Milão 2026: arte do passado conduz design do presente na Louis Vuitton

Se tem uma coisa que a Louis Vuitton sabe fazer com excelência e apuro estético na Semana de Design de Milão é apresentar a sua visão do universo da casa. Mesmo em um ano sem um número avassalador de novidades para mostrar — não há em 2026 uma quantidade significativa de novos Objets Nomades como em edições anteriores, e nem o lançamento de uma nova linha de décor como a Signature Collection, surgida ano passado —, a maison francesa faz questão de exibir seus móveis e objetos como ninguém.
Em meio a cenários de encher os olhos e fazer inveja à concorrência (a tradicional locação do Palazzo Serbelloni também ajuda muito no quesito beleza, verdade seja dita), a grife foi buscar em seus arquivos um “antepassado” dos Objets Nomades, a penteadeira Touche de Rouge, desenhado em 1921 pelo artista Pierre Legrain e agora reeditada, que abre a mostra desse ano. Ilustrador de mão cheia e figura central do então nascente movimento art déco, Legrain já colaborava com a grife desde a década anterior, fazendo catálogos e anúncios que ajudaram a oxigenar o espírito da Vuitton lá atrás.
Milão 2026: arte do passado conduz design do presente na Louis Vuitton
Partindo do trabalho do artista, a marca trouxe a Milão uma exposição com acessórios, têxteis e móveis que incorporam os motivos criados por Legrain. Na companhia deles, desdobramentos e novas versões de célebres Objets Nomades lançados nos últimos anos pelo Estudio Campana (o balanço Cocoon Dichroic, o armário Cabinet Kaléidoscope e o pebolim Baby Foot) e a novíssima poltrona Stella, do duo britânico Yael Mer & Shay Alkalay, revelada em uma sala de espelhos com pompa e circunstância, complementam uma visita que é puro deleite estético para todo fã de artes decorativas.

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