O eucalipto arco-íris parece psicodélico, mas é muito real

A espécie Eucalyptus deglupta, conhecida popularmente como eucalipto-arco-íris, destaca-se pelas listras multicoloridas ao longo do tronco. A estética quase psicodélica da árvore leva muitos internautas a duvidar de que ela seja real. No entanto, ela não só existe como tem suas diferentes tonalidades reveladas pela descamação natural da casca.
As listras multicoloridas do eucalipto arco-íris são resultado de um processo natural de descamação da casca
Wikimedia Commons/MECU/Creative Commons
Essa espécie de eucalipto é caracterizada pela descamação contínua em fitas, que revela a clorofila, marcada pelo pigmento verde. Quando essas faixas são expostas ao ar, oxidam e ganham uma abrangente gama de cores, incluindo tons de verde, azul, laranja e rosa.
A Eucalyptus deglupta é uma espécie nativa de Filipinas, Papua-Nova Guiné, Indonésia e Timor-Leste. No entanto, outros países vêm cultivando a árvore não apenas para fins ornamentais e paisagísticos, mas também para a indústria, incluindo o Brasil.

Em 2019, o eucalipto arco-íris foi incluído na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN, classificado como Vulnerável. Contudo, seu forte apelo ornamental tem estimulado o cultivo planejado e fortalecido a preservação da espécie.
O eucalipto arco-íris é nativo de Filipinas, Papua-Nova Guiné, Indonésia e Timor-Leste, e considerado em estado vulnerável de conservação
Wikimedia Commons/Janine Sprout/Creative Commons
Segundo o botânico Luiz Fernando Silva Magnago, professor da Universidade Federal do Sul da Bahia, essa introdução requer atenção devido ao potencial invasivo do eucalipto arco-íris, que pode ser favorecido por alterações simples no ecossistema, como a fertilização do solo ou as mudanças climáticas. “Esse é o problema que a gente ainda não conhece”, afirma.
Segundo ele, toda espécie tem potencial de invasão, ainda que, por ora, as condições não permitam seu alastramento. Caso o ambiente se modifique, o eucalipto arco-íris pode passar a apresentar germinação e sobrevivência espontânea, características que configuram o processo de invasão. “Então, isso poderia ser um risco, sim”, conclui.

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