Uma cobertura dúplex de 334 m² em Ipanema, no Rio de Janeiro, RJ, revela como projetar para si mesma pode ser tão desafiador quanto instigante. A arquiteta e moradora Maria Eduarda Gomide, sócia de Adriana Sadala no escritório Sadala & Gomide Arquitetura (@sadalagomidearquitetura), que assina o projeto, aproveitou o fato de o imóvel ter sido adquirido ainda na planta — com o marido à frente da incorporação — para moldar cada detalhe desde o início.
O desejo era claro: criar um apartamento prático, acolhedor e totalmente integrado, pensado para receber amigos e acompanhar a rotina de uma família com dois adolescentes e um cachorro.
“Queria uma casa que me representasse, mas que também fosse confortável para todos, com espaços fluidos e convidativos”, ela resume.
LIVING | Integrado, o espaço tem mesa de jantar Disforme, do estudiobola, adquirida na LZ Studio, com cadeiras Carioca, de Alexander Kasper, adquiridas na Novo Ambiente, loja que também forneceu a luminária pendente Flock of Light, da Moooi
Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação
No piso superior, a integração é protagonista. A varanda com churrasqueira, o terraço com piscina e o living formam um único ambiente contínuo, potencializado por portas de correr que, quando abertas, desaparecem e eliminam limites entre interior e exterior.
Leia mais
O forro de madeira ripada percorre toda a extensão, reforçando a unidade visual. “A ideia era que tudo funcionasse como um grande espaço de convivência, onde as pessoas pudessem circular livremente”, explica a arquiteta.
SALA DE ESTAR | A estante de freijó e palhinha desenhada pelo escritório e executada pela WM Marcenaria chama a atenção no espaço. Sofá da Trama Casa, mesa de centro da marca ,ovo e mesa lateral Flexus, de Pedro Useche, são o acervo dos moradores, assim como o par de bancos ripados, comprados no Vale das Videiras, em Petrópolis, RJ. Tapete da Galeria Hathi
Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação
A sala de estar com TV se conecta naturalmente à sala de jantar e à cozinha, que se integra de forma discreta, com armários brancos e eletrodomésticos embutidos. Chamada de “cozinha dos meninos”, o cômodo é muito usado pelo marido e pelo filho mais velho, que adoram cozinhar.
RETRATO | A arquiteta e moradora Maria Eduarda Gomide está no living da cobertura com Beny, da raça Australian Cobberdog
Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação
O andar possui ainda um home office que também funciona como quarto de hóspedes, com banheiro que abriga uma sauna no boxe.
“Sou apaixonada por receber. Queria uma casa que fosse funcional, mas com alma, que refletisse nossa história e nossa forma de viver”, diz a moradora.
COZINHA | Na cobertura, o ambiente é chamado de “cozinha dos meninos”, já que o marido e o filho mais velho da arquiteta adoram cozinhar. Aberto para o living, o espaço é delimitado pela bancada feita de Ultracompact Branco, onde está o cooktop que permite cozinhar de frente para os cômodos sociais. A marcenaria segue a neutralidade da laca branca executada pela Lacca Móveis, enquanto toques de cor ficam por conta dos quadros de rótulos antigos de sementes trazidos de viagem pelos moradores e das banquetas da Velha Bahia. Coifa da Chauffage. Fruteira de madeira da Casa Ocre
Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação
A escolha por uma base neutra — com porcelanato que remete à pedra e marcenaria em madeira freijó — permite que objetos e tecidos tragam personalidade aos ambientes.
Leia mais
“Prefiro uma arquitetura atemporal, que possa ser transformada ao longo do tempo com pequenos gestos”, afirma Maria Eduarda.
VARANDA | Armário em madeira freijó desenhado pelo escritório e executado pela Serla Marcenaria recebeu bancada de Ultracompact Branco, com churrasqueira da Chauffage. Vaso cerâmico no piso da Casa Ocre à frente do maciço de moreia. Ao fundo está a piscina, com jardim vertical composto por bromélias, filodendro imbé, costela-de-adão e samambaia. Cadeira da Tidelli
Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação
A área externa amplia essa experiência. O terraço combina piscina, deque e jardim vertical, criando um refúgio ao ar livre em meio à cidade. A parede de tijolos aparentes, além de estética, reduz o ofuscamento dos prédios vizinhos e acrescenta textura ao conjunto.
ÁREA EXTERNA | Circundando a piscina, deque de madeira executado pela Targa Engenharia recebeu colchonetes da Trama Casa, com almofadas da Galeria Hathi. Mesa de apoio da Tidelli. Vasos cerâmicos da Casa Ocre. Ao fundo, jardineira com moreia e dianella
Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação
“A presença do verde e dos materiais naturais era fundamental para trazer acolhimento”, comenta a moradora. O espaço rapidamente se tornou um dos preferidos da família, especialmente no fim da tarde.
SALA DE ESTAR | No piso térreo, a atmosfera acolhedora é composta pelo sofá da Way Design, com almofadas e manta trazidas de viagem, que dão cor ao espaço, assim como o tapete da Galeria Hathi. Um canto de trabalho foi pensado para a arquiteta, com estante e escrivaninha desenhadas pelo escritório e executadas com freijó e palhinha pela WM Marcenaria. Piso de tábuas corridas de madeira tauari fornecidas pela Ekko Revestimentos
Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação
No pavimento térreo, a atmosfera é igualmente acolhedora, mas com usos reservados. A sala de estar concentra momentos de descanso, com sofá voltado para a TV e mobiliário flexível, além de um cantinho de trabalho para a arquiteta.
Varanda com sala de jantar e canto de leitura, três suítes e a cozinha principal completam o layout deste nível.
ESCADA | A escada de madeira desenhada pelo escritório e executada pela Targa Engenharia funciona como elemento escultórico que conecta os dois pavimentos. Abaixo dela, vasos cerâmicos da Casa Ocre, um deles com a planta xanadu. Cadeira de balanço herdada da família
Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação
Ainda na sala de estar do térreo, peças afetivas ganham protagonismo, como a cadeira de balanço herdada da família, instalada perto da escada com desenho leve, que surge como elemento escultórico e conecta os dois níveis com fluidez.
“A escada precisava ser funcional, mas também dialogar com o restante da casa de forma delicada”, coloca Maria Eduarda.
SUÍTE | A materialidade do projeto segue no quarto do casal, com painel-cabeceira de freijó natural, com execução da WM Marcenaria. A mesa de cabeceira, herança de família, abriga o abajur da Casa Ocre. Quadros do acervo dos moradores. Roupa de cama e manta da Cortinaria. Almofadas da Trama Casa
Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação
A suíte do casal reflete um equilíbrio entre praticidade e identidade. A marcenaria foi desenhada para otimizar o armazenamento, enquanto a paleta clara e os materiais naturais criam um quarto sereno.
“O maior desafio foi projetar para mim mesma. Conhecendo tantas possibilidades, é difícil escolher. No fim, priorizei o conforto e a forma como a casa seria vivida”, revela a arquiteta.
O desejo era claro: criar um apartamento prático, acolhedor e totalmente integrado, pensado para receber amigos e acompanhar a rotina de uma família com dois adolescentes e um cachorro.
“Queria uma casa que me representasse, mas que também fosse confortável para todos, com espaços fluidos e convidativos”, ela resume.
LIVING | Integrado, o espaço tem mesa de jantar Disforme, do estudiobola, adquirida na LZ Studio, com cadeiras Carioca, de Alexander Kasper, adquiridas na Novo Ambiente, loja que também forneceu a luminária pendente Flock of Light, da Moooi
Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação
No piso superior, a integração é protagonista. A varanda com churrasqueira, o terraço com piscina e o living formam um único ambiente contínuo, potencializado por portas de correr que, quando abertas, desaparecem e eliminam limites entre interior e exterior.
Leia mais
O forro de madeira ripada percorre toda a extensão, reforçando a unidade visual. “A ideia era que tudo funcionasse como um grande espaço de convivência, onde as pessoas pudessem circular livremente”, explica a arquiteta.
SALA DE ESTAR | A estante de freijó e palhinha desenhada pelo escritório e executada pela WM Marcenaria chama a atenção no espaço. Sofá da Trama Casa, mesa de centro da marca ,ovo e mesa lateral Flexus, de Pedro Useche, são o acervo dos moradores, assim como o par de bancos ripados, comprados no Vale das Videiras, em Petrópolis, RJ. Tapete da Galeria Hathi
Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação
A sala de estar com TV se conecta naturalmente à sala de jantar e à cozinha, que se integra de forma discreta, com armários brancos e eletrodomésticos embutidos. Chamada de “cozinha dos meninos”, o cômodo é muito usado pelo marido e pelo filho mais velho, que adoram cozinhar.
RETRATO | A arquiteta e moradora Maria Eduarda Gomide está no living da cobertura com Beny, da raça Australian Cobberdog
Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação
O andar possui ainda um home office que também funciona como quarto de hóspedes, com banheiro que abriga uma sauna no boxe.
“Sou apaixonada por receber. Queria uma casa que fosse funcional, mas com alma, que refletisse nossa história e nossa forma de viver”, diz a moradora.
COZINHA | Na cobertura, o ambiente é chamado de “cozinha dos meninos”, já que o marido e o filho mais velho da arquiteta adoram cozinhar. Aberto para o living, o espaço é delimitado pela bancada feita de Ultracompact Branco, onde está o cooktop que permite cozinhar de frente para os cômodos sociais. A marcenaria segue a neutralidade da laca branca executada pela Lacca Móveis, enquanto toques de cor ficam por conta dos quadros de rótulos antigos de sementes trazidos de viagem pelos moradores e das banquetas da Velha Bahia. Coifa da Chauffage. Fruteira de madeira da Casa Ocre
Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação
A escolha por uma base neutra — com porcelanato que remete à pedra e marcenaria em madeira freijó — permite que objetos e tecidos tragam personalidade aos ambientes.
Leia mais
“Prefiro uma arquitetura atemporal, que possa ser transformada ao longo do tempo com pequenos gestos”, afirma Maria Eduarda.
VARANDA | Armário em madeira freijó desenhado pelo escritório e executado pela Serla Marcenaria recebeu bancada de Ultracompact Branco, com churrasqueira da Chauffage. Vaso cerâmico no piso da Casa Ocre à frente do maciço de moreia. Ao fundo está a piscina, com jardim vertical composto por bromélias, filodendro imbé, costela-de-adão e samambaia. Cadeira da Tidelli
Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação
A área externa amplia essa experiência. O terraço combina piscina, deque e jardim vertical, criando um refúgio ao ar livre em meio à cidade. A parede de tijolos aparentes, além de estética, reduz o ofuscamento dos prédios vizinhos e acrescenta textura ao conjunto.
ÁREA EXTERNA | Circundando a piscina, deque de madeira executado pela Targa Engenharia recebeu colchonetes da Trama Casa, com almofadas da Galeria Hathi. Mesa de apoio da Tidelli. Vasos cerâmicos da Casa Ocre. Ao fundo, jardineira com moreia e dianella
Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação
“A presença do verde e dos materiais naturais era fundamental para trazer acolhimento”, comenta a moradora. O espaço rapidamente se tornou um dos preferidos da família, especialmente no fim da tarde.
SALA DE ESTAR | No piso térreo, a atmosfera acolhedora é composta pelo sofá da Way Design, com almofadas e manta trazidas de viagem, que dão cor ao espaço, assim como o tapete da Galeria Hathi. Um canto de trabalho foi pensado para a arquiteta, com estante e escrivaninha desenhadas pelo escritório e executadas com freijó e palhinha pela WM Marcenaria. Piso de tábuas corridas de madeira tauari fornecidas pela Ekko Revestimentos
Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação
No pavimento térreo, a atmosfera é igualmente acolhedora, mas com usos reservados. A sala de estar concentra momentos de descanso, com sofá voltado para a TV e mobiliário flexível, além de um cantinho de trabalho para a arquiteta.
Varanda com sala de jantar e canto de leitura, três suítes e a cozinha principal completam o layout deste nível.
ESCADA | A escada de madeira desenhada pelo escritório e executada pela Targa Engenharia funciona como elemento escultórico que conecta os dois pavimentos. Abaixo dela, vasos cerâmicos da Casa Ocre, um deles com a planta xanadu. Cadeira de balanço herdada da família
Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação
Ainda na sala de estar do térreo, peças afetivas ganham protagonismo, como a cadeira de balanço herdada da família, instalada perto da escada com desenho leve, que surge como elemento escultórico e conecta os dois níveis com fluidez.
“A escada precisava ser funcional, mas também dialogar com o restante da casa de forma delicada”, coloca Maria Eduarda.
SUÍTE | A materialidade do projeto segue no quarto do casal, com painel-cabeceira de freijó natural, com execução da WM Marcenaria. A mesa de cabeceira, herança de família, abriga o abajur da Casa Ocre. Quadros do acervo dos moradores. Roupa de cama e manta da Cortinaria. Almofadas da Trama Casa
Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação
A suíte do casal reflete um equilíbrio entre praticidade e identidade. A marcenaria foi desenhada para otimizar o armazenamento, enquanto a paleta clara e os materiais naturais criam um quarto sereno.
“O maior desafio foi projetar para mim mesma. Conhecendo tantas possibilidades, é difícil escolher. No fim, priorizei o conforto e a forma como a casa seria vivida”, revela a arquiteta.



