O Museu da Casa Brasileira (MCB) terá uma nova sede na histórica Residência Olivio Gomes, em São José dos Campos, no interior de São Paulo. A instituição, dedicada às questões da morada brasileira, estava desde 2023 sem uma sede após deixar o Solar Fábio Prado, na capital paulista.
A Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo indicou que a previsão de retomada das atividades deve ocorrer ainda neste semestre.
Vinculado à Secretaria, o museu é referência nacional e internacional no segmento de design e arquitetura. Uma iniciativa é o Prêmio Design MCB, realizado desde 1986, como forma de incentivar a produção do design brasileiro.
O interior da residência Olivio Gomes revela a influência modernista na construção
Flickr/Prefeitura de São José dos Campos-Claudio Vieira/Creative Commons
O acervo conta com uma vasta coleção de mobiliário, que abrange desde o período colonial até o modernismo. Obras de artistas como Candido Portinari (1903-1962) e Emiliano Di Cavalcanti (1897-1976) também estão presentes nas coleções.
Leia mais
Ainda sem sede, em 2024, o MCB promoveu a exposição Sentar, Guardar e Dormir: Museu da Casa Brasileira e Museu Paulista em diálogo, em parceria com o Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP) e, em 2025, retomou o Prêmio Design MCB. Desde então, o acervo permaneceu em uma reserva técnica.
A residência de Olívio Gomes fica dentro Parque da Cidade Roberto Burle Marx, na cidade de São José dos Campos
Milena Bispo/Wikimedia Commons
Antes da residência em São José dos Campos ser escolhida como a nova sede, a Casa Modernista — projeto do arquiteto modernista Gregori Warchavchik (1896-1972) — na Vila Mariana em São Paulo, SP, chegou a ser cogitada como possível sede. Porém, a secretaria voltou atrás, diante da constatação que o espaço não teria condições de abrigar todo o acervo do MCB.
Um novo capítulo do MCB
A propriedade que receberá o Museu foi projetada pelo arquiteto modernista brasileiro Rino Levi (1901-1965), junto com Roberto Cerqueira César (1971-2003), um dos fundadores do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), na década de 1950. O imóvel foi destinado ao industrial Olivo Gomes, fundador da Tecelagem Parahyba, uma das indústrias têxteis mais importantes do Brasil na época.
O Museu da Casa Brasileira foi criado em 1970, e, em 1972, ganhou sua sede definitiva, o chamado Solar Fábio Prado, na Faria Lima, em São Paulo, onde ficou até o final de abril de 2023
Mike Peel/Wikimedia Commons
Considerado um dos mais importantes exemplares da arquitetura moderna paulista, o conjunto dialoga diretamente com a paisagem e com o espelho de água que acompanha sua fachada. O entorno paisagístico foi concebido pelo paisagista brasileiro Roberto Burle Marx (1909-1994) e propõe uma integração entre a arquitetura, a paisagem e a memória industrial, aspectos frequentes no campo durante o modernismo.
Leia mais
Atualmente, a residência fica dentro do Parque da Cidade Roberto Burle Marx, administrado pela Prefeitura de São José dos Campos. Para receber o acervo do Museu, o imóvel passa atualmente por obras de conservação e adaptação.
A iniciativa é realizada com a Associação Pinacoteca Arte e Cultura (APAC), Organização Social responsável pela gestão da Pinacoteca e do Memorial da Resistência, que atua ao lado da Secretaria, uma vez que todo o quadro de gestão e direção artística do MCB foi desligado anteriormente. O projeto também conta a parceria da Prefeitura de São José dos Campos e da Fundação Cultural Cassiano Ricardo.
A Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo indicou que a previsão de retomada das atividades deve ocorrer ainda neste semestre.
Vinculado à Secretaria, o museu é referência nacional e internacional no segmento de design e arquitetura. Uma iniciativa é o Prêmio Design MCB, realizado desde 1986, como forma de incentivar a produção do design brasileiro.
O interior da residência Olivio Gomes revela a influência modernista na construção
Flickr/Prefeitura de São José dos Campos-Claudio Vieira/Creative Commons
O acervo conta com uma vasta coleção de mobiliário, que abrange desde o período colonial até o modernismo. Obras de artistas como Candido Portinari (1903-1962) e Emiliano Di Cavalcanti (1897-1976) também estão presentes nas coleções.
Leia mais
Ainda sem sede, em 2024, o MCB promoveu a exposição Sentar, Guardar e Dormir: Museu da Casa Brasileira e Museu Paulista em diálogo, em parceria com o Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP) e, em 2025, retomou o Prêmio Design MCB. Desde então, o acervo permaneceu em uma reserva técnica.
A residência de Olívio Gomes fica dentro Parque da Cidade Roberto Burle Marx, na cidade de São José dos Campos
Milena Bispo/Wikimedia Commons
Antes da residência em São José dos Campos ser escolhida como a nova sede, a Casa Modernista — projeto do arquiteto modernista Gregori Warchavchik (1896-1972) — na Vila Mariana em São Paulo, SP, chegou a ser cogitada como possível sede. Porém, a secretaria voltou atrás, diante da constatação que o espaço não teria condições de abrigar todo o acervo do MCB.
Um novo capítulo do MCB
A propriedade que receberá o Museu foi projetada pelo arquiteto modernista brasileiro Rino Levi (1901-1965), junto com Roberto Cerqueira César (1971-2003), um dos fundadores do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), na década de 1950. O imóvel foi destinado ao industrial Olivo Gomes, fundador da Tecelagem Parahyba, uma das indústrias têxteis mais importantes do Brasil na época.
O Museu da Casa Brasileira foi criado em 1970, e, em 1972, ganhou sua sede definitiva, o chamado Solar Fábio Prado, na Faria Lima, em São Paulo, onde ficou até o final de abril de 2023
Mike Peel/Wikimedia Commons
Considerado um dos mais importantes exemplares da arquitetura moderna paulista, o conjunto dialoga diretamente com a paisagem e com o espelho de água que acompanha sua fachada. O entorno paisagístico foi concebido pelo paisagista brasileiro Roberto Burle Marx (1909-1994) e propõe uma integração entre a arquitetura, a paisagem e a memória industrial, aspectos frequentes no campo durante o modernismo.
Leia mais
Atualmente, a residência fica dentro do Parque da Cidade Roberto Burle Marx, administrado pela Prefeitura de São José dos Campos. Para receber o acervo do Museu, o imóvel passa atualmente por obras de conservação e adaptação.
A iniciativa é realizada com a Associação Pinacoteca Arte e Cultura (APAC), Organização Social responsável pela gestão da Pinacoteca e do Memorial da Resistência, que atua ao lado da Secretaria, uma vez que todo o quadro de gestão e direção artística do MCB foi desligado anteriormente. O projeto também conta a parceria da Prefeitura de São José dos Campos e da Fundação Cultural Cassiano Ricardo.



