Na Índia, o chá está enraizado na cultura cotidiana, sendo símbolo de hospitalidade e associado a momentos de pausa e conexão. Nos grandes centros urbanos, porém, a bebida passou a ser consumida em deslocamento, diante de telas e em meio à dinâmica intensa das metrópoles. Foi nesse contraste entre ritual e aceleração que a indiana Aanya Jain desenvolveu a SoundSip, uma xícara de cerâmica sensível ao toque que emite sons enquanto está em uso.
O projeto surgiu como experimento acadêmico em design sensorial com a proposta de ampliar a experiência de beber chá para além do paladar, incorporando também o tato e a audição.
A interação acontece exclusivamente pelo contato das mãos. Quando o usuário segura a caneca, o áudio é ativado; ao apoiá-la na mesa, o som pausa e retoma do mesmo ponto no próximo toque.
O funcionamento da SoundSip é baseado no toque: ao envolver a xícara com as mãos, o sistema sonoro é acionado; ao apoiá-la na mesa, o áudio pausa automaticamente, unindo tecnologia e experiência tátil
Aanya Jain/Divulgação
A trilha foi estruturada para acompanhar simbolicamente o ato de beber. Os sons começam com camadas mais densas e agitadas e, gradualmente, tornam-se mais espaçados até chegar ao ruído branco, descrito por Aanya como “o som do silêncio”.
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O conceito se apoia em estudos que indicam que o som pode influenciar a percepção de sabor e que rituais conscientes ao comer e beber podem impactar humor e bem-estar.
A interação intuitiva da SoundSip conecta usuário, objeto e bebida sem botões ou aplicativos, reforçando como o design pode usar a tecnologia para estimular pausas e promover bem-estar
Aanya Jain/Divulgação
O cuidado com a experiência também se reflete na materialidade. A xícara tem textura sutil, peso equilibrado e um pequeno ressalto próximo à borda para conter respingos. A parte eletrônica fica em um módulo magnético removível na base, o que permite a higienização completa da peça sem comprometer o sistema interno. A tecnologia permanece invisível, priorizando o uso cotidiano e a funcionalidade.
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Ao contrário de muitos produtos conectados, que acumulam dados e notificações, a SoundSip utiliza a tecnologia para reduzir estímulos. Não há monitoramento de consumo nem integração com aplicativos. O projeto se posiciona como um exercício de presença, em que o objeto atua como mediador entre som, tato e tempo, transformando o gesto corriqueiro de beber chá em uma experiência mais consciente.
Com módulo magnético removível na base, a SoundSip alia solução funcional e design contemporâneo
Aanya Jain/Divulgação
O projeto surgiu como experimento acadêmico em design sensorial com a proposta de ampliar a experiência de beber chá para além do paladar, incorporando também o tato e a audição.
A interação acontece exclusivamente pelo contato das mãos. Quando o usuário segura a caneca, o áudio é ativado; ao apoiá-la na mesa, o som pausa e retoma do mesmo ponto no próximo toque.
O funcionamento da SoundSip é baseado no toque: ao envolver a xícara com as mãos, o sistema sonoro é acionado; ao apoiá-la na mesa, o áudio pausa automaticamente, unindo tecnologia e experiência tátil
Aanya Jain/Divulgação
A trilha foi estruturada para acompanhar simbolicamente o ato de beber. Os sons começam com camadas mais densas e agitadas e, gradualmente, tornam-se mais espaçados até chegar ao ruído branco, descrito por Aanya como “o som do silêncio”.
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O conceito se apoia em estudos que indicam que o som pode influenciar a percepção de sabor e que rituais conscientes ao comer e beber podem impactar humor e bem-estar.
A interação intuitiva da SoundSip conecta usuário, objeto e bebida sem botões ou aplicativos, reforçando como o design pode usar a tecnologia para estimular pausas e promover bem-estar
Aanya Jain/Divulgação
O cuidado com a experiência também se reflete na materialidade. A xícara tem textura sutil, peso equilibrado e um pequeno ressalto próximo à borda para conter respingos. A parte eletrônica fica em um módulo magnético removível na base, o que permite a higienização completa da peça sem comprometer o sistema interno. A tecnologia permanece invisível, priorizando o uso cotidiano e a funcionalidade.
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Ao contrário de muitos produtos conectados, que acumulam dados e notificações, a SoundSip utiliza a tecnologia para reduzir estímulos. Não há monitoramento de consumo nem integração com aplicativos. O projeto se posiciona como um exercício de presença, em que o objeto atua como mediador entre som, tato e tempo, transformando o gesto corriqueiro de beber chá em uma experiência mais consciente.
Com módulo magnético removível na base, a SoundSip alia solução funcional e design contemporâneo
Aanya Jain/Divulgação



