9 erros que você comete na limpeza e só funcionam para espalhar a sujeira

Na hora de limpar a casa, é comum recorrer a costumes herdados de gerações passadas ou a dicas vistas nas redes sociais. O problema é que nem sempre essas técnicas têm eficácia comprovada e, em alguns casos, podem até danificar móveis e superfícies.
Para evitar prejuízos, confira a seguir alguns erros que devem ser evitados durante a limpeza do lar!
1. Usar produtos em excesso
Misturar vários produtos de limpeza não aumenta a eficácia. Pelo contrário, pode gerar reações químicas perigosas e liberar gases tóxicos
Unplash/Kelly Sikkema/Creative Commons
Muitas pessoas acreditam que, para limpar a casa — especialmente banheiro e cozinha — é preciso usar grandes quantidades de produto. Essa ideia vem acompanhada da crença de que um ambiente só está realmente limpo quando exala um forte odor, o famoso “cheiro de limpeza”. Porém, isso não é verdade.
“A eficácia de um produto não está relacionada à intensidade do odor, mas sim à formulação química adequada para remover determinado tipo de sujidade”, destaca o especialista em limpeza da Ecoville, Alexandre Bottin Campos.
2. Não ler o rótulo dos produtos
Observar o modo de uso indicado no rótulo é fundamental para aplicar os produtos corretamente e evitar danos aos móveis e superfícies da casa
Freepik/Creative Commons
Um erro recorrente é não ler corretamente o modo de uso indicado no rótulo dos produtos. Um dos principais problemas é deixar de fazer a diluição adequada dos concentrados, o que compromete seu desempenho. É comum acreditar que usar o produto puro aumenta a eficácia da limpeza, mas ocorre justamente o contrário. “Quando aplicados sem diluição, podem deixar resíduos, causar desgaste nas superfícies e ampliar a exposição química do usuário”, explica Alexandre.
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Outro equívoco comum é não respeitar o tempo de contato indicado no rótulo. Esse intervalo é essencial para que agentes desinfetantes e desengordurantes atuem com eficácia comprovada. Mais importante do que esfregar intensamente as superfícies é usar os produtos da forma correta e pelo tempo necessário.
3. Fazer misturas de produtos
Um costume que atravessa gerações são as famosas “misturinhas” caseiras, quando diferentes produtos são combinados na esperança de potencializar a faxina. O perigo, nesse caso, é ainda maior: “Muitas dessas combinações não têm eficácia comprovada e podem gerar reações químicas perigosas, liberando gases tóxicos que colocam em risco a saúde de pessoas e animais”, alerta Thaise Cristine de Souza Dias, especialista em limpeza da Maria Brasileira.
Além disso, é fundamental manter as janelas abertas sempre que se utilizam produtos com odores mais fortes, garantindo ventilação adequada.
4. Aplicar o produto diretamente na superfície
Sempre utilize um pano para espalhar o produto, evitando o acúmulo sobre os móveis. Esse cuidado ajuda a proteger as superfícies e garante uma limpeza mais uniforme
Freepik/pressfoto/Creative Commons
É muito comum, principalmente ao usar borrifadores, aplicar o produto diretamente sobre móveis, bancadas e eletrodomésticos. No entanto, Thaise explica que essa prática não é a mais indicada: “O correto, na maioria dos casos, é aplicar no pano e depois passar no local desejado”. Esse cuidado evita o excesso de produto sobre a superfície e reduz o risco de infiltrações que podem danificar o material.
5. Utilizar vinagre e bicarbonato de sódio
Essa clássica mistura é amplamente divulgada, principalmente nas redes sociais, mas Alexandre alerta para seus riscos: “O resultado da limpeza é limitado quando comparado a formulações específicas desenvolvidas para remover gordura, incrustações ou sujeiras orgânicas”.
Isso ocorre porque, quimicamente, a reação entre os dois produtos gera uma neutralização que reduz o potencial ativo de ambos. A efervescência observada é apenas a liberação de dióxido de carbono, sem eficácia comprovada na higienização.
6. Usar amaciante demais
A quantidade de amaciante merece atenção na hora de lavar as roupas. O uso em excesso não aumenta a maciez e pode deixar resíduos nas fibras, prejudicando a durabilidade dos tecidos
PxHere/Creative Commons
O amaciante é um ótimo produto para ter roupas macias e perfumadas, mas pode trazer diversos malefícios se usado em excesso. “Pode comprometer a efetividade da lavagem, pois cria uma película sobre o tecido que dificulta a limpeza profunda e contribui para a retenção de odores”, destaca Angelo Max Donaton, CEO e fundador da Lavô.
Outro ponto importante é que a utilização em excesso pode manchar as vestimentas, principalmente as mais claras. Por isso, é essencial seguir as instruções da embalagem quanto a quantidade de produto e modo de utilização.
7. Limpar telas com álcool
Sempre utilize produtos específicos para a limpeza das telas de dispositivos eletrônicos ou um pano de microfibra levemente umedecido com água
Freepik/Creative Commons
No caso das telas de televisões, monitores e notebooks, o erro mais comum é aplicar produtos à base de álcool comum, amônia ou limpadores multiuso. “Esses compostos podem comprometer o revestimento antirreflexo e causar microfissuras invisíveis inicialmente, mas que reduzem a vida útil do equipamento”, informa Alexandre.
A recomendação nesse caso é utilizar produtos específicos para eletrônicos e telas com um pano de microfibra, ou apenas umedecer o pano de microfibra com água — sim, somente isso é suficiente. Vale lembrar que é importante que os aparelhos estejam desligados no momento da higienização.
8. Usar a esponja em todas as superfícies
É importante dar preferência ao lado amarelo da esponja, por ser menos abrasivo. Esse cuidado ajuda a preservar o acabamento das superfícies e prolonga a durabilidade dos materiais
Freepik/Creative Commons
A esponja é um item versátil, útil tanto para lavar a louça quanto para limpezas mais pesadas. No entanto, é essencial seguir as recomendações de uso. O lado verde, mais abrasivo, deve ser evitado em superfícies delicadas, pois pode comprometer o acabamento. “O ideal é sempre utilizar produtos desenvolvidos e testados para cada finalidade, seguindo as orientações do fabricante”, afirma Thaise.
Outro ponto importante é tomar cuidado com a esponja de cozinha, considerada um dos itens com maior potencial de contaminação cruzada e acúmulo de bactérias dentro de casa. “O ideal é substituí-la semanalmente ou antes, caso apresente desgaste ou odor”, orienta Alexandre. Embora truques de higienização com micro-ondas ou vinagre sejam populares na internet, a estrutura porosa das esponjas favorece a proliferação de microrganismos, tornando a troca frequente a forma mais segura de evitar riscos à saúde.
9. Usar a vassoura em vez do aspirador
Especialistas recomendam priorizar o uso do aspirador de pó em vez da vassoura, pois o equipamento remove a sujeira sem levantar poeira
Pexels/Liliana Drew/Creative Commons
O aspirador de pó é mais eficiente porque remove a sujeira sem espalhar partículas pelo ar, sendo especialmente indicado para pessoas com alergias ou casas com pets. Já a vassoura pode levantar poeira e redistribuir resíduos no ambiente, devendo ser usada apenas em faxinas rápidas e pontuais.
“Sempre que possível, o aspirador é a melhor escolha para uma limpeza profunda e saudável”, reforça Thaise.

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