O fusui, entre outras filosofias, tem invadido as redes sociais. Nos últimos anos, o interesse pelo bem-estar doméstico cresceu. Conceitos como a harmonia energética, a conexão com a natureza e a busca por equilíbrio dentro de casa tornaram-se cada vez mais relevantes no design de interiores contemporâneo. Muitas pessoas conhecem o Feng Shui, mas existe outra tradição menos conhecida que oferece uma visão interessante sobre a relação entre o ser humano e o seu entorno: o fusui.
Adaptação japonesa do Feng Shui chinês, o fusui se desenvolveu quando o Feng Shui chegou ao Japão há vários séculos. Com o tempo, essa corrente passou a incorporar elementos próprios da estética japonesa, especialmente aqueles ligados à simplicidade, ao respeito pela natureza e à busca por equilíbrio emocional por meio do espaço.
O fusui propõe pensar a casa como um organismo vivo, em que cada elemento influencia nossa qualidade de vida. Não se trata de uma fórmula rígida nem de um conjunto de regras, mas de uma filosofia que convida a observar o espaço com sensibilidade. A casa não é apenas um lugar para viver, mas um ambiente que favorece o bem-estar físico, emocional e mental.
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Equilíbrio entre simplicidade e funcionalidade
Tons terrosos marcam este apartamento assinado pelo arquiteto e designer Lucas Jimeno Dualde
Fran Parente
Um dos princípios mais importantes do fusui é a busca pela simplicidade. Diferentemente de outras correntes, essa filosofia reduz o que é desnecessário para permitir que o espaço “respire”. A simplicidade não significa austeridade, mas sim uma seleção cuidadosa daquilo que realmente agrega valor à vida cotidiana.
No lar, o fusui se manifesta por meio de uma organização clara e de um propósito específico para cada objeto, móvel e ambiente. Quando um espaço está saturado de elementos, a mente tende a se sentir sobrecarregada. No fusui, cada objeto deve ter um lugar definido e uma razão para estar ali. Esse princípio está relacionado à estética japonesa tradicional, na qual a beleza surge da moderação e do equilíbrio.
Aplicar o fusui em casa significa observar cada ambiente e se perguntar se os objetos presentes realmente cumprem uma função ou se apenas ocupam espaço sem acrescentar nada. Reduzir a quantidade de elementos decorativos e optar por peças bem selecionadas permite que o ambiente pareça mais leve.
Um conselho prático é escolher móveis de linhas simples e materiais naturais. Em vez de encher um cômodo com muitos objetos pequenos, pode ser mais eficaz selecionar uma ou duas peças que representem você. Esse equilíbrio cria uma sensação de clareza mental.
Conexão com a natureza dentro de casa
Plantas permeiam este apartamento projetado por Nicholas Alencar e Fernanda Rabello, do escritório Alencar Arquitetura
Eduardo Macarios
Outro ponto do fusui é a integração da natureza aos espaços internos. Na tradição japonesa, a relação com o ambiente natural é muito importante. As estações do ano, a luz natural e os materiais orgânicos influenciam a maneira como as casas são projetadas.
Para aplicar esse princípio, é possível começar pelos materiais. Madeira, pedra, papel artesanal ou tecidos naturais trazem aconchego e criam uma relação sensorial com o entorno.
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As plantas também têm um papel importante nessa filosofia, pois introduzem vida e movimento dentro de casa. O fusui recomenda escolher espécies que se adaptem bem ao espaço e colocá-las em locais onde possam receber luz natural.
Uma dica do fusui é criar pequenos pontos de conexão com a natureza dentro da casa. Pode ser um canto com plantas, uma mesa com uma peça de cerâmica ou um arranjo simples de galhos ou flores da estação. Esses detalhes ajudam a lembrar que o lar não está separado do mundo natural.
Harmonia emocional por meio do espaço
Este apartamento projetado pela designer Gabriela Gargano possui décor chique e minimalista
David Mitchell | Estilo: Brittany Albert
egundo o fusui, os ambientes influenciam diretamente o estado de espírito de quem os habita. Um espaço equilibrado pode favorecer a calma, a criatividade e a convivência.
Observe como cada cômodo da sua casa faz você se sentir e preste atenção às sensações que ele provoca. Alguns ambientes podem parecer estimulantes demais, enquanto outros podem parecer apagados ou sem vida.
No fusui, recomenda-se utilizar paletas de cores equilibradas, que permitam descansar o olhar. O mesmo vale para a decoração, que deve ser harmoniosa. Fotografias, livros ou peças artesanais podem contribuir para criar um ambiente mais pessoal e acolhedor. No fusui, eles são uma forma de nutrir a energia emocional da casa.
Por meio dos princípios do fusui, a vida em casa pode se tornar mais serena. Não se trata de mudar completamente a decoração nem de seguir tendências, mas apenas de fazer pequenos ajustes que permitam habitar o espaço com mais liberdade.
Initial plugin text
Levar o fusui para o seu lar significa aprender a observar o ambiente, escolher os objetos com intenção e permitir que a natureza, a luz e a simplicidade façam parte da vida cotidiana.
*Matéria originalmente publicada na Architectural Digest México
Adaptação japonesa do Feng Shui chinês, o fusui se desenvolveu quando o Feng Shui chegou ao Japão há vários séculos. Com o tempo, essa corrente passou a incorporar elementos próprios da estética japonesa, especialmente aqueles ligados à simplicidade, ao respeito pela natureza e à busca por equilíbrio emocional por meio do espaço.
O fusui propõe pensar a casa como um organismo vivo, em que cada elemento influencia nossa qualidade de vida. Não se trata de uma fórmula rígida nem de um conjunto de regras, mas de uma filosofia que convida a observar o espaço com sensibilidade. A casa não é apenas um lugar para viver, mas um ambiente que favorece o bem-estar físico, emocional e mental.
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Equilíbrio entre simplicidade e funcionalidade
Tons terrosos marcam este apartamento assinado pelo arquiteto e designer Lucas Jimeno Dualde
Fran Parente
Um dos princípios mais importantes do fusui é a busca pela simplicidade. Diferentemente de outras correntes, essa filosofia reduz o que é desnecessário para permitir que o espaço “respire”. A simplicidade não significa austeridade, mas sim uma seleção cuidadosa daquilo que realmente agrega valor à vida cotidiana.
No lar, o fusui se manifesta por meio de uma organização clara e de um propósito específico para cada objeto, móvel e ambiente. Quando um espaço está saturado de elementos, a mente tende a se sentir sobrecarregada. No fusui, cada objeto deve ter um lugar definido e uma razão para estar ali. Esse princípio está relacionado à estética japonesa tradicional, na qual a beleza surge da moderação e do equilíbrio.
Aplicar o fusui em casa significa observar cada ambiente e se perguntar se os objetos presentes realmente cumprem uma função ou se apenas ocupam espaço sem acrescentar nada. Reduzir a quantidade de elementos decorativos e optar por peças bem selecionadas permite que o ambiente pareça mais leve.
Um conselho prático é escolher móveis de linhas simples e materiais naturais. Em vez de encher um cômodo com muitos objetos pequenos, pode ser mais eficaz selecionar uma ou duas peças que representem você. Esse equilíbrio cria uma sensação de clareza mental.
Conexão com a natureza dentro de casa
Plantas permeiam este apartamento projetado por Nicholas Alencar e Fernanda Rabello, do escritório Alencar Arquitetura
Eduardo Macarios
Outro ponto do fusui é a integração da natureza aos espaços internos. Na tradição japonesa, a relação com o ambiente natural é muito importante. As estações do ano, a luz natural e os materiais orgânicos influenciam a maneira como as casas são projetadas.
Para aplicar esse princípio, é possível começar pelos materiais. Madeira, pedra, papel artesanal ou tecidos naturais trazem aconchego e criam uma relação sensorial com o entorno.
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As plantas também têm um papel importante nessa filosofia, pois introduzem vida e movimento dentro de casa. O fusui recomenda escolher espécies que se adaptem bem ao espaço e colocá-las em locais onde possam receber luz natural.
Uma dica do fusui é criar pequenos pontos de conexão com a natureza dentro da casa. Pode ser um canto com plantas, uma mesa com uma peça de cerâmica ou um arranjo simples de galhos ou flores da estação. Esses detalhes ajudam a lembrar que o lar não está separado do mundo natural.
Harmonia emocional por meio do espaço
Este apartamento projetado pela designer Gabriela Gargano possui décor chique e minimalista
David Mitchell | Estilo: Brittany Albert
egundo o fusui, os ambientes influenciam diretamente o estado de espírito de quem os habita. Um espaço equilibrado pode favorecer a calma, a criatividade e a convivência.
Observe como cada cômodo da sua casa faz você se sentir e preste atenção às sensações que ele provoca. Alguns ambientes podem parecer estimulantes demais, enquanto outros podem parecer apagados ou sem vida.
No fusui, recomenda-se utilizar paletas de cores equilibradas, que permitam descansar o olhar. O mesmo vale para a decoração, que deve ser harmoniosa. Fotografias, livros ou peças artesanais podem contribuir para criar um ambiente mais pessoal e acolhedor. No fusui, eles são uma forma de nutrir a energia emocional da casa.
Por meio dos princípios do fusui, a vida em casa pode se tornar mais serena. Não se trata de mudar completamente a decoração nem de seguir tendências, mas apenas de fazer pequenos ajustes que permitam habitar o espaço com mais liberdade.
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Levar o fusui para o seu lar significa aprender a observar o ambiente, escolher os objetos com intenção e permitir que a natureza, a luz e a simplicidade façam parte da vida cotidiana.
*Matéria originalmente publicada na Architectural Digest México



