Enquanto a casca de arroz tem se revelado uma matéria-prima versátil para o design, os estudantes Juwon Kim e Na Hyeon, da Universidade de Hongik, na Coreia do Sul, inovaram ao utilizar a produção excedente do grão no país para desenvolver um novo material.
O projeto SSAL: Rice as Matter, “arroz como matéria” em tradução literal, adiciona aglutinantes aos grãos moídos para formar uma massa maleável. A partir dela, são produzidos blocos coloridos com a adição de corantes naturais como pimenta em pó, chá-verde e arroz negro.
“Ao moer o arroz, é possível controlar o tamanho das partículas para obter diferentes texturas, mais grossas para superfícies granuladas e mais finas para superfícies lisas”, conta Juwon.
O formato foi inspirado em uma seção transversal de uma tigela de arroz típica coreana, chamada 밥그릇 ou bapgeureut. O desenho foi modificado apenas o suficiente para que os blocos pudessem se encaixar uns nos outros.
O formato côncavo do material sustentável foi inspirado nas tigelas de arroz coreanas
Arquivo Pessoal/Divulgação
A ideia de utilizar o arroz como base para os blocos surgiu por conta da diminuição no consumo no país. “Observamos uma falta de interesse pelo próprio arroz, levando os coreanos, que tradicionalmente o apreciam, a deixá-lo perder seu valor cultural”, conta o profissional.
O arroz utilizado vem, principalmente, do descarte de moinhos locais e das reservas do governo, que se tornam resíduos após o envelhecimento. “Começamos esta história nesses moinhos que estão desaparecendo, repensando o arroz não como alimento, mas como matéria-prima para o design” enfatiza Juwon.
O produto tem a vantagem de ser mais leve que o concreto, com resistência similar a outros materiais para interiores. Outra vantagem é que, por ser biodegradável, ele é uma ótima opção para estruturas temporárias, como estandes em feiras comerciais.
Testes do material desenvolvido a partir de arroz descartado feito envolvem diferentes colorações e texturas dos grãos
Arquivo Pessoal/Divulgação
Contudo, a aplicabilidade na construção civil não foi o foco original do projeto. “A prioridade nunca foi competir diretamente com materiais de alto desempenho, mas sim dar ênfase ao desperdício de arroz na cultura coreana”, explica o designer. Sua intenção foi questionar como materiais negligenciados podem ser ressignificados, mas o estudante não descarta testes futuros de durabilidade e a possível aplicação do material.
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O projeto SSAL: Rice as Matter, “arroz como matéria” em tradução literal, adiciona aglutinantes aos grãos moídos para formar uma massa maleável. A partir dela, são produzidos blocos coloridos com a adição de corantes naturais como pimenta em pó, chá-verde e arroz negro.
“Ao moer o arroz, é possível controlar o tamanho das partículas para obter diferentes texturas, mais grossas para superfícies granuladas e mais finas para superfícies lisas”, conta Juwon.
O formato foi inspirado em uma seção transversal de uma tigela de arroz típica coreana, chamada 밥그릇 ou bapgeureut. O desenho foi modificado apenas o suficiente para que os blocos pudessem se encaixar uns nos outros.
O formato côncavo do material sustentável foi inspirado nas tigelas de arroz coreanas
Arquivo Pessoal/Divulgação
A ideia de utilizar o arroz como base para os blocos surgiu por conta da diminuição no consumo no país. “Observamos uma falta de interesse pelo próprio arroz, levando os coreanos, que tradicionalmente o apreciam, a deixá-lo perder seu valor cultural”, conta o profissional.
O arroz utilizado vem, principalmente, do descarte de moinhos locais e das reservas do governo, que se tornam resíduos após o envelhecimento. “Começamos esta história nesses moinhos que estão desaparecendo, repensando o arroz não como alimento, mas como matéria-prima para o design” enfatiza Juwon.
O produto tem a vantagem de ser mais leve que o concreto, com resistência similar a outros materiais para interiores. Outra vantagem é que, por ser biodegradável, ele é uma ótima opção para estruturas temporárias, como estandes em feiras comerciais.
Testes do material desenvolvido a partir de arroz descartado feito envolvem diferentes colorações e texturas dos grãos
Arquivo Pessoal/Divulgação
Contudo, a aplicabilidade na construção civil não foi o foco original do projeto. “A prioridade nunca foi competir diretamente com materiais de alto desempenho, mas sim dar ênfase ao desperdício de arroz na cultura coreana”, explica o designer. Sua intenção foi questionar como materiais negligenciados podem ser ressignificados, mas o estudante não descarta testes futuros de durabilidade e a possível aplicação do material.
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