Mais do que uma tendência, o retorno da decoração vintage com inspiração vitoriana revela uma transformação na forma de habitar. Em tempos acelerados e cada vez mais digitais, cresce o desejo por casas que acolham, contem histórias e expressem identidade. Nesse cenário, elementos do passado ganham protagonismo, ressignificados para dialogar com o presente.
“As pessoas estão buscando morar com mais personalidade, história e aconchego”, afirma a designer de interiores Paola Ribeiro. Para ela, o movimento representa um resgate natural do afeto e da valorização do feito à mão — uma resposta direta à frieza visual.
O fenômeno também pode ser visto como uma reação à padronização. “Vejo o ressurgimento da estética vintage e das referências vitorianas como movimento em busca de identidade e permanência. Essa tendência resgata o valor das texturas, dos detalhes ornamentados e transforma o lar em um espaço que conta histórias”, diz o designer de interiores Felipe de Almeida.
O sofá existente foi repaginado com tecido da Officina Design, que forneceu também a estampa floral do banco em faux bambou — técnica popular na França do século 19 —, que quebra a lógica das cadeiras ao redor da mesa de jantar
Romulo Fialdini/Divulgação | Projeto do designer de interiores Felipe de Almeida
Estilo vitoriano: o que é, sua origem e a retomada
O estilo arquitetônico vitoriano predominou durante o reinado da Rainha Vitória, no Reino Unido, conhecido como Era Vitoriana (1837–1901), e se caracterizava pela mistura de referências de outras correntes, como a clássica e a gótica, resultando em uma linguagem rica e diversa.
Leia mais
Além da presença marcante de grandes janelas, varandas e frisos, a estética distinguia-se pelos interiores luxuosos, repletos de ornamentos e materiais nobres.
A arpa do morador transformou-se em peça decorativa, acompanhada das partituras antigas emolduradas, que acrescentam um ar de outros tempos à composição. O ambiente ganha ainda mais personalidade com o ladrilho hidráulico da Piastrella e o papel de parede da Occre Decor
Naira Mattia/Divulgação | Projeto do arquiteto Ale Mellos
Atualmente, em vez de reproduzir fielmente o passado, a proposta contemporânea aposta na releitura. “Trazer essas referências é um ato de cuidado. É uma escolha que permite que o ambiente reflita quem somos, criando um espaço com alma, acolhimento e significado”, comenta Felipe.
Elementos do estilo vitoriano para usar na decoração atual
Entre os elementos mais característicos dessa estética estão as molduras, os boiseries e o mobiliário ornamentado. Para harmonizar esses recursos, a sutileza é fundamental — e uma estratégia recorrente é o uso de paletas monocromáticas, capazes de criar textura sem sobrecarregar visualmente o ambiente.
O lustre escultural confere imponência à sala de jantar, onde a mesa — presente desde a primeira casa do morador — ganha nova vida ao lado das cadeiras Julieta, de Aristeu Pires. O papel de parede Um Sonho Tropical, da Iksel, serviu como ponto de partida para a decoração
Arq.verso/Divulgação | Projeto do arquiteto Marcelo Salum
“Podemos reinterpretar principalmente as molduras, os boiseries, o uso de papéis de parede e a marcenaria mais trabalhada”, sugere Paola.
No mobiliário, é importante selecionar peças pontuais de destaque. Quando combinadas a uma decoração mais leve e com menos elementos, essas escolhas permitem trazer o ar vitoriano sem comprometer a fluidez nem a sensação de bem-estar nos cômodos.
Com ar retrô, o cômodo apresenta uma pia de coluna de inspiração antiga e um papel de parede azul estrelado, trazido do exterior pela proprietária. O espelho, com moldura dourada de aparência envelhecida, complementa o visual
Evelyn Müller/Divulgação | Projeto da designer de interiores Marina Linhares
“Os contrastes, quando utilizados de forma harmônica, trazem modernidade e um charme especial”, coloca Paola. É possível, por exemplo, apostar em molduras clássicas para os quadros e combinar com um mobiliário moderno de linhas sutis.
A curadoria bem feita também é essencial. “A reinterpretação busca trazer sofisticação e memória por meio de uma seleção cuidadosa, privilegiando o contraste e evitando os excessos do passado”, afirma Felipe. O equilíbrio surge justamente quando o antigo e o novo dialogam de forma harmoniosa.
A composição de texturas pode ser uma aposta para aqueles que buscam fazer uma releitura do vitoriano. O sofá foi adquirido em Família Vende Tudo de Mônica Cullen. Almofada vermelha e papel de parede da estante da Lefil Tecidos. Tapete da Garimpo Velharia
Cacá Bratke/Editora Globo | Projeto da moradora Claudia Ribeiro
Cores e materiais para criar uma atmosfera sofisticada em casa
A escolha dos materiais é essencial para construir essa atmosfera. Veludo, madeira natural, couro envelhecido e metais com pátina são recursos que adicionam textura, sofisticação e memória.
“Cores mais profundas como verde-musgo, vinho, azul-marinho e tons terrosos, funcionam muito bem, especialmente quando combinadas com bases neutras”, orienta Paola. O importante é manter uma leitura atualizada dos interiores, para evitar reforçar algo muito datado ou com aspecto temático, que não traga a personalidade do morador.
Dois móveis herdados da avó da moradora tornam-se protagonistas do ambiente, criando um diálogo entre peças antigas e novas. Para acompanhar a mesa e as cadeiras, foi escolhido um lustre com detalhes em quartzo
Wesley Teixeira/Divulgação | Produção: Gabi Almeida/Divulgação | Projeto da arquiteta Géssica Nunes, com curadoria de mobiliário assinada pelo Studio Emme
Outra alternativa é apostar em materiais que demonstram e trazem o valor do tempo em sua aparência. “Metais envelhecidos, madeiras de garimpo e até o vidro canelado ajudam a trazer essa sensação de história ao espaço, sem comprometer a funcionalidade”, comenta Felipe.
Como usar garimpos e itens de família no decór com estilo vitoriano
Mais do que estética, essa tendência valoriza o significado. Objetos herdados, antiguidades e itens de garimpo ganham destaque por carregarem lembranças.
Um significativo acervo de peças de família do século 19 convivem com obras de arte e detalhes contemporâneos, como as placas cimentícias com parafusos aparentes
Roberta Gewehr/Divulgação | Projeto do escritório Estúdio Cláudio Resmini
“Garimpos e itens herdados trazem alma para o ambiente. Às vezes, uma única peça bem escolhida já conta uma história inteira”, comenta Paola.
Como começar? Ideias fáceis para aplicar em casa
Para quem deseja incorporar essa estética em casa, não são necessárias grandes mudanças. Pequenos gestos já fazem diferença.
Apostar em uma moldura vintage confere ao banheiro uma atmosfera única. O espaço ganha detalhes em dourado, um espelho orgânico e um papel de parede azul estampado com letras do alfabeto
Bruna Mateus/Divulgação | Projeto da arquiteta Letícia Medeiros
Papéis de parede, almofadas com tecidos elaborados e luminárias clássicas são ótimos pontos de partida. A curadoria, diante daquilo que já se tem em casa também é indicada. “Selecione objetos, livros antigos e peças de herança”, diz Felipe.
O desenho rebuscado das poltronas antigas contrasta com as linhas contemporâneas da poltrona Lama, criada por Ludovica e Roberto Palomba para a Zanotta. O couro que reveste a peça dialoga com o tecido claro do sofá, criando uma composição equilibrada
Isabela Mayer/Divulgação | Projeto da arquiteta Andrea Murao
Erros comuns na decoração vintage (e como evitar ambientes carregados)
Apesar do apelo visual, o cuidado com a dosagem é essencial. O principal erro, segundo os profissionais, é o exagero. “Quando tudo remete ao mesmo estilo, o espaço perde frescor”, explica Paola.
O ideal é equilibrar estética e funcionalidade. “Muitas vezes, as pessoas tentam replicar fielmente um estilo antigo, e o resultado acaba parecendo um museu, distanciando-se da ideia de um lar afetivo e acolhedor”, complementa Felipe.
No ambiente, o papel de parede de palmeira da CW Stockwell se destaca como protagonista, acompanhado pelo tapete da STAR e pelas mesas laterais de Rose Uniacke. A luminária de papel washi, de Noguchi, acrescenta leveza, enquanto as luminárias de chão, teto e parede de Serge Mouille reforçam a identidade
Michael Clifford/Divulgação | Projeto do escritório de arquitetura e design de interiores Tomèf
Confira mais boas ideias de ambientes que trazem um toque vitoriano!
O piso de mármore quadriculado é destaque logo na entrada, assim como o aparador vermelho trazido da residência anterior. Luminária da Poppy, da marca alemã Serien, na FAS. Aparador de madeira adquirido na Loja Teo. Quadros adquiridos na Galeria Edu Fernandes
Fran Parente/Divulgação | Projeto da arquiteta Kika Camasmie
As pinturas nas paredes deixam a sala mais sofisticada e remetem às construções vitorianas. Estofados da Henge, do designer Massimo Castagna, que também assina as mesas de centro Primitive. A luminária de piso Blade é da Baxter, e o pendente tubular, que serpenteia pelo ambiente, do Morghen Studio
Gui Morelli/Divulgação | Projeto do arquiteto de interiores Alex Ruas
Peças de estilos clássico e contemporâneo estão em harmonia na decoração, como o sofá da Atrium, a mesa de centro retangular em bloco de mármore da Brasigran Home e a cômoda com frisos dourados da Kcase
Fran Parente/Divulgação | Projeto do arquiteto David Bastos
No ambiente, com lareira, havia uma estante que foi pintada em tom de verde à moda inglesa. Ali exibem-se livros, além de um óleo sobre tela de família: a natureza-morta de D. Gemelli, pintada em 1939
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da designer de interiores Paola Ribeiro
O quarto tem cama de junco, que a arquiteta mandou fazer. As paredes apresentam boiserie e papel de parede trazido de viagem que faz releitura de toile de jouy. À frente do sofá fica a TV. O garden seat foi garimpado, e os tacos são originais da casa
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da designer de interiores Paola Ribeiro
Os dois móveis emparelhados junto à lareira são do ateliê de móveis de Sergey Kartashov, feitos de acordo com os esboços da designer em acabamento folheado de jacarandá, laca e metal. Portal da lareira feito de mármore sob medida. Espelho também feito sob medida. Lustre e arandelas de latão da Visual Comfort. Obras de arte da artista Elena Leshchinskaya. Molduras de teto e rodapé da Orac
Olga Shangina/Divulgação | Produção: Alyona Vlasova/Divulgação | Projeto de interiores da designer Yulia Barashevskaya
A composição representa o mix entre moderno e clássico. Cadeiras adquiridas em antiquário revestidas de tecido Oxydation, de Jean Paul Gaultier, na Anh Tecidos, e mesa Rino, do Estúdio Orth, em contraste com o frontão clássico de pedra da lareira, garimpado por Gabriel e Rodrigo
Maura Mello/Divulgação | Projeto do arquiteto Gabriel Valdivieso e do designer de interiores Rodrigo Martins
Leia mais
A peça principal do ambiente é a penteadeira antiga da moradora, transformada em bancada para apoio da cuba Ivy, da Konkre Living Design, e torneira, na Mais Revestimento. O papel de parede Forest Greens, da Cole & Son, traz matizes de verde, que dão sensação de frescor
André Mortatti/Divulgação | Projeto do escritório FCstudio
“As pessoas estão buscando morar com mais personalidade, história e aconchego”, afirma a designer de interiores Paola Ribeiro. Para ela, o movimento representa um resgate natural do afeto e da valorização do feito à mão — uma resposta direta à frieza visual.
O fenômeno também pode ser visto como uma reação à padronização. “Vejo o ressurgimento da estética vintage e das referências vitorianas como movimento em busca de identidade e permanência. Essa tendência resgata o valor das texturas, dos detalhes ornamentados e transforma o lar em um espaço que conta histórias”, diz o designer de interiores Felipe de Almeida.
O sofá existente foi repaginado com tecido da Officina Design, que forneceu também a estampa floral do banco em faux bambou — técnica popular na França do século 19 —, que quebra a lógica das cadeiras ao redor da mesa de jantar
Romulo Fialdini/Divulgação | Projeto do designer de interiores Felipe de Almeida
Estilo vitoriano: o que é, sua origem e a retomada
O estilo arquitetônico vitoriano predominou durante o reinado da Rainha Vitória, no Reino Unido, conhecido como Era Vitoriana (1837–1901), e se caracterizava pela mistura de referências de outras correntes, como a clássica e a gótica, resultando em uma linguagem rica e diversa.
Leia mais
Além da presença marcante de grandes janelas, varandas e frisos, a estética distinguia-se pelos interiores luxuosos, repletos de ornamentos e materiais nobres.
A arpa do morador transformou-se em peça decorativa, acompanhada das partituras antigas emolduradas, que acrescentam um ar de outros tempos à composição. O ambiente ganha ainda mais personalidade com o ladrilho hidráulico da Piastrella e o papel de parede da Occre Decor
Naira Mattia/Divulgação | Projeto do arquiteto Ale Mellos
Atualmente, em vez de reproduzir fielmente o passado, a proposta contemporânea aposta na releitura. “Trazer essas referências é um ato de cuidado. É uma escolha que permite que o ambiente reflita quem somos, criando um espaço com alma, acolhimento e significado”, comenta Felipe.
Elementos do estilo vitoriano para usar na decoração atual
Entre os elementos mais característicos dessa estética estão as molduras, os boiseries e o mobiliário ornamentado. Para harmonizar esses recursos, a sutileza é fundamental — e uma estratégia recorrente é o uso de paletas monocromáticas, capazes de criar textura sem sobrecarregar visualmente o ambiente.
O lustre escultural confere imponência à sala de jantar, onde a mesa — presente desde a primeira casa do morador — ganha nova vida ao lado das cadeiras Julieta, de Aristeu Pires. O papel de parede Um Sonho Tropical, da Iksel, serviu como ponto de partida para a decoração
Arq.verso/Divulgação | Projeto do arquiteto Marcelo Salum
“Podemos reinterpretar principalmente as molduras, os boiseries, o uso de papéis de parede e a marcenaria mais trabalhada”, sugere Paola.
No mobiliário, é importante selecionar peças pontuais de destaque. Quando combinadas a uma decoração mais leve e com menos elementos, essas escolhas permitem trazer o ar vitoriano sem comprometer a fluidez nem a sensação de bem-estar nos cômodos.
Com ar retrô, o cômodo apresenta uma pia de coluna de inspiração antiga e um papel de parede azul estrelado, trazido do exterior pela proprietária. O espelho, com moldura dourada de aparência envelhecida, complementa o visual
Evelyn Müller/Divulgação | Projeto da designer de interiores Marina Linhares
“Os contrastes, quando utilizados de forma harmônica, trazem modernidade e um charme especial”, coloca Paola. É possível, por exemplo, apostar em molduras clássicas para os quadros e combinar com um mobiliário moderno de linhas sutis.
A curadoria bem feita também é essencial. “A reinterpretação busca trazer sofisticação e memória por meio de uma seleção cuidadosa, privilegiando o contraste e evitando os excessos do passado”, afirma Felipe. O equilíbrio surge justamente quando o antigo e o novo dialogam de forma harmoniosa.
A composição de texturas pode ser uma aposta para aqueles que buscam fazer uma releitura do vitoriano. O sofá foi adquirido em Família Vende Tudo de Mônica Cullen. Almofada vermelha e papel de parede da estante da Lefil Tecidos. Tapete da Garimpo Velharia
Cacá Bratke/Editora Globo | Projeto da moradora Claudia Ribeiro
Cores e materiais para criar uma atmosfera sofisticada em casa
A escolha dos materiais é essencial para construir essa atmosfera. Veludo, madeira natural, couro envelhecido e metais com pátina são recursos que adicionam textura, sofisticação e memória.
“Cores mais profundas como verde-musgo, vinho, azul-marinho e tons terrosos, funcionam muito bem, especialmente quando combinadas com bases neutras”, orienta Paola. O importante é manter uma leitura atualizada dos interiores, para evitar reforçar algo muito datado ou com aspecto temático, que não traga a personalidade do morador.
Dois móveis herdados da avó da moradora tornam-se protagonistas do ambiente, criando um diálogo entre peças antigas e novas. Para acompanhar a mesa e as cadeiras, foi escolhido um lustre com detalhes em quartzo
Wesley Teixeira/Divulgação | Produção: Gabi Almeida/Divulgação | Projeto da arquiteta Géssica Nunes, com curadoria de mobiliário assinada pelo Studio Emme
Outra alternativa é apostar em materiais que demonstram e trazem o valor do tempo em sua aparência. “Metais envelhecidos, madeiras de garimpo e até o vidro canelado ajudam a trazer essa sensação de história ao espaço, sem comprometer a funcionalidade”, comenta Felipe.
Como usar garimpos e itens de família no decór com estilo vitoriano
Mais do que estética, essa tendência valoriza o significado. Objetos herdados, antiguidades e itens de garimpo ganham destaque por carregarem lembranças.
Um significativo acervo de peças de família do século 19 convivem com obras de arte e detalhes contemporâneos, como as placas cimentícias com parafusos aparentes
Roberta Gewehr/Divulgação | Projeto do escritório Estúdio Cláudio Resmini
“Garimpos e itens herdados trazem alma para o ambiente. Às vezes, uma única peça bem escolhida já conta uma história inteira”, comenta Paola.
Como começar? Ideias fáceis para aplicar em casa
Para quem deseja incorporar essa estética em casa, não são necessárias grandes mudanças. Pequenos gestos já fazem diferença.
Apostar em uma moldura vintage confere ao banheiro uma atmosfera única. O espaço ganha detalhes em dourado, um espelho orgânico e um papel de parede azul estampado com letras do alfabeto
Bruna Mateus/Divulgação | Projeto da arquiteta Letícia Medeiros
Papéis de parede, almofadas com tecidos elaborados e luminárias clássicas são ótimos pontos de partida. A curadoria, diante daquilo que já se tem em casa também é indicada. “Selecione objetos, livros antigos e peças de herança”, diz Felipe.
O desenho rebuscado das poltronas antigas contrasta com as linhas contemporâneas da poltrona Lama, criada por Ludovica e Roberto Palomba para a Zanotta. O couro que reveste a peça dialoga com o tecido claro do sofá, criando uma composição equilibrada
Isabela Mayer/Divulgação | Projeto da arquiteta Andrea Murao
Erros comuns na decoração vintage (e como evitar ambientes carregados)
Apesar do apelo visual, o cuidado com a dosagem é essencial. O principal erro, segundo os profissionais, é o exagero. “Quando tudo remete ao mesmo estilo, o espaço perde frescor”, explica Paola.
O ideal é equilibrar estética e funcionalidade. “Muitas vezes, as pessoas tentam replicar fielmente um estilo antigo, e o resultado acaba parecendo um museu, distanciando-se da ideia de um lar afetivo e acolhedor”, complementa Felipe.
No ambiente, o papel de parede de palmeira da CW Stockwell se destaca como protagonista, acompanhado pelo tapete da STAR e pelas mesas laterais de Rose Uniacke. A luminária de papel washi, de Noguchi, acrescenta leveza, enquanto as luminárias de chão, teto e parede de Serge Mouille reforçam a identidade
Michael Clifford/Divulgação | Projeto do escritório de arquitetura e design de interiores Tomèf
Confira mais boas ideias de ambientes que trazem um toque vitoriano!
O piso de mármore quadriculado é destaque logo na entrada, assim como o aparador vermelho trazido da residência anterior. Luminária da Poppy, da marca alemã Serien, na FAS. Aparador de madeira adquirido na Loja Teo. Quadros adquiridos na Galeria Edu Fernandes
Fran Parente/Divulgação | Projeto da arquiteta Kika Camasmie
As pinturas nas paredes deixam a sala mais sofisticada e remetem às construções vitorianas. Estofados da Henge, do designer Massimo Castagna, que também assina as mesas de centro Primitive. A luminária de piso Blade é da Baxter, e o pendente tubular, que serpenteia pelo ambiente, do Morghen Studio
Gui Morelli/Divulgação | Projeto do arquiteto de interiores Alex Ruas
Peças de estilos clássico e contemporâneo estão em harmonia na decoração, como o sofá da Atrium, a mesa de centro retangular em bloco de mármore da Brasigran Home e a cômoda com frisos dourados da Kcase
Fran Parente/Divulgação | Projeto do arquiteto David Bastos
No ambiente, com lareira, havia uma estante que foi pintada em tom de verde à moda inglesa. Ali exibem-se livros, além de um óleo sobre tela de família: a natureza-morta de D. Gemelli, pintada em 1939
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da designer de interiores Paola Ribeiro
O quarto tem cama de junco, que a arquiteta mandou fazer. As paredes apresentam boiserie e papel de parede trazido de viagem que faz releitura de toile de jouy. À frente do sofá fica a TV. O garden seat foi garimpado, e os tacos são originais da casa
Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da designer de interiores Paola Ribeiro
Os dois móveis emparelhados junto à lareira são do ateliê de móveis de Sergey Kartashov, feitos de acordo com os esboços da designer em acabamento folheado de jacarandá, laca e metal. Portal da lareira feito de mármore sob medida. Espelho também feito sob medida. Lustre e arandelas de latão da Visual Comfort. Obras de arte da artista Elena Leshchinskaya. Molduras de teto e rodapé da Orac
Olga Shangina/Divulgação | Produção: Alyona Vlasova/Divulgação | Projeto de interiores da designer Yulia Barashevskaya
A composição representa o mix entre moderno e clássico. Cadeiras adquiridas em antiquário revestidas de tecido Oxydation, de Jean Paul Gaultier, na Anh Tecidos, e mesa Rino, do Estúdio Orth, em contraste com o frontão clássico de pedra da lareira, garimpado por Gabriel e Rodrigo
Maura Mello/Divulgação | Projeto do arquiteto Gabriel Valdivieso e do designer de interiores Rodrigo Martins
Leia mais
A peça principal do ambiente é a penteadeira antiga da moradora, transformada em bancada para apoio da cuba Ivy, da Konkre Living Design, e torneira, na Mais Revestimento. O papel de parede Forest Greens, da Cole & Son, traz matizes de verde, que dão sensação de frescor
André Mortatti/Divulgação | Projeto do escritório FCstudio



