta Paula Neder
Outra sugestão simples é adicionar plantas e flores na casa. Para o Feng Shui, elas podem favorecer as boas vibrações do lar: por exemplo, a arruda pode repelir a energia ruim; a lavanda contribui para a proteção e tranquilidade; e a orquídea comunica beleza e boa convivência.
5. Explore as cores
No projeto assinado pelo escritório Balsa Arquitetura, o destaque é o painel curvo de gesso acartonado revestido de laminado melamínico azul, que recebeu esse tom vibrante por conta da preferência do morador daltônico pelas cores mais fortes
Studio Tertúlia/Editora Globo | Projeto do escritório Balsa Arquitetura
As cores também resultam em estímulos ao sistema nervoso. “Tons muito saturados e em excesso podem gerar hiperestimulação. Já as paletas equilibradas ajudam na concentração e na estabilidade emocional”, explica Carolina.
É possível substituir itens de tonalidades vibrantes por outros com tom suave, caso busque tranquilidade dentro de casa. Se quiser mais motivação e estímulo, adicione pequenos pontos de nuances fortes em um objeto, móvel ou parede. Tudo depende do que você procura.
Leia também
“A percepção das cores é muito pessoal: tons vibrantes podem ser cansativos para algumas pessoas, mas isso varia de acordo com as memórias afetivas e as sensações que cada cor desperta em cada indivíduo”, adiciona Mirelle.
6. Escolha texturas naturais
A luminária de palha aramada Tibau, da Retrobel, e as cortinas de linho natural branco, da Guilha, compõem o ambiente e são exemplos de peças que podem ser adicionadas de forma simples para tornar os dias mais felizes
André Nazareth/Divulgação | Produção: Pualani Di Giorgio/Divulgação | Projeto do escritório Gava Arquitetura
Os materiais naturais, de acordo com Carolina, contribuem para a redução do nível de estresse. Eles podem ser adicionados de maneira simples dentro de casa: adicione bancos ou quadros em madeira, tapete em fibra natural e itens decorativos em cerâmica.
“Os materiais completam a experiência. O cérebro responde não apenas ao que vê, mas ao que toca e sente”, ela acrescenta.
Segundo a especialista, a energia da residência influencia o cotidiano: quanto mais acolhedora e organizada, mais fácil é iniciar a rotina com presença e motivação. “Nosso primeiro contato visual ao acordar comunica uma mensagem ao cérebro. Uma cama arrumada, por exemplo, sinaliza ordem e fechamento de ciclo, preparando a mente para o que vem a seguir”, exemplifica.
Com mudanças simples e sem grandes reformas, é possível otimizar a energia dos seus dias. Confira dicas!
1. Tenha espaços livres
Deixe apenas o essencial e o que te faz bem a mostra em mesas e escrivaninhas, pois isso contribui para pensamentos organizado
Pexels/PNW Production/Creative Commons
A organização visual é um dos primeiros elementos a ser analisado. “Ambientes muito carregados exigem esforço constante do cérebro para processar informações, o que gera cansaço mental”, diz Carolina.
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“Um erro comum é ter objetos de decoração, adornos e quadros que já não trazem sensações positivas”, complementa Mirelle Burttet, arquiteta especialista em Feng Shui e neurociência. Assim, libere o acúmulo de itens e folhas de papel das superfícies e mude a posição de móveis que interceptam a passagem. Isso causa alívio imediato.
2. Invista em uma boa iluminação
Iluminação indireta e amarelada contribui para ambientes de relaxamento e descanso dentro de casa
Freepik/Creative Commons
A luz é conhecida por regular o ritmo circadiano: temperaturas mais frias estimulam atenção e produtividade, enquanto tons quentes favorecem descanso e conexão. “Substituir lâmpadas brancas por temperaturas mais quentes, usar luminárias de apoio e evitar luz direta e agressiva à noite ajuda o corpo a entrar em estado de relaxamento”, sugere Carolina.
A iluminação natural também é bem-vinda — suba as persianas ou deixe as janelas abertas. “A iluminação da manhã, em especial, favorece o bem-estar pessoal e a energia da casa”, pontua Mirelle.
3. Cultive memórias afetivas
A mesa vintage é presente da avó da moradora desta casa e adiciona memória afetiva e familiar ao ambiente
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do StudioDuas Arquitetura
Além de eliminar ou guardar peças acumuladas, é recomendado deixar a vista aquelas que trazem boas memórias. “Um objeto herdado, uma fotografia, o cheiro de um café coado ou de uma vela específica ativam áreas emocionais do cérebro e reforçam a sensação de pertencimento”, fala Carolina.
O segredo é o equilíbrio: nem minimalismo demais e nem acúmulo exagerado. “Um espaço que reflita quem mora ali”, ela reforça.
4. Tenha plantas
No living estão as plantas licuala (mais alta), pacová e costela-de-adão, da Horto Girassol
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório PN+, da arquiteta Paula Neder
Outra sugestão simples é adicionar plantas e flores na casa. Para o Feng Shui, elas podem favorecer as boas vibrações do lar: por exemplo, a arruda pode repelir a energia ruim; a lavanda contribui para a proteção e tranquilidade; e a orquídea comunica beleza e boa convivência.
5. Explore as cores
No projeto assinado pelo escritório Balsa Arquitetura, o destaque é o painel curvo de gesso acartonado revestido de laminado melamínico azul, que recebeu esse tom vibrante por conta da preferência do morador daltônico pelas cores mais fortes
Studio Tertúlia/Editora Globo | Projeto do escritório Balsa Arquitetura
As cores também resultam em estímulos ao sistema nervoso. “Tons muito saturados e em excesso podem gerar hiperestimulação. Já as paletas equilibradas ajudam na concentração e na estabilidade emocional”, explica Carolina.
É possível substituir itens de tonalidades vibrantes por outros com tom suave, caso busque tranquilidade dentro de casa. Se quiser mais motivação e estímulo, adicione pequenos pontos de nuances fortes em um objeto, móvel ou parede. Tudo depende do que você procura.
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“A percepção das cores é muito pessoal: tons vibrantes podem ser cansativos para algumas pessoas, mas isso varia de acordo com as memórias afetivas e as sensações que cada cor desperta em cada indivíduo”, adiciona Mirelle.
6. Escolha texturas naturais
A luminária de palha aramada Tibau, da Retrobel, e as cortinas de linho natural branco, da Guilha, compõem o ambiente e são exemplos de peças que podem ser adicionadas de forma simples para tornar os dias mais felizes
André Nazareth/Divulgação | Produção: Pualani Di Giorgio/Divulgação | Projeto do escritório Gava Arquitetura
Os materiais naturais, de acordo com Carolina, contribuem para a redução do nível de estresse. Eles podem ser adicionados de maneira simples dentro de casa: adicione bancos ou quadros em madeira, tapete em fibra natural e itens decorativos em cerâmica.
“Os materiais completam a experiência. O cérebro responde não apenas ao que vê, mas ao que toca e sente”, ela acrescenta.



