Viver na Lua, em Marte ou no fundo do mar pode parecer cenário de ficção científica, mas já existem casas desenvolvidas para esses ambientes extremos. Criadas para suportar a pressão elevada, o frio intenso e longos períodos de isolamento, essas estruturas priorizam conforto e utilidades essenciais ao bem-estar humano.
Esse é o foco do estúdio dinamarquês SAGA Space Architects, especializado em arquitetura para condições extremas. Fundado por Sebastian Aristotelis e Karl-Johan Sørensen, o escritório desenvolve habitats experimentais, simulando cenários que podem existir além da Terra.
Um dos exemplos mais conhecidos é o LUNARK, criado para simular uma base lunar. A estrutura foi concebida para se expandir após o transporte, criando uma maior área interna. Um destaque é o sistema de iluminação circadiana, que simula o nascer e o pôr do sol dentro do módulo, e ajuda a regular o ciclo de sono em locais sem referência natural de luz.
Usado em treinamentos espaciais, o FLEXHab, também projetado pelo SAGA, simula a rotina de astronautas em missões lunares
SAGA/Divulgação
Entre as residências pensadas para Marte, o estúdio desenvolveu o Dandelion Shelter, uma casa que transforma tempestades de poeira em fonte de energia. O exterior conta com espinhos feitos de fibra de carbono revestida com acrílico, capazes de captar eletricidade estática gerada pelas partículas suspensas no ar. O modelo também prevê sistemas capazes de produzir água, oxigênio e biomassa por meio do cultivo de algas, integrando o funcionamento do abrigo ao próprio ambiente marciano.
O interior de uma das salas multifuncionais do FlexHab, que pode ser adaptada conforme as atividades diárias em missões espaciais
SAGA/Divulgação
Outro destaque é o FLEXHab, um habitat modular desenvolvido para simular a rotina em missões espaciais de longa duração. Instalado em um centro europeu de treinamento de astronautas, o módulo permite reorganizar os espaços internos conforme as atividades diárias, testando soluções de arquitetura e design voltadas à organização em áreas compactas.
O interior dos habitats traz materiais familiares aos seres humanos para prover conforto sensorial
SAGA/Divulgação
Já o Uhab é um casulo subaquático usado como ambiente de testes para missões espaciais. Nesse caso, a pressão e o isolamento do fundo do mar são utilizados como analogia às condições do espaço, permitindo avaliar rotinas e comportamentos humanos em ambientes confinados.
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O Uhab, testado no fundo do porto de Copenhague, foi apelidado de menor habitat subaquático funcional
SAGA/Divulgação
Em todas as estruturas, materiais comuns são combinados com soluções tecnológicas para criar espaços acolhedores em condições extremas. Madeira e tecidos orgânicos revestem as superfícies, como parte das estratégias de design voltadas ao conforto sensorial. Cada área interna é planejada para indicar funções específicas — como descanso e trabalho — permitindo que os usuários mantenham rotinas mesmo em cenários isolados.
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Esses habitats já passaram por testes reais em locais como o Ártico, desertos, o fundo do porto de Copenhague e centros de treinamento espacial. Os resultados ajudam a orientar o desenvolvimento de novos projetos adaptados a ambientes extremos, tanto fora da Terra quanto em regiões remotas do próprio planeta.
Instalado em ambiente desértico para simular as condições do planeta vermelho, o Mars Lab funciona como um laboratório experimental de arquitetura e sobrevivência
SAGA/Divulgação
Esse é o foco do estúdio dinamarquês SAGA Space Architects, especializado em arquitetura para condições extremas. Fundado por Sebastian Aristotelis e Karl-Johan Sørensen, o escritório desenvolve habitats experimentais, simulando cenários que podem existir além da Terra.
Um dos exemplos mais conhecidos é o LUNARK, criado para simular uma base lunar. A estrutura foi concebida para se expandir após o transporte, criando uma maior área interna. Um destaque é o sistema de iluminação circadiana, que simula o nascer e o pôr do sol dentro do módulo, e ajuda a regular o ciclo de sono em locais sem referência natural de luz.
Usado em treinamentos espaciais, o FLEXHab, também projetado pelo SAGA, simula a rotina de astronautas em missões lunares
SAGA/Divulgação
Entre as residências pensadas para Marte, o estúdio desenvolveu o Dandelion Shelter, uma casa que transforma tempestades de poeira em fonte de energia. O exterior conta com espinhos feitos de fibra de carbono revestida com acrílico, capazes de captar eletricidade estática gerada pelas partículas suspensas no ar. O modelo também prevê sistemas capazes de produzir água, oxigênio e biomassa por meio do cultivo de algas, integrando o funcionamento do abrigo ao próprio ambiente marciano.
O interior de uma das salas multifuncionais do FlexHab, que pode ser adaptada conforme as atividades diárias em missões espaciais
SAGA/Divulgação
Outro destaque é o FLEXHab, um habitat modular desenvolvido para simular a rotina em missões espaciais de longa duração. Instalado em um centro europeu de treinamento de astronautas, o módulo permite reorganizar os espaços internos conforme as atividades diárias, testando soluções de arquitetura e design voltadas à organização em áreas compactas.
O interior dos habitats traz materiais familiares aos seres humanos para prover conforto sensorial
SAGA/Divulgação
Já o Uhab é um casulo subaquático usado como ambiente de testes para missões espaciais. Nesse caso, a pressão e o isolamento do fundo do mar são utilizados como analogia às condições do espaço, permitindo avaliar rotinas e comportamentos humanos em ambientes confinados.
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O Uhab, testado no fundo do porto de Copenhague, foi apelidado de menor habitat subaquático funcional
SAGA/Divulgação
Em todas as estruturas, materiais comuns são combinados com soluções tecnológicas para criar espaços acolhedores em condições extremas. Madeira e tecidos orgânicos revestem as superfícies, como parte das estratégias de design voltadas ao conforto sensorial. Cada área interna é planejada para indicar funções específicas — como descanso e trabalho — permitindo que os usuários mantenham rotinas mesmo em cenários isolados.
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Esses habitats já passaram por testes reais em locais como o Ártico, desertos, o fundo do porto de Copenhague e centros de treinamento espacial. Os resultados ajudam a orientar o desenvolvimento de novos projetos adaptados a ambientes extremos, tanto fora da Terra quanto em regiões remotas do próprio planeta.
Instalado em ambiente desértico para simular as condições do planeta vermelho, o Mars Lab funciona como um laboratório experimental de arquitetura e sobrevivência
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