Ao transformar a avenida em um imenso jardim a céu aberto, a escola Botafogo Samba Clube abriu a segunda noite de desfiles da Série Ouro neste sábado (14/02), na Sapucaí. Sob o enredo ‘O Brasil que floresce em arte’, a agremiação celebrou a natureza e a brasilidade em uma vibrante homenagem ao mestre do paisagismo Roberto Burle Marx.
Essa celebração ganhou vida através de alas coloridas e dinâmicas que traduziam o rigor técnico da arquitetura para a espontaneidade do Carnaval. Entre folhagens estilizadas e referências aos icônicos painéis de azulejos, a Sapucaí assumiu a forma de um jardim sensorial, onde as famosas formas sinuosas dos canteiros de Burle Marx foram reinterpretadas pelo movimento dos componentes e pela volumetria das alegorias.
O desfile, conduzido pelo samba-enredo de Marcelo Adnet e Diego Nicolau, explorou a fundo a revolução estética do homenageado. A narrativa uniu com harmonia a valorização da flora nativa à sua multifacetada trajetória artística — das telas abstratas ao legado que se tornou símbolo da identidade cultural e paisagística do Brasil, consagrando Burle Marx como um gênio que fez a arte florescer no solo brasileiro.
O samba-enredo exalta a transição de Burle Marx das telas para os jardins, onde sua abstração e formas sinuosas criaram um legado consagrado pelo IPHAN e pela UNESCO
Youtube/Fala Galera Oficial/Reprodução
Um dos grandes destaques visuais foi o carro abre-alas ao representar o Sítio Burle Marx, patrimônio reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pela UNESCO. A alegoria utilizou esculturas que simulavam formas orgânicas e o concreto armado, marcas registradas do paisagista, criando um “jardim do imaginário” repleto de movimentos abstratos que remetiam ao modernismo.
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No centro dessa narrativa, um bailarino surgia como a personificação do mestre, trazendo à vida sua figura icônica com os trajes e óculos que se tornaram sua marca registrada. Através de um jogo de luzes e coreografias que mimetizavam plantas e telas, o grupo conectou a mente do gênio à sua obra, fundindo pintura e paisagismo sob o olhar atento da avenida.
A comissão de frente da escola Botafogo Samba Clube trouxe a figura de Burle Marx em uma apresentação marcada por jogo de luzes e coreografia
Youtube/Fala Galera Oficial/Reprodução
Sobre o desafio da composição, Marcelo Adnet pontuou à CNN Brasil: “foi difícil pra caramba porque é um gênio mundialmente reconhecido. O refrão principal resume bem esse espírito: ‘entreguei minha alma negra pra você encher de cor’. Tivemos uma alma coloridíssima nessa apoteose.”
Essa celebração ganhou vida através de alas coloridas e dinâmicas que traduziam o rigor técnico da arquitetura para a espontaneidade do Carnaval. Entre folhagens estilizadas e referências aos icônicos painéis de azulejos, a Sapucaí assumiu a forma de um jardim sensorial, onde as famosas formas sinuosas dos canteiros de Burle Marx foram reinterpretadas pelo movimento dos componentes e pela volumetria das alegorias.
O desfile, conduzido pelo samba-enredo de Marcelo Adnet e Diego Nicolau, explorou a fundo a revolução estética do homenageado. A narrativa uniu com harmonia a valorização da flora nativa à sua multifacetada trajetória artística — das telas abstratas ao legado que se tornou símbolo da identidade cultural e paisagística do Brasil, consagrando Burle Marx como um gênio que fez a arte florescer no solo brasileiro.
O samba-enredo exalta a transição de Burle Marx das telas para os jardins, onde sua abstração e formas sinuosas criaram um legado consagrado pelo IPHAN e pela UNESCO
Youtube/Fala Galera Oficial/Reprodução
Um dos grandes destaques visuais foi o carro abre-alas ao representar o Sítio Burle Marx, patrimônio reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pela UNESCO. A alegoria utilizou esculturas que simulavam formas orgânicas e o concreto armado, marcas registradas do paisagista, criando um “jardim do imaginário” repleto de movimentos abstratos que remetiam ao modernismo.
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No centro dessa narrativa, um bailarino surgia como a personificação do mestre, trazendo à vida sua figura icônica com os trajes e óculos que se tornaram sua marca registrada. Através de um jogo de luzes e coreografias que mimetizavam plantas e telas, o grupo conectou a mente do gênio à sua obra, fundindo pintura e paisagismo sob o olhar atento da avenida.
A comissão de frente da escola Botafogo Samba Clube trouxe a figura de Burle Marx em uma apresentação marcada por jogo de luzes e coreografia
Youtube/Fala Galera Oficial/Reprodução
Sobre o desafio da composição, Marcelo Adnet pontuou à CNN Brasil: “foi difícil pra caramba porque é um gênio mundialmente reconhecido. O refrão principal resume bem esse espírito: ‘entreguei minha alma negra pra você encher de cor’. Tivemos uma alma coloridíssima nessa apoteose.”



