As árvores possuem múltiplas vantagens: embelezam, melhoram a qualidade do ar, regeneram áreas degradadas, promovem a biodiversidade, atraem polinizadores, entre outros. Além do valor paisagístico e ambiental, em casa, elas trazem sombra e frescor à área externa, muito desejados no verão.
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“O principal benefício é, sem dúvida, o conforto térmico natural. Árvores reduzem a temperatura do ambiente em até 5 a 8 °C, filtram a radiação solar direta, melhoram a umidade do ar e criam microclimas mais frescos, saudáveis e agradáveis. Além disso, sequestram carbono, aumentam a biodiversidade e qualificam o visual do jardim com presença estética e estrutura vertical, favorecendo a biofilia”, destaca Elis Cristina, arquiteta paisagista e gestora ambiental na Soul Verde Paisagismo.
Porém, nem todas as espécies se adaptam aos espaços urbanos. É preciso avaliar o tamanho da área disponível para o plantio, o clima local, a adaptação e as exigências de manutenção da espécie. A drenagem, a profundidade, a textura e a acidez do solo também devem ser consideradas. E, caso o objetivo seja praticidade, árvores que não soltam muitas folhas, flores ou frutos ajudam a manter o espaço limpo e ornamental.
Confira 10 espécies ideais para incluir no seu jardim:
1. Manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis)
Para adicionar o manacá-da-serra no jardim, considere o tamanho do terreno e o tipo de solo
Flickr/mauro halpern/Creative Commons
Originário da Mata Atlântica, o manacá-da-serra chama atenção pela floração abundante e em cores diferentes, como rosa, branco e lilás.
2. Quaresmeira (Tibouchina granulosa)
É importante realizar o acompanhamento do crescimento das quaresmeiras para direcionar a estrutura da espécie
Flickr/Mauricio Mercadante/Creative Commons
De crescimento rápido, a quaresmeira é frequentemente encontrada em ruas, parques e avenidas. A sua floração ocorre no início do ano, entre março e abril, na época da quaresma.
3. Ipê (Handroanthus)
Realizar podas drásticas no ipê pode enfraquecer e causar feridas na árvore
Pexels/Malcoln Oliveira/Creative Commons
O ipê pode ser encontrado em tonalidades como amarelo, rosa, roxo e branco, a depender da espécie. Além da floração abundante, a árvore apresenta crescimento rápido e boa adaptação em jardins residenciais.
4. Jabuticabeira (Plinia cauliflora)
Ter uma jabuticabeira no jardim é uma solução estratégica para jardins muito expostos ao sol
Unsplash/Leandro Ramos/Creative Commons
Ter um jardim com árvores frutíferas traz muitos benefícios ao lar. Com porte médio, a jabuticabeira é ideal para compor a área externa em composições tropicais.
5. Pata-de-vaca (Bauhinia forficata)
A pata-de-vaca é uma árvore nativa do Brasil, com flores brancas e rosadas
Flickr/mauro halpern/Creative Commons
A pata-de-vaca é uma ótima opção para regiões urbanas e quentes. A espécie atinge até 6 m de altura e ganha destaque pela beleza das flores brancas ou rosadas, permitindo combinações com outras plantas.
6. Resedá (Lagerstroemia indica)
Antes de plantar a árvore resedá, é importante considerar o clima da região e as condições de cultivo
Pexels/li/Creative Commons
Muito comum na arborização urbana, a árvore atinge de 3 a 6 m de altura, e apresenta boa resistência ao clima tropical. Ela floresce no verão e colore o jardim com tons de rosa, lilás e branco.
7. Oiti (Licania tomentosa)
A poda do oiti contribui no controle do crescimento da árvore, mantendo a forma estética e evitando a presença de galhos secos e folhas danificadas
Flickr/Mauricio Mercadante/Creative Commons
O oiti é uma das árvores mais usadas em calçadas e fachadas de casas. Com crescimento moderado e manutenção prática, a espécie garante sombra sem comprometer a estrutura do solo.
8. Jacarandá (Jacaranda mimosifolia)
A escolha de espécies de baixa manutenção, como o jacarandá, valoriza a estética do jardim
Unsplash/Cristina Seaborn/Creative Commons
A árvore é uma escolha popular para jardins que buscam sombra e estética sem o excesso de folhas ou frutos, com cuidados simples e facilidade na limpeza – exceto durante a floração.
9. Sibipiruna (Caesalpinia pluviosa)
A floração da sibipiruna adiciona um toque vibrante de cor para as áreas externas
MARCO AURÉLIO ESPARZA/Wikimedia Commons
Com crescimento rápido, a sibipiruna é indicada especialmente para regiões de clima quente e úmido, e garante valor ornamental para qualquer espaço.
10. Ingá (Inga)
O ingá oferece conforto térmico para as casas, além de melhorar a acústica e valorizar a estética do local
Flickr/Reinaldo Aguilar/Creative Commons
A frutífera é perfeita para criar sombra provisória ou permanente em jardins tropicais, pois apresenta crescimento extremamente rápido.
Qual é o melhor lugar para plantar árvore no jardim?
Espécies de grande porte devem ficar longe de muros, calçadas ou encanamentos. Ademais, é importante respeitar o espaçamento mínimo entre elas, para crescerem de forma saudável e vigorosa, evitando conflito das copa e das raízes. Os manuais de arborização urbana variam conforme a planta, mas o padrão é:
Espécies de pequeno porte (até seis metros): três a quatro metros;
Espécies de médio porte (seis a 12 metros): quatro a seis metros;
Espécies de grande porte (acima de 12 metros): seis a dez metros.
Para evitar danos, é primordial proporcionar uma cova com tamanho adequado, manejar a espécie corretamente e garantir um substrato de qualidade, respeitando a distância entre as construções.
“Escolher a espécie ideal para determinada área sempre envolve pensar na árvore nativa do local, tentando resgatar a vegetação que existia ali antes do homem retirá-la. Esse processo vai beneficiar as pessoas, os animais e todo o seu entorno. E aí, óbvio, precisamos fazer um estudo de clima e solo para entender qual é o microclima daquela região e conseguir resgatar as nativas para essas áreas”, diz a paisagista Karyne Lima.
A escolha deve ser feita por um profissional da área, focando em espécies com raízes menos agressivas e mantendo o recuo mínimo recomendado. Projeto do escritório Nitsche Arquitetos. Paisagismo de Catê Poli
André Scarpa/Divulgação | Produção: Deborah Apsan/Divulgação
Como podar uma árvore?
Nos primeiros três anos, o objetivo principal é estruturar o fuste e a copa. Remova galhos secos, cruzados ou muito baixos, preferencialmente em períodos secos, para reduzir o risco de fungos.
“A poda precisa sempre ser feita por uma empresa especializada para árvores acima de dois metros e meio. Nos primeiros anos de vida, ela deve ser de formação, para que a copa fique bem formada. Depois, precisamos fazer as podas de equilíbrio, nunca removendo mais de 30% da copa. Isso acaba enfraquecendo a planta e até desequilibrando e aumentando o risco de pragas e doenças”, completa Karyne.
Em quanto tempo a árvore pode fornecer sombra?
Para espécies de crescimento rápido: de dois a cinco anos;
Para espécies de crescimento moderado: de cinco a oito anos;
Para espécies de crescimento lento: de oito a 12 anos.
Quais cuidados são essenciais nos primeiros anos após o plantio?
Mantenha uma frequência de rega regular, especialmente até os 18 meses. Faça uma adubação orgânica anual durante a primavera e realize o controle de insetos. Além disso, proteja a árvore contra máquinas de cortar grama, para não afetar o tronco da planta.
Atenção: algumas árvores podem atrair pragas que desequilibram o sistema. Projeto do escritório Forma 011 Arquitetura, com paisagismo do Jardineiro Fiel e execução de Helena Paisagismo
Maura Mello/Divulgação
Outra recomendação é realizar o mulching, técnica que consiste em cobrir o solo com uma camada de materiais orgânicos ou inorgânicos para protegê-lo contra ervas daninhas e insetos, e ajudar no controle da umidade.
O tutoramento também pode ser aplicado. Para isso, basta inserir peças de bambu, varas de madeira ou outro material junto ao caule para orientar o crescimento da planta, com amarração flexível para evitar quebras.
Sinais de doença e riscos
A presença de galhos secos ou com rachaduras, fungos, cupins ou brocas são os principais indicativos de que algo vai mal. Folhas amarelas ou com queda excessiva fora da época também são um sinal de alerta. Outros pontos de atenção incluem: inclinação repentina do tronco, a presença de raízes expostas e o levantamento do solo ao redor.
Como alinhar a árvore à decoração da casa?
Para integrar o paisagismo à decoração, uma alternativa é adicionar bancos sob a copa, redes ou spots de luz direcionados, tornando a espécie protagonista. Outra sugestão é criar um espaço de leitura e adornar o local com pedras, plantas rasteiras e outros elementos naturais.
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“Posicione a árvore como elemento estrutural do paisagismo, definindo áreas de uso, fluxos e conforto. Então, integre espécies que criem estratos complementares — arbustos, forrações e trepadeiras compatíveis com luz filtrada. Considere a época de floração, a textura das folhas e a cor da casca para compor com o estilo do jardim; e escolha espécies que reforcem a identidade do bioma local”, aconselha a gestora ambiental.
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“O principal benefício é, sem dúvida, o conforto térmico natural. Árvores reduzem a temperatura do ambiente em até 5 a 8 °C, filtram a radiação solar direta, melhoram a umidade do ar e criam microclimas mais frescos, saudáveis e agradáveis. Além disso, sequestram carbono, aumentam a biodiversidade e qualificam o visual do jardim com presença estética e estrutura vertical, favorecendo a biofilia”, destaca Elis Cristina, arquiteta paisagista e gestora ambiental na Soul Verde Paisagismo.
Porém, nem todas as espécies se adaptam aos espaços urbanos. É preciso avaliar o tamanho da área disponível para o plantio, o clima local, a adaptação e as exigências de manutenção da espécie. A drenagem, a profundidade, a textura e a acidez do solo também devem ser consideradas. E, caso o objetivo seja praticidade, árvores que não soltam muitas folhas, flores ou frutos ajudam a manter o espaço limpo e ornamental.
Confira 10 espécies ideais para incluir no seu jardim:
1. Manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis)
Para adicionar o manacá-da-serra no jardim, considere o tamanho do terreno e o tipo de solo
Flickr/mauro halpern/Creative Commons
Originário da Mata Atlântica, o manacá-da-serra chama atenção pela floração abundante e em cores diferentes, como rosa, branco e lilás.
2. Quaresmeira (Tibouchina granulosa)
É importante realizar o acompanhamento do crescimento das quaresmeiras para direcionar a estrutura da espécie
Flickr/Mauricio Mercadante/Creative Commons
De crescimento rápido, a quaresmeira é frequentemente encontrada em ruas, parques e avenidas. A sua floração ocorre no início do ano, entre março e abril, na época da quaresma.
3. Ipê (Handroanthus)
Realizar podas drásticas no ipê pode enfraquecer e causar feridas na árvore
Pexels/Malcoln Oliveira/Creative Commons
O ipê pode ser encontrado em tonalidades como amarelo, rosa, roxo e branco, a depender da espécie. Além da floração abundante, a árvore apresenta crescimento rápido e boa adaptação em jardins residenciais.
4. Jabuticabeira (Plinia cauliflora)
Ter uma jabuticabeira no jardim é uma solução estratégica para jardins muito expostos ao sol
Unsplash/Leandro Ramos/Creative Commons
Ter um jardim com árvores frutíferas traz muitos benefícios ao lar. Com porte médio, a jabuticabeira é ideal para compor a área externa em composições tropicais.
5. Pata-de-vaca (Bauhinia forficata)
A pata-de-vaca é uma árvore nativa do Brasil, com flores brancas e rosadas
Flickr/mauro halpern/Creative Commons
A pata-de-vaca é uma ótima opção para regiões urbanas e quentes. A espécie atinge até 6 m de altura e ganha destaque pela beleza das flores brancas ou rosadas, permitindo combinações com outras plantas.
6. Resedá (Lagerstroemia indica)
Antes de plantar a árvore resedá, é importante considerar o clima da região e as condições de cultivo
Pexels/li/Creative Commons
Muito comum na arborização urbana, a árvore atinge de 3 a 6 m de altura, e apresenta boa resistência ao clima tropical. Ela floresce no verão e colore o jardim com tons de rosa, lilás e branco.
7. Oiti (Licania tomentosa)
A poda do oiti contribui no controle do crescimento da árvore, mantendo a forma estética e evitando a presença de galhos secos e folhas danificadas
Flickr/Mauricio Mercadante/Creative Commons
O oiti é uma das árvores mais usadas em calçadas e fachadas de casas. Com crescimento moderado e manutenção prática, a espécie garante sombra sem comprometer a estrutura do solo.
8. Jacarandá (Jacaranda mimosifolia)
A escolha de espécies de baixa manutenção, como o jacarandá, valoriza a estética do jardim
Unsplash/Cristina Seaborn/Creative Commons
A árvore é uma escolha popular para jardins que buscam sombra e estética sem o excesso de folhas ou frutos, com cuidados simples e facilidade na limpeza – exceto durante a floração.
9. Sibipiruna (Caesalpinia pluviosa)
A floração da sibipiruna adiciona um toque vibrante de cor para as áreas externas
MARCO AURÉLIO ESPARZA/Wikimedia Commons
Com crescimento rápido, a sibipiruna é indicada especialmente para regiões de clima quente e úmido, e garante valor ornamental para qualquer espaço.
10. Ingá (Inga)
O ingá oferece conforto térmico para as casas, além de melhorar a acústica e valorizar a estética do local
Flickr/Reinaldo Aguilar/Creative Commons
A frutífera é perfeita para criar sombra provisória ou permanente em jardins tropicais, pois apresenta crescimento extremamente rápido.
Qual é o melhor lugar para plantar árvore no jardim?
Espécies de grande porte devem ficar longe de muros, calçadas ou encanamentos. Ademais, é importante respeitar o espaçamento mínimo entre elas, para crescerem de forma saudável e vigorosa, evitando conflito das copa e das raízes. Os manuais de arborização urbana variam conforme a planta, mas o padrão é:
Espécies de pequeno porte (até seis metros): três a quatro metros;
Espécies de médio porte (seis a 12 metros): quatro a seis metros;
Espécies de grande porte (acima de 12 metros): seis a dez metros.
Para evitar danos, é primordial proporcionar uma cova com tamanho adequado, manejar a espécie corretamente e garantir um substrato de qualidade, respeitando a distância entre as construções.
“Escolher a espécie ideal para determinada área sempre envolve pensar na árvore nativa do local, tentando resgatar a vegetação que existia ali antes do homem retirá-la. Esse processo vai beneficiar as pessoas, os animais e todo o seu entorno. E aí, óbvio, precisamos fazer um estudo de clima e solo para entender qual é o microclima daquela região e conseguir resgatar as nativas para essas áreas”, diz a paisagista Karyne Lima.
A escolha deve ser feita por um profissional da área, focando em espécies com raízes menos agressivas e mantendo o recuo mínimo recomendado. Projeto do escritório Nitsche Arquitetos. Paisagismo de Catê Poli
André Scarpa/Divulgação | Produção: Deborah Apsan/Divulgação
Como podar uma árvore?
Nos primeiros três anos, o objetivo principal é estruturar o fuste e a copa. Remova galhos secos, cruzados ou muito baixos, preferencialmente em períodos secos, para reduzir o risco de fungos.
“A poda precisa sempre ser feita por uma empresa especializada para árvores acima de dois metros e meio. Nos primeiros anos de vida, ela deve ser de formação, para que a copa fique bem formada. Depois, precisamos fazer as podas de equilíbrio, nunca removendo mais de 30% da copa. Isso acaba enfraquecendo a planta e até desequilibrando e aumentando o risco de pragas e doenças”, completa Karyne.
Em quanto tempo a árvore pode fornecer sombra?
Para espécies de crescimento rápido: de dois a cinco anos;
Para espécies de crescimento moderado: de cinco a oito anos;
Para espécies de crescimento lento: de oito a 12 anos.
Quais cuidados são essenciais nos primeiros anos após o plantio?
Mantenha uma frequência de rega regular, especialmente até os 18 meses. Faça uma adubação orgânica anual durante a primavera e realize o controle de insetos. Além disso, proteja a árvore contra máquinas de cortar grama, para não afetar o tronco da planta.
Atenção: algumas árvores podem atrair pragas que desequilibram o sistema. Projeto do escritório Forma 011 Arquitetura, com paisagismo do Jardineiro Fiel e execução de Helena Paisagismo
Maura Mello/Divulgação
Outra recomendação é realizar o mulching, técnica que consiste em cobrir o solo com uma camada de materiais orgânicos ou inorgânicos para protegê-lo contra ervas daninhas e insetos, e ajudar no controle da umidade.
O tutoramento também pode ser aplicado. Para isso, basta inserir peças de bambu, varas de madeira ou outro material junto ao caule para orientar o crescimento da planta, com amarração flexível para evitar quebras.
Sinais de doença e riscos
A presença de galhos secos ou com rachaduras, fungos, cupins ou brocas são os principais indicativos de que algo vai mal. Folhas amarelas ou com queda excessiva fora da época também são um sinal de alerta. Outros pontos de atenção incluem: inclinação repentina do tronco, a presença de raízes expostas e o levantamento do solo ao redor.
Como alinhar a árvore à decoração da casa?
Para integrar o paisagismo à decoração, uma alternativa é adicionar bancos sob a copa, redes ou spots de luz direcionados, tornando a espécie protagonista. Outra sugestão é criar um espaço de leitura e adornar o local com pedras, plantas rasteiras e outros elementos naturais.
Leia mais
“Posicione a árvore como elemento estrutural do paisagismo, definindo áreas de uso, fluxos e conforto. Então, integre espécies que criem estratos complementares — arbustos, forrações e trepadeiras compatíveis com luz filtrada. Considere a época de floração, a textura das folhas e a cor da casca para compor com o estilo do jardim; e escolha espécies que reforcem a identidade do bioma local”, aconselha a gestora ambiental.



