13 cafeterias históricas pelo mundo que impressionam pela arquitetura

O hábito de tomar café em sociedade é antigo. As primeiras cafeterias começaram a surgir e se popularizar em países do Oriente Médio e da Europa. Com o tempo, pensadores e escritores passaram a usar esses estabelecimentos como ponto de encontro para suas discussões.
Hoje, as cafeterias seguem como espaços de convivência, onde sabores e aromas se encontram. A experiência se completa em ambientes que valorizam a arquitetura.
A seguir, reunimos 13 cafeterias que preservam, em sua decoração, a história do café e das sociedades. Conheça!
1. Café Vlissinghe (1515) – Bélgica
Considerado um dos cafés mais antigos da Europa, o Café Vlissinghe preserva a atmosfera de taverna histórica, em Bruges, com telhado aparente e cercas que parecem ter saído de um filme medieval
Marc Ryckaert/Wikimedia Commons
Localizado na cidade de Bruges, na Bélgica, o Café Vlissinghe começou a funcionar em 1515, como indicam registros da cidade. Inicialmente, era uma taverna para os trabalhadores que participavam da construção da Igreja de Santa Ana. Foi modernizado em 1855, ganhando móveis no estilo neobarroco e obras de artistas da época.
2. Tahmis Kahvesi (1635) – Turquia
O Tahmis Kahvesi revela a tradição do café turco em cada detalhe. Sua fachada, marcada por portas e janelas curvas, recebe o visitante em um clima histórico
Instagram/@tahmiskahvesi/Reprodução
“Lugar de torrefação”: essa é a tradução do nome Tahmis Kahvesi, café localizado em Gaziantep, na Turquia. O estabelecimento está em funcionamento desde 1635 e ajuda a contar a história do café turco, reconhecido como patrimônio imaterial pela Unesco.
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A casa recebe o visitante com portas em formato de arco e acabamento em vitrais. As paredes em pedra aparente conferem um ar histórico, e o pé-direito alto permite a inclusão de lustres ornamentados, que reforçam a atmosfera clássica.
3. Le Procope (1686) – França
A fachada do Le Procope, em Paris, mantém a elegância discreta dos cafés históricos, com caixilhos e plantas
Jean-Marie Hullot/Wikimedia Commons
Considerado o café mais antigo de Paris, o Le Procope tornou-se um marco histórico da cidade. Frequentado por filósofos que se tornaram clássicos, como Voltaire, Diderot e Rousseau, o espaço preserva até hoje a atmosfera intelectual e cultural que marcou a vida parisiense.
O estabelecimento foi criado pelo siciliano Francesco Procopio dei Coltelli, em 1686, e mantém características importantes de sua origem.
O interior do café Le Procope traz acabamentos em madeira e estampas clássicas
Instagram/@restaurantprocope1686/Reprodução
Revitalizada em 2024, a cafeteria manteve a coerência com seu passado ao preservar elementos clássicos como boiseries, lustres de cristal e o uso de materiais nobres. Entre os destaques, a marcenaria esculpida que contorna o salão confere imponência e reforça a atmosfera sofisticada.
4. Caffè Florian (1720) – Itália
Na Praça de São Marcos, em Veneza, o icônico Caffè Florian recebe turistas e residentes em meio a uma decoração histórica, marcada por elegância e tradição
Reinhold Möller/Wikimedia Commons
Localizado na famosa Praça de São Marcos, em Veneza, na Itália, o Caffè Florian foi fundado em 1720. Assim como o Le Procope, o estabelecimento se consagrou por receber pensadores e escritores, como Goethe, Friedrich Nietzsche e Charles Dickens.
A arquitetura é um dos principais diferenciais do café, dividido em sete salões temáticos: Sala Chinesa, Sala Oriental, Sala dos Homens Ilustres, Sala do Senado, Sala das Estações e Sala Liberty.
A decoração do Caffè Florian acompanha as temáticas de cada salão
Jorge Franganillo/Wikimedia Commons
A Sala Oriental e a Sala Chinesa, por exemplo, foram pintadas por Antonio Pascuti, com motivos orientais, enquanto a Sala das Estações representa as quatro estações como figuras femininas.
5. Caffè Gilli (1733) – Itália
Símbolo de Florença, o Caffè Gilli combina tradição confeiteira e interiores inspirados na Belle Époque
Instagram/@gilli_1733/Reprodução
Em Florença, na Itália, o Caffè Gilli nasceu em 1733 como uma casa de confeitaria artesanal. O estabelecimento sobreviveu às mudanças das décadas e hoje é um dos símbolos culturais da cidade.
Seu interior remete à arquitetura da Belle Époque, com afrescos no teto, lustres e arcos sofisticados. Entre os elementos mais emblemáticos, destaca-se um antigo relógio ainda em funcionamento, cercado por vitrais.
6. El-Fishawy (1773) – Egito
No coração da cidade do Cairo, o El-Fishawy preserva a estética e a atmosfera dos cafés tradicionais egípcios
Facebook/El Fishawy Cafe/Reprodução
Fundado em 1773, o El-Fishawy está localizado no Cairo, no Egito. Além de seus mais de 250 anos, o café chama a atenção pelos espelhos e pela marcenaria ornamentada, complementado por lustres e almofadas estampadas que dialogam com a cultura egípcia.
7. Café Tortoni (1858) – Argentina
Ícone de Buenos Aires, o Café Tortoni mantém o charme clássico e a tradição cultural argentina
Jorge Nestor Guinsburg/Wikimedia Commons
Inspirado em um estabelecimento francês de mesmo nome, o Café Tortoni surgiu em 1858, na cidade de Buenos Aires, na Argentina. O local foi frequentado por personalidades como Carlos Gardel, Julio Cortázar e Jorge Luis Borges, e hoje é ponto de parada de muitos turistas.
Nos interiores, prevalece o estilo neoclássico, com colunas, cores neutras e acabamentos detalhados. Os vitrais com temas florais no teto também chamam a atenção e garantem a elegância do ambiente.
8. Café Coca Cola (1875) – Panamá
No Panamá, o Café Coca Cola mistura história e identidade urbana em uma fachada de estética retrô
Ayaita/Wikimedia Commons
Conhecido como o único estabelecimento do mundo com autorização para usar esse nome, o Café Coca Cola, no Panamá, abriu as portas em 1875. Foi um dos primeiros estabelecimentos fora dos Estados Unidos a servir o refrigerante.
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Na fachada de esquina, arcos e sacadas convivem com uma composição de letreiros e anúncios que reforçam o caráter retrô do edifício, evidenciando as camadas históricas e comerciais que marcaram sua trajetória.
9. Café Central (1876) – Áustria
Em Viena, o Café Central impressiona pela arquitetura monumental e pelo legado intelectual
Instagram/@cafecentralwien/Reprodução
Entrar no Café Central é como ser transportado ao final do século 19. Inaugurada em 1876, a cafeteria rapidamente se tornou um dos principais pontos de encontro intelectual de Viena, reunindo figuras como Arthur Schnitzler, Sigmund Freud, Peter Altenberg e Leon Trotsky.
O interior é marcado por uma arquitetura monumental, com colunas e abóbadas. Lustres pendentes iluminam os detalhes ornamentais, enquanto os tons quentes e os acabamentos clássicos evocam a atmosfera dos grandes cafés europeus do século 19.
10. Confeitaria Colombo (1894) – Brasil
No Rio de Janeiro, a Confeitaria Colombo é referência em arquitetura art nouveau e tradição gastronômica
Instagram/@confeitariacolombo/Reprodução
A Confeitaria Colombo é um dos estabelecimentos mais clássicos do Rio de Janeiro, RJ. Fundada em 1894 por imigrantes portugueses, se destaca por quitutes como pastel de nata, quindim e mil-folhas.
A arquitetura, marcada pelo estilo art nouveau, também impressiona. O vitral central no teto filtra a luz natural e se torna o principal elemento do espaço, emoldurado por ornamentos, painéis decorativos e luminárias.
11. New York Café (1894) – Hungria
Em Budapeste, o New York Café tem arquitetura imponente, com lustres, arcos e ornamentos dourados
Sandy Horvath-Dori/Wikimedia Commons
Inaugurado em 1894, o New York Café rapidamente se consolidou como um dos principais pontos de encontro intelectual de Budapeste, na Hungria. Frequentado por escritores, jornalistas e artistas, o espaço abrigou a produção de alguns dos textos mais influentes da cultura húngara, com redações funcionando em seu interior e debates que atravessaram a vida literária e política da época.
A arquitetura acompanha essa trajetória. Instalado em um palácio de estilo eclético, com influências do Renascimento italiano, o interior reúne colunas de mármore, estuques e pinturas decorativas. O pé-direito elevado e a sequência de salões organizam o projeto, enquanto lustres e espelhos reforçam a composição do ambiente.
12. Café de Tacuba (1912) – México
Na Cidade do México, o Café de Tacuba preserva a tradição culinária em um casarão histórico marcado por cores e estampas
Cafe de Tacuba/Reprodução
Fundado em 1912 por Dionisio Mollinedo, o Café de Tacuba está em uma construção do século 17 e nasceu com a proposta de compartilhar a culinária tradicional mexicana no centro histórico da Cidade do México. Ao longo de mais de um século, o estabelecimento atravessou diferentes períodos e se consolidou como ponto de encontro.
Os ambientes são organizados em torno de salões amplos. No interior, murais, azulejos de talavera e elementos decorativos tradicionais, além de mobiliário e acabamentos que reforçam a identidade mexicana.
13. Café Imperial (1914) – República Tcheca
Em Praga, o Café Imperial se destaca pelos revestimentos cerâmicos e pelo ambiente sofisticado
Café Imperial/Reprodução
Uma cozinha comandada pelo chef Zdeněk Pohlreich e ambientes decorados com cerâmica definem o Café Imperial em Praga, na República Tcheca. Inaugurado em 1914, o espaço mantém a atmosfera dos grandes cafés europeus, com um menu que revisita a culinária tradicional.
Colunas revestidas de cerâmica adicionam um toque artesanal e histórico ao Café Imperial
Café Imperial/Reprodução
A arquitetura do Café Imperial impressiona pela riqueza de detalhes. O espaço ocupa um salão elegante com pé-direito alto, onde os elementos cerâmicos históricos no teto, nas paredes e nas colunas se destacam. Grandes janelas laterais completam a composição, permitindo a entrada abundante de luz natural e reforçando a atmosfera majestosa.

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