Casa alugada do cantor Jota.pê em São Paulo tem muito artesanato e tons terrosos

É na Vila Romana, na capital paulista, que mora o cantor e compositor Jota.pê, em companhia de sua cachorra Garoa. A casa térrea de 110 m² é refúgio de descanso fora dos palcos, além de fonte de inspiração: foi ali que nasceram o álbum Se o Meu Peito Fosse o Mundo e a canção Ouro Marrom — do mesmo disco —, obras que lhe renderam três prêmios Grammy Latino em 2024. Ele ainda detém um gramofone dourado pelo projeto Dominguinho, realizado em parceria com o cantor João Gomes e o sanfoneiro Mestrinho.
Duas dessas célebres estatuetas ficam expostas no seu estúdio particular, montado na edícula do imóvel, onde também estão seus instrumentos musicais e uma estrutura pensada com isolamento acústico.
A arquiteta Vanessa Ribeiro, do escritório Quattrino Arquitetura (@quattrinoarquitetura), foi a responsável por deixar o ambiente adequado para o artista compor, tocar e gravar.
RETRATO | No estúdio, a estante da Lider acomoda duas estatuetas do Grammy Latino que o cantor ganhou em 2024, além de objetos pessoais e adornos da Dpot e Mazco. Teto pintado com a cor Tempestade, da Suvinil. Cadeira de Alessandra Delgado Design. Tapete do tipo persa do acervo pessoal, e o liso, cinza, da Maiori Casa
Estudio NY18/Editora Globo
“Demolimos uma antiga bancada de alvenaria e propusemos estantes para acomodar seus prêmios e objetos pessoais. Recriamos a iluminação, projetamos abafadores no teto e escolhemos uma poltrona sem braços, que garante liberdade de movimento”, conta ela.
ESTÚDIO | No teto pintado com a cor Tempestade, da Suvinil, foram instalados abafadores de som para melhorar a acústica do ambiente. Cadeira de Alessandra Delgado Design
Estudio NY18/Editora Globo
Entre a edícula e a parte principal da residência, a área externa foi revitalizada para se tornar um espaço de convivência. A reforma incluiu a criação de um banco de alvenaria, a recuperação do antigo canteiro e a instalação de uma jardineira. O paisagismo, assinado pelo escritório, inclui espécies resistentes ao sol e são livres de toxicidade, garantindo segurança para a Garoa.
CANTO | Neste cantinho do estúdio, poltrona e mesa lateral da Lider. Tapete da Botteh. Luminária de Adriana Yazbek. Teto pintado com a cor Tempestade, da Suvinil
Estudio NY18/Editora Globo
“Todas as mudanças na casa foram pensadas para valorizar a convivência porque eu adoro receber. A ideia era criar ambientes com muitos lugares para sentar e compartilhar momentos”, fala Jota.pê.
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Nesse sentido, um dos destaques do projeto é o amplo living, composto por sofá, banco, poltrona, pufes e mesas de apoio, escolhidos para acomodar os convidados com conforto, sem comprometer a circulação.
SALA | Sofá de Fernando Jaeger Atelier. Almofada de corda da Mau, as demais são da Linea Decor. Na mesa lateral, de Alessandra Delgado Design, arranjo com a planta saco-de-velho. O pufe caramelo é da Lider; o outro, branco, impresso em 3D, é da Dpot, assim como a escultura de madeira na parede. Tapete quadriculado da Maiori Casa
Estudio NY18/Editora Globo
A passagem para os demais cômodos — quarto, banheiro, cozinha e sala de TV — se dá por um corredor singelo, ainda em branco para ganhar, ao longo do tempo, quadros, pôsteres significativos para o morador. Para evitar a monotonia, as portas desses espaços foram pintadas de verde, criando unidade visual e contraste, visto que a paleta principal da decoração é de nuances terrosas.
SALA | Acima, sobre o aparador da Lider, peças compradas em viagens, incluindo a escultura Cabeça, da artesã pernambucana Cida Lima. Na composição de quadros, a obra à direita é do fotógrafo ganês Michael Aboya. O grande espelho e o violão completam a composição afetiva
Estudio NY18/Editora Globo
A pintura mais intensa está no living, logo na entrada da casa, onde o pórtico colorido divide a área social a partir de uma viga. “Ali também criamos um canto com plantas, iluminação pendente e poltrona, pensado para ele se acomodar com conforto”, diz Vanessa.
RETRATO | A cor Tamarindo, da Suvinil, marca a entrada da casa. Carrinho-bar da Mazco. Jota.pê está na poltrona de Mauricio Arruda para a Lider. Luminárias e tapete de corda de acervo pessoal. Atrás dele, ficus-lira, costela-de-adão, helicônia-rostrata e helicônia-papagaio. Cabideiros de Alessandra Delgado Design
Estudio NY18/Editora Globo
SALA | A cor Tamarindo, da Suvinil, marca a entrada da casa. Carrinho-bar da Mazco. Poltrona de Mauricio Arruda para a Lider. Luminárias e tapete de corda de acervo pessoal. Atrás, ficus-lira, costela-de-adão, helicônia-rostrata e helicônia-papagaio
Estudio NY18/Editora Globo
O piso da sala foi substituído, assim como alguns pontos de elétrica e hidráulica. Por se tratar de um imóvel alugado, não aconteceram grandes alterações estruturais.
QUARTO | Estante lateral e mesa de cabeceira da Tok&Stok. Cama e cabeceira de Alessandra Delgado Design. Enxoval da Linea Decor
Estudio NY18/Editora Globo
No quarto, a principal mudança foi a pintura do armário: antes escuro, ganhou duas cores suaves que acompanham a meia parede presente em todo o cômodo. Essa solução cria continuidade visual e contribui para a sensação de amplitude.
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Além disso, os puxadores foram substituídos por modelos modernos em dourado, evocando o brilho de seus prêmios Grammy. E uma adição especial no dormitório foi a caminha feita sob medida para Garoa.
QUARTO | O armário original foi preservado e pintado com as cores Ninho e Papel Picado, ambas da Suvinil, assim como as paredes e o teto para criar unidade visual no ambiente. Os novos puxadores são dourados para adicionar um toque de brilho. Enxoval da Linea Decor. Tapete da Maiori Casa. Banco de madeira do acervo pessoal. Cortina da Sunsoft
Estudio NY18/Editora Globo
Na sala de TV  — que serve como quarto de hóspedes — a marcenaria original foi mantida e recebeu nova pintura.
SALA DE TV | O cômodo também funciona como quarto de hóspedes. Rack preto da Lider. Na parede, xilogravuras de Ana Veras
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Entre os demais elementos preservados da residência, o destaque é o piso de granilite terroso da cozinha, que virou marca registrada do projeto. “Trouxemos cores novas e refizemos a bancada, além de uma marcenaria planejada para otimizar o ambiente”, relata a arquiteta.
COZINHA | Passadeira estampada da loja Mau. Marcenaria em verde-menta, executada pela Design de Assis. Bancada de mármore, da Ambiente Mármores
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“Quando visitei o imóvel pela primeira vez, foi a cozinha que me encantou, tanto pelas grandes janelas que recebem muita luz natural quanto pelo piso, então queria muito preservá-lo”, declara Jota.pê.
COZINHA | Na estante de madeira, cerâmicas de Daniela Miranda e objetos da Mazco e da Mau. A porta recebeu a tinta verde Cipó da Amazônia, da Suvinil
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Faz três anos que o artista mora ali — e pretende continuar por um tempo. Recentemente, ele comprou um apartamento de presente para os pais, o qual também terá projeto de Vanessa.
RETRATO | Jota.pê está na cozinha. Iluminação da Now. Mesa de jantar e cadeiras verdes da Mazco; as demais são do acervo pessoal, assim como a cômoda. Banco de madeira da Tok&Stok e quadro de Bianca Foratori
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“Tenho viajado bastante e o melhor foi deixar essa casa mais confortável para eu trabalhar e viver. Vou muito para a sala de TV jogar videogame, ler e ver filmes, é um lugar que tenho para relaxar”, afirma o cantor. Ali, entre o silêncio e o som, o cotidiano vira melodia.
COZINHA | Destaque para o piso de granilite original. Banco de madeira da Tok&Stok e quadro de Bianca Foratori. A porta recebeu a tinta verde Cipó da Amazônia, da Suvinil
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