Do jardim de Monet, em Giverny, ao Monte Fuji, no Japão, paisagens ao redor do mundo serviram de inspiração para alguns dos quadros mais famosos da história da arte. Jardins, bairros, montanhas e avenidas foram retratados em pinturas que refletem o cotidiano e a arquitetura de determinada época.
A seguir, conheça nove cenários reais que ganharam o coração de pintores!
Giverny
Os jardins de Giverny, onde Claude Monet viveu, inspiraram dezenas de pinturas do artista, incluindo a série de nenúfares e a ponte japonesa que aparece em algumas de suas obras mais conhecidas
Pierre André Leclercq/Wikimedia Commons
Os jardins de Giverny, no norte da França, foram a fonte de inspiração para as pinturas do francês Claude Monet (1840-1926). O jardim aquático foi uma obsessão na fase final da carreira de Monet, com cerca de 250 obras sobre o tema. O local, que serviu de residência para Monet durante 43 anos, hoje pode ser visitado pelo público.
O quadro The Water-Lily Pond é um dos mais famosos e retrata uma ponte instalada pelo pintor no terreno.
The Water-Lily Pond, 1899, de Claude Monet
National Gallery/Domínio Público
Na pintura, ela atravessa toda a largura da composição e parece flutuar sobre a água, enquanto os reflexos verticais das árvores contrastam com os agrupamentos horizontais de ninféias, criando um jogo de perspectivas que alterna o olhar entre a superfície do lago e a estrutura da ponte.
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Moulin de la Galette
Localizado em Montmartre, o moinho Moulin de la Galette foi retratado por artistas como Vincent van Gogh e Pierre-Auguste Renoir, que captaram diferentes momentos da vida boêmia do bairro parisiense. Hoje, a construção abriga um restaurante
Giorgio Galeotti/Wikimedia Commons
O Moulin de la Galette é um dos pontos icônicos de Montmartre – o bairro dos artistas em Paris, na França. A estrutura era usada para moer desde alabastro para porcelana até ingredientes para perfume, enquanto, ao redor, acolhia um baile público no século 19. Hoje, o moinho foi convertido em restaurante.
Le Moulin de la Galette, 1886, de Vincent van Gogh
Domínio Público
A construção foi tema do holandês Vincent van Gogh (1853-1890), que morava em um apartamento próximo ao local. Mais de uma pintura do autor retrata o moinho e mostra a transição entre o rural e o urbano.
O baile no moulin de la Galette, 1876, de Pierre-Auguste Renoir
Domínio Público
O espaço foi retratado por outros pintores, como Pierre-Auguste Renoir (1841-1919), que, diferente de Van Gogh, optou por mostrar o cotidiano burguês e agitado de Montmartre.
Igreja em Auvers
A igreja da comuna de Auvers-sur-Oise aparece em uma das pinturas mais conhecidas de Vincent van Gogh, realizada em 1890, pouco antes do fim de sua vida
Dr Graham Beards/Wikimedia Commons
Ainda na França, Vincent Van Gogh retratou a comuna de Auvers-sur-Oise – onde viveu seus últimos anos.
A Igreja de Auvers, 1890, de Vincent Van Gogh
Domínio Público
A igreja da cidade aparece em uma obra de 1890, na qual a construção aparece centralizada, envolvida pelo verde vibrante da paisagem e pelo azul do céu.
Mont Sainte-Victoire
A montanha Mont Sainte‑Victoire foi tema recorrente nas pinturas de Paul Cézanne, que a retratou em diferentes perspectivas e condições de luz
Islami/Wikimedia Commons
Mais de uma vez o Mont Sainte-Victoire, nos arredores da Provença, no sul da França, virou pintura pelas mãos do pós-impressionista francês Paul Cézanne (1839-1906). Na obra Mont Sainte-Victoire, ele utiliza uma variedade de tons para criar a sensação de distância e texturas.
A Montanha de Sainte-Victoire, 1897, de Paul Cézanne
Domínio Público
Assim como Monet pintou repetidas vezes Giverny e Van Gogh criou uma série de obras sobre Montmartre, estudiosos apontam que existem mais de 100 obras de Paul Cézanne que retratam essa mesma montanha.
Nordwijk
O litoral da cidade de Noordwijk foi pintado pelo impressionista alemão Max Liebermann na obra Dune near Nordwijk with Child
Rudolphous/Wikimedia Commons
O impressionista alemão Max Liebermann (1847-1935) pinta o litoral da cidade de Nordwijk, na Holanda. Intitulada Dune near Nordwijk with Child (Duna perto de Nordwijk com criança, em tradução livre), a obra retrata o cenário em cores suaves.
Dune near Nordwijk with Child, 1906, de Max Liebermann
Domínio Público
A presença de barcos no mar e de uma criança distante da água ajudam a criar a sensação de profundidade da paisagem.
La Grenouillère
O balneário La Grenouillère, às margens do Rio Sena, inspirou pinturas de Claude Monet e Pierre-Auguste Renoir sobre o lazer da sociedade parisiense no século 19
Jmhullot/Wikimedia Commons
Às margens do Rio Sena, La Grenouillère é um balneário localizado na comuna de Bougival, que se tornou ponto de encontro para a burguesia do século 19. A obra La Grenouillère, de Pierre-Auguste Renoir, teria sido concluída ao lado de Claude Monet, que pintou quadros semelhantes.
La Grenouillère, 1869, de Pierre-Auguste Renoir
Domínio Público
Além de retratar o cotidiano da sociedade parisiense, as obras ficaram conhecidas pela representação do movimento da água na tela.
La Grenouillère, 1869, de Claude Monet
Domínio Público
Les Halles
Forum Les Halles, de Paris, em 2007
Pavel Krok/Wikimedia Commons
Léon Augustin Lhermitte (1844-1925), um dos nomes do realismo francês, estava atento às cenas do cotidiano para transformá-las em grandes pinturas. Em uma de suas obras, ele retrata o bairro Les Halles, em Paris, que historicamente foi um mercado de alimentos frescos no primeiro distrito da cidade.
Les Halles, 1895, de Léon Augustin Lhermitte
Domínio Público
O bairro hoje abriga um dos principais centros comerciais da cidade, com um shopping subterrâneo e uma estação por onde passam oito linhas de metrô e trens. Contudo, a obra de Léon Augustin Lhermitte retrata o cotidiano agitado dos carregadores e vendedores de frutas e legumes.
Leia também
Boulevard Montmartre
A movimentada avenida Boulevard Montmartre foi pintada por Camille Pissarro em uma série que registra diferentes horários e condições climáticas da cidade
Tangopaso/Wikimedia Commons
Localizado no 9º arrondissement de Paris, o Boulevard Montmartre conta com o Museu Grévin e passagens cobertas ao longo de sua extensão. Conhecido como local de lazer e compras no século 19, o cenário foi pintado pelo francês Camille Pissarro (1830-1903).
Boulevard Montmartre à noite, 1897, de Camille Pissarro
Domínio Público
Na obra Boulevard Montmartre à noite, ele retrata a avenida sob a chuva, usando pinceladas soltas e contrastes de luz para destacar reflexos azulados e acinzentados na rua e nas calçadas iluminadas por cafés e restaurantes. A estrutura linear do Boulevard Montmartre cria profundidade natural na composição.
Monte Fuji
O Monte Fuji aparece ao fundo da famosa gravura A Grande Onda de Kanagawa, criada por Katsushika Hokusai como parte da série ‘Trinta e Seis Vistas do Monte Fuji’
Pexels/Pixabay/Creative Commons
Na gravura A Grande Onda de Kanagawa, de Katsushika Hokusai (1760-1849), a paisagem mostra uma grande onda que se curva sobre três barcos de pescadores no mar, enquanto, ao fundo, aparece o Monte Fuji.
A Grande Onda de Kanagawa, 1831, de Katsushika Hokusai
Domínio Público
A montanha, menor e distante na composição, contrasta com o movimento da água em primeiro plano e integra a obra à série Trinta e Seis Vistas do Monte Fuji, dedicada a diferentes paisagens em torno do monte.
A seguir, conheça nove cenários reais que ganharam o coração de pintores!
Giverny
Os jardins de Giverny, onde Claude Monet viveu, inspiraram dezenas de pinturas do artista, incluindo a série de nenúfares e a ponte japonesa que aparece em algumas de suas obras mais conhecidas
Pierre André Leclercq/Wikimedia Commons
Os jardins de Giverny, no norte da França, foram a fonte de inspiração para as pinturas do francês Claude Monet (1840-1926). O jardim aquático foi uma obsessão na fase final da carreira de Monet, com cerca de 250 obras sobre o tema. O local, que serviu de residência para Monet durante 43 anos, hoje pode ser visitado pelo público.
O quadro The Water-Lily Pond é um dos mais famosos e retrata uma ponte instalada pelo pintor no terreno.
The Water-Lily Pond, 1899, de Claude Monet
National Gallery/Domínio Público
Na pintura, ela atravessa toda a largura da composição e parece flutuar sobre a água, enquanto os reflexos verticais das árvores contrastam com os agrupamentos horizontais de ninféias, criando um jogo de perspectivas que alterna o olhar entre a superfície do lago e a estrutura da ponte.
Leia mais
Moulin de la Galette
Localizado em Montmartre, o moinho Moulin de la Galette foi retratado por artistas como Vincent van Gogh e Pierre-Auguste Renoir, que captaram diferentes momentos da vida boêmia do bairro parisiense. Hoje, a construção abriga um restaurante
Giorgio Galeotti/Wikimedia Commons
O Moulin de la Galette é um dos pontos icônicos de Montmartre – o bairro dos artistas em Paris, na França. A estrutura era usada para moer desde alabastro para porcelana até ingredientes para perfume, enquanto, ao redor, acolhia um baile público no século 19. Hoje, o moinho foi convertido em restaurante.
Le Moulin de la Galette, 1886, de Vincent van Gogh
Domínio Público
A construção foi tema do holandês Vincent van Gogh (1853-1890), que morava em um apartamento próximo ao local. Mais de uma pintura do autor retrata o moinho e mostra a transição entre o rural e o urbano.
O baile no moulin de la Galette, 1876, de Pierre-Auguste Renoir
Domínio Público
O espaço foi retratado por outros pintores, como Pierre-Auguste Renoir (1841-1919), que, diferente de Van Gogh, optou por mostrar o cotidiano burguês e agitado de Montmartre.
Igreja em Auvers
A igreja da comuna de Auvers-sur-Oise aparece em uma das pinturas mais conhecidas de Vincent van Gogh, realizada em 1890, pouco antes do fim de sua vida
Dr Graham Beards/Wikimedia Commons
Ainda na França, Vincent Van Gogh retratou a comuna de Auvers-sur-Oise – onde viveu seus últimos anos.
A Igreja de Auvers, 1890, de Vincent Van Gogh
Domínio Público
A igreja da cidade aparece em uma obra de 1890, na qual a construção aparece centralizada, envolvida pelo verde vibrante da paisagem e pelo azul do céu.
Mont Sainte-Victoire
A montanha Mont Sainte‑Victoire foi tema recorrente nas pinturas de Paul Cézanne, que a retratou em diferentes perspectivas e condições de luz
Islami/Wikimedia Commons
Mais de uma vez o Mont Sainte-Victoire, nos arredores da Provença, no sul da França, virou pintura pelas mãos do pós-impressionista francês Paul Cézanne (1839-1906). Na obra Mont Sainte-Victoire, ele utiliza uma variedade de tons para criar a sensação de distância e texturas.
A Montanha de Sainte-Victoire, 1897, de Paul Cézanne
Domínio Público
Assim como Monet pintou repetidas vezes Giverny e Van Gogh criou uma série de obras sobre Montmartre, estudiosos apontam que existem mais de 100 obras de Paul Cézanne que retratam essa mesma montanha.
Nordwijk
O litoral da cidade de Noordwijk foi pintado pelo impressionista alemão Max Liebermann na obra Dune near Nordwijk with Child
Rudolphous/Wikimedia Commons
O impressionista alemão Max Liebermann (1847-1935) pinta o litoral da cidade de Nordwijk, na Holanda. Intitulada Dune near Nordwijk with Child (Duna perto de Nordwijk com criança, em tradução livre), a obra retrata o cenário em cores suaves.
Dune near Nordwijk with Child, 1906, de Max Liebermann
Domínio Público
A presença de barcos no mar e de uma criança distante da água ajudam a criar a sensação de profundidade da paisagem.
La Grenouillère
O balneário La Grenouillère, às margens do Rio Sena, inspirou pinturas de Claude Monet e Pierre-Auguste Renoir sobre o lazer da sociedade parisiense no século 19
Jmhullot/Wikimedia Commons
Às margens do Rio Sena, La Grenouillère é um balneário localizado na comuna de Bougival, que se tornou ponto de encontro para a burguesia do século 19. A obra La Grenouillère, de Pierre-Auguste Renoir, teria sido concluída ao lado de Claude Monet, que pintou quadros semelhantes.
La Grenouillère, 1869, de Pierre-Auguste Renoir
Domínio Público
Além de retratar o cotidiano da sociedade parisiense, as obras ficaram conhecidas pela representação do movimento da água na tela.
La Grenouillère, 1869, de Claude Monet
Domínio Público
Les Halles
Forum Les Halles, de Paris, em 2007
Pavel Krok/Wikimedia Commons
Léon Augustin Lhermitte (1844-1925), um dos nomes do realismo francês, estava atento às cenas do cotidiano para transformá-las em grandes pinturas. Em uma de suas obras, ele retrata o bairro Les Halles, em Paris, que historicamente foi um mercado de alimentos frescos no primeiro distrito da cidade.
Les Halles, 1895, de Léon Augustin Lhermitte
Domínio Público
O bairro hoje abriga um dos principais centros comerciais da cidade, com um shopping subterrâneo e uma estação por onde passam oito linhas de metrô e trens. Contudo, a obra de Léon Augustin Lhermitte retrata o cotidiano agitado dos carregadores e vendedores de frutas e legumes.
Leia também
Boulevard Montmartre
A movimentada avenida Boulevard Montmartre foi pintada por Camille Pissarro em uma série que registra diferentes horários e condições climáticas da cidade
Tangopaso/Wikimedia Commons
Localizado no 9º arrondissement de Paris, o Boulevard Montmartre conta com o Museu Grévin e passagens cobertas ao longo de sua extensão. Conhecido como local de lazer e compras no século 19, o cenário foi pintado pelo francês Camille Pissarro (1830-1903).
Boulevard Montmartre à noite, 1897, de Camille Pissarro
Domínio Público
Na obra Boulevard Montmartre à noite, ele retrata a avenida sob a chuva, usando pinceladas soltas e contrastes de luz para destacar reflexos azulados e acinzentados na rua e nas calçadas iluminadas por cafés e restaurantes. A estrutura linear do Boulevard Montmartre cria profundidade natural na composição.
Monte Fuji
O Monte Fuji aparece ao fundo da famosa gravura A Grande Onda de Kanagawa, criada por Katsushika Hokusai como parte da série ‘Trinta e Seis Vistas do Monte Fuji’
Pexels/Pixabay/Creative Commons
Na gravura A Grande Onda de Kanagawa, de Katsushika Hokusai (1760-1849), a paisagem mostra uma grande onda que se curva sobre três barcos de pescadores no mar, enquanto, ao fundo, aparece o Monte Fuji.
A Grande Onda de Kanagawa, 1831, de Katsushika Hokusai
Domínio Público
A montanha, menor e distante na composição, contrasta com o movimento da água em primeiro plano e integra a obra à série Trinta e Seis Vistas do Monte Fuji, dedicada a diferentes paisagens em torno do monte.



