Morreu neste domingo, 12, o arquiteto paulistano Eduardo de Almeida, aos 92 anos. Referência discreta e fundamental da arquitetura brasileira, ele construiu, ao longo de mais de seis décadas, uma obra marcada pelo rigor construtivo, pela precisão dos detalhes e por uma constante investigação sobre materiais e técnicas.
Nascido em São Paulo, em 1933, Eduardo formou-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo em 1960, em um momento de efervescência da arquitetura nacional, impulsionada por nomes como Oscar Niemeyer. Sua trajetória profissional dialoga com a linguagem brutalista, mas sem se prender a ela.
Formado em 1960, arquiteto Eduardo de Almeida esteve entre os grandes nomes da arquitetura brasileira do período
Helio Piñon/arquivoeduardodealmeida.com.br/Divulgação
Entre suas obras mais conhecidas estão os edifícios Gemini I e II, em Moema, referências entre os edifícios habitacionais dos anos 1970; a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, realizada em parceria com Rodrigo Loeb no campus da USP; e o edifício do Instituto de Estudos Brasileiros, inaugurado em 2013, parte do Complexo Brasiliana USP. Também projetou residências familiares, como Tassinari, Sigrist e Define, hoje sedes de empresas.
Os edifícios Gemini I e II, em São Paulo, projetados por Eduardo de Almeida nos anos 1970, são marcos da arquitetura residencial paulistana
André Scarpa/Divulgação
A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, em São Paulo, é uma das obras mais emblemáticas do arquiteto Eduardo de Almeida
Nelson Kon/Divulgação
O Edifício do Instituto de Estudos Brasileiros, na Universidade de São Paulo, evidencia o rigor construtivo do arquiteto Eduardo de Almeida
Cecilia Bastos/Divulgação
A partir dos anos 1980, destacou-se pelo uso de diferentes sistemas construtivos, em especial, as estruturas metálicas, ampliando o repertório da arquitetura brasileira para além do concreto aparente. Suas obras do período são frequentemente descritas como verdadeiras “aulas de arquitetura”, pela clareza com que revelam a soluções construtivas.
Em paralelo ao escritório, Eduardo de Almeida teve uma longa carreira acadêmica. Foi professor da FAU-USP entre 1967 e 1998, formando gerações de arquitetos e consolidando um legado que ultrapassa suas obras. Respeitado entre colegas e alunos, tornou-se uma figura central no ensino da arquitetura no país.
Eduardo de Almeida formou uma geração de novos profissionais e desenvolveu projetos de diversas escalas
Hélio Piñon/Reprodução/arquivoeduardodealmeida.com.br
Em 2023, sua trajetória foi reunida no livro Eduardo de Almeida: Arquiteto, publicado pela BEĨ Editora, que percorre cronologicamente seus projetos e evidencia a diversidade de sua produção, além de seu compromisso com a formação de novos profissionais.
Leia mais
Nascido em São Paulo, em 1933, Eduardo formou-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo em 1960, em um momento de efervescência da arquitetura nacional, impulsionada por nomes como Oscar Niemeyer. Sua trajetória profissional dialoga com a linguagem brutalista, mas sem se prender a ela.
Formado em 1960, arquiteto Eduardo de Almeida esteve entre os grandes nomes da arquitetura brasileira do período
Helio Piñon/arquivoeduardodealmeida.com.br/Divulgação
Entre suas obras mais conhecidas estão os edifícios Gemini I e II, em Moema, referências entre os edifícios habitacionais dos anos 1970; a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, realizada em parceria com Rodrigo Loeb no campus da USP; e o edifício do Instituto de Estudos Brasileiros, inaugurado em 2013, parte do Complexo Brasiliana USP. Também projetou residências familiares, como Tassinari, Sigrist e Define, hoje sedes de empresas.
Os edifícios Gemini I e II, em São Paulo, projetados por Eduardo de Almeida nos anos 1970, são marcos da arquitetura residencial paulistana
André Scarpa/Divulgação
A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, em São Paulo, é uma das obras mais emblemáticas do arquiteto Eduardo de Almeida
Nelson Kon/Divulgação
O Edifício do Instituto de Estudos Brasileiros, na Universidade de São Paulo, evidencia o rigor construtivo do arquiteto Eduardo de Almeida
Cecilia Bastos/Divulgação
A partir dos anos 1980, destacou-se pelo uso de diferentes sistemas construtivos, em especial, as estruturas metálicas, ampliando o repertório da arquitetura brasileira para além do concreto aparente. Suas obras do período são frequentemente descritas como verdadeiras “aulas de arquitetura”, pela clareza com que revelam a soluções construtivas.
Em paralelo ao escritório, Eduardo de Almeida teve uma longa carreira acadêmica. Foi professor da FAU-USP entre 1967 e 1998, formando gerações de arquitetos e consolidando um legado que ultrapassa suas obras. Respeitado entre colegas e alunos, tornou-se uma figura central no ensino da arquitetura no país.
Eduardo de Almeida formou uma geração de novos profissionais e desenvolveu projetos de diversas escalas
Hélio Piñon/Reprodução/arquivoeduardodealmeida.com.br
Em 2023, sua trajetória foi reunida no livro Eduardo de Almeida: Arquiteto, publicado pela BEĨ Editora, que percorre cronologicamente seus projetos e evidencia a diversidade de sua produção, além de seu compromisso com a formação de novos profissionais.
Leia mais



