Como o primeiro grande evento de design do ano, a Paris Design Week, em janeiro, costuma ser um termômetro do que está por vir e um terreno fértil para identificar tendências. O clima neste mês foi claramente otimista e vibrante, com cores, estampas e uma energia contemporânea presentes em instalações, showrooms e apartamentos decorados por toda a cidade.
Aqui estão cinco tendências que observamos e que devem ganhar ainda mais força nos próximos meses.
Aço envolvente
Neste apartamento, assinado pela arquiteta Maria Araujo, o aço toma conta das paredes
Julia Tótoli
Depois de anos marcados pelos tons quentes de latão e bronze, os acabamentos metálicos começaram a adotar uma tonalidade mais fria. Marcas de luxo como Molteni, Poliform e Porada lançaram, nos últimos meses, móveis com detalhes em alumínio, oferecendo um contraste fresco à paleta quente que predominou por tanto tempo. Na Paris Design Week, essa estética alcançou sua expressão máxima na antiga residência do estilista Karl Lagerfeld, na rue de Verneuil. Revestido em aço inoxidável — das estantes sinuosas que vão do piso ao teto no salão às paredes da cozinha e até mesmo à cama — o apartamento serviu de cenário para o Collector’s Room II, mostra de arte e design contemporâneos promovida pela plataforma de design colecionável. Como pano de fundo para uma curadoria diversa de obras e mobiliário de designers como Marta Sala e Mathias Kiss, o aço funcionou como um contraponto frio a cores e texturas mais suntuosas, criando uma atmosfera completamente nova.
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Atração animal
Coleção Untamed, da House of Hackney
Divulgação
Justo quando você acha que já viu todas as estampas que o reino animal pode oferecer, surge uma nova variação do tema. A coleção Untamed, da House of Hackney, reúne tecidos e papéis de parede pensados não como uma decoração guiada por tendências, mas como uma homenagem à natureza. Estampas de guepardo, pele de cobra, padrão de zebra, listras de tigre, motivos de girafa e estampa de leopardo aparecem em combinações de cores inesperadas e discretas, que conferem às padronagens um ar refinado e sofisticado. “Nunca encontramos uma estampa animal de que não gostássemos”, afirma a cofundadora da marca, Frieda Gormley. “Nossa nova coleção é uma celebração de seu apelo atemporal. Não se trata apenas de padrão; trata-se de atitude, fascínio e ativismo — honrando a natureza não como uma mercadoria, mas como uma colaboradora.”
Neorromantismo
Interpretação abstrata e ousada de um desenho floral em treliça feito pela marca de design Cole & Son e a grife Vivienne Westwood
Divulgação
O romance não precisa assumir a forma convencional de corações e flores. Uma nova colaboração entre a marca de design Cole & Son e a grife Vivienne Westwood transformou a história das passarelas da marca e seu vasto arquivo de estampas em uma coleção-cápsula de padrões de vanguarda, apresentados em uma “galeria habitada”: um apartamento na rue St-Honoré (que, por sinal, contava com uma cozinha em aço inoxidável). Entre os destaques estão um tartã marcante; um motivo ondulado em vermelho, rosa e branco em escala ampliada; uma mistura de rosas com efeito moiré; e uma interpretação abstrata e ousada de um desenho floral em treliça, rabiscado com as palavras “Vivienne ♥ Andreas”, uma homenagem comovente à estilista e a seu parceiro.
Florais fashion
Estampas florais estão por toda a parte neste quarto, que pertence a Chay Suede e Laura Neiva, com projeto dos arquitetos Paulo Azevedo e Antonio Scarpa
Deco Cury
As flores nunca saem realmente de moda e, neste ano, sintetizaram a energia otimista que tomou conta de Paris. A Ralph Lauren apresentou Meadow Lane, uma nova coleção que combina florais vintage em estilo batik com um toque casual litorâneo, reunindo tecidos, almofadas e itens de mesa em uma paleta suave de azul e branco levemente desbotados — uma combinação clássica do estilo americano descontraído com o refinamento decorativo francês. A interpretação da Schumacher para os florais foi ousada e desconstruída, em vez de delicada e romântica — seu Reversible Digital Damask, uma leitura gráfica e contemporânea de um floral da Era Dourada, é um bom exemplo. A Liberty mergulhou em seus arquivos repletos de florais, acumulados ao longo de 150 anos, e atualizou padrões vintage para a nova coleção de papéis de parede House of Liberty. Até mesmo a Loro Piana acrescentou um toque floral à sua tradicional paleta neutra, com paisleys inspirados em flores que remetem a tapeçarias antigas.
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Textura sob medida
Este quarto, assinado pelo Suite Arquitetos, exibe uma tapeçaria
Fran Parente
A tapeçaria viveu um momento contemporâneo em diversas coleções, inclusive na Arte, onde revestimentos de parede e murais cênicos foram inspirados nas antigas tapeçarias encontradas em imponentes residências europeias. Na Lalique, a textura surgiu de maneira mais atual, com uma coleção de luminárias elegantes de superfícies plissadas que evocam a alta-costura, lembrando criações de Issey Miyake. A coleção foi inspirada no ar, nas ondulações provocadas por uma brisa ao atravessar o tecido. Já as peças Teddy Air da marca adotaram um estilo mais lúdico, concebidas como esculturas neo-pop que remetem a ursos infláveis adoráveis — um sinal de que o design, por mais sofisticado que seja, não perdeu seu senso de diversão.
*Matéria originalmente publicada na Architectural Digest Oriente Médio
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Aqui estão cinco tendências que observamos e que devem ganhar ainda mais força nos próximos meses.
Aço envolvente
Neste apartamento, assinado pela arquiteta Maria Araujo, o aço toma conta das paredes
Julia Tótoli
Depois de anos marcados pelos tons quentes de latão e bronze, os acabamentos metálicos começaram a adotar uma tonalidade mais fria. Marcas de luxo como Molteni, Poliform e Porada lançaram, nos últimos meses, móveis com detalhes em alumínio, oferecendo um contraste fresco à paleta quente que predominou por tanto tempo. Na Paris Design Week, essa estética alcançou sua expressão máxima na antiga residência do estilista Karl Lagerfeld, na rue de Verneuil. Revestido em aço inoxidável — das estantes sinuosas que vão do piso ao teto no salão às paredes da cozinha e até mesmo à cama — o apartamento serviu de cenário para o Collector’s Room II, mostra de arte e design contemporâneos promovida pela plataforma de design colecionável. Como pano de fundo para uma curadoria diversa de obras e mobiliário de designers como Marta Sala e Mathias Kiss, o aço funcionou como um contraponto frio a cores e texturas mais suntuosas, criando uma atmosfera completamente nova.
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Atração animal
Coleção Untamed, da House of Hackney
Divulgação
Justo quando você acha que já viu todas as estampas que o reino animal pode oferecer, surge uma nova variação do tema. A coleção Untamed, da House of Hackney, reúne tecidos e papéis de parede pensados não como uma decoração guiada por tendências, mas como uma homenagem à natureza. Estampas de guepardo, pele de cobra, padrão de zebra, listras de tigre, motivos de girafa e estampa de leopardo aparecem em combinações de cores inesperadas e discretas, que conferem às padronagens um ar refinado e sofisticado. “Nunca encontramos uma estampa animal de que não gostássemos”, afirma a cofundadora da marca, Frieda Gormley. “Nossa nova coleção é uma celebração de seu apelo atemporal. Não se trata apenas de padrão; trata-se de atitude, fascínio e ativismo — honrando a natureza não como uma mercadoria, mas como uma colaboradora.”
Neorromantismo
Interpretação abstrata e ousada de um desenho floral em treliça feito pela marca de design Cole & Son e a grife Vivienne Westwood
Divulgação
O romance não precisa assumir a forma convencional de corações e flores. Uma nova colaboração entre a marca de design Cole & Son e a grife Vivienne Westwood transformou a história das passarelas da marca e seu vasto arquivo de estampas em uma coleção-cápsula de padrões de vanguarda, apresentados em uma “galeria habitada”: um apartamento na rue St-Honoré (que, por sinal, contava com uma cozinha em aço inoxidável). Entre os destaques estão um tartã marcante; um motivo ondulado em vermelho, rosa e branco em escala ampliada; uma mistura de rosas com efeito moiré; e uma interpretação abstrata e ousada de um desenho floral em treliça, rabiscado com as palavras “Vivienne ♥ Andreas”, uma homenagem comovente à estilista e a seu parceiro.
Florais fashion
Estampas florais estão por toda a parte neste quarto, que pertence a Chay Suede e Laura Neiva, com projeto dos arquitetos Paulo Azevedo e Antonio Scarpa
Deco Cury
As flores nunca saem realmente de moda e, neste ano, sintetizaram a energia otimista que tomou conta de Paris. A Ralph Lauren apresentou Meadow Lane, uma nova coleção que combina florais vintage em estilo batik com um toque casual litorâneo, reunindo tecidos, almofadas e itens de mesa em uma paleta suave de azul e branco levemente desbotados — uma combinação clássica do estilo americano descontraído com o refinamento decorativo francês. A interpretação da Schumacher para os florais foi ousada e desconstruída, em vez de delicada e romântica — seu Reversible Digital Damask, uma leitura gráfica e contemporânea de um floral da Era Dourada, é um bom exemplo. A Liberty mergulhou em seus arquivos repletos de florais, acumulados ao longo de 150 anos, e atualizou padrões vintage para a nova coleção de papéis de parede House of Liberty. Até mesmo a Loro Piana acrescentou um toque floral à sua tradicional paleta neutra, com paisleys inspirados em flores que remetem a tapeçarias antigas.
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Textura sob medida
Este quarto, assinado pelo Suite Arquitetos, exibe uma tapeçaria
Fran Parente
A tapeçaria viveu um momento contemporâneo em diversas coleções, inclusive na Arte, onde revestimentos de parede e murais cênicos foram inspirados nas antigas tapeçarias encontradas em imponentes residências europeias. Na Lalique, a textura surgiu de maneira mais atual, com uma coleção de luminárias elegantes de superfícies plissadas que evocam a alta-costura, lembrando criações de Issey Miyake. A coleção foi inspirada no ar, nas ondulações provocadas por uma brisa ao atravessar o tecido. Já as peças Teddy Air da marca adotaram um estilo mais lúdico, concebidas como esculturas neo-pop que remetem a ursos infláveis adoráveis — um sinal de que o design, por mais sofisticado que seja, não perdeu seu senso de diversão.
*Matéria originalmente publicada na Architectural Digest Oriente Médio
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