Casa em declive erguida do zero se abre para bosque em Goiás e valoriza o lazer

Implantar uma casa em um terreno com quase 7 metros de desnível poderia ser um obstáculo. Mas, no condomínio Plateau D’or, em Goiânia, GO, a topografia acentuada virou ponto de partida para um projeto que transforma desafio em identidade.
Com 397 m² e concebida do zero pelo escritório Rogoski Arquitetura (@rogoskiarq), dos arquitetos Giordano Rogoski e Bibiana Rogoski, a residência foi pensada para um casal com dois filhos adolescentes que desejava uma arquitetura contemporânea, reservada para a rua e totalmente aberta para a mata nos fundos.
“O lote apresentava um declive bastante acentuado, então decidimos assumir essa característica como partido e criar dois blocos bem definidos”, conta Giordano.
SALA DE ESTAR | À esquerda, poltrona Lafer MP-97, de Percival Lafer, ao lado do banco Mocho, de Sergio Rodrigues. Estante feita em marcenaria com MDF Freijó e Beton, ambos da Arauco. Mesa de centro Friso, assinada pelo arquiteto Giordano Rogoski
Marcus Camargo/Divulgação | Produção: Casa Ogawa/Divulgação
Assim, no nível da rua ficaram garagem, hall e suítes. Já o pavimento inferior concentra as áreas de convivência, conectadas diretamente ao deque e à piscina, além de cozinha, home office, banheiro social e área de serviço.
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A experiência da casa começa pelo living, onde grandes aberturas enquadram a paisagem. Sofá-ilha, poltronas Oscar, de Sergio Rodrigues, e a icônica MP-97, de Percival Lafer, compõem a área de estar. A mesa de centro Friso, assinada por Giordano, reforça o caráter autoral do projeto.
ESCADA | Abaixo da escada, que recebeu degraus em madeira ipê natural, está a icônica poltrona Mole, de Sergio Rodrigues, posicionada sobre o tapete Olhar para o Céu, assinado por Marcus Camargo e adquirido na Casa Mix. O piso em porcelanato Home AC, 120 x 120 cm, da Decortiles, disponível na Mundial Mix Acabamentos, traz inspiração no clássico travertino romano
Marcus Camargo/Divulgação | Produção: Casa Ogawa/Divulgação
A escada que conecta os níveis funciona como elemento escultórico e eixo de circulação. Ao mesmo tempo, a residência conta com elevador, solução pensada para garantir acessibilidade a visitantes idosos. “Os moradores queriam que todos pudessem chegar ao living inferior sem depender exclusivamente dos degraus”, comenta o profissional.
De volta ao espaço social, a sala de jantar se integra com o verde da área externa. A gravura em estilo naïf, de Antônio Poteiro, instalada acima do bufê, torna-se ponto focal do ambiente e reforça a identidade brasileira da decoração.
ESCADA | Deste ângulo, a parede de pedra moledo Kingdom, da Multipedras, compõe o espaço em harmonia com os pergolados, que permitem a entrada de luz natural e iluminam o interior da casa
Marcus Camargo/Divulgação | Produção: Casa Ogawa/Divulgação
A materialidade do projeto — concreto aparente, pedra moledo e detalhes em madeira — cria uma base sóbria que valoriza tanto obras de arte quanto o mobiliário.
A área externa com piscina é a extensão natural do living. O deque se projeta em direção ao bosque, dissolvendo limites entre dentro e fora.
SALA DE JANTAR | Em conexão com a área externa, a mesa de jantar, da Lider Interiores, recebeu cadeiras do acervo dos proprietários, assim como o par de poltronas acima do tapete estampado. Ao fundo, acima do bufê, também da Lider Interiores, está a gravura de Antônio Poteiro. Do lado externo, poltronas Pão de Açúcar, da Tidelli, e maciço de maranta-charuto
Marcus Camargo/Divulgação | Produção: Casa Ogawa/Divulgação
“A fachada posterior recebe o sol poente e não podíamos abdicar das esquadrias, pois é ali que está a vista mais bonita. Criamos, então, um grande beiral com ripas de madeira que filtra a iluminação natural até o sol se esconder atrás das árvores”, detalha o arquiteto.
Os pergolados e brises desenham sombras móveis ao longo do dia, criando uma dinâmica visual que transforma a luz em protagonista.
VARANDA | Na área externa, este recanto foi composto com mobiliário do acervo dos proprietários. A planta pendente jasmim-amarelo sombreia o local. Ao fundo, esquadrias de alumínio com pintura marrom fosca
Marcus Camargo/Divulgação | Produção: Casa Ogawa/Divulgação
“Morar um uma casa cercada de área verde sempre foi um sonho, que agora se tornou realidade. É um privilégio abrir as janelas pela manhã e vislumbrar esta pintura da natureza”, comenta o morador Spiridon Anyfantis.
INTEGRAÇÃO | As grandes esquadrias que se abrem totalmente integram o interior ao deque do exterior, feito de madeira ipê
Marcus Camargo/Divulgação | Produção: Casa Ogawa/Divulgação
Se nos fundos a transparência domina, a fachada voltada para a rua segue o caminho oposto. Mais fechada e contida, com portões em ripado de alumínio com pintura amadeirada, ela garante privacidade e reforça o contraste entre exterior reservado e interior expansivo.
A casa constrói, portanto, uma narrativa em dois tempos: discreta para quem passa, generosa para quem vive.
PISCINA | A piscina foi revestida de pedra hijau natural, da Multipedras. Ao fundo, composição de maranta-charuto com guaimbê na área dos pergolados. O balanço garante mais um ponto de lazer na área externa
Marcus Camargo/Divulgação | Produção: Casa Ogawa/Divulgação
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FACHADA | Discreta, a frente da casa é fechada com ripado de alumínio com pintura amadeirada. A rampa da garagem foi revestida em gulget bege, enquanto os canteiros recebem guaimbê e a árvore resedá-rosa, que acrescentam verde ao conjunto
Marcus Camargo/Divulgação | Produção: Casa Ogawa/Divulgação

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