Localizado na Asa Sul, em Brasília, DF, este apartamento de 122 m² passou por uma transformação completa para acolher a rotina intensa de uma família de três pessoas — um casal e seu filho — que buscava um lar aberto ao convívio, carregado de identidade e profundamente conectado à memória e à arquitetura da cidade.
Assinado pela arquiteta Gabriella Chiarelli, do escritório Lez Arquitetura (@lez.arquitetura), o projeto parte do respeito à estrutura original do edifício modernista.
Depois de quase dez anos vivendo em um apê de planta idêntica, mas sem possibilidade de alterações, o casal sabia exatamente o que almejava. “Esse projeto é a realização de um sonho antigo. Esse tempo foi fundamental para entender o que funcionava, o que podia melhorar e, principalmente, o que eu desejava”, conta a moradora Marina.
ESCRITÓRIO | O home office tem elementos aconchegantes, como o sofá Float, da Folio, as cortinas de linho natural off-white, de Ana Paula by Visual, e o tapete de tear manual, da Acervo Mobilia. Em primeiro plano, destaca-se a planta avermelhada maranta-tricolor
Joana França/Divulgação
Entre os pedidos centrais estavam a integração da cozinha à sala, a presença do cobogó e a criação de um banheiro com banheira, pensado como espaço de acolhimento e descanso para o uso diário. “Queria um lar que estimulasse a convivência, com identidade e memória”, resume Marina.
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A nova organização espacial parte de um grande living integrado, onde sala de estar, de jantar e cozinha formam um recinto único, contínuo e fluido. A demolição de paredes ampliou a entrada de luz natural e reforçou a sensação de amplitude.
LIVING INTEGRADO | A reforma partiu do desejo de um living generoso, onde sala de estar, de jantar e cozinha formam um ambiente único. O piso original de tacos foi preservado e restaurado e, junto às paredes brancas, cria uma base neutra para ressaltar obras de arte e objetos afetivos. No estar, a poltrona Job, do designer Lucas Caramés, é rodeada por plantas, como espada-de-são-jorge, à esquerda, e jiboia, à direita
Joana França/Divulgação
O piso original de tacos de madeira foi preservado e restaurado, funcionando como base para a paleta neutra que valoriza obras de arte e objetos afetivos. “A ideia foi atualizar a planta sem descaracterizar suas qualidades arquitetônicas, usando integração visual e materiais que dialogam com o tempo do edifício”, explica Gabriella.
SALA DE JANTAR | A arquitetura original do prédio foi valorizada com a apropriação no projeto do cobogó, que foi restaurado e pintado de branco. A mesa de jantar existente recebeu cadeiras Papier, da Cremme, em couro natural. Quadro colorido da artista Victória Serednicki
Joana França/Divulgação
Inserido de forma leve na área social, o home office ocupa o lugar de um antigo dormitório e foi pensado como um espaço flexível. Um fechamento em metal e vidro permite que ele se integre ao living ou se torne mais reservado, conforme a necessidade.
“Como um dos moradores trabalha de casa, era essencial criar um ambiente confortável, mas que não rompesse a fluidez”, afirma a arquiteta. A mesa de trabalho, desenhada pelo próprio Lez Arquitetura, tem tampo de mármore Panda, pedra natural exótica originária da China, e se destaca como peça exclusiva do projeto.
COZINHA | O piso verde de ladrilho hidráulico, da Ladrilharia, “conversa” com a parede de cobogó existente, ambos materiais ligados ao modernismo. Ilha e bancadas de granito Cinza Castelo, com acabamento escovado. Marcenaria executada com lâmina de madeira natural freijó e MDF Branco Diamante, da Duratex. Nas paredes da cozinha e lavanderia, revestimento Branco Piscina, 20 x 20 cm, da Eliane. Misturador Spin Black Matte, da Deca
Joana França/Divulgação
Na sala de jantar integrada à cozinha, o cobogó restaurado e pintado de branco assume protagonismo. Símbolo da arquitetura modernista de Brasília, o elemento atua como filtro de luz e ventilação, além de marcar visualmente a transição entre os dois cômodos.
Em consonância, a escolha do ladrilho verde para o piso trava um diálogo de materiais modernistas. A obra de Victória Seredinicki acrescenta intensidade cromática e funciona como cenário para encontros e refeições longas, refletindo o modo de viver da família.
CORREDOR | O espaço propõe uma transição suave entre as áreas social e íntima, com paredes brancas. Carrinho-bar Trolley I, da Folio, onde está a planta jiboia
Joana França/Divulgação
O corredor que leva à área íntima funciona como transição suave entre o social e o privado. Nele, a neutralidade das paredes brancas serve de pano de fundo para obras de arte e peças carregadas de significado, como as carrancas ligadas ao Rio São Francisco e a coleção de bonecas Karajá, que reforçam o vínculo dos moradores com a cultura brasileira e os povos originários
SUÍTE CASAL | O quarto também recebeu luz natural e iluminação através dos cobogós existentes. Cabeceira feita de lâmina de madeira natural freijó com prateleira em chapa metálica preta. Parede com textura de chapisco feita na obra e pintada de branco. Roupa de cama de linho natural, da Primavera Casa
Joana França/Divulgação
A suíte máster foi concebida como um verdadeiro refúgio. A banheira atende a um desejo antigo da moradora e transforma o banheiro em um espaço de uso cotidiano e relaxamento. “Foi muito importante criar um banheiro que fosse, de fato, um lugar de descanso, pensado para o dia a dia”, celebra Marina.
Ainda no banheiro máster, o cobogó reaparece como elemento de conexão com o exterior, enquanto a paleta clara e as texturas suaves reforçam a sensação de acolhimento. “Buscamos criar um espaço íntimo, sensorial e tranquilo, sem abrir mão da identidade do projeto”, comenta a arquiteta Gabriella.
BANHEIRO | O destaque é a parede de fundo revestida de ladrilho hidráulico em tom terroso, da Ladrilharia. Banheira Amazônia, da Sabbia. Misturador Duna Clássica Black Matte
Joana França/Divulgação
Em relação aos revestimentos, pastilhas retangulares aparecem em diferentes escalas nos banheiros e na cozinha, criando unidade visual ao longo do apê.
BANHEIRO | Pertencente à suíte do casal, o ambiente tem bancada executada com Dekton sobre marcenaria realizada com lâmina natural de madeira freijó. Em contraponto, o preto da serralheria envolve o espelho suspenso à frente dos cobogós existentes. Torneira Duna Clássica Black Matte, da Deca. No piso, granilite com base branca e grânulos pretos, azuis e vermelhos
Joana França/Divulgação
O quarto do filho traduz a proposta do projeto de forma leve e contemporânea. A marcenaria sob medida abriga uma triliche que permite receber amigos, além de armários com baús sobre rodízios para facilitar a organização dos brinquedos.
A pintura em uma das paredes no tom vibrante de verde traz cor e personalidade sem recorrer a soluções óbvias ou excessivamente infantis. “Pensamos em um quarto que acompanhasse o crescimento da criança, mantendo frescor e identidade ao longo do tempo”, explica a arquiteta.
QUARTO INFANTIL | Para o filho pequeno, a arquiteta desenhou a marcenaria, que inclui uma triliche para receber os amigos, executada com lâmina natural de freijó e MDF Branco Diamante, da Duratex. Abaixo do armário, baús sobre rodízios facilitam a organização dos brinquedos. Parede pintada de Verde Folha, da Coral. Persiana horizontal com faixa marrom em madeira, da marca Ana Paula Visual. Enxoval fornecido pela Primavera Casa
Joana França/Divulgação
Ao longo de todo o imóvel, a escolha dos materiais e do mobiliário prioriza o desenho atemporal, a funcionalidade e o significado afetivo. Granito Cinza Castelo escovado na cozinha, marcenaria em freijó, granilite, cerâmicas brancas em diferentes paginações e iluminação funcional constroem um conjunto duradouro. “Evitar modismos foi essencial para criar um lar que atravessasse o tempo junto com os moradores”, afirma Gabriella.
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Para Marina, o resultado traduz o que ela imaginava viver. “É um lar que desfrutamos todos os dias. A casa acolhe, protege e permanece como um lugar que torna o retorno sempre feliz”, alegra-se.
Assinado pela arquiteta Gabriella Chiarelli, do escritório Lez Arquitetura (@lez.arquitetura), o projeto parte do respeito à estrutura original do edifício modernista.
Depois de quase dez anos vivendo em um apê de planta idêntica, mas sem possibilidade de alterações, o casal sabia exatamente o que almejava. “Esse projeto é a realização de um sonho antigo. Esse tempo foi fundamental para entender o que funcionava, o que podia melhorar e, principalmente, o que eu desejava”, conta a moradora Marina.
ESCRITÓRIO | O home office tem elementos aconchegantes, como o sofá Float, da Folio, as cortinas de linho natural off-white, de Ana Paula by Visual, e o tapete de tear manual, da Acervo Mobilia. Em primeiro plano, destaca-se a planta avermelhada maranta-tricolor
Joana França/Divulgação
Entre os pedidos centrais estavam a integração da cozinha à sala, a presença do cobogó e a criação de um banheiro com banheira, pensado como espaço de acolhimento e descanso para o uso diário. “Queria um lar que estimulasse a convivência, com identidade e memória”, resume Marina.
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A nova organização espacial parte de um grande living integrado, onde sala de estar, de jantar e cozinha formam um recinto único, contínuo e fluido. A demolição de paredes ampliou a entrada de luz natural e reforçou a sensação de amplitude.
LIVING INTEGRADO | A reforma partiu do desejo de um living generoso, onde sala de estar, de jantar e cozinha formam um ambiente único. O piso original de tacos foi preservado e restaurado e, junto às paredes brancas, cria uma base neutra para ressaltar obras de arte e objetos afetivos. No estar, a poltrona Job, do designer Lucas Caramés, é rodeada por plantas, como espada-de-são-jorge, à esquerda, e jiboia, à direita
Joana França/Divulgação
O piso original de tacos de madeira foi preservado e restaurado, funcionando como base para a paleta neutra que valoriza obras de arte e objetos afetivos. “A ideia foi atualizar a planta sem descaracterizar suas qualidades arquitetônicas, usando integração visual e materiais que dialogam com o tempo do edifício”, explica Gabriella.
SALA DE JANTAR | A arquitetura original do prédio foi valorizada com a apropriação no projeto do cobogó, que foi restaurado e pintado de branco. A mesa de jantar existente recebeu cadeiras Papier, da Cremme, em couro natural. Quadro colorido da artista Victória Serednicki
Joana França/Divulgação
Inserido de forma leve na área social, o home office ocupa o lugar de um antigo dormitório e foi pensado como um espaço flexível. Um fechamento em metal e vidro permite que ele se integre ao living ou se torne mais reservado, conforme a necessidade.
“Como um dos moradores trabalha de casa, era essencial criar um ambiente confortável, mas que não rompesse a fluidez”, afirma a arquiteta. A mesa de trabalho, desenhada pelo próprio Lez Arquitetura, tem tampo de mármore Panda, pedra natural exótica originária da China, e se destaca como peça exclusiva do projeto.
COZINHA | O piso verde de ladrilho hidráulico, da Ladrilharia, “conversa” com a parede de cobogó existente, ambos materiais ligados ao modernismo. Ilha e bancadas de granito Cinza Castelo, com acabamento escovado. Marcenaria executada com lâmina de madeira natural freijó e MDF Branco Diamante, da Duratex. Nas paredes da cozinha e lavanderia, revestimento Branco Piscina, 20 x 20 cm, da Eliane. Misturador Spin Black Matte, da Deca
Joana França/Divulgação
Na sala de jantar integrada à cozinha, o cobogó restaurado e pintado de branco assume protagonismo. Símbolo da arquitetura modernista de Brasília, o elemento atua como filtro de luz e ventilação, além de marcar visualmente a transição entre os dois cômodos.
Em consonância, a escolha do ladrilho verde para o piso trava um diálogo de materiais modernistas. A obra de Victória Seredinicki acrescenta intensidade cromática e funciona como cenário para encontros e refeições longas, refletindo o modo de viver da família.
CORREDOR | O espaço propõe uma transição suave entre as áreas social e íntima, com paredes brancas. Carrinho-bar Trolley I, da Folio, onde está a planta jiboia
Joana França/Divulgação
O corredor que leva à área íntima funciona como transição suave entre o social e o privado. Nele, a neutralidade das paredes brancas serve de pano de fundo para obras de arte e peças carregadas de significado, como as carrancas ligadas ao Rio São Francisco e a coleção de bonecas Karajá, que reforçam o vínculo dos moradores com a cultura brasileira e os povos originários
SUÍTE CASAL | O quarto também recebeu luz natural e iluminação através dos cobogós existentes. Cabeceira feita de lâmina de madeira natural freijó com prateleira em chapa metálica preta. Parede com textura de chapisco feita na obra e pintada de branco. Roupa de cama de linho natural, da Primavera Casa
Joana França/Divulgação
A suíte máster foi concebida como um verdadeiro refúgio. A banheira atende a um desejo antigo da moradora e transforma o banheiro em um espaço de uso cotidiano e relaxamento. “Foi muito importante criar um banheiro que fosse, de fato, um lugar de descanso, pensado para o dia a dia”, celebra Marina.
Ainda no banheiro máster, o cobogó reaparece como elemento de conexão com o exterior, enquanto a paleta clara e as texturas suaves reforçam a sensação de acolhimento. “Buscamos criar um espaço íntimo, sensorial e tranquilo, sem abrir mão da identidade do projeto”, comenta a arquiteta Gabriella.
BANHEIRO | O destaque é a parede de fundo revestida de ladrilho hidráulico em tom terroso, da Ladrilharia. Banheira Amazônia, da Sabbia. Misturador Duna Clássica Black Matte
Joana França/Divulgação
Em relação aos revestimentos, pastilhas retangulares aparecem em diferentes escalas nos banheiros e na cozinha, criando unidade visual ao longo do apê.
BANHEIRO | Pertencente à suíte do casal, o ambiente tem bancada executada com Dekton sobre marcenaria realizada com lâmina natural de madeira freijó. Em contraponto, o preto da serralheria envolve o espelho suspenso à frente dos cobogós existentes. Torneira Duna Clássica Black Matte, da Deca. No piso, granilite com base branca e grânulos pretos, azuis e vermelhos
Joana França/Divulgação
O quarto do filho traduz a proposta do projeto de forma leve e contemporânea. A marcenaria sob medida abriga uma triliche que permite receber amigos, além de armários com baús sobre rodízios para facilitar a organização dos brinquedos.
A pintura em uma das paredes no tom vibrante de verde traz cor e personalidade sem recorrer a soluções óbvias ou excessivamente infantis. “Pensamos em um quarto que acompanhasse o crescimento da criança, mantendo frescor e identidade ao longo do tempo”, explica a arquiteta.
QUARTO INFANTIL | Para o filho pequeno, a arquiteta desenhou a marcenaria, que inclui uma triliche para receber os amigos, executada com lâmina natural de freijó e MDF Branco Diamante, da Duratex. Abaixo do armário, baús sobre rodízios facilitam a organização dos brinquedos. Parede pintada de Verde Folha, da Coral. Persiana horizontal com faixa marrom em madeira, da marca Ana Paula Visual. Enxoval fornecido pela Primavera Casa
Joana França/Divulgação
Ao longo de todo o imóvel, a escolha dos materiais e do mobiliário prioriza o desenho atemporal, a funcionalidade e o significado afetivo. Granito Cinza Castelo escovado na cozinha, marcenaria em freijó, granilite, cerâmicas brancas em diferentes paginações e iluminação funcional constroem um conjunto duradouro. “Evitar modismos foi essencial para criar um lar que atravessasse o tempo junto com os moradores”, afirma Gabriella.
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Para Marina, o resultado traduz o que ela imaginava viver. “É um lar que desfrutamos todos os dias. A casa acolhe, protege e permanece como um lugar que torna o retorno sempre feliz”, alegra-se.



