É tempo de renovar o olhar e o roteiro cultural: março chega com uma programação incrível de exposições de arte, arquitetura e design que vale acompanhar de perto. Entre os destaques do mês estão a 5ª edição da ABERTO, que acontece na Casa Bola, assinada por Eduardo Longo, a 15ª edição da DW! Semana de Design de São Paulo, e uma exposição dedicada a Ruy Othake na Casa-ateliê Tomie Ohtake. Confira:
DW! Semana de Design de São Paulo 2026
Ambiente da DW 2025, onde criativos da Barra Funda homenagearam o escritor Mário de Andrade
Filippo Bamberghi
Em um momento de celebração como um dos mais influentes festivais urbanos de design e arquitetura de interiores da América Latina, a 15ª edição da iniciativa será realizada entre 5 e 15 de março de 2026. Idealizador e CEO da DW! SP e conselheiro da World Design Weeks (WDW) — entidade que reúne 44 semanas de design ao redor do mundo —, Lauro Andrade destaca que o marco dos 15 anos consolida não apenas a maturidade e a expansão do festival, mas também sua contribuição para a estruturação coletiva de um ecossistema criativo local. Em 2025, a semana de design paulistana reuniu 132 expositores e 415 eventos distribuídos por oito distritos, sendo um deles digital.
DW! Semana de Design de São Paulo 2026
Local: São Paulo (SP)
Data: 10 a 16 de março
Para mais informações, acesse o site da DW! Semana de Design de São Paulo.
ABERTO 5, na Casa Bola e Avenida Faria Lima
Casa Bola, de Eduardo Longo, onde acontece a 5ª edição da ABERTO
Ruy Teixeira
Após edição internacional em Paris, a mostra ABERTO retorna a São Paulo para sua quinta edição, a mais abrangente desde sua criação. Entre 7 de março e 31 de maio de 2026, o projeto se desdobra em duas frentes complementares: uma exposição de grande escala na Casa Bola, obra emblemática do arquiteto Eduardo Longo, aberta ao público pela primeira vez, e um conjunto de intervenções artísticas ao longo da avenida Faria Lima.
ABERTO 5
Local: Casa Bola e Avenida Faria Lima
Endereço: Av. Brig. Faria Lima, 2889 – Itaim Bibi, São Paulo – SP | Avenida Faria Lima
Data: 7 de março a 31 de maio
Horários: Quarta a domingo, das 10h às 19h
Entrada: Gratuita | Ingressos aqui
Para mais informações, acesse o site da ABERTO.
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Expo Revestir 2026
O revestimento Tape, design Sig Bergamin e Murilo Lomas para a Duratex, foi apresentado em 2025
Divulgação
De 9 a 13 de março, a feira destinada a revestimentos e acabamentos chega à sua 24ª edição. Com mais de 300 marcas expositoras já confirmadas, Expo Revestir 2026 reforça seu papel estratégico ao promover conexões comerciais consistentes, apoiar a definição de posicionamento e estimular a adaptação das empresas. Conteúdos curados, programas dirigidos a arquitetos e designers de interiores, ativações de marca e ações de projeção internacional reforçam o papel da feira como vitrine de lançamentos, plataforma de inovação e motor de conexões comerciais de alto valor.
Expo Revestir 2026
Local: Pavilhão São Paulo Expo
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, s/n – Vila Água Funda, São Paulo – SP
Data: 9 a 13 de março
Horários: Segunda a quinta, das 9h às 19h | Sexta, das 9h às 17h
Para mais informações, acesse o site da Expo Revestir.
Ruy Ohtake – Percursos do habitar, na Casa-ateliê Tomie Ohtake
Residência Tomie Ohtake
Cristiano Mascaro
O Instituto Tomie Ohtake apresenta Ruy Ohtake – Percursos do habitar, exposição que inaugura a nova fase da Casa-ateliê Tomie Ohtake, antiga residência da artista, no Campo Belo, em São Paulo. Com curadoria de Catalina Bergues e Sabrina Fontenele, a mostra reúne seis projetos residenciais do arquiteto Ruy Ohtake, realizados entre as décadas de 1960 e 2010, explorando a casa como espaço central de sociabilidade, memória e construção da vida cotidiana. A exposição apresenta cinco residências unifamiliares projetadas por Ruy Ohtake entre as décadas de 1960 e 2000 – a Casa-ateliê Tomie Ohtake (1966), a Residência Chiyo Hama (1967), a Residência Nadir Zacarias (1970), a Residência Domingos Brás (1989) e a Residência Zuleika Halpern (2004) – além do Condomínio Residencial Heliópolis (2008/2009), conhecido como “Redondinhos”.
Ruy Ohtake – Percursos do habitar
Local: Casa-ateliê Tomie Ohtake
Endereço: R. Antônio de Macedo Soares, 1800 – Campo Belo, São Paulo – SP
Data: 7 de março a 31 de maio
Horários: Quinta a domingo, das 10h às 17h
Entrada: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)
Para mais informações, acesse o site do Instituto Tomie Ohtake.
Et Cetera, no Instituto Tomie Ohtake
The Elisa Building, assinado por Isay Weinfeld, em nova York
Bob Wolfenson
Alguns dos edifícios mais emblemáticos de São Paulo e de grandes metrópoles ao redor do mundo levam a assinatura de Isay Weinfeld, embora seu estilo desafie classificações rígidas. Ao longo de cinco décadas, o arquiteto construiu uma trajetória que ultrapassa a arquitetura e transita com fluidez pelo design, pelas artes visuais e pelo cinema. Essa produção multifacetada será apresentada na mostra Et Cetera, a mais abrangente já dedicada à sua carreira, em cartaz no Instituto Tomie Ohtake. Com curadoria de Agnaldo Farias, identidade gráfica de Giovanni Bianco e fotos de Bob Wolfenson, a exposição propõe não uma retrospectiva tradicional, mas a revelação de um modo de pensar e criar.
Et Cetera
Local: Instituto Tomie Ohtake
Endereço: Rua Coropé, 88 – Pinheiros, São Paulo – SP
Data: 5 de março e 17 de maio
Horários: Terça a domingo, das 11h às 19h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site do Instituto Tomie Ohtake.
Rafael Pereira: A Cabeça de Zumbi, na Galeria Estação
Obra de Rafael Pereira
© Filipe Berndt
A Galeria Estação abre sua programação de 2026 com Rafael Pereira: A Cabeça de Zumbi, segunda exposição individual do artista no espaço paulistano. Reunindo 27 pinturas inéditas e a série Nbimda, dedicada a 16 divindades do candomblé de Angola de matriz Bantu, a mostra evidencia um momento de amadurecimento e ampliação de repertório na trajetória de Rafael Pereira. A exposição conta com texto crítico de Renato Menezes e se organiza em dois núcleos que articulam memória, ancestralidade, subjetividade e experimentação pictórica.
Rafael Pereira: A Cabeça de Zumbi
Local: Galeria Estação
Endereço: R. Ferreira de Araújo, 625 – Pinheiros, São Paulo – SP
Data: 5 março a 11 de abril
Horários: Segunda a sexta, das 11h às 19h | Sábado, das 11h às 15h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da Galeria Estação.
Epitélio, na Galeria Pórtico
Peter de Brito, Eugenia (Autorretrato 2), 2023
Divulgação
A Galeria Pórtico apresenta a primeira exposição individual de Peter de Brito no espaço, com curadoria de Claudinei Roberto da Silva. A mostra Epitélio inaugura o calendário da programação anual da galeria e dá continuidade à pesquisa do artista sobre mecanismos racistas que operam de múltiplas formas na sociedade e as memórias das cicatrizes que compõem esse corpo social. Com formação em biologia, educação física e artes plásticas, Peter de Brito constrói uma prática pautada pela experimentação técnica e pela reflexão sobre o corpo, além de não dispensar a ironia, o que resulta em trabalhos de voltagem poética e política.
Epitélio
Local: Galeria Pórtico
Endereço: Tv. Dona Paula, 116 – Higienópolis, São Paulo – SP
Data: 28 de fevereiro a 11 de abril
Horários: Terça a sexta, das 10h às 19h | Sábado, das 10h às 17h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o Instagram da Galeria Pórtico.
O Cinema anticolonial de Sarah Maldoror, CCBB São Paulo
A cineasta Sarah Maldoror
BJ Nikolaisen/Divulgação
Uma mostra inédita dedicada à Sarah Maldoror, considerada uma das primeiras cineastas negras a filmar na África, acontece no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo. A retrospectiva O Cinema anticolonial de Sarah Maldoror traz curtas e longas-metragens, que destacam o papel da cineasta franco-guadalupense na história dos cinemas negros e de mulheres. Sarah Maldoror (1929-2020) foi uma figura central do cinema anticolonial. A cineasta construiu uma filmografia de mais de quarenta títulos que documentam e ficcionalizam as frentes de libertação em Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde, além de tratarem de temas como a imigração, o engajamento político e o pensamento decolonial. Sua estética diferencia-se por fundir o rigor político à sensibilidade poética, deslocando o olhar para a subjetividade humana e, fundamentalmente, para o protagonismo feminino nas insurgências africanas.
O Cinema anticolonial de Sarah Maldoror
Local: CCBB São Paulo
Endereço: R. Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico de São Paulo, São Paulo – SP
Data: 21 de fevereiro a 22 de março
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site do CCBB São Paulo.
apesar de, no Ateliê Casa Um
Obra da exposição “apesar de”, no Ateliê Casa Um
Divulgação
Em sintonia com o Mês da Mulher, no Ateliê Casa Um recebe a exposição apesar de. A mostra reúne cinco artistas mulheres — Ani Cuenca, Cátia Goffinet, Andréa Derani, Francine Jubran e Suely Bogochvol — em um projeto curatorial que propõe uma reflexão profunda sobre permanência, resistência, reinvenção e existência em contextos de desgaste, instabilidade e transformação. A exposição parte da ideia de que nada se rompe de forma absoluta. Em vez de narrar o colapso, apesar de investiga o que continua existindo quando estruturas, corpos, vínculos e linguagens já não estão inteiros. O foco não está na queda, mas no intervalo — no estado em que algo persiste apesar da falha, do desgaste, da perda de sentido e da instabilidade.
apesar de
Local: Ateliê Casa Um
Endereço: Rua José Maria Lisboa, 873 – Casa 1, no bairro Jardim Paulista, São Paulo – SP
Data: 18 a 28 de março
Horários: Terça a sexta, das 14h às 18h | Sábado, das 11h às 15h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o Ateliê Casa Um.
A gente é muita gente, na Funarte Belo Horizonte
Obra de Ciana Brandão
Edgar Kanaykõ
A Funarte, em Belo Horizonte, recebe a primeira individual de Ciana Brandão, nomeada A gente é muita gente. Iniciada em 2021, a pesquisa da artista investiga a ancestralidade materna da artista ao unir espiritualidade e rituais indígenas à busca por documentos e memórias familiares. O processo revela o apagamento dos povos originários na formação da sociedade, conectando sua história pessoal a uma narrativa coletiva. Com curadoria de Leonardo Alves, a mostra articula pintura em vidro, instalação, vídeo-performance e ateliê aberto como campos de experiência. O visitante não recebe um relato fechado, mas é convocado a atravessar um ponto de vista.
A gente é muita gente
Local: Funarte Belo Horizonte
Endereço: Rua Januária, 68 – Centro, Belo Horizonte – MG
Data: 17 a 28 de março
Horários: Todos os dias, das 11h às 21h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da Funarte.
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Solidão Coletiva, na CAIXA Cultural São Paulo
9 to 5 polyptych, de Julio Bittencourt
Julio Bittencourt/Divulgação
A CAIXA Cultural São Paulo apresenta a exposição Solidão Coletiva, individual inédita de Julio Bittencourt que propõe uma reflexão visual sobre as contradições da sociedade contemporânea e os modos de existência em um mundo cada vez mais povoado, acelerado e regulado. Com curadoria de Guilherme Wisnik e expografia assinada por Daniela Thomas, a mostra reúne oito séries fotográficas realizadas entre 2016 e 2023, resultado de um extenso trabalho de observação em grandes centros urbanos como São Paulo, Nova York, Tóquio, Mumbai, Pequim e Jacarta.
Solidão Coletiva
Local: CAIXA Cultural São Paulo
Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro Histórico de São Paulo, São Paulo – SP
Data: 3 de março a 12 de julho
Horários: Terça a domingo, das 9h às 18h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da CAIXA Cultural São Paulo.
Aurora, na DAN Galeria
SENK, Eden (díptico), s/ data
João Cazzaniga
A DAN Galeria Contemporânea apresenta a coletiva Aurora, com curadoria de Magnólia Costa. Reunindo obras de Lúcia Castanho, Laura Mattos, SENK, Paulo Otávio e Gabriel Villas Boas, a exposição abrange pintura, fotografia, objetos, escultura em relevo e instalação. A mostra marca a estreia dos cinco artistas no programa de representação da galeria, após recorrente participação no projeto DAN Acredita. Mais do que propor um eixo temático, Aurora reúne trajetórias em momento de afirmação, aproximadas pelo convívio entre linguagens e pesquisas distintas. As obras dialogam menos por afinidades formais e mais pela experiência compartilhada de transição para um novo estágio de visibilidade pública.
Aurora
Local: DAN Galeria
Endereço: R. Amauri, 73 – Jardim Europa, São Paulo – SP
Data: 25 de fevereiro a 18 de abril
Horários: Segunda a sexta, das 10h às 19h | Sábado, das 10h às 13h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da DAN Galeria.
Renina, 100, na Galeria Gravura Brasileira
Obra de Renina Katz
Divulgação
A Galeria Gravura Brasileira inaugura a exposição Renina, 100, individual da artista visual Renina Katz com curadoria de Ana Carla Soler e Eduardo Besen. A mostra reúne um conjunto de obras produzidas ao longo de mais de cinco décadas. Renina produziu centenas de trabalhos nas mais variadas técnicas: xilogravura, serigrafia, metal, litografia, desenho, aquarela e pintura. Nesta exposição, será mostrada uma pequena parcela desta produção, com destaque para uma seleção de serigrafias pouco conhecidas. O conjunto revela a persistência de seu interesse pelo estudo da paisagem, pela geometria e pelo uso intenso da cor.
Renina, 100
Local: Galeria Gravura Brasileira
Endereço: Rua Ásia, 219 – Cerqueira César, São Paulo – SP
Data: 10 de março a 15 de abril
Horários: Terça a sexta, das 14h às 18h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da Galeria Gravura Brasileira.
A forma viva na arte de Véio, na CAIXA Cultural Belém
Palhaços de Véio
Júlia Rodrigues
A CAIXA Cultural Belém inaugura a exposição A forma viva na arte de Véio, dedicada à produção de Cícero Alves dos Santos. Com curadoria de André Parente, a mostra reúne cerca de 200 obras e é acompanhada por uma programação especial de conversas e visitas guiadas com o curador e o artista. A exposição convida o público a percorrer a trajetória de Véio, artista sergipano que construiu uma linguagem singular, resistente a classificações. Suas esculturas emergem da escuta atenta da matéria e do tempo, dando forma a um imaginário onde humano, animal, vegetal e mito se entrelaçam em figuras híbridas e pulsantes.
A forma viva na arte de Véio
Local: CAIXA Cultural Belém
Endereço: Av. Mal. Hermes, S/N – Armazém 6A – Reduto, Belém – PA
Data: 3 de março a 31 de maio
Horários: Terça a domingo, das 10h às 21h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da CAIXA Cultural Belém.
Toda Árvore Tem Raiz, na CAIXA Cultural Salvador
A CAIXA Cultural Salvador recebe a exposição Toda Árvore Tem Raiz, primeira mostra individual da artista indígena Yacunã Tuxá. Reunindo 25 obras em diferentes linguagens e suportes, como pintura, fotografia, poesia, muralismo, escultura, lambe-lambe, vídeo mapping e performance, a exposição parte da trajetória da artista indígena do povo Tuxá de Rodelas, na Bahia, marcada por deslocamentos forçados e resistência. Os trabalhos expostos estabelecem um diálogo entre o analógico e o digital, propondo uma reflexão sobre memória, identidade, urbanidade e território a partir da metáfora das raízes como guardiãs de histórias coletivas e individuais.
Toda Árvore Tem Raiz
Local: CAIXA Cultural Salvador
Endereço: R. Carlos Gomes, 57 – Centro, Salvador – BA
Data: 19 de fevereiro a 10 de maio
Horários: Terça a domingo, das 9h às 17h30
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da CAIXA Cultural Salvador.
A imagem não serve, na CAIXA Cultural Curitiba
A CAIXA Cultural Curitiba recebe a exposição A imagem não serve, primeira mostra individual do artista multimídia Eder Santos na capital paranaense. Com curadoria de Luiz Gustavo Carvalho, a exposição reúne 14 videoinstalações e videoesculturas produzidas entre 1993 e 2026, incluindo a obra inédita Ouragualamalma, criada especialmente para a temporada. Eder Santos traz ao público um panorama de mais de quatro décadas de experimentações com imagem, corpo e tecnologia.
A imagem não serve
Local: CAIXA Cultural Curitiba
Endereço: R. Conselheiro Laurindo, 280 – Centro, Curitiba – PR
Data: 11 de fevereiro a 10 de maio
Horários: Terça a sábado, das 10h às 20h | Domingo, das 10h às 19h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da CAIXA Cultural Curitiba.
O horror, o humor e o absurdo, Badauê, Calendário e Vazante, na Casa de Cultura do Parque
Flávia Metzler, Mar do Seio, 2020
Jaime Acioli
A coletiva O horror, o humor e o absurdo, em cartaz na Galeria da Casa de Cultura do Parque, reúne Darks Miranda, Flávia Metzler, Ivan Cardoso e Yuli Yamagata sob curadoria de José Augusto Ribeiro. Entre filmes, pinturas e esculturas, a mostra propõe experiências de saturação visual e contrassenso, nas quais a irregularidade, o desvio e a monstruosidade operam como estratégias críticas. Ao tensionar horror e comicidade, as obras desafiam a ideia de uma realidade estável e incontestável, acionando o absurdo como ferramenta de fabulação e questionamento do presente.
O horror, o humor e o absurdo
Local: Casa de Cultura do Parque
Endereço: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 – Alto de Pinheiros, São Paulo – SP
Data: 28 de março a 28 de junho
Horários: Quarta a domingo, das 11h às 18h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da Casa de Cultura do Parque.
Andrea Brazil, Sem título (série Ornamentos), 2025, Têmpera ovo sobre algodão
Sérgio Mugnaini
Em Badauê, apresentada no Gabinete, Andrea Brazil investiga a geometrização e a reconfiguração visual da arquitetura vernacular. A partir de fachadas, grades e elementos urbanos observados em sua vivência entre Salvador e a Ilha de Itaparica, no Recôncavo Baiano, a artista reorganiza linhas, cores e vazios em composições que condensam história, clima, técnica e desejo estético. Com texto de Ana Avelar, a exposição evidencia a potência construtiva de intervenções anônimas e populares, transformando repertórios cotidianos em linguagem plástica.
Badauê
Local: Casa de Cultura do Parque
Endereço: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 – Alto de Pinheiros, São Paulo – SP
Data: 28 de março a 28 de junho
Horários: Quarta a domingo, das 11h às 18h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da Casa de Cultura do Parque.
Felipe Rezende, Calendário (registro de processo), 2026
Cortesia do artista
No Projeto 280×1020, Calendário, individual de Felipe Rezende com texto crítico de Guilherme Teixeira, desloca técnicas como o patchwork — tradicionalmente usadas no reparo de lonas de caminhão marcadas pela sujeira e pela poluição das estradas — para a escala de um outdoor de seis metros. Ao transpor esse procedimento para o espaço expositivo, o artista constrói um imaginário sobre o universo do trabalho e propõe uma reflexão sobre a representação da realidade operária, entre documento e ficção.
Calendário
Local: Casa de Cultura do Parque
Endereço: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 – Alto de Pinheiros, São Paulo – SP
Data: 28 de março a 28 de junho
Horários: Quarta a domingo, das 11h às 18h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da Casa de Cultura do Parque.
Iara Freiberg, Vazante (rascunho do projeto), 2026
Cortesia da artista
Integrando o projeto Dando Bandeira, Vazante, de Iara Freiberg, ocupa a fachada da instituição com novas bandeiras que exploram contrastes entre cheio e vazio, luz e escuridão, transparência e opacidade. A artista investiga as marcas deixadas por acontecimentos espaciais e temporais, questionando se o ato de observar confirma uma presença ou evidencia uma ausência, ativando o espaço arquitetônico como campo de percepção e memória.
Vazante
Local: Casa de Cultura do Parque
Endereço: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 – Alto de Pinheiros, São Paulo – SP
Data: 28 de março a 28 de junho
Horários: Quarta a domingo, das 11h às 18h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da Casa de Cultura do Parque.
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Aonde eu queria estar, na Galeria Anita Schwartz
Marjô Mizumoto, Don’t Bother Me, 2025
Filipe Berndt
A Galeria Anita Schwartz inaugura a exposição Aonde eu queria estar, de Marjô Mizumoto. A mostra reúne dez pinturas em grande formato — com telas que chegam a 2,5 metros de altura — e marca o primeiro solo da artista paulistana no Rio de Janeiro. Formado majoritariamente por trabalhos inéditos concebidos para a individual, o conjunto apresenta cenas do cotidiano doméstico, encontros familiares e momentos de lazer que, na pintura de Marjô, ganham densidade emocional e força visual. São imagens construídas a partir de fotografias do dia a dia, reorganizadas em composições que suspendem o tempo e transformam o banal em matéria pictórica
Aonde eu queria estar
Local: Galeria Anita Schwartz
Endereço: R. José Roberto Macedo Soares, 30 – Gávea, Rio de Janeiro – RJ
Data: 04 de março a 18 de abril
Horários: Segunda a sexta, das 10h às 19h | Sábado, das 12h às 18h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da Galeria Anita Schwartz.
DW! Semana de Design de São Paulo 2026
Ambiente da DW 2025, onde criativos da Barra Funda homenagearam o escritor Mário de Andrade
Filippo Bamberghi
Em um momento de celebração como um dos mais influentes festivais urbanos de design e arquitetura de interiores da América Latina, a 15ª edição da iniciativa será realizada entre 5 e 15 de março de 2026. Idealizador e CEO da DW! SP e conselheiro da World Design Weeks (WDW) — entidade que reúne 44 semanas de design ao redor do mundo —, Lauro Andrade destaca que o marco dos 15 anos consolida não apenas a maturidade e a expansão do festival, mas também sua contribuição para a estruturação coletiva de um ecossistema criativo local. Em 2025, a semana de design paulistana reuniu 132 expositores e 415 eventos distribuídos por oito distritos, sendo um deles digital.
DW! Semana de Design de São Paulo 2026
Local: São Paulo (SP)
Data: 10 a 16 de março
Para mais informações, acesse o site da DW! Semana de Design de São Paulo.
ABERTO 5, na Casa Bola e Avenida Faria Lima
Casa Bola, de Eduardo Longo, onde acontece a 5ª edição da ABERTO
Ruy Teixeira
Após edição internacional em Paris, a mostra ABERTO retorna a São Paulo para sua quinta edição, a mais abrangente desde sua criação. Entre 7 de março e 31 de maio de 2026, o projeto se desdobra em duas frentes complementares: uma exposição de grande escala na Casa Bola, obra emblemática do arquiteto Eduardo Longo, aberta ao público pela primeira vez, e um conjunto de intervenções artísticas ao longo da avenida Faria Lima.
ABERTO 5
Local: Casa Bola e Avenida Faria Lima
Endereço: Av. Brig. Faria Lima, 2889 – Itaim Bibi, São Paulo – SP | Avenida Faria Lima
Data: 7 de março a 31 de maio
Horários: Quarta a domingo, das 10h às 19h
Entrada: Gratuita | Ingressos aqui
Para mais informações, acesse o site da ABERTO.
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Expo Revestir 2026
O revestimento Tape, design Sig Bergamin e Murilo Lomas para a Duratex, foi apresentado em 2025
Divulgação
De 9 a 13 de março, a feira destinada a revestimentos e acabamentos chega à sua 24ª edição. Com mais de 300 marcas expositoras já confirmadas, Expo Revestir 2026 reforça seu papel estratégico ao promover conexões comerciais consistentes, apoiar a definição de posicionamento e estimular a adaptação das empresas. Conteúdos curados, programas dirigidos a arquitetos e designers de interiores, ativações de marca e ações de projeção internacional reforçam o papel da feira como vitrine de lançamentos, plataforma de inovação e motor de conexões comerciais de alto valor.
Expo Revestir 2026
Local: Pavilhão São Paulo Expo
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, s/n – Vila Água Funda, São Paulo – SP
Data: 9 a 13 de março
Horários: Segunda a quinta, das 9h às 19h | Sexta, das 9h às 17h
Para mais informações, acesse o site da Expo Revestir.
Ruy Ohtake – Percursos do habitar, na Casa-ateliê Tomie Ohtake
Residência Tomie Ohtake
Cristiano Mascaro
O Instituto Tomie Ohtake apresenta Ruy Ohtake – Percursos do habitar, exposição que inaugura a nova fase da Casa-ateliê Tomie Ohtake, antiga residência da artista, no Campo Belo, em São Paulo. Com curadoria de Catalina Bergues e Sabrina Fontenele, a mostra reúne seis projetos residenciais do arquiteto Ruy Ohtake, realizados entre as décadas de 1960 e 2010, explorando a casa como espaço central de sociabilidade, memória e construção da vida cotidiana. A exposição apresenta cinco residências unifamiliares projetadas por Ruy Ohtake entre as décadas de 1960 e 2000 – a Casa-ateliê Tomie Ohtake (1966), a Residência Chiyo Hama (1967), a Residência Nadir Zacarias (1970), a Residência Domingos Brás (1989) e a Residência Zuleika Halpern (2004) – além do Condomínio Residencial Heliópolis (2008/2009), conhecido como “Redondinhos”.
Ruy Ohtake – Percursos do habitar
Local: Casa-ateliê Tomie Ohtake
Endereço: R. Antônio de Macedo Soares, 1800 – Campo Belo, São Paulo – SP
Data: 7 de março a 31 de maio
Horários: Quinta a domingo, das 10h às 17h
Entrada: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)
Para mais informações, acesse o site do Instituto Tomie Ohtake.
Et Cetera, no Instituto Tomie Ohtake
The Elisa Building, assinado por Isay Weinfeld, em nova York
Bob Wolfenson
Alguns dos edifícios mais emblemáticos de São Paulo e de grandes metrópoles ao redor do mundo levam a assinatura de Isay Weinfeld, embora seu estilo desafie classificações rígidas. Ao longo de cinco décadas, o arquiteto construiu uma trajetória que ultrapassa a arquitetura e transita com fluidez pelo design, pelas artes visuais e pelo cinema. Essa produção multifacetada será apresentada na mostra Et Cetera, a mais abrangente já dedicada à sua carreira, em cartaz no Instituto Tomie Ohtake. Com curadoria de Agnaldo Farias, identidade gráfica de Giovanni Bianco e fotos de Bob Wolfenson, a exposição propõe não uma retrospectiva tradicional, mas a revelação de um modo de pensar e criar.
Et Cetera
Local: Instituto Tomie Ohtake
Endereço: Rua Coropé, 88 – Pinheiros, São Paulo – SP
Data: 5 de março e 17 de maio
Horários: Terça a domingo, das 11h às 19h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site do Instituto Tomie Ohtake.
Rafael Pereira: A Cabeça de Zumbi, na Galeria Estação
Obra de Rafael Pereira
© Filipe Berndt
A Galeria Estação abre sua programação de 2026 com Rafael Pereira: A Cabeça de Zumbi, segunda exposição individual do artista no espaço paulistano. Reunindo 27 pinturas inéditas e a série Nbimda, dedicada a 16 divindades do candomblé de Angola de matriz Bantu, a mostra evidencia um momento de amadurecimento e ampliação de repertório na trajetória de Rafael Pereira. A exposição conta com texto crítico de Renato Menezes e se organiza em dois núcleos que articulam memória, ancestralidade, subjetividade e experimentação pictórica.
Rafael Pereira: A Cabeça de Zumbi
Local: Galeria Estação
Endereço: R. Ferreira de Araújo, 625 – Pinheiros, São Paulo – SP
Data: 5 março a 11 de abril
Horários: Segunda a sexta, das 11h às 19h | Sábado, das 11h às 15h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da Galeria Estação.
Epitélio, na Galeria Pórtico
Peter de Brito, Eugenia (Autorretrato 2), 2023
Divulgação
A Galeria Pórtico apresenta a primeira exposição individual de Peter de Brito no espaço, com curadoria de Claudinei Roberto da Silva. A mostra Epitélio inaugura o calendário da programação anual da galeria e dá continuidade à pesquisa do artista sobre mecanismos racistas que operam de múltiplas formas na sociedade e as memórias das cicatrizes que compõem esse corpo social. Com formação em biologia, educação física e artes plásticas, Peter de Brito constrói uma prática pautada pela experimentação técnica e pela reflexão sobre o corpo, além de não dispensar a ironia, o que resulta em trabalhos de voltagem poética e política.
Epitélio
Local: Galeria Pórtico
Endereço: Tv. Dona Paula, 116 – Higienópolis, São Paulo – SP
Data: 28 de fevereiro a 11 de abril
Horários: Terça a sexta, das 10h às 19h | Sábado, das 10h às 17h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o Instagram da Galeria Pórtico.
O Cinema anticolonial de Sarah Maldoror, CCBB São Paulo
A cineasta Sarah Maldoror
BJ Nikolaisen/Divulgação
Uma mostra inédita dedicada à Sarah Maldoror, considerada uma das primeiras cineastas negras a filmar na África, acontece no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo. A retrospectiva O Cinema anticolonial de Sarah Maldoror traz curtas e longas-metragens, que destacam o papel da cineasta franco-guadalupense na história dos cinemas negros e de mulheres. Sarah Maldoror (1929-2020) foi uma figura central do cinema anticolonial. A cineasta construiu uma filmografia de mais de quarenta títulos que documentam e ficcionalizam as frentes de libertação em Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde, além de tratarem de temas como a imigração, o engajamento político e o pensamento decolonial. Sua estética diferencia-se por fundir o rigor político à sensibilidade poética, deslocando o olhar para a subjetividade humana e, fundamentalmente, para o protagonismo feminino nas insurgências africanas.
O Cinema anticolonial de Sarah Maldoror
Local: CCBB São Paulo
Endereço: R. Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico de São Paulo, São Paulo – SP
Data: 21 de fevereiro a 22 de março
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site do CCBB São Paulo.
apesar de, no Ateliê Casa Um
Obra da exposição “apesar de”, no Ateliê Casa Um
Divulgação
Em sintonia com o Mês da Mulher, no Ateliê Casa Um recebe a exposição apesar de. A mostra reúne cinco artistas mulheres — Ani Cuenca, Cátia Goffinet, Andréa Derani, Francine Jubran e Suely Bogochvol — em um projeto curatorial que propõe uma reflexão profunda sobre permanência, resistência, reinvenção e existência em contextos de desgaste, instabilidade e transformação. A exposição parte da ideia de que nada se rompe de forma absoluta. Em vez de narrar o colapso, apesar de investiga o que continua existindo quando estruturas, corpos, vínculos e linguagens já não estão inteiros. O foco não está na queda, mas no intervalo — no estado em que algo persiste apesar da falha, do desgaste, da perda de sentido e da instabilidade.
apesar de
Local: Ateliê Casa Um
Endereço: Rua José Maria Lisboa, 873 – Casa 1, no bairro Jardim Paulista, São Paulo – SP
Data: 18 a 28 de março
Horários: Terça a sexta, das 14h às 18h | Sábado, das 11h às 15h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o Ateliê Casa Um.
A gente é muita gente, na Funarte Belo Horizonte
Obra de Ciana Brandão
Edgar Kanaykõ
A Funarte, em Belo Horizonte, recebe a primeira individual de Ciana Brandão, nomeada A gente é muita gente. Iniciada em 2021, a pesquisa da artista investiga a ancestralidade materna da artista ao unir espiritualidade e rituais indígenas à busca por documentos e memórias familiares. O processo revela o apagamento dos povos originários na formação da sociedade, conectando sua história pessoal a uma narrativa coletiva. Com curadoria de Leonardo Alves, a mostra articula pintura em vidro, instalação, vídeo-performance e ateliê aberto como campos de experiência. O visitante não recebe um relato fechado, mas é convocado a atravessar um ponto de vista.
A gente é muita gente
Local: Funarte Belo Horizonte
Endereço: Rua Januária, 68 – Centro, Belo Horizonte – MG
Data: 17 a 28 de março
Horários: Todos os dias, das 11h às 21h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da Funarte.
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Solidão Coletiva, na CAIXA Cultural São Paulo
9 to 5 polyptych, de Julio Bittencourt
Julio Bittencourt/Divulgação
A CAIXA Cultural São Paulo apresenta a exposição Solidão Coletiva, individual inédita de Julio Bittencourt que propõe uma reflexão visual sobre as contradições da sociedade contemporânea e os modos de existência em um mundo cada vez mais povoado, acelerado e regulado. Com curadoria de Guilherme Wisnik e expografia assinada por Daniela Thomas, a mostra reúne oito séries fotográficas realizadas entre 2016 e 2023, resultado de um extenso trabalho de observação em grandes centros urbanos como São Paulo, Nova York, Tóquio, Mumbai, Pequim e Jacarta.
Solidão Coletiva
Local: CAIXA Cultural São Paulo
Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro Histórico de São Paulo, São Paulo – SP
Data: 3 de março a 12 de julho
Horários: Terça a domingo, das 9h às 18h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da CAIXA Cultural São Paulo.
Aurora, na DAN Galeria
SENK, Eden (díptico), s/ data
João Cazzaniga
A DAN Galeria Contemporânea apresenta a coletiva Aurora, com curadoria de Magnólia Costa. Reunindo obras de Lúcia Castanho, Laura Mattos, SENK, Paulo Otávio e Gabriel Villas Boas, a exposição abrange pintura, fotografia, objetos, escultura em relevo e instalação. A mostra marca a estreia dos cinco artistas no programa de representação da galeria, após recorrente participação no projeto DAN Acredita. Mais do que propor um eixo temático, Aurora reúne trajetórias em momento de afirmação, aproximadas pelo convívio entre linguagens e pesquisas distintas. As obras dialogam menos por afinidades formais e mais pela experiência compartilhada de transição para um novo estágio de visibilidade pública.
Aurora
Local: DAN Galeria
Endereço: R. Amauri, 73 – Jardim Europa, São Paulo – SP
Data: 25 de fevereiro a 18 de abril
Horários: Segunda a sexta, das 10h às 19h | Sábado, das 10h às 13h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da DAN Galeria.
Renina, 100, na Galeria Gravura Brasileira
Obra de Renina Katz
Divulgação
A Galeria Gravura Brasileira inaugura a exposição Renina, 100, individual da artista visual Renina Katz com curadoria de Ana Carla Soler e Eduardo Besen. A mostra reúne um conjunto de obras produzidas ao longo de mais de cinco décadas. Renina produziu centenas de trabalhos nas mais variadas técnicas: xilogravura, serigrafia, metal, litografia, desenho, aquarela e pintura. Nesta exposição, será mostrada uma pequena parcela desta produção, com destaque para uma seleção de serigrafias pouco conhecidas. O conjunto revela a persistência de seu interesse pelo estudo da paisagem, pela geometria e pelo uso intenso da cor.
Renina, 100
Local: Galeria Gravura Brasileira
Endereço: Rua Ásia, 219 – Cerqueira César, São Paulo – SP
Data: 10 de março a 15 de abril
Horários: Terça a sexta, das 14h às 18h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da Galeria Gravura Brasileira.
A forma viva na arte de Véio, na CAIXA Cultural Belém
Palhaços de Véio
Júlia Rodrigues
A CAIXA Cultural Belém inaugura a exposição A forma viva na arte de Véio, dedicada à produção de Cícero Alves dos Santos. Com curadoria de André Parente, a mostra reúne cerca de 200 obras e é acompanhada por uma programação especial de conversas e visitas guiadas com o curador e o artista. A exposição convida o público a percorrer a trajetória de Véio, artista sergipano que construiu uma linguagem singular, resistente a classificações. Suas esculturas emergem da escuta atenta da matéria e do tempo, dando forma a um imaginário onde humano, animal, vegetal e mito se entrelaçam em figuras híbridas e pulsantes.
A forma viva na arte de Véio
Local: CAIXA Cultural Belém
Endereço: Av. Mal. Hermes, S/N – Armazém 6A – Reduto, Belém – PA
Data: 3 de março a 31 de maio
Horários: Terça a domingo, das 10h às 21h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da CAIXA Cultural Belém.
Toda Árvore Tem Raiz, na CAIXA Cultural Salvador
A CAIXA Cultural Salvador recebe a exposição Toda Árvore Tem Raiz, primeira mostra individual da artista indígena Yacunã Tuxá. Reunindo 25 obras em diferentes linguagens e suportes, como pintura, fotografia, poesia, muralismo, escultura, lambe-lambe, vídeo mapping e performance, a exposição parte da trajetória da artista indígena do povo Tuxá de Rodelas, na Bahia, marcada por deslocamentos forçados e resistência. Os trabalhos expostos estabelecem um diálogo entre o analógico e o digital, propondo uma reflexão sobre memória, identidade, urbanidade e território a partir da metáfora das raízes como guardiãs de histórias coletivas e individuais.
Toda Árvore Tem Raiz
Local: CAIXA Cultural Salvador
Endereço: R. Carlos Gomes, 57 – Centro, Salvador – BA
Data: 19 de fevereiro a 10 de maio
Horários: Terça a domingo, das 9h às 17h30
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da CAIXA Cultural Salvador.
A imagem não serve, na CAIXA Cultural Curitiba
A CAIXA Cultural Curitiba recebe a exposição A imagem não serve, primeira mostra individual do artista multimídia Eder Santos na capital paranaense. Com curadoria de Luiz Gustavo Carvalho, a exposição reúne 14 videoinstalações e videoesculturas produzidas entre 1993 e 2026, incluindo a obra inédita Ouragualamalma, criada especialmente para a temporada. Eder Santos traz ao público um panorama de mais de quatro décadas de experimentações com imagem, corpo e tecnologia.
A imagem não serve
Local: CAIXA Cultural Curitiba
Endereço: R. Conselheiro Laurindo, 280 – Centro, Curitiba – PR
Data: 11 de fevereiro a 10 de maio
Horários: Terça a sábado, das 10h às 20h | Domingo, das 10h às 19h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da CAIXA Cultural Curitiba.
O horror, o humor e o absurdo, Badauê, Calendário e Vazante, na Casa de Cultura do Parque
Flávia Metzler, Mar do Seio, 2020
Jaime Acioli
A coletiva O horror, o humor e o absurdo, em cartaz na Galeria da Casa de Cultura do Parque, reúne Darks Miranda, Flávia Metzler, Ivan Cardoso e Yuli Yamagata sob curadoria de José Augusto Ribeiro. Entre filmes, pinturas e esculturas, a mostra propõe experiências de saturação visual e contrassenso, nas quais a irregularidade, o desvio e a monstruosidade operam como estratégias críticas. Ao tensionar horror e comicidade, as obras desafiam a ideia de uma realidade estável e incontestável, acionando o absurdo como ferramenta de fabulação e questionamento do presente.
O horror, o humor e o absurdo
Local: Casa de Cultura do Parque
Endereço: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 – Alto de Pinheiros, São Paulo – SP
Data: 28 de março a 28 de junho
Horários: Quarta a domingo, das 11h às 18h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da Casa de Cultura do Parque.
Andrea Brazil, Sem título (série Ornamentos), 2025, Têmpera ovo sobre algodão
Sérgio Mugnaini
Em Badauê, apresentada no Gabinete, Andrea Brazil investiga a geometrização e a reconfiguração visual da arquitetura vernacular. A partir de fachadas, grades e elementos urbanos observados em sua vivência entre Salvador e a Ilha de Itaparica, no Recôncavo Baiano, a artista reorganiza linhas, cores e vazios em composições que condensam história, clima, técnica e desejo estético. Com texto de Ana Avelar, a exposição evidencia a potência construtiva de intervenções anônimas e populares, transformando repertórios cotidianos em linguagem plástica.
Badauê
Local: Casa de Cultura do Parque
Endereço: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 – Alto de Pinheiros, São Paulo – SP
Data: 28 de março a 28 de junho
Horários: Quarta a domingo, das 11h às 18h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da Casa de Cultura do Parque.
Felipe Rezende, Calendário (registro de processo), 2026
Cortesia do artista
No Projeto 280×1020, Calendário, individual de Felipe Rezende com texto crítico de Guilherme Teixeira, desloca técnicas como o patchwork — tradicionalmente usadas no reparo de lonas de caminhão marcadas pela sujeira e pela poluição das estradas — para a escala de um outdoor de seis metros. Ao transpor esse procedimento para o espaço expositivo, o artista constrói um imaginário sobre o universo do trabalho e propõe uma reflexão sobre a representação da realidade operária, entre documento e ficção.
Calendário
Local: Casa de Cultura do Parque
Endereço: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 – Alto de Pinheiros, São Paulo – SP
Data: 28 de março a 28 de junho
Horários: Quarta a domingo, das 11h às 18h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da Casa de Cultura do Parque.
Iara Freiberg, Vazante (rascunho do projeto), 2026
Cortesia da artista
Integrando o projeto Dando Bandeira, Vazante, de Iara Freiberg, ocupa a fachada da instituição com novas bandeiras que exploram contrastes entre cheio e vazio, luz e escuridão, transparência e opacidade. A artista investiga as marcas deixadas por acontecimentos espaciais e temporais, questionando se o ato de observar confirma uma presença ou evidencia uma ausência, ativando o espaço arquitetônico como campo de percepção e memória.
Vazante
Local: Casa de Cultura do Parque
Endereço: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 – Alto de Pinheiros, São Paulo – SP
Data: 28 de março a 28 de junho
Horários: Quarta a domingo, das 11h às 18h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da Casa de Cultura do Parque.
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Aonde eu queria estar, na Galeria Anita Schwartz
Marjô Mizumoto, Don’t Bother Me, 2025
Filipe Berndt
A Galeria Anita Schwartz inaugura a exposição Aonde eu queria estar, de Marjô Mizumoto. A mostra reúne dez pinturas em grande formato — com telas que chegam a 2,5 metros de altura — e marca o primeiro solo da artista paulistana no Rio de Janeiro. Formado majoritariamente por trabalhos inéditos concebidos para a individual, o conjunto apresenta cenas do cotidiano doméstico, encontros familiares e momentos de lazer que, na pintura de Marjô, ganham densidade emocional e força visual. São imagens construídas a partir de fotografias do dia a dia, reorganizadas em composições que suspendem o tempo e transformam o banal em matéria pictórica
Aonde eu queria estar
Local: Galeria Anita Schwartz
Endereço: R. José Roberto Macedo Soares, 30 – Gávea, Rio de Janeiro – RJ
Data: 04 de março a 18 de abril
Horários: Segunda a sexta, das 10h às 19h | Sábado, das 12h às 18h
Entrada: Gratuita
Para mais informações, acesse o site da Galeria Anita Schwartz.



