Os metais dourados não costumam ser a primeira escolha para compor um banheiro, mas devem ser considerados, em especial em projetos que pedem ambientes mais sofisticados. Versáteis, eles oferecem uma variedade de opções que se adequam tanto a espaços contemporâneos quanto aos mais clássicos.
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“A oferta de design é extensa, abrangendo peças como torneiras, registros, misturadores, papeleiras, porta-toalhas e cabides. É comum encontrar linhas completas que compartilham um estilo específico, permitindo a criação de um visual coeso”, fala a arquiteta Cinthia Claro.
No projeto elaborado pela designer lituana Kamile Seiva, a cuba de pedra sabão faz par com a torneira retrô alta Aron Dourada, da Bela Metais
Sarah Medeiros/Divulgação
Ao empregar metais dourados em banheiro, a questão central reside na harmonização dos elementos. “A variedade de tons e acabamentos dourados disponíveis é extensa, abrangendo desde o dourado tradicional, passando pelo dourado fosco e nuances como o rose gold. Essa diversidade, embora enriqueça as opções, pode gerar desafios na composição”, diz a profissional.
Isso porque a compatibilidade entre os acabamentos de diferentes segmentos, como os metais sanitários e os perfis de boxe para banheiro, nem sempre é alcançada com perfeição. “Devido às distintas técnicas de produção e às variações entre as marcas, a reprodução exata de um mesmo tom de dourado é rara”, comenta a arquiteta.
Para compor o banheiro com mix de materiais, a torneira retrô dourada foi a escolhida. Projeto de reforma do designer Waldir Junior
Fabio Jr. Severo/Divulgação | Produção: Guilherme Garcia/Divulgação
Ela sugere, por exemplo, usar um boxe com perfil de alumínio, de inox ou branco, em vez de dourado. “A combinação do dourado do boxe com os metais sanitários dourados nem sempre resulta em uma composição visualmente impecável. Além disso, a presença excessiva do dourado pode sobrecarregar o ambiente, tornando-o visualmente pesado”, fala.
Como escolher as composições
A escolha entre o acabamento brilhante e o fosco está ligada ao estilo do banheiro e à preferência dos moradores. “Embora o acabamento fosco seja uma tendência crescente, o brilhante ainda é bastante solicitado. Muitos optam pelo brilho, associando-o à sofisticação, uma percepção que se estende a outros elementos além dos metais”, conta Cinthia.
O projeto do escritório House in Rio Projetos traz misturador de bancada e acionador de descarga da Doka, na Ekko Revestimentos
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação
“E, pessoalmente, não uso objetos brilhantes. Prefiro sempre os acabamentos opacos — tanto nos metais quanto nos revestimentos — porque acho mais elegante e atemporal. Mas isso é uma questão de gosto pessoal mesmo”, comenta o designer de iluminação Waldir Junior.
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Com o dourado costuma ser mais chamativo e se destaca mais do que os metais cromados, ele recomenda evitar os “conjuntinhos” e optar por uma mistura de diferentes acabamentos.
No projeto do escritório Onze Onze Arquitetura, o branco puro é a base do ambiente com ar antigo e metais em ouro velho com toque retrô da MAC Metais Vintage
Marcelo Nakano Daniel/Divulgação
“Nós costumamos trabalhar com uma mescla de metais dourados, cromados e ônix. Gosto muito desse tipo de mistura porque traz um ar mais vintage para o projeto, como se as peças tivessem sido garimpadas ao longo do tempo, e não escolhidas todas de uma vez, com aquela cara de ‘tudo novo'”, revela o designer.
De acordo com o profissional, essa combinação costuma funcionar em praticamente qualquer estilo de banheiro. “Evita tanto o exagero — não fica dourado demais, nem cromado demais — quanto o aspecto artificial, aquela aparência de que tudo foi comprado no mesmo dia”, diz.
Os metais dourados da Ekko Revestimentos contrastam com a madeira e os revestimentos neste projeto do Studio Pipa Arquitetura
Raiana Medina/Divulgação
“A mistura traz personalidade, cria a sensação de temporalidade e deixa o ambiente mais interessante visualmente. Por isso, não sou a favor apenas de usar dourado, mas sim de mesclar vários acabamentos”, ele completa.
Se a mistura de acabamentos não agradar, Cinthia recomenda buscar a uniformidade do tom dourado nas peças. “Isso se aplica à torneira, aos registros, ao cabide, à papeleira e aos acessórios de banho em geral. Não considero essencial a combinação com elementos como o boxe e os acessórios da bacia sanitária”, aponta.
A parede da sala de banho foi revestida de pedras naturais do rio São Francisco, retiradas na escavação do terreno. Torneiras retrô alta Aron Dourada, da Bela Metais. Projeto da designer lituana Kamile Seiv
Sarah Medeiros/Divulgação
Em alguns casos, a inclusão de todos esses elementos, como o ralo, pode resultar em um excesso de padronização, tornando a composição visualmente carregada. Além disso, as linhas coloridas, como o dourado e o preto, são geralmente mais caras que o tradicional metal cromado e tendem a elevar significativamente o orçamento.
Cinthia também destaca que a cor dos metais não deve seguir o tom das esquadrias, como muitos acreditam. “A caixa de descarga e a porta do banheiro, frequentemente brancas, também não ditam essa restrição”, frisa.
O misturador de bancada e os metais do boxe, com acabamento brushed rose gold, são da linha Rainbow, da Doka, na Decor Banho, e harmonizam com a divisória do box Slim, que tem puxadores personalizados no mesmo acabamento, da Vidrobrás. Projeto do arquiteto Lucas Padovani
Favaro Jr./Divulgação
Durabilidade dos metais dourados
De acordo com Waldir, quanto à durabilidade, os metais dourados têm se mostrado equivalentes aos demais. A vida útil dos produtos é influenciada por diversos fatores como a marca, a qualidade dos componentes e o próprio material utilizado.
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“É fundamental analisar a garantia oferecida pelo fabricante e pela loja, bem como a procedência do produto. Escolha marcas reconhecidas e confiáveis, pois o histórico e a reputação são indicadores importantes”, acrescenta Cinthia.
No banheiro idealizado pelo escritório Studio FP02, as torneiras douradas contrastam com o pau-ferro do gabinete executado pela OG Ambientes, responsável também pelo armário superior com espelho prata lapidado
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação
O processo de banho do metal e os cuidados na manutenção também podem interferir na durabilidade das peças, aponta a arquiteta.
“O acabamento polido exige maior atenção. A polidez, por sua natureza, evidencia mais facilmente imperfeições. Para manter o brilho, a manutenção precisa ser mais frequente, similar ao que ocorre com o porcelanato polido. O acabamento natural, por outro lado, demanda menos esforço em termos de manutenção e limpeza”, ela orienta.
No banheiro projetado pelo escritório Sala2 Arquitetura, os metais com acabamento rose gold, da Kohler, trazem um toque sofisticado ao lado do mármore
Maura Mello/Divulgação
Para limpá-los, o indicado é usar apenas água e sabão neutro, removendo o excesso com um pano seco. Deve-se evitar o uso de produtos químicos ou abrasivos na faxina. “Em hipótese alguma utilize esponjas, pois elas podem danificar a superfície, independentemente do acabamento ou da cor aplicada”, aponta a arquiteta.
Inspire-se em projetos de banheiros com metais dourados
Rústico, o banheiro em concreto recebeu piso de seixos e metais dourados. Projeto da arquiteta Vanessa Meyer
Manoel Sá/Divulgação | Produção: Deborah Apsan/Divulgação
Os metais dourados chamam a atenção no banheiro do casal. Projeto do arquiteto Gabriel Fernandes ao lado dos profissionais Rodrigo Santana, Bianca Marques, Barbara Alves e Mariana Moraes
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Aldi Flosi/Divulgação
No banheiro máster, os metais dourados da Docol foram a escolha para compor com os tons neutros do espaço. Projeto de interiores da arquiteta Paula Sizinando e arquitetura do Lineastudio Arquiteturas
Andre Sheffer/Divulgação
No projeto do banheiro feito pela arquiteta Camila Abrahão, o antigo espelho une-se à arandela de latão dos anos 1970
Joana França/Editora Globo
No banheiro projetado pelo escritório Go Up Arquitetura, a torneira dourada de parede contrasta com os ladrilhos hidráulicos verdes
Leo Giantomasi/Divulgação
Os metais dourados da Deca, comprados na Bello Banho, se destacam na banheiro onde predomina o branco. Projeto do escritório Up3 Arquitetura
Casa e Jardim/Divulgação
Mármore e metais rose gold da Ekko Revestimentos se misturam para uma atmosfera única no banheiro da suíte. Projeto do escritório Mentô Arquitetura
Pedro Magalhães/Divulgação
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“A oferta de design é extensa, abrangendo peças como torneiras, registros, misturadores, papeleiras, porta-toalhas e cabides. É comum encontrar linhas completas que compartilham um estilo específico, permitindo a criação de um visual coeso”, fala a arquiteta Cinthia Claro.
No projeto elaborado pela designer lituana Kamile Seiva, a cuba de pedra sabão faz par com a torneira retrô alta Aron Dourada, da Bela Metais
Sarah Medeiros/Divulgação
Ao empregar metais dourados em banheiro, a questão central reside na harmonização dos elementos. “A variedade de tons e acabamentos dourados disponíveis é extensa, abrangendo desde o dourado tradicional, passando pelo dourado fosco e nuances como o rose gold. Essa diversidade, embora enriqueça as opções, pode gerar desafios na composição”, diz a profissional.
Isso porque a compatibilidade entre os acabamentos de diferentes segmentos, como os metais sanitários e os perfis de boxe para banheiro, nem sempre é alcançada com perfeição. “Devido às distintas técnicas de produção e às variações entre as marcas, a reprodução exata de um mesmo tom de dourado é rara”, comenta a arquiteta.
Para compor o banheiro com mix de materiais, a torneira retrô dourada foi a escolhida. Projeto de reforma do designer Waldir Junior
Fabio Jr. Severo/Divulgação | Produção: Guilherme Garcia/Divulgação
Ela sugere, por exemplo, usar um boxe com perfil de alumínio, de inox ou branco, em vez de dourado. “A combinação do dourado do boxe com os metais sanitários dourados nem sempre resulta em uma composição visualmente impecável. Além disso, a presença excessiva do dourado pode sobrecarregar o ambiente, tornando-o visualmente pesado”, fala.
Como escolher as composições
A escolha entre o acabamento brilhante e o fosco está ligada ao estilo do banheiro e à preferência dos moradores. “Embora o acabamento fosco seja uma tendência crescente, o brilhante ainda é bastante solicitado. Muitos optam pelo brilho, associando-o à sofisticação, uma percepção que se estende a outros elementos além dos metais”, conta Cinthia.
O projeto do escritório House in Rio Projetos traz misturador de bancada e acionador de descarga da Doka, na Ekko Revestimentos
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação
“E, pessoalmente, não uso objetos brilhantes. Prefiro sempre os acabamentos opacos — tanto nos metais quanto nos revestimentos — porque acho mais elegante e atemporal. Mas isso é uma questão de gosto pessoal mesmo”, comenta o designer de iluminação Waldir Junior.
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Com o dourado costuma ser mais chamativo e se destaca mais do que os metais cromados, ele recomenda evitar os “conjuntinhos” e optar por uma mistura de diferentes acabamentos.
No projeto do escritório Onze Onze Arquitetura, o branco puro é a base do ambiente com ar antigo e metais em ouro velho com toque retrô da MAC Metais Vintage
Marcelo Nakano Daniel/Divulgação
“Nós costumamos trabalhar com uma mescla de metais dourados, cromados e ônix. Gosto muito desse tipo de mistura porque traz um ar mais vintage para o projeto, como se as peças tivessem sido garimpadas ao longo do tempo, e não escolhidas todas de uma vez, com aquela cara de ‘tudo novo'”, revela o designer.
De acordo com o profissional, essa combinação costuma funcionar em praticamente qualquer estilo de banheiro. “Evita tanto o exagero — não fica dourado demais, nem cromado demais — quanto o aspecto artificial, aquela aparência de que tudo foi comprado no mesmo dia”, diz.
Os metais dourados da Ekko Revestimentos contrastam com a madeira e os revestimentos neste projeto do Studio Pipa Arquitetura
Raiana Medina/Divulgação
“A mistura traz personalidade, cria a sensação de temporalidade e deixa o ambiente mais interessante visualmente. Por isso, não sou a favor apenas de usar dourado, mas sim de mesclar vários acabamentos”, ele completa.
Se a mistura de acabamentos não agradar, Cinthia recomenda buscar a uniformidade do tom dourado nas peças. “Isso se aplica à torneira, aos registros, ao cabide, à papeleira e aos acessórios de banho em geral. Não considero essencial a combinação com elementos como o boxe e os acessórios da bacia sanitária”, aponta.
A parede da sala de banho foi revestida de pedras naturais do rio São Francisco, retiradas na escavação do terreno. Torneiras retrô alta Aron Dourada, da Bela Metais. Projeto da designer lituana Kamile Seiv
Sarah Medeiros/Divulgação
Em alguns casos, a inclusão de todos esses elementos, como o ralo, pode resultar em um excesso de padronização, tornando a composição visualmente carregada. Além disso, as linhas coloridas, como o dourado e o preto, são geralmente mais caras que o tradicional metal cromado e tendem a elevar significativamente o orçamento.
Cinthia também destaca que a cor dos metais não deve seguir o tom das esquadrias, como muitos acreditam. “A caixa de descarga e a porta do banheiro, frequentemente brancas, também não ditam essa restrição”, frisa.
O misturador de bancada e os metais do boxe, com acabamento brushed rose gold, são da linha Rainbow, da Doka, na Decor Banho, e harmonizam com a divisória do box Slim, que tem puxadores personalizados no mesmo acabamento, da Vidrobrás. Projeto do arquiteto Lucas Padovani
Favaro Jr./Divulgação
Durabilidade dos metais dourados
De acordo com Waldir, quanto à durabilidade, os metais dourados têm se mostrado equivalentes aos demais. A vida útil dos produtos é influenciada por diversos fatores como a marca, a qualidade dos componentes e o próprio material utilizado.
Leia mais
“É fundamental analisar a garantia oferecida pelo fabricante e pela loja, bem como a procedência do produto. Escolha marcas reconhecidas e confiáveis, pois o histórico e a reputação são indicadores importantes”, acrescenta Cinthia.
No banheiro idealizado pelo escritório Studio FP02, as torneiras douradas contrastam com o pau-ferro do gabinete executado pela OG Ambientes, responsável também pelo armário superior com espelho prata lapidado
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação
O processo de banho do metal e os cuidados na manutenção também podem interferir na durabilidade das peças, aponta a arquiteta.
“O acabamento polido exige maior atenção. A polidez, por sua natureza, evidencia mais facilmente imperfeições. Para manter o brilho, a manutenção precisa ser mais frequente, similar ao que ocorre com o porcelanato polido. O acabamento natural, por outro lado, demanda menos esforço em termos de manutenção e limpeza”, ela orienta.
No banheiro projetado pelo escritório Sala2 Arquitetura, os metais com acabamento rose gold, da Kohler, trazem um toque sofisticado ao lado do mármore
Maura Mello/Divulgação
Para limpá-los, o indicado é usar apenas água e sabão neutro, removendo o excesso com um pano seco. Deve-se evitar o uso de produtos químicos ou abrasivos na faxina. “Em hipótese alguma utilize esponjas, pois elas podem danificar a superfície, independentemente do acabamento ou da cor aplicada”, aponta a arquiteta.
Inspire-se em projetos de banheiros com metais dourados
Rústico, o banheiro em concreto recebeu piso de seixos e metais dourados. Projeto da arquiteta Vanessa Meyer
Manoel Sá/Divulgação | Produção: Deborah Apsan/Divulgação
Os metais dourados chamam a atenção no banheiro do casal. Projeto do arquiteto Gabriel Fernandes ao lado dos profissionais Rodrigo Santana, Bianca Marques, Barbara Alves e Mariana Moraes
Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Aldi Flosi/Divulgação
No banheiro máster, os metais dourados da Docol foram a escolha para compor com os tons neutros do espaço. Projeto de interiores da arquiteta Paula Sizinando e arquitetura do Lineastudio Arquiteturas
Andre Sheffer/Divulgação
No projeto do banheiro feito pela arquiteta Camila Abrahão, o antigo espelho une-se à arandela de latão dos anos 1970
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Leo Giantomasi/Divulgação
Os metais dourados da Deca, comprados na Bello Banho, se destacam na banheiro onde predomina o branco. Projeto do escritório Up3 Arquitetura
Casa e Jardim/Divulgação
Mármore e metais rose gold da Ekko Revestimentos se misturam para uma atmosfera única no banheiro da suíte. Projeto do escritório Mentô Arquitetura
Pedro Magalhães/Divulgação



