Pensado como um exercício íntimo de arquitetura e identidade, este apartamento de 70 m² em Peixoto, sub-bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, RJ, materializa uma forma de morar sensível e profundamente conectada à história de quem o habita.
O projeto é assinado pela arquiteta e designer de interiores Ana Clara Lima, fundadora e diretora criativa do escritório AVA Arquitetura (@ava_arquitetura), que transformou o próprio lar em um manifesto pessoal sobre pertencimento, afeto e significado.
A reforma partiu de desejos claros: ampliar a entrada de luz natural, integrar os ambientes e criar uma atmosfera acolhedora, fluida e funcional, sem excessos. “Esse apartamento é, ao mesmo tempo, a minha morada e um manifesto do que acredito como arquiteta”, afirma Ana Clara.
RETRATO | A arquiteta Ana Clara Lima está na sala de estar. Na parede, quadrinhos de barro, da coleção Barrolândia, Instituto Maria do Barro, de Planaltina, GO. Ao fundo, um pequeno recanto foi montado com o balanço terracota, da Casa Mind, e plantas, como espada-de-são-jorge e ficus lyrata
Luiza Schreier/Divulgação
Durante a obra, foi necessário reorganizar a planta original, típica de apartamentos compactos da região, buscando mais respiro visual e continuidade espacial.
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O living integrado reúne sala de estar, de jantar e cozinha, e se tornou o coração do apê. A abertura da cozinha para o living foi uma das decisões mais importantes do projeto, permitindo que os espaços dialogassem entre si com leveza e naturalidade.
SALA DE ESTAR | Sofá de couro, modelo Scott, da Salvatore, na Minuano. Ao lado, banco Leno, da Ilha do Ferro, AL, na Cestarias Régio. Trio de penduradores Petra, da designer Alessandra Delgado. Quadro de Mateu Velasco. Almofada da Ekko Home
Luiza Schreier/Divulgação
A integração, portanto, favorece o convívio e reflete o modo de vida da moradora, que gosta de receber amigos em encontros intimistas, mas também valoriza momentos de pausa e descanso após a rotina intensa do escritório, localizado em Ipanema.
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Na sala, o destaque vai para o piso original de taco de peroba-do-campo, restaurado e transformado em elemento central da materialidade do projeto. A partir dele, todo o restante foi pensado em diálogo: marcenaria clara em carvalho, sofá de couro, tecidos e fibras naturais e uma paleta de tons quentes e suaves, que criam uma base neutra e confortável. Acima do sofá, a obra de Mateu Velasco se soma aos quadrinhos de barro da coleção Barrolândia, do Instituto Maria do Barro, compondo uma parede que mistura arte contemporânea, brasilidade e memória afetiva.
COZINHA | A cozinha, agora aberta para a área social, tem balcão em marcenaria com banquetas Linha, de Marcelo Caruso. Espelho redondo com moldura de palha adquirido na Leroy Merlin. Abaixo dele, dois cachepôs Block, do Estúdio Parrado. Sobre o tapete listrado, da Galeria Hathi, o banco Dobra, da Série Oblongo, do Estúdio Simbiose, abriga a forma de sapato decorativa, garimpada no antiquário Arnaldo Danemberg
Luiza Schreier/Divulgação
A cozinha, agora aberta e integrada, ganhou protagonismo sem perder a atmosfera acolhedora. Funcional e bem resolvida, ela se conecta ao living, onde está a mesa de jantar desenhada pela própria Ana Clara, com pés de marcenaria e tampo de mármore Branco Paraná levigado, de borda chanfrada.
As cadeiras da Vital Oficina, assinadas por Marcos Bravo, reforçam o caráter autoral do espaço, enquanto objetos decorativos escolhidos ao longo do tempo ajudam a contar a trajetória pessoal da arquiteta.
CORREDOR | O corredor funciona como eixo de transição entre os ambientes e reforça a sensação de continuidade visual. Marcenaria em folha natural de carvalho americano e palhinha quadriculada, desenhada pelo escritório e executada pela TW Marcenaria. Objetos decorativos da Ekko Home e MB Casa. Plaquinha Roma Negra, do museu da Casa do Rio Vermelho, casa de Jorge Amado em Salvador, BA. Relógio de parede Tide, feito de madeira, de André Bianco Atelier. O piso de tacos de peroba-do-campo existente foi mantido e restaurado
Luiza Schreier/Divulgação
O corredor social funciona como eixo de transição entre os cômodos e abriga o lavabo, criado a partir da reversão do antigo banheiro de serviço. Mais do que espaço de passagem, ele reforça a sensação de continuidade visual e fluidez, conectando área social e íntima de forma natural.
SUÍTE | Sob a janela do quarto, a escrivaninha de madeira de demolição e pés de serralheria, herança de família, recebeu a cadeira Iaiá, de Gustavo Bittencourt, e a luminária de piso Grua, do Estúdio Simbiose. Tapete da Galeria Hathi
Luiza Schreier/Divulgação
Na suíte, a proposta foi criar um refúgio calmo e acolhedor, pensado para o descanso e a introspecção. Cores suaves, texturas naturais e iluminação confortável definem o clima do quarto, que abriga a serigrafia de Paulo Pasta e peças de design como a cadeira Iaiá, de Gustavo Bittencourt, além das mesas do Estúdio Simbiose.
SUÍTE | Na meia parede pintada de verde, da Suvinil, cama de madeira herdada pela arquiteta, com enxoval da Trama Casa. Acima, quadro de Paulo Pasta. Já os quadrinhos de acrílico com cerâmica são da Casa Mind. O banco Dobra, da Série Oblongo, do Estúdio Simbiose, serve de mesa lateral no quarto
Luiza Schreier/Divulgação
A curadoria de objetos pessoais — muitos ligados ao período em que Ana Clara estudou design na Escola de Belas Artes, antes de fazer Arquitetura —, inclui criações de designers amigos da época de faculdade e reforça a sensação de identidade e pertencimento. “Hoje, a minha casa reflete exatamente o que busco nos meus projetos: traduzir a história das pessoas em espaços físicos que acolhem e fazem sentido”, ela resume.
O projeto é assinado pela arquiteta e designer de interiores Ana Clara Lima, fundadora e diretora criativa do escritório AVA Arquitetura (@ava_arquitetura), que transformou o próprio lar em um manifesto pessoal sobre pertencimento, afeto e significado.
A reforma partiu de desejos claros: ampliar a entrada de luz natural, integrar os ambientes e criar uma atmosfera acolhedora, fluida e funcional, sem excessos. “Esse apartamento é, ao mesmo tempo, a minha morada e um manifesto do que acredito como arquiteta”, afirma Ana Clara.
RETRATO | A arquiteta Ana Clara Lima está na sala de estar. Na parede, quadrinhos de barro, da coleção Barrolândia, Instituto Maria do Barro, de Planaltina, GO. Ao fundo, um pequeno recanto foi montado com o balanço terracota, da Casa Mind, e plantas, como espada-de-são-jorge e ficus lyrata
Luiza Schreier/Divulgação
Durante a obra, foi necessário reorganizar a planta original, típica de apartamentos compactos da região, buscando mais respiro visual e continuidade espacial.
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O living integrado reúne sala de estar, de jantar e cozinha, e se tornou o coração do apê. A abertura da cozinha para o living foi uma das decisões mais importantes do projeto, permitindo que os espaços dialogassem entre si com leveza e naturalidade.
SALA DE ESTAR | Sofá de couro, modelo Scott, da Salvatore, na Minuano. Ao lado, banco Leno, da Ilha do Ferro, AL, na Cestarias Régio. Trio de penduradores Petra, da designer Alessandra Delgado. Quadro de Mateu Velasco. Almofada da Ekko Home
Luiza Schreier/Divulgação
A integração, portanto, favorece o convívio e reflete o modo de vida da moradora, que gosta de receber amigos em encontros intimistas, mas também valoriza momentos de pausa e descanso após a rotina intensa do escritório, localizado em Ipanema.
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Na sala, o destaque vai para o piso original de taco de peroba-do-campo, restaurado e transformado em elemento central da materialidade do projeto. A partir dele, todo o restante foi pensado em diálogo: marcenaria clara em carvalho, sofá de couro, tecidos e fibras naturais e uma paleta de tons quentes e suaves, que criam uma base neutra e confortável. Acima do sofá, a obra de Mateu Velasco se soma aos quadrinhos de barro da coleção Barrolândia, do Instituto Maria do Barro, compondo uma parede que mistura arte contemporânea, brasilidade e memória afetiva.
COZINHA | A cozinha, agora aberta para a área social, tem balcão em marcenaria com banquetas Linha, de Marcelo Caruso. Espelho redondo com moldura de palha adquirido na Leroy Merlin. Abaixo dele, dois cachepôs Block, do Estúdio Parrado. Sobre o tapete listrado, da Galeria Hathi, o banco Dobra, da Série Oblongo, do Estúdio Simbiose, abriga a forma de sapato decorativa, garimpada no antiquário Arnaldo Danemberg
Luiza Schreier/Divulgação
A cozinha, agora aberta e integrada, ganhou protagonismo sem perder a atmosfera acolhedora. Funcional e bem resolvida, ela se conecta ao living, onde está a mesa de jantar desenhada pela própria Ana Clara, com pés de marcenaria e tampo de mármore Branco Paraná levigado, de borda chanfrada.
As cadeiras da Vital Oficina, assinadas por Marcos Bravo, reforçam o caráter autoral do espaço, enquanto objetos decorativos escolhidos ao longo do tempo ajudam a contar a trajetória pessoal da arquiteta.
CORREDOR | O corredor funciona como eixo de transição entre os ambientes e reforça a sensação de continuidade visual. Marcenaria em folha natural de carvalho americano e palhinha quadriculada, desenhada pelo escritório e executada pela TW Marcenaria. Objetos decorativos da Ekko Home e MB Casa. Plaquinha Roma Negra, do museu da Casa do Rio Vermelho, casa de Jorge Amado em Salvador, BA. Relógio de parede Tide, feito de madeira, de André Bianco Atelier. O piso de tacos de peroba-do-campo existente foi mantido e restaurado
Luiza Schreier/Divulgação
O corredor social funciona como eixo de transição entre os cômodos e abriga o lavabo, criado a partir da reversão do antigo banheiro de serviço. Mais do que espaço de passagem, ele reforça a sensação de continuidade visual e fluidez, conectando área social e íntima de forma natural.
SUÍTE | Sob a janela do quarto, a escrivaninha de madeira de demolição e pés de serralheria, herança de família, recebeu a cadeira Iaiá, de Gustavo Bittencourt, e a luminária de piso Grua, do Estúdio Simbiose. Tapete da Galeria Hathi
Luiza Schreier/Divulgação
Na suíte, a proposta foi criar um refúgio calmo e acolhedor, pensado para o descanso e a introspecção. Cores suaves, texturas naturais e iluminação confortável definem o clima do quarto, que abriga a serigrafia de Paulo Pasta e peças de design como a cadeira Iaiá, de Gustavo Bittencourt, além das mesas do Estúdio Simbiose.
SUÍTE | Na meia parede pintada de verde, da Suvinil, cama de madeira herdada pela arquiteta, com enxoval da Trama Casa. Acima, quadro de Paulo Pasta. Já os quadrinhos de acrílico com cerâmica são da Casa Mind. O banco Dobra, da Série Oblongo, do Estúdio Simbiose, serve de mesa lateral no quarto
Luiza Schreier/Divulgação
A curadoria de objetos pessoais — muitos ligados ao período em que Ana Clara estudou design na Escola de Belas Artes, antes de fazer Arquitetura —, inclui criações de designers amigos da época de faculdade e reforça a sensação de identidade e pertencimento. “Hoje, a minha casa reflete exatamente o que busco nos meus projetos: traduzir a história das pessoas em espaços físicos que acolhem e fazem sentido”, ela resume.



