Pesquisadores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro descobriram uma nova espécie de bromélia, após coleta de exemplar feita em 2023, no Parque Nacional do Alto Cariri, na Bahia, próximo à divisa com Minas Gerais. A planta é descrita como endêmica da Mata Atlântica, e recebeu o nome científico de Wittmackia aurantiolilacina.
Leia mais
A coleta ocorreu em agosto de 2023 por uma equipe do Centro Nacional de Conservação da Flora, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (CNCFlora/JBRJ), durante uma expedição do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Árvores Ameaçadas de Extinção do Sul da Bahia (PAN Hileia Baiana), no âmbito do Projeto GEF Pró-Espécies: todos contra a extinção.
Coletada sem flores, a bromélia foi introduzida para cultivo no bromeliário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e no Refúgio dos Gravatás, em Teresópolis. A floração aconteceu em julho de 2024 no jardim botânico, o que viabilizou sua identificação como uma nova espécie. O nome aurantiolilacina vem das cores de suas inflorescências, laranja e lilás.
A espécie foi considerada epífita, adaptada ao cultivo em meia-sombra, com substrato bem drenado e rega moderada
Bruno Rezende/Divulgação
“A nova espécie se distingue de outras representantes do gênero Wittmackia principalmente pela coloração singular de sua inflorescência, pelas proporções e formas específicas de suas sépalas e pétalas. A espécie mais próxima, Wittmackia bicolor, apresenta inflorescência amarela com pétalas brancas, o que evidencia bem as diferenças visuais entre elas”, explica o biólogo Bruno Rezende.
Ela se assemelha às demais espécies do gênero Wittmackia por apresentar inflorescência simples, sem ramificações, flores espaçadas e uma roseta foliar pouco distinta, mantendo o padrão estrutural típico do grupo.
A espécie é originária do sul da Bahia, mais afastada do litoral, próximo à divisa com Minas Gerais
Bruno Rezende/Divulgação
As análises sugerem que se trata de uma espécie criticamente em perigo de extinção (CR), devido à pressão de atividades humanas em seu habitat natural, como pastagens e plantações de café e cacau, entre outros.
A nova bromélia está sendo cultivada à meia-sombra, em substrato composto por 50% de areia lavada e 50% de terra vegetal. Enquanto a matéria orgânica equilibrada é responsável pela retenção e liberação gradual de nutrientes, a areia garante boa drenagem e evita que o solo permaneça úmido.
A rega deve ser moderada, sem encharcar. A reposição de nutrientes pode ser feita com adubo osmocote, um fertilizante de liberação lenta que estimula o enraizamento; ou por meio de adubação foliar, diluindo bem o fertilizante solúvel na água da rega direta sobre as folhas.
Leia mais
“Evidências indicam que ela é uma espécie epífita, ocorrendo preferencialmente sobre galhos de árvores. Quanto ao período de floração, tudo indica que ela ocorre no inverno”, diz Bruno.
Leia mais
A coleta ocorreu em agosto de 2023 por uma equipe do Centro Nacional de Conservação da Flora, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (CNCFlora/JBRJ), durante uma expedição do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Árvores Ameaçadas de Extinção do Sul da Bahia (PAN Hileia Baiana), no âmbito do Projeto GEF Pró-Espécies: todos contra a extinção.
Coletada sem flores, a bromélia foi introduzida para cultivo no bromeliário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e no Refúgio dos Gravatás, em Teresópolis. A floração aconteceu em julho de 2024 no jardim botânico, o que viabilizou sua identificação como uma nova espécie. O nome aurantiolilacina vem das cores de suas inflorescências, laranja e lilás.
A espécie foi considerada epífita, adaptada ao cultivo em meia-sombra, com substrato bem drenado e rega moderada
Bruno Rezende/Divulgação
“A nova espécie se distingue de outras representantes do gênero Wittmackia principalmente pela coloração singular de sua inflorescência, pelas proporções e formas específicas de suas sépalas e pétalas. A espécie mais próxima, Wittmackia bicolor, apresenta inflorescência amarela com pétalas brancas, o que evidencia bem as diferenças visuais entre elas”, explica o biólogo Bruno Rezende.
Ela se assemelha às demais espécies do gênero Wittmackia por apresentar inflorescência simples, sem ramificações, flores espaçadas e uma roseta foliar pouco distinta, mantendo o padrão estrutural típico do grupo.
A espécie é originária do sul da Bahia, mais afastada do litoral, próximo à divisa com Minas Gerais
Bruno Rezende/Divulgação
As análises sugerem que se trata de uma espécie criticamente em perigo de extinção (CR), devido à pressão de atividades humanas em seu habitat natural, como pastagens e plantações de café e cacau, entre outros.
A nova bromélia está sendo cultivada à meia-sombra, em substrato composto por 50% de areia lavada e 50% de terra vegetal. Enquanto a matéria orgânica equilibrada é responsável pela retenção e liberação gradual de nutrientes, a areia garante boa drenagem e evita que o solo permaneça úmido.
A rega deve ser moderada, sem encharcar. A reposição de nutrientes pode ser feita com adubo osmocote, um fertilizante de liberação lenta que estimula o enraizamento; ou por meio de adubação foliar, diluindo bem o fertilizante solúvel na água da rega direta sobre as folhas.
Leia mais
“Evidências indicam que ela é uma espécie epífita, ocorrendo preferencialmente sobre galhos de árvores. Quanto ao período de floração, tudo indica que ela ocorre no inverno”, diz Bruno.



