Uma casa de vidro na mata, em que a simplicidade permite fácil leitura do projeto. É assim que a arquiteta, designer e artista Patricia Faragone resume o espírito de sua residência no Guarujá, litoral paulista. “Desde o início, queria uma casa de praia meio invisível na paisagem e com poucos elementos, algo que, para mim, é relaxante, não oferece poluição visual e funciona como um respiro.” Seu desejo era obter um espaço de liberdade, contato com a natureza, muita contemplação e inspiração para os trabalhos que são hoje seu grande foco profissional: tingimento manual de tecidos e, sobretudo, design de objetos de vidro soprado colecionáveis. “Não fosse pelo terreno em aclive acentuado, eu traria os fornos do meu ateliê para produzir minhas peças de vidro aqui”, diz ela, que integra o guia Homo Faber, plataforma digital global que mapeia e promove designers, artistas e artesãos de todo o mundo.
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A varanda recebeu pufes de Paula Ferber e banquinho e vaso na Pair
Filippo Bamberghi
Patricia Faragone contempla a vista na escada – no andar de cima, tapeçaria da Tapeto Atelier, e, na sala de jantar (ao fundo, à esq.), cadeiras Louis Ghost, design Philippe Starck para a Kartell
Filippo Bamberghi
No detalhe do living, poltrona da Firma Casa com almofada da Ask the Mask, tapete da Botteh e cerâmicas na Dpot Objeto – a tela de Eva Soban apoia-se na parede de blocos de pedra chineses
Filippo Bamberghi
+ Refúgio tropical de suecos na Bahia é puro Brasil em estado de luxo
E que aclive! Ele foi o responsável, inclusive, pela definição da implantação da casa, desenvolvida para “estar no mato e ver o mar”. Para isso, a saída encontrada foi situar a construção no alto do lote, cerca de seis andares acima do nível da rua (algo perto de 18 m de altura). A escolha, no entanto, gerou um desafio e tanto: resolver o acesso à residência sem comprometer parte importante da Mata Atlântica existente, criando uma rampa para carros que atravessaria o terreno – e ultrapassaria o limite legal de retirada de vegetação nativa. “Optei por deixar o carro lá embaixo e construir uma escada discreta de 80 degraus em meio à mata. Para facilitar um pouco as coisas, incluí um funicular [sistema de transporte por trilhos e cabo] com carrinho para quatro pessoas, que sobe até um patamar onde temos um elevador para acessar o piso térreo”, explica.
+ Casa em ilha no Rio de Janeiro é um verdadeiro paraíso arquitetônico
No escritório, Patricia lê repousada no futon da Futon Company, com manta e almofadas da Codex Home, tudo sobre tapete da Botteh
Filippo Bamberghi
Outro ângulo do living exibe a varanda, a piscina, um dos dez pilares de concreto aparente e o oceano
Filippo Bamberghi
Os bastidores curiosos do projeto não param por aí. É preciso contar que Patricia viajou à China exclusivamente para adquirir boa parte dos materiais usados na obra, entre eles o travertino romano que preenche o piso de toda a casa – até mesmo a área da piscina – e os acabamentos dos banheiros (metais, louças e pastilhas de vidro). “Visitei pedreira e indústrias que desenvolvem produtos com design italiano de alta tecnologia. De navio, trouxe três contêineres cheios e, ainda assim, economizei muito.” Um dos “tesouros” deslocados do gigante asiático até a costa do Sudeste brasileiro são os blocos de pedra natural porosa, esculpida em quadrados de 25 x 25 cm encaixáveis entre si, que ela aplicou em paredes da sala de estar e jantar. “Para mim, eles lembram os blocos de concreto que Frank Lloyd Wright utilizou na Ennis House”, comenta a arquiteta, referindo-se ao icônico projeto de 1924, em Los Angeles – que, por sua vez, refletia o amor do americano pela arte e a cultura do povo maia.
+ Casa com piscina em frente ao mar Mediterrâneo e vistas de tirar o fôlego
O quarto de Patricia é composto por cama e colcha da Futon Company, manta e almofadas da Codex Home e persiana da Uniflex
Filippo Bamberghi
A arquiteta caminha pela escada de acesso à casa, imersa no jardim de plantas nativas
Filippo Bamberghi
O living é composto por sofá da Firma Casa, com veludo da Regatta Tecidos, poltronas Núcleo, do Nada Se Leva, com lona da Donatelli Tecidos, almofadas da Ask the Mask e da Codex Home, luminária pendente da Dominici, cestaria na Dpot Objeto e tapete da Botteh
Filippo Bamberghi
Patricia distribuiu os ambientes em três pavimentos. No térreo ficam as salas de estar (com pé-direito duplo) e jantar, integradas à cozinha, um lavabo e o terraço com a piscina em balanço. Acima, duas suítes estão separadas por uma generosa área de circulação que serve como escritório e sala de leitura. No piso inferior, quatro quartos hospedam familiares e amigos, com direito a biblioteca, sala de TV e de jogos. “No patamar abaixo da casa, onde fica o elevador, criei ainda um espaço com duas saunas, spa e academia”, completa. Toda a estrutura leva concreto aparente, material admirado por Patricia desde os tempos da FAU-USP (edifício projetado pelos arquitetos João Batista Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi), onde estudou arquitetura e urbanismo na década de 1990. “Sempre gostei. Dá uma sensação de ordem visual, um conforto mental que me agrada muito”, argumenta. A escada de aço inox com cabos de aço e os grandes panos de vidro – que permitem a presença constante do céu, do verde e do mar em cada canto – completam a restrita lista de materiais, bem ao sabor do que a arquiteta queria.
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