Casa à beira-mar une arquitetura rústica e materiais tradicionais da Bahia

Em meio à vegetação exuberante de Trancoso, na Bahia, uma residência de praia nasce em harmonia com o cenário natural do entorno. Desenvolvido do zero para um casal de empresários e sua grande família, o projeto foi concebido para ser um refúgio de encontros, descanso e celebrações, em total integração com a paisagem.
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Desde o início, o arquiteto David Bastos, à frente do escritório DB Arquitetos (@dbarquitetos), teve como premissa criar um lar acolhedor e versátil, capaz de abrigar o maior número possível de convidados sem abdicar da privacidade e do conforto.
ENTRADA | A estrutura de pau roliço de eucalipto, fornecido pelo construtor Fabricio Oliveira, envolto pelo paisagismo de Juliana Favarato, dá as boas-vindas a quem chega. À esquerda, o maciço de folhagens é composto por guaimbê, helicônia e filodendro-dante; à direita, cica, palmeira-areca e grama-amendoim
Tuca Reines/Divulgação
“A ideia era integrar os ambientes, mantendo, ao mesmo tempo, espaços modulados e exclusivos para cada membro da família”, explica o arquiteto.
FACHADA INTERNA | Rústica com pitadas contemporâneas, a casa recebeu telhado feito de telhas cerâmicas, num estilo colonial
Tuca Reines/Divulgação
Com área construída de 1.144 m² em um terreno de 4.260 m², a casa se distribui em cinco módulos: dois destinados às suítes, um para as dependências do caseiro, outro abrigando os cômodos sociais — sala de jantar, de estar e espaço gourmet — e um último reservado ao home office.
FACHADA | No canteiro junto ao muro de pedra madeira, o filodendro-imbé faz uma espécie de cerca-viva tropical, que se integra às helicônias ao lado, repetidas do outro lado ao redor da árvore preservada do terreno. Paisagismo assinado por Juliana Favarato
Tuca Reines/Divulgação
A estética da construção equilibra o rústico e o contemporâneo, combinando materiais tradicionais da Bahia com soluções modernas. Estruturas de pau roliço de eucalipto, telhas cerâmicas coloniais, forro em palha de dendê e pedra madeira convivem com piso em cimento queimado branco e deques de madeira cumaru.
“O ponto de partida foi a beleza natural do terreno. Procuramos criar uma casa leve, alegre e acolhedora, emoldurada pela vista deslumbrante do mar”, afirma David.
PISCINA | No detalhe, deque de cumaru, no tamanho 12 x 3 cm. Parede de pedra madeira. Ambos fornecidos pelo construtor Fabricio Oliveira
Tuca Reines/Divulgação
A piscina, em formato de “U”, é um dos destaques da área externa. Suas placas de pedra hijau verde criam um efeito de cor que se funde ao horizonte. De um lado, a hidromassagem convida ao relaxamento; de outro, a prainha oferece uma área rasa para momentos de descontração.
O espaço é complementado pelo paisagismo assinado por Juliana Favarato (@julianafavaratopaisagismo), que valoriza a integração entre arquitetura e natureza.
PÁTIO | A árvore existente no centro do terreno foi preservada e inserida no projeto. Repare que uma rosa dos ventos, com as orientações reais, foi criada no piso ao seu redor, enquanto a forração é de grama-amendoim. À esquerda, maciço de curculigo; à direita, de guaimbê
Tuca Reines/Divulgação
Um dos pontos mais emblemáticos do projeto é a árvore preservada no centro do terreno. “A árvore, além de ter um porte maduro que não justificava sua remoção pelo impacto ambiental, foi respeitada e incorporada ao projeto”, diz o arquiteto.
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Em sua base, uma rosa dos ventos com as orientações reais foi construída, reforçando a importância simbólica e ambiental do elemento.
LIVING | O espaço tem como destaque o forro em trama de palha de dendê, executada por Tonhão Arte Nativa. O piso de cimento queimado branco, feito na obra pelo construtor Fabricio Oliveira, traz unidade visual ao projeto. Mesa, cadeiras e sofás da Pátio Brasil, fornecidos pela RDESIGN. Ao fundo, duas das quatro esculturas de bronze As Quatro Estações, do artista brasileiro Alfredo Ceschiatti, pertencente ao acervo dos proprietários
Tuca Reines/Divulgação
O interior do imóvel segue a mesma proposta de naturalidade. Com base neutra em tons claros, os materiais e texturas foram inspirados na paisagem local. A decoração, conduzida posteriormente pela proprietária, manteve a leveza do conceito arquitetônico.
CORREDOR | No espaço que reúne as suítes, destaque para teto e guarda-corpo feitos de pau roliço de eucalipto, fornecido pelo construtor Fabricio Oliveira. Piso de madeira cumaru. Vasos de cerâmica de artesão locais
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“Queríamos que a casa proporcionasse conforto visual e sensorial. Cada ambiente foi pensado para se descortinar de forma gradual, criando pequenas surpresas a quem a percorre”, fala David.
QUARTO | O ambiente se integra ao exterior pelos painéis de madeira deslizantes com brises móveis, executados por Pedro Madalena, da Arte Baiana
Tuca Reines/Divulgação
Essa experiência de descoberta, aliada à vista do mar que se revela de diversos pontos — do living e da sala de jantar aos quartos do pavimento superior —, faz da residência um exemplo de integração entre arquitetura, paisagem e valorização regional.
BANHEIRO | Bancada e piso de cimento queimado feitos na obra pelo construtor Fabricio Oliveira. No pequeno jardim, ao lado do muro de pedra madeira, foram plantadas ráfias, enquanto na bancada, filodendros estão num tronco. Forro em trama de palha de dendê. Cuba e torneira da Deca. Arandela de loja de artesanato local
Tuca Reines/Divulgação

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