Ao receber as chaves do imóvel recém-entregue pela construtora, um jovem casal — que trabalha em casa e divide a rotina com três cachorros — buscava mais do que um projeto bonito: queria um lar sem excessos, mas cheio de significado de aconchego e identidade. O ponto de partida estético, portanto, foi o japandi, escolhido pelos proprietários por seu caráter minimalista e sereno.
Localizado no bairro Sumarezinho, em São Paulo, SP, o apartamento de 144 m² passou por uma reforma que integrou a varanda ao living e reorganizou completamente o layout da área social. O resultado é um espaço amplo, em que cozinha, sala de jantar, de estar e de TV convivem de forma fluida, refletindo o estilo de vida dos moradores, que costumam receber familiares e amigos nos fins de semana.
“O briefing deles era muito sensível e detalhado. Queriam uma casa simples, mas carregada de histórias e referências pessoais”, conta a arquiteta Monica Fidelix, à frente do escritório Figo Interiores (@figo_interiores), responsável pelo projeto.
RETRATO | Beatriz Guerreiro Veloso de Almeida e Renato Haidamous estão na sala com os cachorros Bentinho, Tutu e Dora
Nuki Suki/Divulgação
Ao longo do processo, o projeto ganhou camadas de significado ao incorporar elementos da ancestralidade paraense dela e da herança libanesa dele, além de referências à cultura brasileira. “Foi um exercício delicado traduzir tantas referências culturais e afetivas em um único conceito. Trabalhamos para que tudo aparecesse de forma sutil e sensorial”, diz Monica.
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No living integrado, o décor revela a mistura de influências em uma composição equilibrada entre base neutra, materiais naturais e pontos de cor inspirados na natureza brasileira. Um dos elementos marcantes é o pilar revestido com azulejos artesanais que evocam o movimento das águas dos rios amazônicos. “Buscamos a imagem do banho de rio como metáfora para o projeto — uma ode às águas paraenses e às suas nuances de cor e fluidez”, fala a arquiteta.
SALA DE JANTAR | O ambiente aposta em materiais naturais, como a mesa de madeira redonda Lótus, de Fernando Jaeger Atelier, com cadeiras Joaquim, de palhinha, da Cabiúna, e luminária pendente de palha em trama artesanal, da loja Hábito. Centro de mesa da loja Novos para Nós
Nuki Suki/Divulgação
Na sala de estar, um sofá-ilha de tonalidade terracota ajuda a organizar o cômodo sem comprometer a integração visual. O mobiliário baixo, próximo ao chão, reforça a atmosfera acolhedora e conecta o ambiente ao espírito do japandi. “Estar mais perto do solo é também uma forma de se sentir conectado ao espaço e às pessoas”, comenta Monica.
A sala de jantar traz como destaque um grande lustre de palha que valoriza o trabalho artesanal e cria contraste interessante com as cadeiras de madeira escura e palhinha. O elemento, de proporção generosa, torna-se o ponto focal do ambiente e reforça a presença de materiais naturais.
COZINHA | Aberta, a cozinha propicia encontros com conforto. Para isso, o escritório criou uma bancada orgânica de granilite, da Grankavas, acoplada à ilha, que agrega mais pessoas sentadas. Nos revestimentos, mescla de tijolos cimentícios e pastilha palito branca; o primeiro dá um toque de rusticidade, enquanto o outro confere textura, mas com facilidade de manutenção na área de trabalho. Banquetas Sal, de Vinicius Siega. Luminárias pendentes Nature, da Cremme
Nuki Suki/Divulgação
Aberta para o living, a cozinha foi pensada para acompanhar a dinâmica social do apê. Como os moradores gostam de receber, a arquiteta criou uma bancada em duas partes: uma reta e outra com desenho orgânico em granilite, que amplia os lugares para sentar e suaviza as linhas do conjunto.
Os revestimentos combinam tijolos cimentícios e pastilhas palito brancas, equilibrando rusticidade e praticidade. “Buscamos materiais que trouxessem textura, mas também facilidade de manutenção para o dia a dia”, ela pontua.
ENTRADA | A estante vazada, com desenho do escritório, executada pela Frank Móveis, marca a entrada e abriga em nichos objetos afetivos e artesanais do casal
Nuki Suki/Divulgação
Logo na entrada, uma estante vazada funciona como elemento de transição entre os cômodos. Além de orientar a circulação, cria uma espécie de pequena galeria para expor objetos afetivos e peças artesanais.
“A ideia era que o percurso de chegada revelasse o apartamento aos poucos, como se fosse uma narrativa construída em camadas”, afirma Monica.
ENTRADA | A madeira é um ponto forte do projeto, que preza pelo clima acolhedor, a exemplo da estante desenhada pelo escritório, que orienta a circulação. O piso vinílico amadeirado, da Belgotex, adotado em todo o apartamento, segue esse visual, escolhido pela resistência e facilidade de limpeza para tornar a casa mais confortável para os pets e tutores. Arandelas da La Lampe
Nuki Suki/Divulgação
O hall do elevador também recebeu atenção especial, com revestimento em ladrilho hidráulico cujos grafismos fazem referência às cerâmicas marajoaras. O detalhe introduz logo na chegada o diálogo entre design contemporâneo e tradição artesanal que permeia todo o projeto.
HALL DO ELEVADOR | O ladrilho hidráulico, da Ladrilar, tem grafismos que fazem referência às cerâmicas marajoaras, já anunciando para quem chega o toque artesanal presente no projeto
Nuki Suki/Divulgação
Materiais naturais e tons terrosos da paleta da área social seguem para o lavabo, reforçando a sensação de continuidade visual. Destaque para o revestimento de tijolos cimentícios coloridos, que abraçam a cuba redonda terracota.
LAVABO | O tom terracota da cuba da Tresuno segue a paleta da área social. Os tijolos cimentícios coloridos dão alegria ao espaço. Arandela da La Lampe
Nuki Suki/Divulgação
O piso vinílico adotado em todo o imóvel, escolhido pela resistência e facilidade de limpeza, também atende a uma necessidade prática dos moradores: tornar a morada mais confortável para os três cachorros da família.
ESCRITÓRIO | Em uma das suítes, foi montado o home office para o casal, com bancadas de trabalho e casinhas para os pets acopladas à marcenaria, executada pela Frank Móveis. O papel de parede tropical, da Branco.casa, traz cor e alegria ao ambiente. Cadeira da Herman Miller
Nuki Suki/Divulgação
O home office, que ocupa uma das três suítes, foi projetado para acomodar duas estações de trabalho. Além disso, ganhou espaço para os pets, com pequenas casinhas integradas ao mobiliário. Para trazer mais vivacidade ao ambiente, um papel de parede tropical atrai os olhares.
SUÍTE MÁSTER | Clima acolhedor marca o quarto, com texturas naturais, como as luminárias de papel, assinadas por Mel Kawahara, e roupa de cama da Casa Sonno
Nuki Suki/Divulgação
Uma atmosfera serena e acolhedora inunda a suíte máster, cuja base neutra é aquecida por texturas naturais e por uma iluminação suave que convida ao descanso. A composição de luminárias de papel assinadas por Mel Kawahara introduz uma referência à cultura japonesa e reforça o espírito contemplativo do espaço. “Queríamos que o quarto fosse um lugar de pausa, onde o casal pudesse realmente se desconectar da rotina”, afirma Monica.
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A suíte de hóspedes mantém a linguagem acolhedora do apartamento, com paleta suave e móveis de desenho simples. Um detalhe curioso é a mesa de apoio revestida com cerâmica, criada a pedido dos moradores para atender a reuniões simultâneas quando ambos trabalham de casa.
SUÍTE DE HÓSPEDES | Paleta suave e móveis simples marcam o quarto. O destaque é mesa de apoio revestida com cerâmica da Lepri, criada a pedido dos moradores para atender a reuniões simultâneas quando ambos trabalham de casa. Cadeira Darah da Boobam. Roupa de cama da Casa Sonno
Nuki Suki/Divulgação
Espalhados pelos ambientes, objetos artesanais e peças trazidas de viagens ajudam a contar a história dos moradores. Entre os destaques está uma mesa de gamão libanesa herdada pela família, ricamente trabalhada com marchetaria e detalhes em madrepérola, além de cerâmicas inspiradas na cultura marajoara e outros objetos de arte popular brasileira que completam a curadoria afetiva.
“É um lar em que todas as origens e memórias dos moradores convivem com leveza, celebrando o essencial e aquilo que realmente importa”, coloca a arquiteta.
Localizado no bairro Sumarezinho, em São Paulo, SP, o apartamento de 144 m² passou por uma reforma que integrou a varanda ao living e reorganizou completamente o layout da área social. O resultado é um espaço amplo, em que cozinha, sala de jantar, de estar e de TV convivem de forma fluida, refletindo o estilo de vida dos moradores, que costumam receber familiares e amigos nos fins de semana.
“O briefing deles era muito sensível e detalhado. Queriam uma casa simples, mas carregada de histórias e referências pessoais”, conta a arquiteta Monica Fidelix, à frente do escritório Figo Interiores (@figo_interiores), responsável pelo projeto.
RETRATO | Beatriz Guerreiro Veloso de Almeida e Renato Haidamous estão na sala com os cachorros Bentinho, Tutu e Dora
Nuki Suki/Divulgação
Ao longo do processo, o projeto ganhou camadas de significado ao incorporar elementos da ancestralidade paraense dela e da herança libanesa dele, além de referências à cultura brasileira. “Foi um exercício delicado traduzir tantas referências culturais e afetivas em um único conceito. Trabalhamos para que tudo aparecesse de forma sutil e sensorial”, diz Monica.
Leia mais
No living integrado, o décor revela a mistura de influências em uma composição equilibrada entre base neutra, materiais naturais e pontos de cor inspirados na natureza brasileira. Um dos elementos marcantes é o pilar revestido com azulejos artesanais que evocam o movimento das águas dos rios amazônicos. “Buscamos a imagem do banho de rio como metáfora para o projeto — uma ode às águas paraenses e às suas nuances de cor e fluidez”, fala a arquiteta.
SALA DE JANTAR | O ambiente aposta em materiais naturais, como a mesa de madeira redonda Lótus, de Fernando Jaeger Atelier, com cadeiras Joaquim, de palhinha, da Cabiúna, e luminária pendente de palha em trama artesanal, da loja Hábito. Centro de mesa da loja Novos para Nós
Nuki Suki/Divulgação
Na sala de estar, um sofá-ilha de tonalidade terracota ajuda a organizar o cômodo sem comprometer a integração visual. O mobiliário baixo, próximo ao chão, reforça a atmosfera acolhedora e conecta o ambiente ao espírito do japandi. “Estar mais perto do solo é também uma forma de se sentir conectado ao espaço e às pessoas”, comenta Monica.
A sala de jantar traz como destaque um grande lustre de palha que valoriza o trabalho artesanal e cria contraste interessante com as cadeiras de madeira escura e palhinha. O elemento, de proporção generosa, torna-se o ponto focal do ambiente e reforça a presença de materiais naturais.
COZINHA | Aberta, a cozinha propicia encontros com conforto. Para isso, o escritório criou uma bancada orgânica de granilite, da Grankavas, acoplada à ilha, que agrega mais pessoas sentadas. Nos revestimentos, mescla de tijolos cimentícios e pastilha palito branca; o primeiro dá um toque de rusticidade, enquanto o outro confere textura, mas com facilidade de manutenção na área de trabalho. Banquetas Sal, de Vinicius Siega. Luminárias pendentes Nature, da Cremme
Nuki Suki/Divulgação
Aberta para o living, a cozinha foi pensada para acompanhar a dinâmica social do apê. Como os moradores gostam de receber, a arquiteta criou uma bancada em duas partes: uma reta e outra com desenho orgânico em granilite, que amplia os lugares para sentar e suaviza as linhas do conjunto.
Os revestimentos combinam tijolos cimentícios e pastilhas palito brancas, equilibrando rusticidade e praticidade. “Buscamos materiais que trouxessem textura, mas também facilidade de manutenção para o dia a dia”, ela pontua.
ENTRADA | A estante vazada, com desenho do escritório, executada pela Frank Móveis, marca a entrada e abriga em nichos objetos afetivos e artesanais do casal
Nuki Suki/Divulgação
Logo na entrada, uma estante vazada funciona como elemento de transição entre os cômodos. Além de orientar a circulação, cria uma espécie de pequena galeria para expor objetos afetivos e peças artesanais.
“A ideia era que o percurso de chegada revelasse o apartamento aos poucos, como se fosse uma narrativa construída em camadas”, afirma Monica.
ENTRADA | A madeira é um ponto forte do projeto, que preza pelo clima acolhedor, a exemplo da estante desenhada pelo escritório, que orienta a circulação. O piso vinílico amadeirado, da Belgotex, adotado em todo o apartamento, segue esse visual, escolhido pela resistência e facilidade de limpeza para tornar a casa mais confortável para os pets e tutores. Arandelas da La Lampe
Nuki Suki/Divulgação
O hall do elevador também recebeu atenção especial, com revestimento em ladrilho hidráulico cujos grafismos fazem referência às cerâmicas marajoaras. O detalhe introduz logo na chegada o diálogo entre design contemporâneo e tradição artesanal que permeia todo o projeto.
HALL DO ELEVADOR | O ladrilho hidráulico, da Ladrilar, tem grafismos que fazem referência às cerâmicas marajoaras, já anunciando para quem chega o toque artesanal presente no projeto
Nuki Suki/Divulgação
Materiais naturais e tons terrosos da paleta da área social seguem para o lavabo, reforçando a sensação de continuidade visual. Destaque para o revestimento de tijolos cimentícios coloridos, que abraçam a cuba redonda terracota.
LAVABO | O tom terracota da cuba da Tresuno segue a paleta da área social. Os tijolos cimentícios coloridos dão alegria ao espaço. Arandela da La Lampe
Nuki Suki/Divulgação
O piso vinílico adotado em todo o imóvel, escolhido pela resistência e facilidade de limpeza, também atende a uma necessidade prática dos moradores: tornar a morada mais confortável para os três cachorros da família.
ESCRITÓRIO | Em uma das suítes, foi montado o home office para o casal, com bancadas de trabalho e casinhas para os pets acopladas à marcenaria, executada pela Frank Móveis. O papel de parede tropical, da Branco.casa, traz cor e alegria ao ambiente. Cadeira da Herman Miller
Nuki Suki/Divulgação
O home office, que ocupa uma das três suítes, foi projetado para acomodar duas estações de trabalho. Além disso, ganhou espaço para os pets, com pequenas casinhas integradas ao mobiliário. Para trazer mais vivacidade ao ambiente, um papel de parede tropical atrai os olhares.
SUÍTE MÁSTER | Clima acolhedor marca o quarto, com texturas naturais, como as luminárias de papel, assinadas por Mel Kawahara, e roupa de cama da Casa Sonno
Nuki Suki/Divulgação
Uma atmosfera serena e acolhedora inunda a suíte máster, cuja base neutra é aquecida por texturas naturais e por uma iluminação suave que convida ao descanso. A composição de luminárias de papel assinadas por Mel Kawahara introduz uma referência à cultura japonesa e reforça o espírito contemplativo do espaço. “Queríamos que o quarto fosse um lugar de pausa, onde o casal pudesse realmente se desconectar da rotina”, afirma Monica.
Leia mais
A suíte de hóspedes mantém a linguagem acolhedora do apartamento, com paleta suave e móveis de desenho simples. Um detalhe curioso é a mesa de apoio revestida com cerâmica, criada a pedido dos moradores para atender a reuniões simultâneas quando ambos trabalham de casa.
SUÍTE DE HÓSPEDES | Paleta suave e móveis simples marcam o quarto. O destaque é mesa de apoio revestida com cerâmica da Lepri, criada a pedido dos moradores para atender a reuniões simultâneas quando ambos trabalham de casa. Cadeira Darah da Boobam. Roupa de cama da Casa Sonno
Nuki Suki/Divulgação
Espalhados pelos ambientes, objetos artesanais e peças trazidas de viagens ajudam a contar a história dos moradores. Entre os destaques está uma mesa de gamão libanesa herdada pela família, ricamente trabalhada com marchetaria e detalhes em madrepérola, além de cerâmicas inspiradas na cultura marajoara e outros objetos de arte popular brasileira que completam a curadoria afetiva.
“É um lar em que todas as origens e memórias dos moradores convivem com leveza, celebrando o essencial e aquilo que realmente importa”, coloca a arquiteta.



