O conceito de uma estufa sobre rodas surgiu após a visita dos arquitetos Ricardo Acosta, Ivo Vaz Barbosa e Tomé Capa, do escritório Limit Architecture Studio, à Horta Urbana da Quinta da Armada, em Braga, cidade no extremo norte de Portugal.
“Ficamos surpreendidos com o contraste do espaço: uma área verde enclausurada entre prédios de habitação e um centro comercial”, conta Tomé. O local, que mais parece um “oásis” na cidade, foi a principal inspiração para semear o conceito de hortas urbanas de forma itinerante, garantindo que os benefícios sociais e ecológicos viajem com a estufa.
Aqui é possível ver as prateleiras onde as sementes ficam armazenadas para germinar. Além disso, é possível observar o exterior em policarbonato
Adriano Ferreira Borges/Divulgação
A sementeira é composta por oito módulos construídos com estruturas leves de alumínio, prateleiras interiores para tabuleiros de sementes e painéis translúcidos de policarbonato amarelo. Uma cobertura metálica curva faz referência às estufas agrícolas tradicionais e permite o escoamento da água da chuva. Os módulos variam em altura e configuração, possibilitando uma montagem flexível conforme as necessidades dos utilizadores.
O projeto foi desenvolvido para o festival Forma da Vizinhança – Braga 25 e assume dupla função. Quando parado, opera como uma estufa de germinação compartilhada entre os horticultores locais. Quando em movimento, transforma-se num dispositivo pedagógico itinerante, percorrendo a cidade para distribuir sementes e dar visibilidade à importância das hortas urbanas.
O escritório classifica o projeto como “um manifesto sobre rodas em prol da sustentabilidade e da consciência ambiental”.
O projeto viaja pela cidade de Braga espalhando conscientização ambiental sobre a importância das hortas urbanas
Adriano Ferreira Borges/Divulgação
Durante sua concepção foram escolhidos materiais leves, funcionais e com uma forte linguagem visual. Mas, além disso, um ponto importante considerado no desenho foi a temperatura interna da estufa. O revestimento em painéis translúcidos de policarbonato permite a captação da luz e do calor solar, criando o efeito de estufa ideal para os tabuleiros de sementes que ficam nas prateleiras interiores.
A escolha das espécies germinadas é feita pela própria comunidade de horticultores e usuários da Quinta da Armada, respeitando as tradições de cultivo, as necessidades de suas famílias e a sazonalidade.
A sementeira ambulante, com sua cor amarela chamativa, leva sementes por diferentes hortas urbanas de Braga. Projeto do escritório Limit Architecture Studio
Adriano Ferreira Borges/Divulgação
A população esteve envolvida desde o início do projeto, por um processo de escuta ativa com oficinas, visitas e conversas. “A sementeira atua como um catalisador de relações: o simples fato de requerer gestão e compartilhamento entre os usuários tem promovido a interação, o respeito mútuo e a consolidação daquela comunidade”, conta o idealizador.
Tomé contou que o principal desafio foi lidar com a responsabilidade de intervir no espaço público, observando os requisitos do festival, as necessidades reais da comunidade e a própria visão autoral. Em projetos de caráter comunitário, um dos pontos essenciais é observar os desejos de cada uma das partes envolvidas para não desenvolver uma obra puramente estética.
“O desafio foi desenhar algo que fosse genuinamente flexível, democrático e útil para os horticultores, mas que simultaneamente tivesse a força conceitual e política para questionar e ativar o espaço público da cidade”, declara o arquiteto.
A idealização do projeto teve uma etapa de consulta à população de Braga, em Portugal, para entender suas ideias e necessidades
Adriano Ferreira Borges/Divulgação
A ideia agora é que ela se possa se desdobrar em outras funções, como dispositivo pedagógico em escolas ou ativador de rotas ecológicas, não apenas em Braga, mas com potencial para viajar e ser implementada ao redor de Portugal.
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“Ficamos surpreendidos com o contraste do espaço: uma área verde enclausurada entre prédios de habitação e um centro comercial”, conta Tomé. O local, que mais parece um “oásis” na cidade, foi a principal inspiração para semear o conceito de hortas urbanas de forma itinerante, garantindo que os benefícios sociais e ecológicos viajem com a estufa.
Aqui é possível ver as prateleiras onde as sementes ficam armazenadas para germinar. Além disso, é possível observar o exterior em policarbonato
Adriano Ferreira Borges/Divulgação
A sementeira é composta por oito módulos construídos com estruturas leves de alumínio, prateleiras interiores para tabuleiros de sementes e painéis translúcidos de policarbonato amarelo. Uma cobertura metálica curva faz referência às estufas agrícolas tradicionais e permite o escoamento da água da chuva. Os módulos variam em altura e configuração, possibilitando uma montagem flexível conforme as necessidades dos utilizadores.
O projeto foi desenvolvido para o festival Forma da Vizinhança – Braga 25 e assume dupla função. Quando parado, opera como uma estufa de germinação compartilhada entre os horticultores locais. Quando em movimento, transforma-se num dispositivo pedagógico itinerante, percorrendo a cidade para distribuir sementes e dar visibilidade à importância das hortas urbanas.
O escritório classifica o projeto como “um manifesto sobre rodas em prol da sustentabilidade e da consciência ambiental”.
O projeto viaja pela cidade de Braga espalhando conscientização ambiental sobre a importância das hortas urbanas
Adriano Ferreira Borges/Divulgação
Durante sua concepção foram escolhidos materiais leves, funcionais e com uma forte linguagem visual. Mas, além disso, um ponto importante considerado no desenho foi a temperatura interna da estufa. O revestimento em painéis translúcidos de policarbonato permite a captação da luz e do calor solar, criando o efeito de estufa ideal para os tabuleiros de sementes que ficam nas prateleiras interiores.
A escolha das espécies germinadas é feita pela própria comunidade de horticultores e usuários da Quinta da Armada, respeitando as tradições de cultivo, as necessidades de suas famílias e a sazonalidade.
A sementeira ambulante, com sua cor amarela chamativa, leva sementes por diferentes hortas urbanas de Braga. Projeto do escritório Limit Architecture Studio
Adriano Ferreira Borges/Divulgação
A população esteve envolvida desde o início do projeto, por um processo de escuta ativa com oficinas, visitas e conversas. “A sementeira atua como um catalisador de relações: o simples fato de requerer gestão e compartilhamento entre os usuários tem promovido a interação, o respeito mútuo e a consolidação daquela comunidade”, conta o idealizador.
Tomé contou que o principal desafio foi lidar com a responsabilidade de intervir no espaço público, observando os requisitos do festival, as necessidades reais da comunidade e a própria visão autoral. Em projetos de caráter comunitário, um dos pontos essenciais é observar os desejos de cada uma das partes envolvidas para não desenvolver uma obra puramente estética.
“O desafio foi desenhar algo que fosse genuinamente flexível, democrático e útil para os horticultores, mas que simultaneamente tivesse a força conceitual e política para questionar e ativar o espaço público da cidade”, declara o arquiteto.
A idealização do projeto teve uma etapa de consulta à população de Braga, em Portugal, para entender suas ideias e necessidades
Adriano Ferreira Borges/Divulgação
A ideia agora é que ela se possa se desdobrar em outras funções, como dispositivo pedagógico em escolas ou ativador de rotas ecológicas, não apenas em Braga, mas com potencial para viajar e ser implementada ao redor de Portugal.
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