As pistas de skate mais alucinantes do mundo

O que começou na Califórnia dos anos 1950 como sidewalk surfing (“surfe na calçada”) transformou-se em um fenômeno urbano que ecoa nas ruas do mundo inteiro. Hoje, os apaixonados pelo skate enxergam em cada esquina uma oportunidade para mandar manobras, enquanto seus deslocamentos pelas cidades seguem um mesmo mantra: o metrô só serve para chegar aos spots que realmente valem a pena. De Malmö a Xangai, passando por Addis Abeba — meca do skate africano —, subimos na prancha para percorrer os skateparks mais impressionantes do planeta, cenários onde a adrenalina vai ao máximo e a vida acontece sobre rodas.
Moreprk Skyline, Xangai (China)
AAN Architects/Divulgação
AAN Architects/Divulgação
Essa joia arquitetônica refinada, localizada no distrito de Xuhui, em Xangai, eleva o conceito de skatepark ao posicioná-lo a 20 metros do solo, integrando-o à paisagem urbana. Projetado pelo AAN Architects e situado no terceiro andar do centro comercial Xuhui Vanke, o espaço de 1.100 m² propõe uma nova forma de entender o esporte urbano, afastando-o das calçadas para transformá-lo em um anfiteatro com vista para a cidade. Inspirado nas linhas do skyline de Xangai, o traçado é composto por superfícies curvas, inclinações contínuas e transições fluidas que acompanham o movimento. Andar de skate nessa pista impecável é um verdadeiro espetáculo, especialmente ao entardecer.
Venice Skatepark, Califórnia (EUA)
Venice Skatepark, Califórnia (EUA)
emson/Getty Images
Mandar um frontside ollie em frente às ondas de Venice Beach é algo que todo skater que se preze deveria fazer ao menos uma vez na vida. A praia mais icônica de Los Angeles abriga um skatepark de 1.480 m², onde quem domina o skate se joga nos bowls e encara corrimãos, meios-fios e outros obstáculos. Diferente de outros parques, aqui não são permitidas bicicletas BMX. O ideal é visitá-lo antes do pôr do sol — já que não há iluminação artificial —, mas vale muito a pena assistir ao céu se tingir de tons alaranjados ao entardecer.
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Péitruss, Luxemburgo (Luxemburgo)
Este skatepark se destaca pela variedade de elementos e pelo projeto pensado para todos os níveis. Localizado no vale de Pétrusse, é cercado por vegetação e tem como pano de fundo um cenário espetacular: as antigas fortificações da cidade. À altura do entorno, seus 3.400 m² de área oferecem espaço de sobra para bowls, áreas de street e, em suma, zonas onde a criatividade pode rolar livremente.
Continua Skatepark, Boissy-le-Châtel (França)
Continua Skatepark, Boissy-le-Châtel (França)
Cortesia de Maxime Verret
Era uma vez um recanto bucólico de Boissy-le-Châtel onde tudo corria sobre rodas. É ali, em um trecho verde de 110 metros, que a galeria de arte Continua instalou um skatepark. O circuito — que serpenteia entre tílias, álamos, bétulas e buddleias — foi projetado pelo escritório de arquitetura MBL, inspirado no traçado das antigas linhas férreas que atravessavam o complexo industrial de Le Moulin de Sainte-Marie.
Streetdome, Haderslev (Dinamarca)
As pistas de skate mais alucinantes do mundo
CEBRA/Divulgação
Na cidade de Haderslev, junto ao porto, ergue-se uma construção chamativa em forma de iglu que oferece a possibilidade de andar de skate tanto em áreas internas — sob a cúpula luminosa — quanto ao ar livre, em uma pista de 4.500 m². Os estúdios de design e arquitetura CEBRA e Glifberg-Lykke, em parceria com o entusiasta do esporte Morten Hansen, são os responsáveis pelo imponente Streetdome. Este parque urbano é indicado para todos os níveis.
Addis Skatepark, Adis Abeba (Etiópia)
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O ponto mais vibrante da cena skatista na capital etíope está no Addis Skatepark. Mais do que um espaço para deslizar, ele é o palco onde a cidade começou a se afirmar como uma das mecas do skate na África. No último verão, inclusive, o cantor Aminé gravou ali uma sessão ao vivo de seu álbum 13 Months of Sunshine, tendo como pano de fundo o coletivo feminino Addis Girls Skate. As jovens, que se reúnem semanalmente para aprender e trocar manobras, não apenas desafiaram normas tradicionais de gênero, como também colocaram o bowl de Adis Abeba no mapa.
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Source Park, Hastings (Inglaterra)
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Construído onde antes funcionavam os antigos banhos vitorianos de Hastings, o Source Park une história e adrenalina sob o mesmo teto. Suas amplas áreas de skate incluem bowls, transições, wallrides e espaços no estilo praça, pensados tanto para iniciantes quanto para skatistas experientes. O parque também conta com áreas específicas para BMX, tornando-se um espaço versátil e acolhedor para ambas as modalidades. Além disso, a loja, a cafeteria e as arquibancadas transformam o local em um vibrante ponto de encontro.
Stapelbäddsparken, Malmö (Suécia)
Localizado em um antigo estaleiro, este parque é um presente da cidade de Malmö para seus skatistas. A cultura do skate é profundamente enraizada na cidade sueca, que conta com uma academia dedicada ao esporte e até com um representante da modalidade na prefeitura. Inaugurado em 2005, o parque é fruto da colaboração entre a organização Bryggeriet e Stefan Hauser, por meio de sua empresa Placed To Ride. Nove anos após a inauguração, foram adicionadas estruturas metálicas móveis, reorganizadas periodicamente para criar novos circuitos.
Skatehalle, Berlim (Alemanha)
Skatehalle, Berlim (Alemanha)
Divulgação
A Skatehalle faz parte do DNA criativo de Berlim, a cidade que se recusa a ser rotulada. Localizado no vibrante RAW-Gelände, no bairro de Friedrichshain, este espaço coberto tornou-se um verdadeiro templo de peregrinação para skatistas do mundo inteiro. Seus mais de 1.600 m² de concreto são moldados por bowls fluidos, miniramps e — vale o destaque — a maior rampa coberta da Europa. Mas a verdadeira magia está na atmosfera: aqui, o esporte sobre rodas convive com música, arte, gastronomia e vida comunitária. Um espaço inclusivo e autêntico que reflete o espírito livre da capital alemã.
Pura Pura Skatepark, La Paz (Bolívia)
Pura Pura Skatepark, La Paz (Bolívia)
Anadolu/Getty Images
Inaugurado em 2014, este parque pitoresco nasceu em La Paz. Além de seu cenário de fundo encantador, ele entra nesta lista por ser o skatepark situado na maior altitude do mundo. Cerca de cem skatistas, com formação em áreas como arquitetura e engenharia e vindos de 17 países (Alemanha, Argentina, Austrália, Colômbia, Dinamarca, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Japão, Peru, Reino Unido, Venezuela…), idealizaram um conjunto harmonioso de rampas e obstáculos. Se você busca uma experiência nas alturas, o destino está a 3.600 metros acima do nível do mar.
Skatepark de Plainpalais, Genebra (Suíça)
Skatepark de Plainpalais, Genebra (Suíça)
olrat/Getty Images
Localizado no coração de Genebra, este espaço — inaugurado em 2012 — é uma das engrenagens que mantêm vivo o pulso urbano da cidade. Com cerca de 3.000 m² de área e projetado para skatistas, praticantes de BMX, rollers e amantes de patinetes freestyle de todos os níveis, o parque oferece uma mistura dinâmica de rampas, corrimãos, bancos, bowls profundos, canais estreitos e áreas no estilo praça, que convidam tanto à convivência quanto a tirar os pés do chão.
Gratitude Trails, Andros (Grécia)
Gratitude Trails, Andros (Grécia)
Blu Enigma Hotel/Divulgação
No topo de uma colina da ilha de Andros, encontra-se esta série de bowls interligados, obra de Nikos Garyfallos, que idealizou o espaço como um verdadeiro playground para riders e skatistas mais experientes. Rápido, técnico e com um traçado que não perdoa erros, o local oferece uma experiência inesquecível — com vistas espetaculares para o mar Egeu como bônus. Para acessar este skatepark remoto, é necessário agendar a visita em conjunto com o hotel Blu Enigma.
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GMP Skatepark, Cantão (China)
GMP Skatepark, Cantão (China)
lzf/Getty Images
Desde 2015, Cantão pode se orgulhar de abrigar o maior skatepark do mundo, reconhecido pelo Guinness World Records. São nada menos que 16.900 m² de rampas, bowls e percursos que colocaram este espaço no radar dos skatistas mais ambiciosos do planeta. Cercado por 10 universidades, o parque também funciona como ponto de encontro para jovens e iniciantes, já que seu design simples não exige grande experiência. Além disso, conta com uma área coberta de 1.000 m², ideal para praticar o esporte mesmo quando o clima não colabora. O responsável pelo projeto? Brad Shaw, um apaixonado tanto pela China quanto pelo skate.
*Matéria originalmente publicada na Condé Nast Traveller Espanha

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