A trajetória de um dos nomes mais singulares da arquitetura brasileira ganha as telas de cinema no próximo mês. O documentário Artacho Jurado – Sinfonia de um Arquiteto estreia em 7 de maio, com direção de Teresa Eça e Pedro Gorski, propondo revisitar a obra e o pensamento de um criador que desafiou padrões e construiu uma linguagem própria na paisagem urbana de São Paulo.
O longa parte da produção arquitetônica de Artacho Jurado (1907–1983), responsável por edifícios icônicos que ainda hoje se destacam pelo uso de cores, formas e elementos decorativos.
O Edifício Viadutos, no centro da capital paulista, foi escolhido para ilustrar o pôster oficial do filme e representa uma síntese visual do estilo marcante do arquiteto, que transitava entre o modernismo e uma estética mais livre e ornamental.
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Como já destacou a Casa e Jardim em reportagem publicada em 2024, Artacho Jurado desenvolveu sua trajetória à margem da formação acadêmica tradicional, o que contribuiu para uma abordagem pouco convencional.
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Inspirado pelo modernismo, mas sem se prender às suas regras mais rígidas, ele incorporou aos projetos uma dimensão lúdica e cenográfica, marcada por cores vibrantes, detalhes exuberantes e soluções arquitetônicas voltadas ao convívio.
Mesmo sem formação acadêmica em Arquitetura, o paulistano Artacho Jurado se consolidou como um dos grandes nomes do modernismo brasileiro
Acervo Fámilia Jurado/Divulgação
Se, por um lado, elementos como pilares aparentes, marquises e grandes aberturas dialogavam com a arquitetura moderna, por outro, o uso de adornos e o cuidado com a experiência estética dos moradores rompiam com o funcionalismo dominante da época.
Seus edifícios não eram pensados apenas como espaços de habitação, mas como cenários de convivência com áreas comuns que incentivavam encontros e uma vivência mais coletiva do morar. Essa linguagem pode ser observada em diferentes projetos, como o Edifício Bretagne e o Edifício Cinderela, ambos em Higienópolis, na capital paulista, além do Edifício Parque Verde Mar, em Santos, SP.
Parede vazada cheia de detalhes, pilares com pastilha e capitel simplificado marcam arquitetura de Artacho Jurado no edificio Edifício Parque Verde Mar, em Santos, SP
Monica Kaneko/Wikimedia Commons
Outro aspecto recorrente de sua atuação foi o perfil empreendedor. Artacho se envolvia em diferentes etapas da construção e comercialização dos empreendimentos, promovendo suas obras e imprimindo nelas uma identidade autoral. Essa postura, aliada à ausência de diploma formal, fez com que sua produção fosse, ao mesmo tempo, admirada e contestada por parte de seus contemporâneos.
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Produzido pela Pink Flamingo Filmes e distribuído pela Kajá Filmes, o documentário também contará com uma sessão especial de pré-estreia em São Paulo, no dia 5 de maio.
O longa parte da produção arquitetônica de Artacho Jurado (1907–1983), responsável por edifícios icônicos que ainda hoje se destacam pelo uso de cores, formas e elementos decorativos.
O Edifício Viadutos, no centro da capital paulista, foi escolhido para ilustrar o pôster oficial do filme e representa uma síntese visual do estilo marcante do arquiteto, que transitava entre o modernismo e uma estética mais livre e ornamental.
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Como já destacou a Casa e Jardim em reportagem publicada em 2024, Artacho Jurado desenvolveu sua trajetória à margem da formação acadêmica tradicional, o que contribuiu para uma abordagem pouco convencional.
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Inspirado pelo modernismo, mas sem se prender às suas regras mais rígidas, ele incorporou aos projetos uma dimensão lúdica e cenográfica, marcada por cores vibrantes, detalhes exuberantes e soluções arquitetônicas voltadas ao convívio.
Mesmo sem formação acadêmica em Arquitetura, o paulistano Artacho Jurado se consolidou como um dos grandes nomes do modernismo brasileiro
Acervo Fámilia Jurado/Divulgação
Se, por um lado, elementos como pilares aparentes, marquises e grandes aberturas dialogavam com a arquitetura moderna, por outro, o uso de adornos e o cuidado com a experiência estética dos moradores rompiam com o funcionalismo dominante da época.
Seus edifícios não eram pensados apenas como espaços de habitação, mas como cenários de convivência com áreas comuns que incentivavam encontros e uma vivência mais coletiva do morar. Essa linguagem pode ser observada em diferentes projetos, como o Edifício Bretagne e o Edifício Cinderela, ambos em Higienópolis, na capital paulista, além do Edifício Parque Verde Mar, em Santos, SP.
Parede vazada cheia de detalhes, pilares com pastilha e capitel simplificado marcam arquitetura de Artacho Jurado no edificio Edifício Parque Verde Mar, em Santos, SP
Monica Kaneko/Wikimedia Commons
Outro aspecto recorrente de sua atuação foi o perfil empreendedor. Artacho se envolvia em diferentes etapas da construção e comercialização dos empreendimentos, promovendo suas obras e imprimindo nelas uma identidade autoral. Essa postura, aliada à ausência de diploma formal, fez com que sua produção fosse, ao mesmo tempo, admirada e contestada por parte de seus contemporâneos.
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Produzido pela Pink Flamingo Filmes e distribuído pela Kajá Filmes, o documentário também contará com uma sessão especial de pré-estreia em São Paulo, no dia 5 de maio.



